Mostrando postagens com marcador Meio ambiente. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Meio ambiente. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 29 de abril de 2016

Os 12 grandes problemas ambientais da humanidade


Os 12 grandes problemas ambientais da humanidade

Uma análise da UNEP (United Nations Environment Programme – Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente) sobre os grandes problemas mundiais da atualidade em relação ao ambiente, levantou 12 grandes problemas que preocupam pesquisadores, administradores e gerentes da área ambiental, são eles:
1. Crescimento demográfico rápido: Mesmo considerando que a taxa de fecundidade das mulheres está diminuindo nos países desenvolvidos, o crescimento demográfico aliado ao desenvolvimento tecnológico acelera a pressão sobre os sistemas e recursos naturais, e em geral traz como consequência mais impactos ambientais, devido ao aumento na produção industrial e nos padrões de consumo.
2. Urbanização acelerada: além do rápido crescimento demográfico, a aglomeração de população em áreas urbanas está gerando grandes centros com 15 milhões de habitantes ou mais. Esses centros de alta densidade populacional demandam maiores recursos, energia e infra-estrutura, além de criarem problemas complexos de caráter ambiental, econômicos e principalmente social.
3. Desmatamento: a taxa anual de desmatamento das florestas, especialmente das tropicais, ocasiona diversos problemas como erosão, diminuição da produtividade dos solos, perda de biodiversidade, assoreamento de corpos hídricos e etc.
4. Poluição marinha: a poluição marinha está se agravando cada vez mais devido a: descargas de esgotos domésticos e industriais através de emissários submarinos, desastres ecológicos de grandes proporções, como naufrágio de petroleiros, acúmulo de metais pesados no sedimento marinho nas regiões costeiras e estuários, perda de biodiversidade (exemplo: espécies frágeis de corais), poluição térmica de efluentes de usinas nucleares e etc.
5.    Poluição do ar e do solo: ocasionada principalmente pelas indústrias, agroindústria e automóveis, através de: emissões atmosféricas das indústrias, disposição inadequada de resíduos sólidos (exemplo: lixões) e de resíduos industriais que causam poluição do solo, acúmulo de aerossóis na atmosfera provenientes da poluição veicular e industrial, contaminação do solo por pesticidas e herbicidas, e etc.
6. Poluição e eutrofização de águas interiores – rios, lagos e represas: a poluição orgânica provenientes dos centros urbanos e atividades agropecuárias gera uma variedade de efeitos sobre os recursos hídricos continentais, os quais são fundamentais para o abastecimento público das populações. Essa pressão resulta na deterioração da qualidade da água, causada pelo fenômeno da eutrofização, acúmulo de metais pesados no sedimento, alterações no estoque pesqueiro e geralmente inviabiliza alguns dos usos múltiplos dos recursos hídricos.
7. Perda da diversidade genética: o desmatamento e outros problemas ambientais acarreta em perda de biodiversidade, ou seja em extinção de espécies e perda da variabilidade da flora e da fauna. A biodiversidade e seus recursos genéticos são fundamentais para futuros desenvolvimentos tecnológicos.
8. Efeitos de grandes obras civis: a construção de obras civis de grande porte, como represas de usinas hidrelétricas, portos e canais, gera impactos consideráveis e díficeis de mensurar sobre sistemas aquáticos e terrestres.
9. Alteração global do clima: o aumento da concentração dos gases estufa na troposfera terrestre (primeira camada da atmosfera) e de partículas de poluentes está causando um fenômeno conhecido como aquecimento global, que é o aumento da temperatura do planeta, devido a maior retenção da radiação infravermelha térmica na atmosfera. Cada grau celsius de aumento da temperatura terrestre irá trazer consequências diferentes, e estas são acumulativas, segundo o 2º relatório do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC) apenas 1º C a mais já é suficiente para derreter as geleiras de topos de montanha do mundo todo, comprometendo abastecimento locais de água, e se o aumento chegar a 4º C estima-se que até 3,2 bilhões de pessoas poderão sofrer com a falta d’água e que a subida do nível do mar irá ameaçar a existência de cidades costeiras em todo o mundo.  As previsões de aquecimento para o fim deste século estimam entre 1,8º C e 4º C a mais na média da temperatura mundial.
10. Aumento progressivo das necessidades energéticas e suas conseqüências ambientais: o aumento da demanda energética devido ao crescimento populacional, urbanização e crescente desenvolvimento tecnológico gera a necessidade da construção de novas usinas hidrelétricas e termelétricas, grandes e pequenas usinas nucleares, e etc. E quanto maior a utilização de combustíveis fosséis (termelétricas, carvão mineral) mais gases de efeito estufa são lançados na atmosfera. Outros tipos de matrizes energéticas como hidrelétricas e usinas nucleares possuem impactos ambientais associados a sua construção e operação (exemplo: falta de tratamento para os resíduos nucleares).
11. Produção de alimentos e agricultura: A agricultura de alta produção é uma grande consumidora de energia, de pesticidas e de fertilizantes. A expansão das fronteiras agrícolas aumenta as taxas de desmatamento e perda de biodiversidade.
12. Falta de saneamento básico: principalmente nos países subdesenvolvidos, a falta de saneamento básico é um problema crucial devido às inter-relações entre doenças de veiculação hídrica, distribuição de vetores e expectativa de vida adulta e taxa de mortalidade infantil. E também pela poluição orgânica gerada pelo aporte de esgostos domésticos e drenagem pluvial em corpos d’água devido a falta de infra-estrutura adequada e a lançamentos irregulares.
Dentre os problemas ambientais que afetam o Brasil, podemos listar os mais críticos:
1. Desmatamento, que acarreta em perda de Biodiverdidade;
2. Erosão devido a desmatamento e manejo inadequado do solo na agricultura e pecuária;
3.  Poluição das águas e solos devido a falta de saneamento básico nas áreas urbanas e rurais;
4. Falta de políticas de gerenciamento de resíduos sólidos nas áreas urbanas, gerando “lixões”;
5. Poluição industrial.
No entanto, a partir da década de 70, a humanidade começou a tomar consciência dos seus impactos sobre a natureza, devido principalmente as consequências econômicas que as reações da natureza a esses impactos geravam, como mais gastos com saúde pública. Isso levou ao surgimento de uma nova abordagem de desenvolvimento econômico conciliatório com a conservação ambiental, surgiu assim o conceito de desenvolvimento sustentável.
- See more at: http://www.licenciamentoambiental.eng.br/os-12-grandes-problemas-ambientais-da-humanidade/#sthash.IaiBd7rw.dpuf

quarta-feira, 28 de maio de 2014

Protocolo de Kyoto

Conferência de Kyoto (Japão, 1997)

 
Com a realização da COP-3, no Japão, os organismos internacionais tomaram uma nova posição com relação às questões ambientais, embora houvesse um conflito entre União Europeia e Estados Unidos. Nessa conferência foi criado o Protocolo de Kyoto. Um documento legalizado que sugere a redução de gases do efeito estufa (cujas metas são de 5,2%) e para que fosse aprovado, os países desenvolvidos deveriam aceitar o acordo, pois eles correspondiam a maior parte das emissões de gases poluentes da atmosfera. Assim, com a criação do protocolo surge o Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL) e os certificados de carbono.

Em 2004 ocorreu uma reunião na Argentina que fez aumentar a pressão para que se estabelecessem metas de redução na emissão de gases por parte dos países em desenvolvimento até 2012.

O ano que marcou o início efetivo do Protocolo de Kyoto foi 2005, vigorando a partir do mês de fevereiro. Com a entrada em vigor do Protocolo de Kyoto, cresceu a possibilidade do carbono se tornar moeda de troca. O mercado de créditos de carbono pode aumentar muito, pois países que assinaram o Protocolo podem comprar e vender créditos de carbono.

Na verdade, o comércio de carbono já existe há algum tempo, a bolsa de Chicago, por exemplo, já negociava os créditos de carbono ao valor de 1,8 dólares por tonelada, já os programas com consentimento do Protocolo de Kyoto conseguem comercializar carbono com valores de 5 a 6 dólares a tonelada.

segunda-feira, 26 de maio de 2014

Conferências Sobre Meio Ambiente

Em dois momentos as Nações Unidas reuniram-se para debater questões globais com vistas à busca de soluções para os problemas de ordem ambiental que afligem o Planeta: a primeira vez em Estocolmo, em 1972, e a segunda, no Rio de Janeiro, em 1992. As principais características e resultados dessas duas Conferências estão descritos a seguir.

Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente Humano e Documentos Resultantes

«Estocolmo 1972»

Os sérios problemas ambientais que afetavam o mundo foram a causa da convocação pela Assembléia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em 1968, da Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente Humano, que veio a se realizar em junho de 1972 em Estocolmo. Essa Conferência chamou a atenção das nações para o fato de que a ação humana estava causando séria degradação da natureza e criando severos riscos para o bem estar e para a própria sobrevivência da humanidade. Foi marcada por uma visão antropocêntrica de mundo, em que o homem era tido como o centro de toda a atividade realizada no planeta, desconsiderando o fato de a espécie humana ser parte da grande cadeia ecológica que rege a vida na Terra.
A Conferência foi marcada pelo confronto entre as perspectivas dos países desenvolvidos e dos países em desenvolvimento. Os países desenvolvidos estavam preocupados com os efeitos da devastação ambiental sobre a Terra, propondo um programa internacional voltado para a Conservação dos recursos naturais e genéticos do planeta, pregando que medidas preventivas teriam que ser encontradas imediatamente, para que se evitasse um grande desastre. Por outro lado, os países em desenvolvimento argumentavam que se encontravam assolados pela miséria, com graves problemas de moradia, saneamento básico, atacados por doenças infecciosas e que necessitavam desenvolver-se economicamente, e rapidamente. Questionavam a legitimidade das recomendações dos países ricos que já haviam atingido o poderio industrial com o uso predatório de recursos naturais e que queriam impor a eles complexas exigências de controle ambiental, que poderiam encarecer e retardar a industrialização dos países em desenvolvimento.
A Conferência contou com representantes de 113 países, 250 organizações-não-governamentais e dos organismos da ONU. A Conferência produziu a Declaração sobre o Meio Ambiente Humano, uma declaração de princípios de comportamento e responsabilidade que deveriam governar as decisões concernentes a questões ambientais. Outro resultado formal foi um Plano de Ação que convocava todos os países, os organismos das Nações Unidas, bem como todas as organizações internacionais a cooperarem na busca de soluções para uma série de problemas ambientais.

Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento e Documentos Resultantes
«Rio de Janeiro 1992»
Em 1988 a Assembléia Geral das Nações Unidas aprovou uma Resolução determinando à realização, até 1992, de uma Conferência sobre o meio ambiente e desenvolvimento que pudesse avaliar como os países haviam promovido a Proteção ambiental desde a Conferência de Estocolmo de 1972. Na sessão que aprovou essa resolução o Brasil ofereceu-se para sediar o encontro em 1992.
Em 1989 a Assembléia Geral da ONU convocou a Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento (CNUMAD), que ficou conhecida como "Cúpula da Terra", e marcou sua realização para o mês de junho de 1992, de maneira a coincidir com o Dia do Meio Ambiente.
Dentre os objetivos principais dessa conferência, destacaram-se os seguintes:
  1. examinar a situação ambiental mundial desde 1972 e suas relações com o estilo de desenvolvimento vigente;
  2. estabelecer mecanismos de transferência de tecnologias não-poluentes aos países subdesenvolvidos;
  3. examinar estratégias nacionais e internacionais para incorporação de critérios ambientais ao processo de desenvolvimento;
  4. estabelecer um sistema de cooperação internacional para prever ameaças ambientais e prestar socorro em casos emergenciais;
  5. reavaliar o sistema de organismos da ONU, eventualmente criando novas instituições para implementar as decisões da conferência.
Essa Conferência foi organizada pelo Comitê Preparatório da Conferência (PREPCOM), que foi formado em 1990 e tornou-se responsável pela preparação dos aspectos técnicos do encontro. Durante as quatro reuniões do PREPCOM antecedentes à Conferência, foram preparados e discutidos os termos dos documentos que foram assinados em junho de 1992 no Rio de Janeiro.
O PREPCOM foi também importante na medida em que inovou os procedimentos preparatórios de Conferências internacionais, permitindo um amplo debate político e intercâmbio de idéias entre as delegações oficiais e os representantes dos v rios setores da sociedade civil, por meio de entidades e cientistas. A participação ativa de atores não-governamentais nesse processo é um indício do papel cada vez mais importante desses atores em negociações internacionais. Em geral, pode-se dizer que representantes de ONGs e do setor privado têm tido um papel significativo nos anos recentes na elaboração de importantes acordos internacionais, assistindo delegações oficiais, ou até sendo incluídos como parte das mesmas.
A Conferência da ONU propiciou um debate e mobilização da comunidade internacional em torno da necessidade de uma urgente mudança de comportamento visando a preservação da vida na Terra. A Conferência ficou conhecida como "Cúpula da Terra" (Earth Summit), e realizou-se no Rio de Janeiro entre 3 e 14 de junho de 1992, contando com a presença de 172 países (apenas seis membros das Nações Unidas não estiveram presentes), representados por aproximadamente 10.000 participantes, incluindo 116 chefes de Estado. Além disso, receberam credenciais para acompanhar as reuniões cerca de 1.400 organizações-não-governamentais e 9.000 jornalistas.
Como produto dessa Conferência foram assinados 05 documentos. São eles:
  1. Declaração do Rio sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento
  2. Agenda 21
  3. Princípios para a Administração Sustentável das Florestas
  4. Convenção da Biodiversidade
  5. Convenção sobre Mudança do Clima

terça-feira, 13 de maio de 2014

sábado, 14 de julho de 2012

Os 10 Mandamentos dos amigos do Planeta

O decálogo do Amigo do Planeta, de autoria do Vilmar Berna, tem por objetivo estimular um maior aprofundamento sobre o sentido de cidadania ambiental que deve reger o nosso cotidiano e o passo a passo para a formação de um Clube dos Amigos do Planeta na Escola, bem como sugestões de ações práticas a serem realizadas pelos alunos.

1 - Só Jogue Lixo no Lugar Certo

É horrível quando a gente vê alguém jogando lixo no chão. As ruas, praças e qualquer logradouro público não são terra de ninguém, mas pertencem a todos. Você não jogaria lixo na casa de alguém, jogaria? Pois é, a rua pertence a todos, tem muitos donos.

O lixo espalhado, além de atrair ratos, moscas, mosquitos, cria um aspecto horrível de poluição em sua cidade. E, depois, custa muito dinheiro de impostos para limpar, dinheiro que podia estar sendo usado para outras obras. Um Amigo do Planeta só joga seu lixo nos locais apropriados, ou guarda no bolso e traz para colocar na lixeira da própria casa.

2 - Poupe Água e Energia

A água que você usa não sai da parede. Ela vem de algum rio ou manancial. Os rios estão sendo agredidos pela poluição e pelo desmatamento, o que torna a água potável cada vez menos disponível, o que eleva o custo de seu tratamento.

Quanto à energia, existe a elétrica ou então vem de fontes como gás, petróleo, lenha e carvão. Elas vão escassear cada vez mais e algumas não são renováveis, como o petróleo, por exemplo.

3 - Não Desperdice

Evite consumir além do necessário. Adquira o indispensável em alimentos, objetos, roupas, brinquedos etc. As lojas e supermercados estão cheios de inutilidades que só fazem gastar mais e mais recursos naturais na fabricação. Reflita antes de comprar.

Rejeite produtos descartáveis, como copos, garrafas etc. Além de poluírem e aumentarem o volume de lixo, também apressam o esgotamento dos recursos naturais. Reutilize as sacolas de compra. Prefira alimentos naturais, evitando enlatados, empacotados, refrigerantes, os alimentos industrializados, além de mais caros, podem causar alergias e outros males e, às vezes, nem têm grandes funções nutritivas.

4 - Proteja os Animais e as Plantas

Cada animal ou planta é um ser vivo como você e tem tanto direito à vida, à liberdade e ao bem estar quanto nós. Embora você não perceba, sua vida está interligada com a de todos os outros seres. É essa interligação que forma a ‘teia da vida’ que garante a sobrevivência de todos. Por ter perdido esta noção, nossa espécie vem causando tanto prejuízo e poluição à natureza, com conseqüências cada vez mais graves para a nossa qualidade de vida.

Os seres humanos são os únicos com capacidade de modificar em profundidade seu meio ambiente. Nós temos usado essa capacidade para piorar as coisas. Agora precisamos fazer o contrário, para nossa própria sobrevivência.

5 - Proteja as Árvores

Para fabricar papel é preciso cortar árvores, logo, poupar papel é uma forma de defender as árvores. Utilize os dois lados da folha de papel. Leve sua sacola de compras ao supermercado. Faça coleta seletiva em sua casa. Recicle o papel, fabricando novo papel a partir do papel usado.

A outra forma de ajudar é defendendo as árvores existentes e plantando novas árvores. Adote uma árvore. Cuide dela com carinho e respeito.

6 - Evite Poluir Seu Meio Ambiente

Use o menos possível o automóvel, programando suas saídas. Ele provoca poluição do ar. Acostume-se a ouvir música sem aumentar muito o volume do som. Som alto provoca poluição sonora. Enfim, reveja seu dia-a-dia e tome as atitudes ecológicas que julgar mais corretas e adequadas para você. Não espere que alguém venha fazer isso por você. Faça você mesmo.

7 - Faça Coleta Seletiva do Lixo


É fácil separar o lixo seco (inorgânico: papel, plástico, metal, vidro) do lixo molhado (orgânico: restos de comida, cascas de frutas etc.). Você estará contribuindo para poupar os recursos naturais, aumentar a vida útil dos depósitos públicos de lixo, diminuir a poluição. É só ter duas vasilhas diferentes a lado da pia da cozinha e um lugar para depositar o lixo seco até alcançar um volume que permita sua venda ou doação - e boa vontade.

8 - Só Use Biodegradáveis


Existem certos produtos de limpeza que não se degradam na natureza, como sabões, detergentes etc. Procure certificar-se, ao comprar estes produtos, de que são biodegradáveis. Evite o uso de venenos e inseticidas. Uma casa limpa é suficiente para afastar insetos e ratos. Os inseticidas são altamente nocivos para o meio ambiente e para a saúde das pessoas.

9 - Conheça Mais a Natureza


Estude e leia mais sobre a natureza, mesmo que não seja tarefa da escola. Tenha em casa livros, revistas que falem sobre a natureza. Faça um álbum de recortes com figuras de animais e plantas. Procure no dicionário palavras como saúde do trabalhador, reciclagem, reaproveitamento, habitat, biodegradáveis etc. Quanto mais você souber, melhor poderá agir em defesa da natureza.

10 - Participe Dessa Luta

Não adianta você ficar só estudando e conhecendo mais sobre a natureza. É preciso combinar estudo e reflexão com ação. Você pode agir sozinho, procurando políticos ou a imprensa, por exemplo, para denunciar ou protestar contra os abusos, poluições, depredações. Também pode agir em grupo. Quando estamos unidos, somos mais fortes e capazes de encontrar soluções para enfrentar os problemas ambientais.

* Fonte: www.jornaldomeioambiente.com.br

domingo, 27 de maio de 2012

Rio 92

A preocupação com os problemas ambientais vem se intensificando a cada ano, pois é necessária uma mudança comportamental urgente para não agravar ainda mais a degradação do meio ambiente. No entanto, há algumas décadas essa temática tem sido abordada; o primeiro grande evento foi a Conferência de Estocolmo, realizada em 1972 na Suécia.

Outro grande evento para debate ambiental foi a Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento, realizada entre os dias 3 e 14 de junho de 1992, na cidade do Rio de Janeiro, Brasil. O evento, que ficou conhecido como ECO-92 ou Rio-92, fez um balanço tanto dos problemas existentes quanto dos progressos realizados, e elaborou documentos importantes que continuam sendo referência para as discussões ambientais.

Diferentemente da Conferência de Estocolmo, a Eco-92 teve um caráter especial em razão da presença maciça de inúmeros chefes de Estado, demonstrando assim a importância da questão ambiental no início dos anos 90. Durante o evento, o presidente Fernando Collor de Mello transferiu temporariamente a capital federal para o Rio de Janeiro. As forças armadas foram convocadas para fazer uma intensa proteção da cidade, sendo responsáveis também pela segurança de todo o evento.

A ECO-92 contou também com um grande número de Organizações Não Governamentais (ONGs), que realizaram de forma paralela o Fórum Global, que aprovou a Declaração do Rio (ou Carta da Terra). Conforme esse documento, os países ricos têm maior responsabilidade na preservação do planeta.

Duas importantes convenções foram aprovadas durante a ECO-92: uma sobre biodiversidade e outra sobre mudanças climáticas. Outro resultado de fundamental importância foi a assinatura da Agenda 21, um plano de ações com metas para a melhoria das condições ambientais do planeta.

A Agenda 21 consiste em um acordo estabelecido entre 179 países para a elaboração de estratégias que objetivem o alcance do desenvolvimento sustentável.

Esse documento está estruturado em quatro seções:

- Dimensões sociais e econômicas;
- Conservação e gestão dos recursos para o desenvolvimento;
- Fortalecimento do papel dos principais grupos sociais;
- Meios de implementação.

O aprofundamento da Convenção sobre Mudanças Climáticas resultou na elaboração do Protocolo de Kyoto, de 1997, que objetiva a redução da emissão de gases causadores do efeito de estufa.
Porém, muitos países desenvolvidos e em desenvolvimento, em virtude do modelo de produção e consumo estabelecido, não colocaram em prática as políticas ambientais elaboradas durante esses eventos, intensificando o aquecimento global.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Os hotspots pela Terra

Saiba onde estão os 34 hotspots ambientais do mundo.

­

­

domingo, 28 de agosto de 2011

HOTSPOTS OU PONTOS QUENTES

O termo hotspots, pontos quentes, é empregado em diversas áreas do conhecimento, por exemplo, em genética são locais nos genes nos quais mutações ocorrem com uma freqüência excepcionalmente alta, em geociências indicam locais do manto terrestre onde existe uma anomalia térmica relacionadas ao magma, que seria a polpa da Terra que vaza na crosta em forma de lava pelos vulcões, e também em informática, pontos de acesso a internet sem fio disponibilizados ao público ou WiFi. Há ainda os hotspots da biodiversidade ou ambientais, tema deste artigo.

Um dos maiores dilemas dos conservacionistas é saber quais são as áreas mais importantes para preservar a biodiversidade na Terra. Para tentar resolver esse problema o ecólogo inglês Norman Myers criou em 1988 o conceito dos hotspots, que estabeleceu 10 áreas críticas para a preservação em florestas tropicais. Entre essas áreas estão os Andes tropicais, Madagascar e a Mata Atlântica.

Em 1996, o primatólogo norte-americano, Russell Mittermeier, presidente da ONG (organização não governamental) Conservation International, liderou um estudo que aperfeiçoou a teoria inicial de Myers e identificou 17 hotspots. Três anos depois, com a contribuição de mais de 100 pesquisadores, foi ampliado para 25 o número de hotspots. Em fevereiro de 2004 a Conservation International ampliou para 34, as regiões consideradas hotspots.

Mata Atlântica
Imagem cedida pela SOS Mata Atlântica
A Mata Atlântica é um dos hotspots ambientais da Terra

Dois fatores são críticos na escolha de um hotspot: a existência de espécies endêmicas, ou seja, que são restritas a um ecossistema específico e grandes taxas de destruição do habitat. Quando Myers estabeleceu 10 áreas críticas para a conservação, ele não utilizou critérios quantitativos com a relação à definição de um hotspot. Contudo, com o passar dos anos foram introduzidos patamares quantitativos na sua definição, assim hotspot passou a ser considerado uma região com a existência de pelo menos 1500 espécies endêmicas de plantas e com 75% ou mais da sua vegetação destruída. Dessa forma, é tido como toda área prioritária para conservação, isto é, com alta biodiversidade e com alto grau de ameaça. Com isso o conceito de hotspot concentra-se em ecossistemas fragmentados e devastados, como é o caso da Mata Atlântica que hoje possui apenas entre 7% a 8% da sua extensão original, e estes estão distribuídos, na sua maior parte, em fragmentos de diferentes tamanhos.

A fragmentação do habitat, que assola praticamente todos os biomas, é um processo pelo qual o tipo de habitat é parcialmente removido e subdividido. Os processos de fragmentação e perda de habitat ocorrem, de forma geral, simultaneamente.

Para escolha desses pontos críticos levou-se em consideração que a biodiversidade não está igualmente distribuída ao redor do planeta. Para se ter uma idéia, somando a área de todos os hotspots são apenas 2,3% da superfície terrestre, e nessas áreas se concentram em torno 50% das plantas e 42% dos vertebrados conhecidos.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Desertificação na Região do Pampa


Área atingida pelo processo de desertificação
Um grande problema tem assolado o sudoeste do Rio Grande do Sul, o processo de arenização dos solos, conhecido também como desertificação. Esse processo é provocado, principalmente, pela atividade agropecuária extensiva que é exercida ao longo de décadas na região.

Como a composição vegetativa do local é a pradarias e/ou pampas e o solo possui características arenosas, esse se torna fácil de ser fragmentado. Isso ocorre após a retirada da cobertura vegetal original para substituir por outras espécies, com fins comerciais, geralmente monoculturas (cultivo de uma única cultura em grandes extensões de terra), ou mesmo para o plantio de pastagens para a produção pastoril.

A partir desses agravantes o solo é disseminado por meio das ações erosivas eólicas (vento) e das chuvas (pluvial). Como chove praticamente o ano todo no local, as enxurradas aceleram o processo gerando imensas erosões, denominadas de voçorocas, e o vento se encarrega de dispersar a areia formando dunas e expandindo a desertificação, nos dias atuais as manchas já atingem, aproximadamente, quatro mil hectares.

Esse fenômeno provocado pela ação antrópica ocasiona uma mudança da paisagem e dificulta o desenvolvimento das práticas agrícolas, além disso, compromete o ecossistema das áreas atingidas.

quarta-feira, 15 de junho de 2011

INVERSÃO TÉRMICA



Este fenômeno climático ocorre principalmente nos grandes centros urbanos, regiões onde o nível de poluição é muito elevado. A inversão térmica ocorre quando há uma mudança abrupta de temperatura devido à inversão das camadas de ar frias e quentes, nos últimos dias os aeorportos dos estados brasileiros do Sul e Sudeste estiveram paralizados em função das condições ambientais, com forte neblina. ISTO È  INVERSÃO TÉRMICA.
Como ocorre a Inversão Térmica

A camada de ar fria, por ser mais pesada, acaba descendo e ficando numa região próxima a superfície terrestre, retendo os poluentes. O ar quente, por ser mais leve, fica numa camada superior, impedindo a dispersão dos poluentes.

Este fenômeno climático pode ocorrer em qualquer dia do ano, porém é no inverno que ele é mais comum. Nesta época do ano as chuvas são raras, dificultando ainda mais a dispersão dos poluentes, sendo que o problema se agrava.

Nas grandes cidades, podemos observar no horizonte, a olho nu, uma camada de cor cinza formada pelos poluentes. Estes são resultado da queima de combustíveis fósseis derivados do petróleo (gasolina e diesel principalmente) pelos automóveis e caminhões. 
Problemas de Saúde
Este fenômeno afeta diretamente a saúde das pessoas, principalmente das crianças, provocando doenças respiratórias, cansaço entre outros problemas de saúde. Pessoas que possuem doenças como, por exemplo, bronquite e asma são as mais afetadas com esta situação.
Soluções
Soluções para estes problemas estão ligados diretamente à adoção de politicas ambientais eficientes que visem diminuir o nível de poluição do ar nos grandes centros urbanos. A substituição de combustíveis fósseis por biocombustíveis ou energia elétrica poderia reduzir significativamente este problema. Campanhas públicas conscientizando as pessoas sobre a necessidade de trocar o transporte individual (particular) pelo transporte público (ônibus e metrô) também ajudaria a amenizar o problema. A fiscalização nas regiões onde ocorrem queimadas irregulares também contibuiria neste sentido.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Desmatamento da Amazônia


A Amazônia ocupa uma área de mais de 6,5 milhões de km² na parte norte da América do Sul, passando por nove países: o Brasil, Venezuela, Colômbia, Peru, Bolívia, Equador, Suriname, Guiana e Guiana Francesa. 85% dessa região fica no Brasil (5 milhões de km², 7 vezes maior que a França) em 61% do território nacional e com uma população que corresponde a menos de 10% do total de brasileiros. A chamada “Amazônia Legal” compreende os estados do Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia, Roraima e parte dos estados do Mato Grosso, Tocantins e Maranhão perfazendo aproximadamente 5.217.423km².
Quando falamos em desmatamento na Amazônia é comum as pessoas confundirem a região citada acima com o estado do Amazonas, o que limita a compreensão do verdadeiro problema que essa região enfrenta. Em toda a região amazônica calcula-se que cerca de 26.000km são desmatados todos os anos.
No Brasil, só em 2005 foram 18.793km² de áreas desmatadas, sendo que uma das principais causas é a extração de madeira, na maior parte ilegal. Segundo dados do Grupo Permanente de Trabalho Interministerial Sobre Desmatamento na Amazônia, desde 2003 foram apreendidos cerca de 701mil m³ de madeira em tora provenientes de extração ilegal. Devido à dificuldade de fiscalização e a pouca infra-estrutura na maior parte da região, alguns moradores se vêem forçados a contribuir com a venda de madeira ilegal por não terem nenhum outro meio de renda ou mesmo por se sentirem coibidos pelos madeireiros. Até mesmo alguns índios costumam trabalhar na atividade ilegal de extração de madeira, vendendo a tora de mogno, por exemplo, a míseros R$30, quando na verdade, o mogno chega a valer R$3 mil reais no mercado.
Outras causas apontadas são os crescimentos da população e da agricultura na região. Até 2004, cerca de 1,2 milhões de hectares de florestas foram convertidas em plantação de soja só no Brasil. Isso porque desmatar áreas de florestas intactas custa bem mais barato para as empresas do que investir em novas estradas, silos e portos para utilizar áreas já desmatadas.
Além de afetar a biodiversidade (a Amazônia possui mais de 30% da biodiversidade mundial), o desmatamento na Amazônia afeta, e muito, a vida das populações locais que sem a grande variedade de recursos da maior bacia de água doce do planeta se vêem sem possibilidade de garantir a própria sobrevivência, tornando-se dependentes da ajuda do governo e de organizações não governamentais.
Nos últimos anos a Amazônia Brasileira vêm registrando a pior seca de sua história. Em 2005, alguns lagos e rios tiveram sua vazão reduzida a tal ponto que não passavam de pequenos córregos de lama, alguns até chegaram a secar completamente, ocasionando a morte dos peixes. O pior é que esse efeito tende a se agravar com o tempo. Com os rios secando e a diminuição da cobertura vegetal, diminui a quantidade de evaporação necessária para a formação de nuvens, tornando as florestas mais secas.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Hidrelétricas na Amazônia


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou na quinta-feira (26) passada o decreto que autoriza a concessão da exploração do potencial hidrelétrico da usina de Belo Monte, no rio Xingu (PA). Com isso, o consórcio Norte Energia, que venceu em abril o leilão para a construção da hidrelétrica, fica autorizado a iniciar as obras. O consórcio é composto por 18 empresas, tendo Eletrobrás, Chesf e Eletronorte como principais acionistas. Ele poderá explorar o potencial hídrico da usina por 35 anos.
De acordo com o Planalto, a Norte Energia firmará contratos de comercialização da energia produzida em Belo Monte com as concessionárias de distribuição num valor total de R$ 62 bilhões. A expectativa é de que a hidrelétrica comece a operar em 2015. A construção da usina, que será a terceira maior do mundo, gerou protestos de ambientalistas e da população indígena que vive nas margens do rio Xingu. Eles alegam que a hidrelétrica vai provocar desmatamentos e alagar tribos indígenas. O governo, por sua vez, explica que o projeto final da usina teve o reservatório reduzido em relação à proposta inicial em 60%. De acordo com a Presidência, a média de áreas alagadas por usinas hidrelétricas é de 0,49km² por megawatt, enquanto Belo Monte terá um impacto de 0,04 km² por megawatt instalado, o que não provocará grandes alagamentos.
A capacidade mínima da usina que será construída no Pará é de 11.233,1 megawatts, menor apenas que a de Três Gargantas, no rio Yangtzé, na China, e a da binacional Itaipu.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

ENERGIAS LIMPAS


A companhia israelense do setor de energia Innowattech está transformando o tráfego da hora do rush em fonte de eletricidade “limpa”.
A empresa começou a instalar geradores especiais sob rodovias e trilhos capazes de produzir energia em massa através dos meios de transporte. Exemplo: entre três e seis centímetros de profundidade no solo da estrada de Haifa, ao norte de Israel, há geradores que transformam em energia a força mecânica da pressão dos pneus dos veículos. Trata-se de um processo tecnológico chamado piezeletricidade.
Uma única faixa, de um quilômetro, equipada com o gerador, já está fornecendo aos israelenses 0,5 megawatt por hora, o suficiente para iluminar 600 casas durante um mês.
Um dos desafios era determinar o material ideal na montagem desses geradores e optou-se por peças de cerâmica, uma vez que elas acusam com extrema rapidez o peso dos veículos. Outra questão: onde posicioná-los? Como 80% da energia será sempre gerada por caminhões e demais automóveis pesados e mais largos, os pesquisadores concluíram que os geradores têm de ficar posicionados a 60 centímetros do acostamento. Na fase de testes, eles foram ligados a um aparelho que mede a corrente elétrica. Quando um caminhão passava, a corrente subia. No poste, o resultado: as lâmpadas se acendiam. Para quem dirige na nova estrada os geradores são imperceptíveis.
Apesar de serem comprovadamente eficientes, os geradores têm limitações: coletam fluxos estáveis de eletricidade somente em estradas e trilhos em que haja tráfego intenso. Ocorre, porém, que o pico de demanda energética da manhã e da noite por parte da população coincide com o horário em que o movimento de carros é bem mais pesado. Feliz coincidência. Por enquanto, o custo do projeto é de US$ 650 mil por quilômetro.

Fonte: IstoÉ

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

O PROTOCOLO DE KYOTO



O Protocolo de Kyoto é fruto da preocupação com o aquecimento global.
Esse Protocolo tem como objetivo firmar acordos e discussões internacionais para conjuntamente estabelecer metas de redução na emissão de gases-estufa na atmosfera, principalmente por parte dos países industrializados, além de criar formas de desenvolvimento de maneira menos impactante àqueles países em pleno desenvolvimento.

Diante da efetivação do Protocolo de Kyoto, metas de redução de gases foram implantadas, algo em torno de 5,2% entre os anos de 2008 e 2012. O Protocolo de Kyoto foi implantado de forma efetiva em 1997, na cidade japonesa de Kyoto, nome que deu origem ao protocolo. Na reunião, oitenta e quatro países se dispuseram a aderir ao protocolo e o assinaram, dessa forma se comprometeram a implantar medidas com intuito de diminuir a emissão de gases.

As metas de redução de gases não são homogêneas a todos os países, colocando níveis diferenciados de redução para os 38 países que mais emitem gases, o protocolo prevê ainda a diminuição da emissão de gases dos países que compõe a União Européia em 8%, já os Estados Unidos em 7% e Japão em 6%. Países em franco desenvolvimento como Brasil, México, Argentina, Índia e principalmente a China, não receberam metas de redução, pelo menos momentaneamente.

O Protocolo de Kyoto não apenas discute e implanta medidas de redução de gases, mas também incentiva e estabelece medidas com intuito de substituir produtos oriundos do petróleo por outros que provocam menos impacto. Diante das metas estabelecidas o maior emissor de gases do mundo, Estados Unidos, se desligou em 2001 do protocolo, alegando que a redução iria comprometer o desenvolvimento econômico do país.

As etapas do Protocolo de Kyoto

Em 1988, ocorreu na cidade canadense de Toronto a primeira reunião com líderes de países e classe científica para discutir sobre as mudanças climáticas, na reunião foi dito que as mudanças climáticas têm impacto superado somente por uma guerra nuclear. A partir dessa data foram sucessivos anos com elevadas temperaturas, jamais atingidas desde que iniciou o registro.


Em 1990, surgiu o IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática), primeiro mecanismo de caráter científico, tendo como intenção alertar o mundo sobre o aquecimento do planeta, além disso, ficou constatado que alterações climáticas são principalmente provocadas por CO2 (dióxido de carbono) emitidos pela queima de combustíveis fósseis.


Em 1992, as discussões foram realizadas na Eco-92, que contou com a participação de mais de 160 líderes de Estado que assinaram a Convenção Marco Sobre Mudanças Climáticas.

Na reunião, metas para que os países industrializados permanecessem no ano de 2000 com os mesmos índices de emissão do ano de 1990 foram estabelecidas. Nesse contexto as discussões levaram à conclusão de que todos os países, independentemente de seu tamanho, devem ter sua responsabilidade de conservação e preservação das condições climáticas.


Em 1995, foi divulgado o segundo informe do IPCC declarando que as mudanças climáticas já davam sinais claros, isso proveniente das ações antrópicas sobre o clima. As declarações atingiram diretamente os grupos de atividades petrolíferas, esses rebateram a classe científica alegando que eles estavam precipitados e que não havia motivo para maiores preocupações nessa questão.

No ano de 1997, foi assinado na cidade japonesa o Protocolo de Kyoto, essa convenção serviu para firmar o compromisso, por parte dos países do norte (desenvolvidos), em reduzir a emissão de gases. No entanto, não são concretos os meios pelos quais serão colocadas em prática as medidas de redução e se realmente todos envolvidos irão aderir.


Em 2004 ocorreu uma reunião na Argentina que fez aumentar a pressão para que se estabelecessem metas de redução na emissão de gases por parte dos países em desenvolvimento até 2012.

O ano que marcou o início efetivo do Protocolo de Kyoto foi 2005, vigorando a partir do mês de fevereiro. Com a entrada em vigor do Protocolo de Kyoto, cresceu a possibilidade do carbono se tornar moeda de troca. O mercado de créditos de carbono pode aumentar muito, pois países que assinaram o Protocolo podem comprar e vender créditos de carbono.

Na verdade o comércio de carbono já existe há algum tempo, a bolsa de Chicago, por exemplo, já negociava os créditos de carbono ao valor de 1,8 dólares por tonelada, já os programas com consentimento do Protocolo de Kyoto conseguem comercializar carbono com valores de 5 a 6 dólares a tonelada.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

BRASIL: 5º maior emissor de gases de efeito estufa do mundo

As emissões brasileiras de gases que contribuem para o efeito estufa cresceram 45% em 11 anos, de 1994 a 2005, atingindo, no total emitido apenas nesse último ano, 2,19 bilhões de toneladas, indica um levantamento divulgado pelo Ministério da Ciência e Tecnologia nesta terça-feira (26).
O dado faz parte do inventário de emissões que servirá para atualizar as estatísticas sobre o país na Convenção do clima das Nações Unidas, cujos signatários voltam a se reunir no final de novembro em Cancún, no México.
O novo número consolida a posição brasileira como o 5º maior emissor de gases de efeito estufa do mundo, atrás de China, Estados Unidos, União Europeia e Indonésia.
Esse é o segundo levantamento sobre emissões produzido pelo Brasil. Na última edição, que considerou até o ano de 1994, o volume de emissões registrado nesse ano foi de aproximadamente 1,6 bilhão de toneladas.
Apesar de um crescimento acumulado de 45% em 11 anos, o governo brasileiro acredita que o país poderá fechar o ano de 2009 com 1,77 bilhão de toneladas de gases emitidos, o que representa uma queda de 19% em relação a 2005.
De acordo com o levantamento do Ministério da Ciência e Tecnologia, mudanças no uso da terra e florestas, que inclui as consequências do desmatamento, representaram 61% do total de gases do efeito estufa emitidos pelo país em 2005.
O setor agrícola, com queima de resíduos e o manejo de dejetos animais, vem em segundo lugar, com 19% do total, seguido pelo setor energético (15%) e pelo de processos industriais (3%).
No final de 2008, o Brasil assumiu como meta voluntária a redução de até 38,9% de suas emissões até 2020, considerando como base o ano de 1990.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Cerrado e Caatinga

Senado quer cerrado e caatinga como patrimônio nacional


O Senado incluiu na terça-feira (6) o cerrado e a caatinga entre os biomas considerados patrimônio nacional. Com a mudança, eles se equiparam à Floresta Amazônica e ao Pantanal que já são constitucionalmente considerados patrimônios do país – na tentativa de aumentar o rigor sobre o controle dos biomas para evitar a exploração indevida dos recursos naturais.

A PEC (Proposta de Emenda à Constituição) com a mudança segue agora para análise da Câmara.

Relator da proposta, o senador Demóstenes Torres (DEM-GO) disse que o texto conserta um “erro histórico” que excluiu os biomas da lista de patrimônios nacionais.
“Não podemos permanecer inertes frente à dilapidação do patrimônio natural representado por essas formações vegetais”, afirmou. 

(Fonte: Folha.com)

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Xote Ecológico



Minha gente o Velho Luiz Gonzaga realmente possuia uma mente privilegiada, pois a sua composição sobre a ecologia brasileira é uma verdadeira AULA.

Xote Ecológico

Luíz Gonzaga

Não posso respirar, não posso mais nadar
A terra está morrendo, não dá mais pra plantar
Se planta não nasce se nasce não dá
Até pinga da boa é difícil de encontrar
Cadê a flor que estava aqui?
Poluição comeu.
E o peixe que é do mar?
Poluição comeu
E o verde onde que está ?
Poluição comeu
Nem o Chico Mendes sobreviveu

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Hotspots de Biodiversidade

Os lugares de grande riqueza biológica e mais ameaçados da Terra, os chamados hotspots de biodiversidade, são áreas com alto grau de endemismo abrigando muitas espécies que não são encontradas em nenhum outro lugar. A Conservation International (CI) identifica 34 hotspots por todo o mundo onde 75 por cento dos mamíferos, aves e anfíbios mais ameaçados do planeta, sobrevivem dentro de um habitat cobrindo apenas 2.3 porcento da face da Terra.

Dos seis biomas brasileiros, a Mata Atlântica e o Cerrado fazem parte destes hotspots. Com mais de 20.000 plantas (8.000 endêmicas) e 2.300 animais (725 endêmicas), a Mata Atlântica é considerado um dos primeiros 5 hotspots de biodiversidade no mundo, sendoo bioma brasileiro mais devastado ao longo da história do país. Já o Cerrado pode se extinguir até o ano de 2020, se o avanço do agronegócio continuar no rítmo de crescimento atual.

A densidade de biodiversidade neste bioma é particularmente impressionante. O biomapa da Universidade de Bonn de 1999 indica a ocorrência de mais que 5.000 plantas vasculares em uma área de 10.000 km2 das florestas tropicais no Sudeste do Brasil. Segundo a UNEP - WCMC, mais que 450 espécies de plantas lenhosas podem ser encontrados em só um hectare de Mata Atlântica nas chamadas Reservas do Sudeste.

sábado, 30 de outubro de 2010

2010 é o ano da Biodiversidade, onde ela está mais ameaçada?


 As Nações Unidas declararam 2010 como o Ano Internacional da Biodiversidade, uma celebração da vida na Terra,  o mundo é convidado a tomar medidas, para garantir esta variedade  de seres vivos no Planeta: a biodiversidade, então passou da hora de tomarmos medidas para recuperar e preservar as áreas mais críticas, ou seja, a degradação dos ecossistemas.
Segue os 10 pontos mais críticos em perda da Biodiversidade no planeta, nestas regiões pelo menos 90% da cobertura original já foi destruída.

biodiversidade

Caribe

Concentra diversos ecossistemas, como florestas tropicais e regiões semi-áridas
Extensão original – 229 549 km2
Extensão atual – 22 955 km2 (10% da cobertura original)
Espécies endêmicas ameaçadas – 209
Principal ameaça – Desmatamento para agricultura e inserção de espécies estrangeiras

Bacia do Mediterrâneo

Originalmente, apresentava uma flora quatro vezes maior do que a de todo o resto do continente europeu
Extensão original – 2 085 292 km2
Extensão atual – 98 009 km2 (4,7% da cobertura original)
Espécies endêmicas ameaçadas – 34
Principal ameaça – Ocupação humana

Mata AtlÂntica

A floresta tropical que cobre grande parte da costa brasileira atinge também o território de nossos vizinhos Uruguai, Paraguai e Argentina
Extensão original – 1 233 875 km2
Extensão atual – 99 944 km2 (8,1% da cobertura original)
Espécies endêmicas ameaçadas – 90
Principal ameaça – Ocupação humana

Chifre da África

Região árida, é o habitat da maioria das espécies de antílopes do mundo
Extensão original – 1 659 363 km2
Extensão atual – 82 968 km2 (5% da cobertura original)
Espécies endêmicas ameaçadas – 18
Principal ameaça – Desmatamento para pastagem e extração mineral

Montanhas do sudOeste chinês

Habitat original de uma das mais ricas faunas de clima temperado, a região tem altitudes que podem chegar a 7558 metros
Extensão original – 262 446 km2
Extensão atual – 20 996 km2 (8% da cobertura original)
Espécies endêmicas ameaçadas – 8
Principal ameaça – Caça, extração de madeira e queimadas para a criação de pastos

Florestas da costa leste africana

Concentra florestas secas e úmidas, que abrigam uma grande variedade de primatas
Extensão original – 291 250 km2
Extensão atual – 29 125 km2 (10% da cobertura original)
Espécies endêmicas ameaçadas – 12
Principal ameaça – Desmatamento para agricultura

Filipinas

As mais de 7 mil ilhas que compõem o arquipélago eram cobertas originalmente por extensas florestas tropicais
Extensão original – 297 179 km2
Extensão atual – 20 803 km2 (7% da cobertura original)
Espécies endêmicas ameaçadas – 151
Principal ameaça – Extração de madeira

Indochina

Coberta principalmente pelas florestas tropicais do Sudeste Asiático. Apesar da devastação, nos últimos 12 anos foram descobertas seis novas espécies de mamíferos
Extensão original – 2 373 057 km2
Extensão atual – 118 653 km2 (5% da cobertura original)
Espécies endêmicas ameaçadas – 78
Principal ameaça – Desmatamento para agricultura e extração madeira

Madagascar

A ilha africana tem grande diversidade de ecossistemas, como florestas tropicais e secas e um deserto
Extensão original – 600 461 km2
Extensão atual – 60 046 km2 (10% da cobertura original)
Espécies endêmicas ameaçadas – 169
Principal ameaça – Erosão gerada pelo desmatamento

Sundaland

A região, que cobre a Indonésia, a Malásia e outras ilhas do arquipélago do Sudeste Asiático, é dominada pelas florestas tropicais
Extensão original – 1 501 063 km2
Extensão atual – 100 571 km2 (6,7% da cobertura original)
Espécies endêmicas ameaçadas – 162
Principal ameaça – Extração de madeira

biodiversidade3 

Como podemos perceber a principal ameaça a biodiversidade é o desmatamento, seja ele proveniente da ocupação humana, agricultura, extração  madereira, queimada para criação de pastos, extração mineral.
Em geral quando falamos de biodiversidade, as pessoas pensam na espécies animais, mas as plantas são parte fundamental para isso,  quando  devastamos a cobertura vegetal, estamos influenciado diretamente no ciclo da água, elemento fundamental para a vida no planta, além do mais as plantas servem de alimento e abrigo para a fauna. Por esse motivo a destruição do hábitat é a principal causa da extinção dos animais.
Em destaque entre os 10 pontos mais críticos está a nossa Mata Atlântica,  nada de se espantar pois este ecossistema vem sendo devastado desde 1500, as áreas remanescentes deste bioma são vedadeiras sobreviventes. Ainda temos entre os mais devastados no Brasil o Cerrado e a Caatinga, fala-se muito em Amazônia, passou da hora de termos medidas mais eficazes para preservação e recuperação destes outros biomas.

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Desertificação - Causas e Consequências

A desertificação é definida como um processo de destruição do potencial produtivo da terra por meio da pressão exercida pelas atividades humanas sobre ecossistemas frágeis, cuja capacidade de regeneração é baixa.

A ONU classifica de desertificação apenas os danos nas áreas de ocorrência localizadas nas regiões de clima semiárido, árido e subúmido seco. Esse processo provoca três tipos de impactos: ambientais, sociais e econômicos.



Página 3
Áreas em destaque: as mais claras já são desertos,as mais escuras apresentam maior risco de desertificação


O problema da desertificação passou a despertar o interesse da comunidade científica há 80 anos, contudo somente nos últimos dez anos passou a ser destacado como um sério problema ambiental, devido ao seu impacto social e econômico, uma vez que o processo ocorre de forma mais acentuada em áreas correspondentes aos países subdesenvolvidos. Além disso, a perda de solo agricultável vem aumentando significativamente, agravando ainda mais a situação das economias desses países.

É importante ressaltar, porém, que o processo de desertificação ganhou relevância a partir de um intenso processo de degradação do solo que ocorreu nos estados americanos de Oklahoma, Kansas, Novo México e Colorado. Tal processo levava essas áreas a uma perda progressiva das condições de agricultura e à desagregação do solo. Nessas áreas ocorre o clima semiárido, portanto os cientistas passam a classificar o problema como desertificação.

Semiárido

Desde então os cientistas vêm acompanhando esse fenômeno nas áreas onde ocorre o clima semiárido em todo o mundo, principalmente naquelas que apresentam secas periódicas, pois essas áreas se tornam suscetíveis ao processo de desertificação pelas próprias características físicas dos seus solos, que são rasos, ácidos ou salgados, com pouca vegetação.

Na década de 70, no Sahel, sul do Saara, na África, ocorreu uma grande seca, que aliada à fragilização do solo, tornou inviável a agricultura, matando de fome meio milhão de pessoas. Após essa catástrofe foi realizada em Nairóbi, no Quênia, a Conferência Internacional das Nações Unidas para o Combate à Desertificação.

Nessa conferência criou-se um programa de ação internacional visando implementar ações para combater o processo de desertificação no mundo. Foi elaborado o Plano de Ação de Combate à Desertificação - PACD, com objetivos de âmbito mundial. No entanto, já se realizaram avaliações do plano e concluiu-se que seus resultados foram bastante modestos. Muitos países não se comprometeram com o PACD e nada efetivamente fizeram para frear o processo em seus territórios.

Agenda 21

A situação agravou-se, principalmente, nos países subdesenvolvidos, e o debate continuou no meio científico e na ONU durante toda a década de 1980. Em 1992, na ECO-92, realizada no Rio de Janeiro, consolidou-se por fim um documento, a chamada Agenda 21, que, em seu capítulo 12, trata do fenômeno da desertificação como sendo "a degradação da terra nas regiões áridas, semiáridas e subúmidas secas, resultantes de vários fatores, entre eles, a variação climática e as atividades humanas". Por degradação da terra, entende-se a degradação dos solos, dos recursos hídricos, da vegetação e a redução da qualidade de vida das populações afetadas.

Causas da desertificação

De maneira geral, como causas da desertificação podem ser apontadas:

  • Sobreuso ou uso inapropriado da terra (monoculturas comerciais como a cana-de-açúcar, soja, trigo, no Brasil);

  • Desmatamento;

  • Utilização de técnicas agropecuárias impróprias;

  • Exploração descontrolada de ecossistemas frágeis;

  • Queimadas;

  • Mineração;

  • Uso excessivo de agrotóxicos;

  • Poluição;

  • Secas;

    Além dos fatores citados, causados pelo homem, há o fenômeno climático chamado de El Niño, que colabora para o agravamento do processo de desertificação. Sobrecarrega áreas semiáridas com longas secas e posteriormente causa inundações com chuvas intensas. Esse fator, porém, é controverso, pois muitos cientistas acreditam que a desertificação acaba por interferir nas mudanças climáticas, como o regime de chuvas.

    Atualmente vários países apresentam sinais de desertificação em seus territórios como o EUA, o sul do continente africano, Austrália e Brasil, por exemplo.

    Consequências da desertificação


  • Redução das áreas cultivadas;

  • Diminuição da produtividade agropecuária das áreas afetadas;

  • Redução dos recursos hídricos;

  • Aumento da poluição hídrica;

  • Aumento das cheias;

  • Aumento de areia nas áreas afetadas;

  • Destruição da fauna e da flora;

  • Perda de biodiversidade

    Essas situações relacionam-se à questão ambiental, contudo devemos lembrar que existem também os impactos de ordem social e econômica das áreas afetadas, como:

  • Migração descontrolada para as áreas urbanas;

  • Desagregação familiar devido ao êxodo;

  • Crescimento da pobreza;

  • Aumento das doenças devido à falta de água potável e subnutrição;

  • Perda do potencial agrícola;

  • Perdas de receita econômica.

    Contudo, é preciso ressaltar que o processo de desertificação pode ser controlado, evitado, e até mesmo revertido, desde que haja o envolvimento dos governos, oferecendo auxílio técnico para o manejo dessas áreas e incentivando a preservação ambiental, de maneira que não ocorra uma sobrecarga de problemas nas áreas de risco. Nos locais onde o processo de desertificação já se instalou são necessários investimentos para sua contenção; porém, o custo é da ordem de bilhões de dólares.