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sexta-feira, 9 de março de 2012

Zona Rural e Zona Urbana


Zona urbana é a área de um município caracterizada pela edificação contínua e a existência de equipamentos sociais destinados ás funções urbanas básicas, como habitação, trabalho, recreação e circulação.

No Brasil, a Lei Nº 5.172, de 25 de outubro de 1966 define zona urbana deve observar o requisito mínimo da existência de melhoramentos em pelo menos dois dos incisos seguintes, construídos ou mantidos pelo Poder Público:

I - meio-fio ou calçamento, com canalização de águas pluviais;
II - abastecimento de água;
III - sistema de esgotos sanitários;
IV - rede de iluminação pública, com ou sem posteamento para distribuição domiciliar;
V - escola primária ou posto de saúde a uma distância máxima de três quilômetros do local considerado.
A legislação municipal pode ainda considerar urbanas as áreas urbanizáveis, ou de expansão urbana, constantes de loteamentos aprovados pelos órgãos competentes, destinados à habitação, à indústria ou ao comércio, mesmo que localizados fora das zonas definidas nesses termos.


ZONA RURAL:
Por oposição a zona urbana, definem-se as zonas rurais (ou o meio rural, ou campo) como as regiões no município não classificadas como zona urbana ou zona de Expansão Urbana, não urbanizáveis ou destinadas à limitação do crescimento urbano, utilizadas em atividades agropecuárias, agro-industriais, extrativismo, silvicultura, e conservação ambiental.

Embora tradicionalmente estas áreas tenham sido primariamente utilizadas para a agricultura ou pecuária, atualmente grandes superfícies podem estar protegidas como uma área de conservação (de flora, fauna ou outros recursos naturais), terras indígenas, reservas extrativistas e ter outra importância económica, por exemplo, através do turismo rural ou ecoturismo.

quinta-feira, 24 de março de 2011

MERIDIANO de GREENWICH


No dia 22 de Outubro, comemoraram-se os 127 anos do Meridiano de Greenwich. Essa linha imaginária assinala a Longitude (0° 0' 0") e divide a Terra nos hemisférios oriental e ocidental – tal como o Equador a divide nos hemisférios norte e sul (Latitude 0º 0' 0"). Assim, qualquer ponto da superfície da Terra, se pode localizar através dessas duas coordenadas – longitude e latitude.
O Meridiano de Greenwich é o meridiano que passa sobre a localidade de Greenwich (no Observatório Real, nos arredores de Londres, Reino Unido) e que, por convenção, divide o globo terrestre em ocidente e oriente. Foi estabelecido por Sir George Biddell Airy em 1851.
Definido, por acordo internacional em 1884, como o primeiro meridiano, serve de referência para calcular distâncias em longitude e estabelecer os fusos horários. Cada fuso horário corresponde a uma faixa de quinze graus de longitude, sendo a hora de Greenwich chamada de Greenwich Mean Time (GMT).
O Meridiano de Greenwich atravessa dois continentes e sete países. Na Europa: Reino Unido, França e Espanha; na África: Argélia, Mali, Burkina Faso e Gana. O seu antimeridiano é o meridiano de 180º, que coincide fugazmente com a irregular Linha Internacional de Mudança de Data. Este cruza, ainda, uma parte da Rússia no estreito de Bering e uma das ilhas do arquipélago de Fiji, no Oceano Pacífico.
Como já referi, a 22 de Outubro de 1884, há precisamente 125 anos, foi aprovado, o meridiano de Greenwich como Meridiano de referência para todo o mundo, na Conferência Internacional do Primeiro Meridiano, em Washington D. C., Estados Unidos.
A partir dessa altura, para os países que aceitassem a norma, a longitude 0° passaria pelo Observatório Real de Greenwich, nos arredores de Londres. Além disso, o globo passava a estar dividido em 24 "gomos", os fusos horários, com uma hora ou 15 graus cada um. Os fusos horários seriam contados positivamente para leste, e negativamente para oeste, até ao Meridiano de 180º - o Anti-Meridiano, situado no Oceano Pacífico, onde seria a Linha Internacional de Mudança de Data.
Deve-se a Eratóstenes (276-196 AC) a base do sistema de coordenadas que ainda hoje se usa e que permite localizar, através de uma latitude e de uma longitude, qualquer lugar na superfície do globo. Se a questão da latitude sempre foi pacífica, medindo-se a partir dos zero graus do Equador, para norte e para sul, já a da longitude demorou muito mais tempo a padronizar-se.

terça-feira, 22 de março de 2011

HORÁRIO de VERÃO

 

O que é?

O Horário de Verão consiste no adiantamento dos relógios para promover economia de energia elétrica com o aproveitamento da luz natural dos dias mais longos das estações de verão/primavera; nas estações de outono/inverno os relógios são atrasados, retornando assim ao horário habitual.
O horário de verão é utilizado por cerca de 30 países. No Brasil, os relógios são adiantados ou atrasados em 1 hora, mas isto varia de país para país.
Foi Benjamin Franklin, em 1784, quem teve a idéia de implantar o horário de verão para economizar velas. Mas a proposta só foi encarada seriamente durante a I Guerra Mundial, sendo adotada também pela Inglaterra e Alemanha. Na II Guerra Mundial, a Inglaterra adotou o sistema novamente, adiantando os relógios em 2 horas. A partir daí, outros países adotaram o horário de verão e continuaram a utilizá-lo mesmo após a guerra.
Nos Estados Unidos, o horário de verão começa no primeiro domingo de abril e termina no último domingo de outubro. Na Inglaterra começa 1 semana antes do que nos Estados Unidos. Em outros países europeus termina na última semana de setembro. No Brasil, o horário de verão começa no início de outubro e termina em meados de fevereiro.

Perguntas & Respostas


1. O horário de verão traz mudanças para o relógio biológico?

Sim, os efeitos do horário de verão são semelhantes ao de uma viagem de avião em que se cruza um fuso horário, sendo que no início essa viagem seria no sentido leste-oeste e no término, no sentido oeste-leste. Em condições normais os diversos ritmos do nosso organismo (por ex. ciclo vigília-sono, ritmo de temperatura, etc..) estão sincronizados entre si (o que é chamado de ordem temporal interna) assim como ao claro-escuro ambiental. Com o horário de verão ou a mudança de fusos horários, o organismo tende a sincronizar seus ritmos ao novo horário, no entanto, como cada ritmo tem uma velocidade própria de ajuste ao novo horário, a relação de fase entre os ritmos é modificada (o que chamamos de desordem temporal interna). Após alguns dias ou semanas (dependendo do indivíduo) a ordem temporal interna é restabelecida.

2. Que tipo de alteração a pessoa pode apresentar?

Durante essa fase de desordem temporal interna o indivíduo pode experimentar um mal-estar, dificuldade para dormir no horário habitual (o horário do relógio) e sonolência diurna, o que pode levar também a alterações de humor e de hábitos alimentares.

3. É verdade que existem grupos de pessoas que sofrem mais, dependendo da regulagem de seu relógio biológico, os vespertinos por exemplo?

Sim, a resposta ao horário de verão é bastante variável entre os indivíduos. Um estudo feito no Brasil, no qual foram entrevistadas 77 pessoas de SP, RS e RN revelou que cerca de 50% das pessoas queixam-se da qualidade de sono após a implantação do horário e as diferenças entre o antes e depois são mais significativas para pessoas que dormem pouco (os chamados pequenos dormidores). Parece também que os indivíduos vespertinos teriam mais facilidade para se adaptar a entrada do horário do que os matutinos e na saída do horário a situação se inverteria, sendo mais fácil para os matutinos do que para os vespertinos, mas não existem estudos a esse respeito, trata-se de uma suposição.

4. De que forma essas pessoas são caracterizadas?

O caráter de matutinidade/vespertinidade é avaliado atráves de um questionário. As pessoas matutinas são aquelas que gostam de acordar e dormir cedo e sentem-se bem dispostas na parte da manhã. Os vespertinos são aqueles que preferem dormir mais tarde, acordar mais tarde (quando é possível), sentem-se bastante sonolentos na parte da manhã e atingem sua maior disposição do fim da tarde em diante. Além desses tipos, existem os indivíduos classificados como indiferentes porque possuem uma maior flexibilidade para alocar seu sono seja para mais cedo ou mais tarde, sem prejuízo ao seu bem-estar. É importante lembrar que a distribuição desses tipos na população segue uma distribuição normal, ou seja, a maioria é indiferente, os tipos extremos de matutinos e vespertinos são minoria, mas existem. A mesma regra vale para a existência de pequenos, médios e grandes dormidores, a maioria dos indivíduos necessita aproximadamente 8 horas de sono, enquanto uma pequena parcela necessita menos e outra parcela mais de 8 horas.

5. Isso é uma preferência pessoal?

Sim e não. É uma preferência pessoal no sentido que só o indivíduo é capaz de saber qual é a sua melhor hora para dormir, acordar, trabalhar, fazer exercícios físicos, etc..; mas essa preferência não pode ser atribuída exclusivamente às convenções sociais. Há evidências recentes de que o caráter de matutinidade/vespertinidade possui uma determinação genética.

6. Durante esse período, os riscos de acidentes podem aumentar? Há pesquisas sobre isso?

Sim, principalmente na entrada do horário de verão quando se perde pelo menos uma hora de sono. No Brasil não existem estatísticas a respeito. No Canadá foi realizado um estudo que mostrou que no dia seguinte à implantação do horário ocorreu um aumento de 7% no número de acidentes de trânsito. A situação volta ao normal somente uma semana após a implantação. Na retirada do horário (quando se ganha uma hora) ocorre uma diminuição do número de acidentes no primeiro dia e um aumento de cerca de 7% uma semana depois da retirada do sistema.

7. O que pode ser feito para minimizar os efeitos da mudança?

Recomenda-se aos indivíduos que, na medida do possível, preparem-se para dormir mais ou menos no horário de sempre (do relógio). Uma boa dica é dormir com as janelas abertas pelo menos nos primeiros dias para acordar com a claridade. Isso ajuda na sincronização. Outra recomendação é que não dirijam por muito tempo (por exemplo pegar estradas) durante os dias em que se sentem sonolentos e irritados.  

8. Sendo a implantação do horário no domingo, adiantar o relógio no sábado pode ser uma boa opção?

Sim, pode ser uma opção, mas como essa adaptação leva pelo menos uns 4 dias, não vai adiantar muito porque na segunda-feira possivelmente ainda se sentirá os efeitos da mudança, mas enfim pode ajudar.

Cidadão - Zé Ramalho

Esta letra de Zé Ramalho é uma aula sobre a Urbanização Brasileira

Tá vendo aquele edifício moço
Ajudei a levantar
Foi um tempo de aflição
Eram quatro condução
Duas prá ir, duas prá voltar
Hoje depois dele pronto
Olho prá cima e fico tonto
Mas me vem um cidadão
E me diz desconfiado
"Tu tá aí admirado?
Ou tá querendo roubar?"
Meu domingo tá perdido
Vou prá casa entristecido
Dá vontade de beber
E prá aumentar meu tédio
Eu nem posso olhar pro prédio
Que eu ajudei a fazer...
Tá vendo aquele colégio moço
Eu também trabalhei lá
Lá eu quase me arrebento
Fiz a massa, pus cimento
Ajudei a rebocar
Minha filha inocente
Vem prá mim toda contente
"Pai vou me matricular"
Mas me diz um cidadão:
"Criança de pé no chão
Aqui não pode estudar"
Essa dor doeu mais forte
Por que é que eu deixei o norte
Eu me pus a me dizer
Lá a seca castigava
Mas o pouco que eu plantava
Tinha direito a comer...
Tá vendo aquela igreja moço
Onde o padre diz amém
Pus o sino e o badalo
Enchi minha mão de calo
Lá eu trabalhei também
Lá foi que valeu a pena
Tem quermesse, tem novena
E o padre me deixa entrar
Foi lá que Cristo me disse:
"Rapaz deixe de tolice
Não se deixe amedrontar
Fui eu quem criou a terra
Enchi o rio, fiz a serra
Não deixei nada faltar
Hoje o homem criou asa
E na maioria das casas
Eu também não posso entrar
Fui eu quem criou a terra
Enchi o rio, fiz a serra
Não deixei nada faltar
Hoje o homem criou asas
E na maioria das casas
Eu também não posso entrar"
Hié! Hié! Hié! Hié!
Hié! Oh! Oh! Oh!

domingo, 20 de março de 2011

Brasil Noções Gerais



O Brasil é considerado um dos países de maior diversidade étnica do mundo, sua população apresenta características dos colonizadores europeus (brancos), dos negros (africanos) e dos indígenas (população nativa), além de elementos dos imigrantes asiáticos. A construção da identidade brasileira levou séculos para se formar, sendo fruto da miscigenação (interação entre diferentes etnias) entre os povos que aqui vivem.

Além de miscigenado, o Brasil é um país populoso. De acordo com dados do último Censo Demográfico, realizado em 2010 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a população total do país é de 190.732.694 habitantes. Essa quantidade faz do Brasil o quinto mais populoso do mundo, atrás da China, Índia, Estados Unidos da América (EUA) e Indonésia, respectivamente.

Apesar de populoso, o Brasil é um país pouco povoado, pois a densidade demográfica (população relativa) é de apenas 22,3 habitantes por quilômetro quadrado. Outro fato que merece ser destacado é a distribuição desigual da população no território nacional. Um exemplo desse processo é a comparação entre o contingente populacional do estado de São Paulo (41,2 milhões) com o da região Centro-Oeste (14 milhões).

O território brasileiro é dividido em cinco macrorregiões (Centro-Oeste, Nordeste, Norte, Sudeste e Sul), que somadas apresentam 26 estados e 1 Distrito Federal. As regiões brasileiras são estabelecidas pelo IBGE, cujo critério utilizado é agrupar em um mesmo complexo regional estados com semelhanças nos aspectos físicos, sociais, econômicos e culturais. Tal medida visa facilitar o desenvolvimento de políticas públicas no país.

quinta-feira, 3 de março de 2011

MURALHA da CHINA


Visão privilegiada de uma importante obra da humanidade.
A Muralha da China, também denominada de Grande Muralha, corresponde a uma intrigante construção arquitetônica edificada na época da China Imperial com finalidade militar.

A construção da Muralha foi realizada no decorrer de dois milênios, abrangeu muitas dinastias, não é constituída somente por uma estrutura e sim composta por várias muralhas. No início de sua construção a utilização era fundamentalmente militar, hoje representa um dos principais símbolos da China e se consagra como um importante ponto turístico.

A construção da Muralha teve início no ano 220 A.C. e sua conclusão ocorreu somente no século XVI, na dinastia Ming. De acordo com historiadores, para conceber tal monumento foi necessário o uso da mão-de-obra de milhões de pessoas.

Os colonizadores europeus que chegaram ao continente asiático, mais precisamente na China, permaneceram perplexos ao contemplar o elevado grau de desenvolvimento tecnológico inserido nas civilizações da Índia e China, pois se tratava de uma época remota.

Apesar disso, os chineses já dominavam diversos assuntos como a matemática, astronomia, artes, cartografia e possuíam domínio pleno em técnicas de engenharias destinadas à construção de edificações tais como a muralha.

Um dos principais, senão o mais importante, exemplos de aplicação de conhecimentos de engenharia é a Muralha, imensa construção arquitetônica que possui aproximadamente 8.851,8 quilômetros de extensão, 7,5 metros de altura e 3,75 metros de largura, é considerada como uma das mais fantásticas obras construídas pelo homem, hoje é reconhecida com uma das sete maravilhas do mundo.

O objetivo militar da Muralha da China era de impedir a entrada de tribos nômades oriundas da Mongólia e da Manchúria, essa construção pretendia defender o norte do país contras tais invasores.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Blocos econômicos


Os tipos de blocos

Os blocos econômicos são classificados de acordo com os diferentes tipos de acordo firmados. Atualmente, há quatro classificações: a zona de livre comércio, a união aduaneira, o mercado comum e a união econômica e monetária. Os blocos formados a partir de tratados de zona de livre comércio são os que apresentam menor grau de integração. Já os firmados sob um pacto de união econômica e monetária representam o estágio de maior interdependência. Para facilitar a compreensão, observe o seguinte quadro:

Zona de livre comércio
• Livre circulação de mercadorias, ou seja, não há impostos na circulação de produtos entre os países membros.
• A moeda nacional é mantida.
• Cada país define o imposto de importação para os produtos
vindos de nações não-pertencentes ao bloco e as regras para o trânsito de capitais, serviços e pessoas.

União aduaneira
• Livre circulação de mercadorias.
• Cada país define suas regras para a circulação de capitais, serviços e pessoas.
• A moeda nacional é mantida.
• Imposto de importação comum para as mercadorias vindas de nações não-pertencentes ao bloco.

Mercado comum
• Livre circulação de mercadorias, capitais, serviços e pessoas.
• Imposto de importação comum para produtos vindos de nações não-pertencentes ao bloco.
• A moeda nacional é mantida.

União econômica e monetária
• Livre circulação de mercadorias.
• Imposto comum para produtos vindos de fora do bloco.
• Livre circulação de capitais, serviços e pessoas.
• Moeda é comunitária. Exemplo: euro, na União Européia.

Maiores blocos econômicos

Apec – A Cooperação Econômica da Ásia e do Pacífico foi criada em 1989 e é o maior dos blocos. Tem como objetivo estabelecer uma zona de livre comércio entre todos os seus integrantes até o ano 2020. Começou apenas com conversações informais entre os países membros da Asean e seis outros parceiros da região do Pacífico, incluindo Estados Unidos e Japão, e foi oficializado em 1993. Reúne 20 países da região da Ásia e do Pacífico, além do território de Hong Kong. Juntos somam um PIB de 16,5 trilhões de dólares e respondem por mais de 40% das exportações mundiais.
Membros: Austrália, Brunei, Canadá, Chile, China, Cingapura, Coréia do Sul, EUA, Federação Russa, Filipinas, Hong Kong (China), Indonésia, Japão, Malásia, México, Nova Zelândia, Papua Nova Guiné, Peru, Tailândia, Taiwan (Formosa) e Vietnã.

Asean – Criada em 1967, na Tailândia, a Associação das Nações do Sudeste Asiático tem como objetivo principal assegurar a estabilidade política como uma maneira de acelerar o desenvolvimento no Sudeste asiático. Tem programas de cooperação entre os membros em diversas áreas como transportes, educação e energia. Em 1992, os membros assinaram um acordo com o objetivo de eliminar as barreiras econômicas e alfandegárias até o ano 2002.
Membros: Brunei, Camboja, Cingapura, Filipinas, Indonésia, Laos, Malásia, Mianmar, Tailândia, Vietnã.

Mercosul – O Mercado Comum do Sul foi instituído em 1991 com a assinatura do Tratado de Assunção, no Paraguai. Inicia-se como uma zona de livre comércio, mas apresenta propostas de união aduaneira. Como todos os processos envolvendo a integração de países, o aperfeiçoamento das regras de liberalização econômica é gradual.
Membros: Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai. Bolívia e Chile são países associados, ou seja, embora estejam incluídos no processo de formação de uma zona livre de comércio, não adotaram o princípio de união aduaneira.

Nafta – O Acordo de Livre Comércio da América do Norte foi iniciado em 1988 a partir de um acordo entre Estados Unidos e Canadá para garantir o livre comércio entre os dois países. Em 1994, o acordo passa a vigorar já com a presença do México. O Nafta surge graças aos esforços dos EUA como uma forma de fazer frente ao poder da União Européia. A união, no entanto, não é tão ambiciosa como a dos europeus, visto que se trata de uma zona de livre comércio, sem pretensões de estabelecer uma moeda única ou permitir a livre circulação de pessoas. Os EUA exercem um papel hegemônico dentro do Nafta e pretendem expandi-lo para todo o continente americano por meio da Alca, uma associação de países em moldes parecidos com os do Nafta, mas abrangendo toda a América.
Membros: Canadá, Estados Unidos e México.

União Européia – Foi o primeiro bloco econômico a ser formado (1957) e o melhor organizado. Tem sua origem na criação da Comunidade Econômica Européia, agrupamento formado a princípio por seis nações, mas que foi incorporando novas adesões com o passar dos anos. A organização da UE tem sido um processo lento, com várias etapas. Um dos marcos de sua história foi a aprovação, em 1991, do Tratado de Maastricht (Holanda) que estabeleceu o ano de 1993 para a formalização da União Européia como um bloco com união econômica e monetária, fixando uma data para a implantação de uma moeda única. Em 1992, caíram as barreiras alfandegárias dentro do bloco.
A moeda comunitária, o euro, entrou em circulação em 1999, em um primeiro momento servindo apenas para transações dentro do sistema financeiro. O cronograma de implantação prevê que em 2002 a utilização seja estendida a qualquer tipo de transação comercial. O processo de integração é complexo e impõe determinadas regras para que os países possam pertencer ao grupo, por exemplo a inflação deve ser baixa e o déficit público não pode superar 3% do PIB. A integração é contínua e há expectativa de ampliar as fronteiras da UE para um maior número de países europeus.
Membros: Alemanha, Áustria, Bélgica, Dinamarca, Espanha, Finlândia, França, Grécia, Irlanda, Itália, Luxemburgo, Holanda, Portugal, Reino Unido e Suécia.
Atualmente é formada por 25 países-membros.

Outros blocos econômicos

Alca – A Área de Livre Comércio das Américas é um bloco ainda em viabilização. Estabelecido em 1994, pretende criar um corredor de livre comércio entre todos os 34 países do continente americano, exceto Cuba. Seu principal articulador são os Estados Unidos. A eliminação de todas as barreiras alfandegárias ainda está em negociação e calcula-se que a Alca começará a funcionar como bloco somente após 2005.
Membros: todos os países americanos, exceto Cuba.

Caricom – O Mercado Comum e Comunidade do Caribe nasceu em 1973. Seu objetivo é a cooperação econômica e política. Como a Asean, também tem projetos comuns em áreas de desenvolvimento como saúde e educação. É a instituição que representa os países membros na discussão da Alca.
Membros: Antígua e Barbuda, Bahamas, Barbados, Belize, Dominica, Granada, Guiana, Haiti, Jamaica, Santa Lúcia, São Cristóvão e Névis, São Vicente e Granadinas, Suriname, Trinidad e Tobago.

CEI – A Comunidade dos Estados Independentes surge em 1991 com o fim da União Soviética. Originalmente, pretendia estabelecer uma moeda única, o rublo, e a centralização das Forças Armadas. Na prática, a integração político-econômica sofre com a instabilidade política dos países integrantes que, entre outros problemas, enfrentam movimentos separatistas.
Membros: Armênia, Azerbaidjão, Belarus, Cazaquistão, Federação Russa, Geórgia, Moldávia, Quirguistão, Tadjiquistão, Turcomenistão, Ucrânia, Uzbequistão.

Sadc – A Comunidade da África Meridional para o Desenvolvimento foi estabelecida oficialmente em 1992, mas teve origem na Conferência de Coordenação do Desenvolvimento do Sul da África (SADCC), criada em 1979. Pretende formar um mercado comum entre as nações africanas, além de cooperar para manter a estabilidade política na região.
Membros: Angola, África do Sul, Botsuana, Lesoto, Malauí, Maurício, Moçambique, Namíbia, República Democrática do Congo (ex-Zaire), Seicheles, Suazilândia, Tanzânia, Zâmbia e Zimbábue.

Pacto Andino – Criado em 1969 com o objetivo de aumentar a integração econômica entre os países membros. Em 1992, começa a vigorar uma zona de livre comércio. Tentativas de acordos entre esse bloco e o Mercosul não deram certo devido às barreiras tarifárias no setor agrícola e o principal parceiro econômico de todos seus países membros continua sendo os Estados Unidos.
Membros: Bolívia, Colômbia, Equador, Peru e Venezuela.

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Urbanização Mundial


Um dos assuntos mais abordados nos tempos atuais é a Urbanização. Praticamente qualquer assunto vai estar direta ou indiretamente ligado a este processo, que vai ser tratado neste post. A palavra “Urbanização” deriva da palavra “urbano” que significa qualquer coisa relacionada à cidade, assim como “rural” significa qualquer coisa relacionada ao campo. No mundo contemporâneo a maior parte dos países é urbanizado, ou seja, possui a maior parcela de sua população na cidade. Mas isso nem sempre foi assim.

Em um período da História chamado de Idade Média(século V-XV), a Europa vivia o Feudalismo e era ruralizada, ou seja, possuia a maior parte de sua população no campo e era neste ambiente o ponto de troca e comércio. Porém com o fim do Feudalismo, um novo sistema econômico chamado de Capitalismo, viria. O Capitalismo passaria a valorizar a cidade e então aconteceria um Êxodo Rural,ou seja, um intenso movimento de saída do campo para a cidade. Desde esse tempo até os tempos atuais, a cidade é o ambiente mais valorizado mundialmente.

Se quando aconteceu o Êxodo Rural, começou a Urbanização então, pode-se definir Urbanização como o processo de crescimento da população da cidade em relação a do campo. Porém, os efeitos não são apenas demográficos. Os modos de vida mudam drasticamente, se tornando um modo de vida urbano- heterogeneidade das atividades econômicas, consumismo, pavimentação, energia elétrica, hospitais, escolas, etc.

Este processo de Urbanização foi desigual e não ocorreu ao mesmo tempo para todos. Para os países do Norte, ou seja, os desenvolvidos, a Urbanização é um processo antigo que se iniciou com a Revolução Industrial e apresenta poucos problemas sócio-urbano-espaciais. Para os países do Sul, ou seja, os subdesenvolvidos e em desenvolvimento, a Urbanização só foi iniciar bem depois da Revolução Industrial e apresenta inúmeros problemas sócio-econômico-espaciais. Além disso, a Urbanização nos países do Norte é considerada normal pois é acompanhada por uma grande oferta de empregos. Já nos países do Sul, é considerada anormal pois não é acompanhada por um igual número de empregos. Desse modo percebemos o grande abismo que o processo de Urbanização deixa entre os países do Norte e do Sul.

Há várias formas de crescimento urbano, ou seja, formas que uma cidade pode crescer. Por exemplo:

-Horizontalização: É o crescimento através da construção de um elevado número de casas, logo a cidade cresce horizontalmente.

-Verticalização: É o crescimento através de um elevado número de edifícios, logo a cidade cresce verticalmente. Abaixo está um exemplo de área verticalizada:

-Conurbação: É a junção física entre duas ou mais cidades.

-Metropolização: Acontece quando uma cidade passa a ser mais importante que as demais( processo de polarização). Assim forma-se uma Metrópole que pode ser Nacional ou apenas Regional.

-Megalopolização: É a conurbação(junção) entre duas ou mais metrópoles, formando uma Megalópole. A maior megalópole do mundo é Tokaido e a mais antiga é Boswash que vai desde Boston até Washington.

-Cidades Dormitórios: Acontece quando a maior parte da população de uma cidade passa o dia inteiro trabalhando em outra cidade e voltam apenas para dormir. Geralmente são cidades pequenas e sem grande ofertas de emprego.

-Cortiços: Espaços em que objetos, cômodos, móveis, etc, são compartilhados.

-Favelas: Espaços gerados pela exclusão social. Os mais ricos constróem áreas nobres em que os mais pobres não podem ter acesso e acabam construindo casas em terrenos impróprios como encostas de morros, formando as favelas. São marcadas pela falta de educação de qualidade, de saneamenteo básico e de segurança.

-Megacidades: São cidades com mais de 10 milhões de habitantes. No Brasil, São Paulo é um exemplo.

Há também a Desmetropolização, a Especulação Imobiliária entre várias outras formas de crescimento urbano. Mas uma das mais importantes é a chamada Rede Urbana, uma espécie de articulação entre cidades. Há dois tipos de Rede Urbana: a Clássica e a Atual.

Perceba que na clássica há uma hierarquia urbana( vai da menor-vila- até o maior-metrópole nacional). Na rede urbana atual não existe essa hierarquia, a vila pode se comunicar diretamente com a Metrópole Nacional e vice-versa.

É inegável que a Urbanização tenha trazido desenvolvimento para os países e industrialização mas também trouxeram inúmeros problemas de âmbito social e ambiental. Aqui estão listados alguns problemas sociais gerados pela Urbanização:

-Queda da qualidade de vida;

-Violência Urbana;

-Desemprego Estrutural, que é o desemprego gerado pela mecanização das indústrias. A máquina acaba substituindo o homem, deixando muitos sem emprego. Uma máquina faz o serviço de 100 homens;

-Terceirização: É o crescimento do terceiro setor de trabalho, o comércio. Também chamado de Crescimento do Mercado Informal, é causado pela falta de qualificação das pessoas e pelo Desemprego Estrutural, já que os desempregados irão procurar trabalho neste setor.

Estes são alguns problemas sociais, agora estarão listados problemas ambientais gerados pela Urbanização:

-Desmatamento:Ocorre no ambiente rural, geralmente para tirar a cobertura vegetal primária e trocá-la por plantações e pastagens. O Desmatamento causa aumento da temperatura global, erosão, perda de biodiversidade, aumento de CO2 na atmosfera, entre outros problemas.

-Poluição Atmosférica: gerada pelos gases poluentes liberados pelas indústrias, como CO2( gás carbônico) e CH4(metano).

-Chuva Ácida: quando as indústrias liberam no ar o enxofre, este vai se misturar com outras substâncias e formar o H2SO4( ácido sulfúrico). Em outras palavras, vai chover ácido sulfúrico causando a chuva ácida que causa doenças de pele, acidificação das águas e do solo, corrosão de metais e monumentos históricos, etc. Abaixo está o dano que a chuva ácida pode causar a um monumento:



-Efeito Estufa: é o efeito que causa aumento da temperatura global através da liberação de gases estufa como CO2 e CH4. Estes gases impedem que os raios ultravioletas do Sol voltem, mantendo-os presos na Terra. Isso causa, dentre outras consequências, o derretimento das geleiras que ocasiona o aumento do nível do mar, fazendo com que cidades litorâneas sejam inundadas e sumam do mapa. Abaixo está um exemplo de geleira derretida:

-Ilha de Calor: Ocorre em grandes cidades, quando há a intensa desarborização e verticalização fazendo com que a temperatura da cidades suba muito. Embaixo está um esquema de ilha de calor:

-Inversão Térmica: Este é um fenômeno natural que ocorre todo final de madrugada. O normal é que o ar quente esteja em baixo e o ar frio em cima. Com a inversão térmica, esta ordem é trocada. Porém, com a queima de combustíveis fósseis como o petróleo a Inversão Térmica está deixando de ser um fenômeno apenas natural e está ocorrendo em pleno dia. Assim, os gases poluentes não conseguem passar pela camada de ar frio que fica em baixo com a Inversão e acabam criando uma nuvem de fumaça que causa aumento da temperatura e doenças respiratórias. Abaixo está representado o normal e o invertido:

-Resíduos Sólidos: É o chamado lixo urbano, gerado pelo consumismo. As formas de solução são: lixão, aterro sanitário, incineração e reciclagem. Veja abaixo o tempo que cada material jogado na natureza demora para se decompor( em especial, observe o tempo que um simples pedaço de vidro leva para se decompor):

Assim, podemos concluir que a Urbanização possui 2 faces: a boa que gera desenvolvimento e industrialização e a ruim que gera todos esses problemas sociais e ambientais citados. A melhor maneira de conciliar a Urbanização com o bem da sociedade e da natureza é através do desenvolvimento sustentável, ou seja, desenvolvimento e natureza sempre juntos.

OBS: Nem todos os países do mundo são urbanizados. Grande parte dos países africanos, socialistas e alguns subdesenvolvidos são ruralizados.

A URBANIZAÇÃO NO BRASIL

Resumo: Nesta postagem será explicado como a urbanização afetou o Brasil, e contribuiu para formar várias metrópoles em todas as regiões. Mas também contribuiu para alguns problemas sociais.

Podemos afirmar que o Brasil, hoje, é um país urbanizado. Com a saída de pessoas do campo em direção às cidades, os índices de população urbana vem aumentando sistematicamente em todo o país. A parti da década de 60, as cidades passaram por um processo de dispersão espacial, à medida que novas porções do território foram sendo apropriadas pelas atividades agropecuárias.
É considerável o numero de pessoas que trabalham em atividades rurais e residem nas cidades. As greves dos trabalhadores bóias-frias acontecem nas cidades, o lugar onde moram. São inúmeras as cidades que nasceram e cresceram em áreas do país que tem a agroindústria como impulso das atividades econômicas secundárias e terciárias.

Em virtude da modernização do campo, assiste-se a uma verdadeira expulsão dos pobres, que encontram nas grandes cidades seu único refúgio. Como as industrias absorvem cada vez menos mão-de-obra e o setor terciário apresentam um lado moderno, que exige qualificação profissional, a urbanização brasileira vem caminhando lado a lado com o aumento da pobreza e a deterioração crescente das possibilidades de vida digna aos novos cidadãos urbanos.

Os moradores da periferia, das favelas e dos cortiços tem acesso a serviços de infra-estrutura precários. O espaço urbano, quando não oferece oportunidades, multiplica a pobreza.

A REDE URBANA BRASILEIRA

Apenas a parti da década de 40, que se estruturou uma rede urbana em escala nacional. Até então, o Brasil era formado por “arquipélagos regionais” polarizados por suas metrópoles e capitais regionais. A integração econômica entre São Paulo, Zona da Mata nordestina, Meio-Norte e região Sul era extremamente frágil. Com a modernização da economia, primeiro as regiões Sul e Sudeste formaram um mercado único que, depois, incorporou o Nordeste e, mais recentemente, também o Norte e o Centro-Oeste.

As metrópoles concentravam os índices de crescimento urbano e econômico e detinham o poder político em grandes frações do território. É o caso de Belém, Fortaleza, Recife, Salvador, Belo Horizonte, São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba e Porto Alegre. As metrópoles abrigavam, em 1950, aproximadamente 18% da população do país; em 1970, cerca de 25%; e, em 1991, mais de 30%.

A medida que a infra-estrutura de transportes e comunicações foi se expandindo pelo país, o mercado se unificou e a tendência a concentração urbano-industrial ultrapassou a escala regional, atingindo o país como um todo. Assim, os grandes pólos industriais da região Sudeste, passaram a atrair um enorme contingente de mão-de-obra das regiões que não acompanharam seu ritmo de crescimento econômico e se tornaram metrópoles nacionais. Após a Revolução de 1930, que levou Getulio Vargas ao poder, até meados da décadas de 70, o governo o federal concentrou investimentos de infra-estrutura industrial na região Sudeste, que , em conseqüência, se tornou o grande centro de atração populacional do país. Os migrantes que a região recebeu eram, constituídos por trabalhadores desqualificados e malremunerados, que foram se concentrando na periferia das grandes cidades.

Com o passar dos anos, a periferia se expandiu demais e a precariedades do sistema de transportes urbanos levou a população de baixa renda a preferir morar em favelas e cortiços no centro das metrópoles.

A rede urbana interfere na vida das pessoas de maneiras diferentes. As pessoas de classe social mais alta podem aproveitar de tudo numa metrópole, todos os recursos estão a disposição. Mas outros que já não podem nem levar ao mercado o que produzem, são presos aos preços e as carências locais. Para estes a rede urbana não é totalmente uma realidade.

As condições de determinada região determinam a desigualdade entre as pessoas. Por isso, muitos são cidadãos diminuídos ou incompletos.

AS METRÓPOLES BRASILEIRAS

As regiões metropolitanas brasileiras foram criadas por lei aprovadas no Congresso Nacional em 1973, que as definiu como “um conjunto de municípios contíguos e integrados socioeconomicamente a uma cidade central, com serviços públicos e infra-estrutura comum”.

A medida que as cidades vão se expandindo horizontalmente, ocorre a conurbação, ou seja, elas se tornam contínuas, plenamente integradas, e os problemas de infra-estrutura urbana são comuns ao conjunto de municípios da metrópoles.

Foram criados os conselhos deliberativos e consultivos para administrar esses problemas comuns a um conjunto de cidades. Recebe o nome de Secretária de Estado dos Negócios Metropolitanos. Na prática, acaba tomando decisões administrativas em função de determinações políticas e sob ordens do governador do estado, deixando as determinações técnicas em ultimo plano.

No Brasil, são legalmente reconhecidas treze regiões metropolitanas. Duas delas São Paulo e Rio de Janeiro são nacionais. As outras onze metrópoles, Belo Horizonte, Porto Alegre, Recife, Salvador, Fortaleza, Curitiba, Belém, Baixada Santista, Vitória, São Luís e Natal, são consideradas regionais por exercerem seu poder de polarização apenas em escala regional.

A baixada Santista e a região de Campinas, que, juntamente com o vale do Paraíba, formam a primeira megalópole brasileira entre São Paulo e Rio de Janeiro, agrupam um conjunto de treze cidades-satélites são administrados pelo governo do Distrito Federal. Em 1998, foi aprovado pelo Senado projeto autorizado a Presidência da Republica a instituir a Região Integrada de Desenvolvimento do Entorno. A secretaria do Entorno do Distrito Federal é responsável pela política de planejamento integrado de 42 municípios. Manaus, apesar de ter superado a cifra de um milhão de habitantes e exercer enorme poder de polarização em uma vasta área da Amazônia, não possui nenhum município a ela conurbação e poder, portanto, ser administrada apenas pelo poder municipal

Metropole é o conjunto de cidades (ou entidades políticos-administrativas correspondentes, como os municípios) conurbadas e que tem uma cidade principal que, geralmente, lhe dá o nome.
Metropolização é o processo em que as cidades de uma região metropolitana (ou apenas uma cidade fora de região metropolitana) estão em via de se tornarem uma metrópole, ou seja, prestes a abrigar mais de 1 milhão de habitantes em uma região ou apenas em uma cidade. No Brasil, é um fenômeno recorrente, pois se até 1960 o país tinha apenas 2 cidades com mais de um milhão de habitantes, este número hoje é bem superior. Este processo, cumpre ressaltar, costuma, ao menos no que se refere ao Brasil, vir acompanhado de um sem número de problemas sociais originados quer da precariedade das condições dos migrantes que chegam na área em processo de urbanização, quer da oferta reduzida de infra-estrutura nas comunidades urbanas dessas regiões

Hierarquia urbana nada mais é do que a escala de subordinação entre as cidades, geralmente da seguinte forma: as pequenas cidades que existem aos milhares, que se subordinam as cidades médias, que existem em número menor que as pequenas cidades, estas, as cidades médias, que se subordinam às cidades intermédias. As grandes cidades ou metrópoles, que são muito poucas.

No Brasil (De acordo com a classificação do IBGE)

●Metrópoles globais: suas áreas de influencia ultrapassam as fronteiras de seus estados, região ou mesmo do país (Ex. São Paulo).

●Metrópoles nacionais: encontram-se no primeiro nível da gestão territorial, constituindo foco para centros localizados em todos os pontos do país (Ex. São Paulo e Rio de Janeiro).

●Metrópoles regionais: constituem o segundo nível da gestão territorial, e exercem influência na macrorregião onde se encontram (Ex. Belém, Belo Horizonte, Curitiba, Fortaleza, Goiânia, Manaus, Porto Alegre, Recife e Salvador),Campinas, Maceió, Natal, São Luís, Teresina e Vitória, Florianópolis..

●Capitais regionais: constituem o terceiro nível da gestão territorial, e exercem influência no estado e em estados próximos.
Capitais regionais A: Ex. Aracaju, , Campo Grande, Cuiabá, João Pessoa, Mossoró
Capitais regionais B: Ex. Blumenau, Ribeirão Preto, São José do Rio Preto, Uberlândia, Montes Claros, Palmas, Passo Fundo e Porto Velho.
Capitais regionais C: Araçatuba, Presidente Prudente, Rio Branco, Santarém, São José dos Campos, Sobral e Sorocaba.

●Centros sub-regionais: exercem influência apenas em cidades próximas, povoados e zona rural. Dividem-se em dois níveis:
Centros sub-regionais A: Ex. Foz do Iguaçu, Franca, Pato Branco, Sinop.
Centros sub-regionais B: Andradina, Angra dos Reis, Assis, e Balneário Camboriú.

terça-feira, 3 de agosto de 2010

A Regionalização Brasileira

Em seus mais de 8,5 milhões de km2, o Brasil engloba diferentes aspectos naturais, humanos e econômicos. Levando-se em conta essa diversidade, costuma-se dividi-lo em regiões, com base na relativa homogeneidade observável em determinadas áreas.
Para efeito administrativo, adota-se a divisão em cinco macroregiões proposta pelos Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que foi criado em 1934 com a finalidade de fazer levantamentos econômicos, demográficos e sociais que possibilitassem um conhecimento mais empírico da realidade brasileira. Para efeito de analise, entretanto, utiliza-se também a divisão em três complexos regionais elaborada pelo geógrafo Pedro Pinchas Geider do IBGE.

As Macrorregiões do IBGE

A Republica Federativa do Brasil, segundo a Constituição de 1988, compõe-se de 27 unidades políticas, sendo 26 Estados e 1 Distrito Federal, onde se localiza a sede do governo.
A divisão regional do país proposta pelo IBGE, respeitando os limites dos estados da federação distribui essas 27 unidades em cinco microrregiões: Norte, Nordeste, Sudeste, Sul e Centro-Oeste, Os critérios para a distribuição são os seguintes: a análise da população, a forma de ocupação do solo, a hierarquia urbana, os hábitos e as tradições de população de consumo, o nível cultural médio dos grupos sociais e o estágio de desenvolvimento das diversas áreas.

A Divisão em Complexos Regionais

Uma das diferenças mais marcantes entre a regionalização do Brasil proposta pelo IBGE é a divisão em três complexos regionais – Amazônia, Nordeste e Centro-Sul – é que esta não segue necessariamente os limites das fronteiras estaduais, pois seus critérios incluem fenômenos sociais e econômicos cujo dinamismo implica uma delimitação espacial que modifica muito.
Assim, para definir esses complexos, privilegiam-se os aspectos geográficos mais significativos em cada um: o quadro natural na Amazônia, o quadro social do Nordeste e o quadro econômico no Centro-Sul. Evidentemente, a existência de elementos que dão certa homogeneidade a essas áreas não significa que elas não comportem uma gama de aspectos diferenciados, dada sua grande extensão territorial.

- Complexo Regional da Amazônia

Abrange quase 60% do território nacional, mas contem apenas cerca de 7% da população do país, caracterizando-se como o complexo regional menos povoado do Brasil.
Em razão desse imenso vazio demográfico e de uma historia econômica que a manteve da economia nacional, essa região tornou-se conhecida muito mais por suas características naturais, em especial o clima quente e chuvoso e a presença das mais exuberantes paisagens vegetais do planeta, a floresta equatorial, do que pelas características de sua população ou pela sua capacidade produtiva.
Nas ultimas décadas, no entanto, sobretudo na sua porção oriental, passou a apresentar uma dinâmica mais intensa, a partir de um processo de ocupação calcado na implantação de grandes projetos agropecuários e de exportação de minerais, vinculados ao grande capital nacional ou transnacional.

- Complexo Regional do Nordeste

Com uma área equivalente a pouco mais de 15% do país e uma população que corresponde a 25% do total de brasileiros, pode ser caracterizada como uma área medianamente povoada.
A grande questão do complexo nordestino não reside na sua extensão territorial ou no seu numero de habitantes, nem no seu quadro natural, que é bastante diversificado. O principal elemento caracterizador da região, o que lhe dá homogeneidade, é o quadro social e econômico.
De todo o Brasil, o complexo nordestino é, sem duvida, a porção que mais se caracteriza por uma economia tradicional, em que os entraves à modernização são muito fortes e dificultam ao extremo uma aceleração da dinâmica do desenvolvimento regional. Tal situação fica evidente quando analisam seus indicadores sociais, bem abaixo da média nacional.

- Complexo regional do Centro-Sul

Abrangendo uma área de quase 25% do país, concentra cerca de 68% da população brasileira, sendo a região mais populosa e mais povoada.
Esse complexo é o mais dinâmico em termos de economia nacional, em praticamente em todos os setores de atividade. Nele estão concentrados os investimentos em produção agrária, produção industrial, desenvolvimento tecnológico, pesquisa cientifica, infra-estrutura, transportes e energia. Assim como serviços, as atividades financeiras e as sedes das grades empresas de capital nacional e estrangeiro.
Por isso é a região brasileira na qual se concentra a maior parte da renda nacional e oferece em media, as melhores condições de vida a seus habitantes.