sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Crise dos Mísseis Cubanos

Crise dos Mísseis de 1962


Por Antonio Gasparetto Junior
A Crise dos Mísseis de 1962 gerou no mundo um enorme estado de tensão por causa das ameaças feitas entre os Estados Unidos e a União Soviética, as duas grandes potências à época. O episódio envolveu armamento nuclear e deixou a humanidade perto de uma nova guerra mundial.

Charge ilustrando a Crise dos Mísseis.
A Segunda Guerra Mundial foi vencida pelos Estados Unidos e pela União Soviética, entretanto passaram a ocupar lados opostos ideologicamente no mundo. Com o fim da Segunda Guerra Mundial teve então início a Guerra Fria, a qual colocava de um lado os seguidores da ideologia capitalista dos Estados Unidos e de outro lado os seguidores da ideologia socialista da União Soviética. O armamento das duas potências mundiais era enorme e altamente destruidor, o que impedia um confronto direto entre elas.
Em 1962, um evento chamou atenção do mundo bipolarizado e atentou a humanidade para a possibilidade de uma nova guerra de proporções arrasadoras. No ano anterior os Estados Unidos instalaram mísseis nucleares na Turquia, a atitude gerou desagrado nos soviéticos. A existência de uma base nuclear em tal região causava preocupação aos soviéticos pela possibilidade de um ataque através de uma posição muito privilegiada. Os Estados Unidos tentaram ainda invadir Cuba, ilha da América Central com afinidades com o regime socialista.
No dia 14 de outubro de 1962, os Estados Unidos divulgaram fotos, coletadas através de um vôo secreto sobre Cuba, que apresentavam instalações preparadas para abrigar mísseis nucleares soviéticos. O presidente norte-americano John Kennedy logo comunicou sua população do risco existente com a possibilidade de um ataque altamente destrutivo, encarando o fato como um ato de guerra. Do outro lado do Atlântico, o Primeiro Ministro soviético Nikita Kruschev alegou que a base com os mísseis resultavam apenas de uma ação defensiva e serviriam também para impedir um nova invasão dos Estados Unidos à Cuba.
A Crise dos Mísseis de Cuba soou o alarme no mundo para uma nova guerra durante treze dias, sendo um dos momentos de maior tensão durante a Guerra Fria. A Crise dos Mísseis de Cuba é conhecida pelos russos como Crise Caribenha e pelos cubanos como Crise de Outubro.
Os dias de tensão fizeram a população americana correr na construção de abrigos pela possibilidade de uma guerra nuclear. A situação era aguda, ambas as potências possuíam armamento nuclear em grande quantidade e a ocorrência de ataques seria capaz de destruir completamente o inimigo e até mesmo a população do planeta.
Após o delicado período de negociações, no dia 28 de outubro, Nikita Kruschev conseguiu secretamente fazer com que os Estados Unidos retirassem seus mísseis da Turquia, tendo em contrapartida a retirada dos mísseis soviéticos de Cuba. O evento, embora alarmante, foi importante para lembrar ao mundo a capacidade de destruição que as armas nucleares possuem, o que levou no ano seguinte, em 1963, à assinatura de um acordo firmado entre Estados Unidos, União Soviética e Grã-Bretanha proibindo os testes nucleares na atmosfera, no alto-mar e no espaço. Alguns anos mais tarde, em 1968, a medida foi ampliada e 60 países assinaram o Tratado de Não-Proliferação de Armas Nucleares.
Fontes:
Fonte: infoescola.com.br

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Revolta dos Malês

A Revolta dos Malês foi um movimento que ocorreu na cidade de Salvador (província da Bahia) entre os dias 25 e 27 de janeiro de 1835. Os principais personagens desta revolta foram os negros islâmicos que exerciam atividades livres, conhecidos como negros de ganho (alfaiates, pequenos comerciantes, artesãos e carpinteiros). Apesar de livres, sofriam muita discriminação por serem negros e seguidores do islamismo. Em função destas condições, encontravam muitas dificuldades para ascender socialmente.
Causas e objetivos da revolta

Os revoltosos, cerca de 1500, estavam muito insatisfeitos com a escravidão africana, a imposição do catolicismo e com a preconceito contra os negros. Portanto, tinham como objetivo principal à libertação dos escravos. Queriam também acabar com o catolicismo (religião imposta aos africanos desde o momento em que chegavam ao Brasil), o confisco dos bens dos brancos e mulatos e a implantação de uma república islâmica.

Desenvolvimento da revolta

De acordo com o plano, os revoltosos sairiam do bairro de Vitória (Salvador) e se reuniriam com outros malês vindos de outras regiões da cidade. Invadiriam os engenhos de açúcar e libertariam os escravos. Arrecadaram dinheiro e compraram armas para os combates. O plano do movimento foi todo escrito em árabe.

Fim da revolta

Uma mulher contou o plano da revolta para um Juiz de Paz de Salvador. Os soldados das forças oficiais conseguiram reprimir a revolta. Bem preparados e armados, os soldados cercaram os revoltosos na região da Água dos Meninos. Violentos combates aconteceram. No conflito morreram sete soldados e setenta revoltosos. Cerca de 200 integrantes da revolta foram presos pelas forças oficiais. Todos foram julgados pelos tribunais. Os líderes foram condenados a pena de morte. Os outros revoltosos foram condenados a trabalhos forçados, açoites e degredo (enviados para a África).

O governo local, para evitar outras revoltas do tipo, decretou leis proibindo a circulação de muçulmanos no período da noite bem como a prática de suas cerimônias religiosas.
Curiosidade:
- O termo “malê” é de origem africana  (ioruba) e significa “o muçulmano”.

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

TEMAS PARA A REDAÇÃO DO ENEM


Tema redação Enem 2012: 1. Novo Código Florestal
Tema redação Enem 2012: 2. Conferência do Rio+20
Tema redação Enem 2012: 3. Construção de usinas hidrelétricas na Amazônia
Tema redação Enem 2012: 4. Plano Nacional de Energia
Tema redação Enem 2012: 5. Sustentabilidade
Tema redação Enem 2012: 6. Lixo
Tema redação Enem 2012: 7. Economia verde 
Tema redação Enem 2012: 8. Fontes de energia
Tema redação Enem 2012: 9. Cyberbullying
Tema redação Enem 2012: 10. Violência contra professores
Tema redação Enem 2012: 11. Papel dos professores em sala de aula
Tema redação Enem 2012: 12. Comportamento do motorista brasileiro
Tema redação Enem 2012: 13. Falta de educação no trânsito
Tema redação Enem 2012: 14. Imprudências no trânsito
Tema redação Enem 2012: 15. Número de jovens envolvidos em acidentes de trânsito
Tema redação Enem 2012: 16. Causas que mobilizam os jovens no Brasil
Tema redação Enem 2012: 17. Efeitos do Bullying na vida de uma criança
Tema redação Enem 2012: 18. Lei que favorece o sujeito que dirige alcoolizado
Tema redação Enem 2012: 19. Falta de blitz para a Lei Seca
Tema redação Enem 2012: 20. Não funcionamento do projeto Ficha Limpa
Tema redação Enem 2012: 21. Benefícios da prática esportiva para o indivíduo e para a sociedade
Tema redação Enem 2012: 22. Comissão da verdade
Tema redação Enem 2012: 23. Eleições municipais 2012
Tema redação Enem 2012: 24. Educação: princípio para a igualdade social
Tema redação Enem 2012: 25. Olimpíadas Brasil 2016
Tema redação Enem 2012: 26. Copa Brasil 2014 
Tema redação Enem 2012: 27. Ascensão Feminina
Tema redação Enem 2012: 28. Olimpíadas de Londres 2012
Tema redação Enem 2012: 29. Primavera Árabe
Tema redação Enem 2012: 30. Desaparecimento das boas maneiras (educação)
Tema redação Enem 2012: 31. Terceirização da educação básica
Tema redação Enem 2012: 32. Catástrofes naturais
Tema redação Enem 2012: 33. Brasil no cenário internacional
Tema redação Enem 2012: 34. Crise econômica mundial
Tema redação Enem 2012: 35. União civil homossexual
Tema redação Enem 2012: 36. Comportamento perigoso do motorista brasileiro
Tema redação Enem 2012: 37. Falta de credibilidade do voto
Tema redação Enem 2012: 38. Importância do esporte para resgatar jovens da marginalidade
Tema redação Enem 2012: 39. Desigualdade de gênero
Tema redação Enem 2012: 40. Violência no futebol
Tema redação Enem 2012: 41. Marcha da Maconha
Tema redação Enem 2012: 42. Greves de setores essenciais para a sociedade
Tema redação Enem 2012: 43. Descriminalização das drogas
Tema redação Enem 2012: 44. Cotas universitárias
Tema redação Enem 2012: 45. Sexualidade do jovem brasileiro
Tema redação Enem 2012: 46. Delinquência juvenil
Tema redação Enem 2012: 47. Supervalorização da beleza física
Tema redação Enem 2012: 48. Concentração de renda
Tema redação Enem 2012: 49. Ascensão da classe C
Tema redação Enem 2012: 50. Movimento S.O.P.A - Lei de Combate à Pirataria Online
Tema redação Enem 2012: 51. Desgaste da imagem política
Tema redação Enem 2012: 52. Julgamento do Mensalão
Tema redação Enem 2012: 53. Movimento OWS Occupy Wall Street ('Ocupe Wall Street')
Tema redação Enem 2012: 54. Marcha contra a corrupção 2012
Tema redação Enem 2012: 55. Marcha das Vadias
Tema redação Enem 2012: 56. Manifestações: "Mamaço 2012"
Tema redação Enem 2012: 57. Postura individualista dos jovens
Tema redação Enem 2012: 58. Construção da usina de Belo Monte
Tema redação Enem 2012: 59. Acidente nuclear no Japão
Tema redação Enem 2012: 60. Brasil: busca por vaga permanente no Conselho de Segurança da ONU
Tema redação Enem 2012: 61. Crise na Grécia
Tema redação Enem 2012: 62. Participação da Venezuela no Mercosul
Tema redação Enem 2012: 63. Monarquia Constitucional
Tema redação Enem 2012: 64. Processos de nacionalização de hidrocarbonetos em países latinos
Tema redação Enem 2012: 65. Evolução da sustentabilidade
Tema redação Enem 2012: 66. Contrabando de armas
Tema redação Enem 2012: 67. Centenário de Jorge Amado
Tema redação Enem 2012: 68. Viver em harmonia
Tema redação Enem 2012: 69. Mercado paralelo de armas
Tema redação Enem 2012: 70. Consumo sustentável
Tema redação Enem 2012: 71. Direitos e deveres do cidadão
Tema redação Enem 2012: 72. Sustentabilidade e urbanização
Tema redação Enem 2012: 73. Protestos do Femen
Tema redação Enem 2012: 74. Produção de energia hidrelétrica no Brasil
Tema redação Enem 2012: 75. Guerra das Malvinas
Tema redação Enem 2012: 76. Ensino interativo online
Tema redação Enem 2012: 77. Reprovação e abandono escolar
Tema redação Enem 2012: 78. Intervenção do Estado em hábitos culturais
Tema redação Enem 2012: 79. Criminalidade e agressão dos jovens
Tema redação Enem 2012: 80. Homofobia e direitos dos homossexuais
Tema redação Enem 2012: 81. Poder transformador da internet
Tema redação Enem 2012: 82. Fatores que levam uma pessoa a ser vítima de bullying
Tema redação Enem 2012: 83. Direitos reprodutivos da mulher
Tema redação Enem 2012: 84. Interferência dos professores na educação
Tema redação Enem 2012: 85. Questões indígenas no Brasil
Tema redação Enem 2012: 86. Massacre de Realengo (RJ)
Tema redação Enem 2012: 87. Massacre na escola de Columbine (EUA)
Tema redação Enem 2012: 88. Justiça restaurativa
Tema redação Enem 2012: 89. Onda de imigração no Brasil
Tema redação Enem 2012: 90. Terremoto no Irã
Tema redação Enem 2012: 91. Novas formas de trabalho
Tema redação Enem 2012: 92. Carro: instrumento vulnerável
Tema redação Enem 2012: 93. Falta de respeito com os ciclistas
Tema redação Enem 2012: 94. Bullying Físico
Tema redação Enem 2012: 95. Falta de incentivo ao esporte
Tema redação Enem 2012: 96. Inclusão social dos deficientes
Tema redação Enem 2012: 97. Alto índice de gravidez na adolescência
Tema redação Enem 2012: 98. Bullying Verbal
Tema redação Enem 2012: 99. Policiais não preparados para combater o crime
Tema redação Enem 2012: 100. Transtornos psicológicos sofrido pelos jovens

Crtistãos Novos

 Oliveira, Ramos, Coelho, Ribeiro. São sobrenomes de origem portuguesa, muito comuns entre os brasileiros. Fazem referência a plantas, animais e acidentes geográficos e podem indicar a presença de cristãos-novos na família. Cristãos-novos são judeus que, perseguidos durante a Inquisição em Portugal, foram obrigados a adotar o catolicismo. Para evitar novas perseguições, eles mudavam seus sobrenomes.

domingo, 30 de setembro de 2012

Mercosul

O Mercosul

 As propostas de união dos países da América Latina vêm desde o período colonial, com o processo de independência das colônias espanholas. A criação de Estados extensos e fortes fazia parte do projeto de Simón Bolívar.
 No século XX, as primeiras propostas surgiram logo após a Segunda Guerra Mundial, em 1948, quando foi criada a Cepal - Comissão Econômica para a América Latina, com sede no Chile e diretamente subordinada a ONU.
A Cepal foi bem recebida pelo conjunto dos países latino-americanos, mas pouco contribuiu para a efetivação de um projeto de integração. A  consciência da unidade trazida pela condição de desenvolvimento fez com que, a partir do final dos anos 60, surgisse a idéia de união econômica entre os países latino-americanos.
Em 1991, foi instituído pelo Tratado de Assunção o Mercado Comum do Sul (Mercosul), formado pelo Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai, além de Chile e Bolívia como países associados e Venezuela, que terá voz, mas não voto nas reuniões, até que sua adesão seja efetivada.
O Mercosul deu início à eliminação a longo prazo das tarifas aduaneiras na região. Tem por objetivo estreitar as relações comerciais entre os países membros e, no futuro, estabelecer tarifas únicas para o comércio do bloco com países de outras regiões e continentes.

sábado, 29 de setembro de 2012

Os conflitos contemporâneos


As tentativas de construção de um mundo só sempre conduziram a conflitos, porque se tem buscado unificar e não unir”.
Milton Santos, Técnica, Espaço, Tempo.

Durante os 45 anos de guerra fria, as duas superpotências do mundo bipolar, EUA e URSS, exerceram influência direta ou indireta sobre quase todos os eventos de repercussão internacional, ocorridos nas mais diversas partes do mundo, o que fez com que muitos conflitos hoje vivenciados meio que passassem por um “congelamento”, pois o receio de se tornar um novo Vietnã – que foi invadido pelos EUA -, ou Afeganistão – invadido pela URSS - era evidente. Hoje em dia é possível afirmar que devido à interdependência econômica entre os países, e a existência de mecanismos supranacionais de negociação como a ONU – apesar de estar desmoralizada depois da guerra do Iraque -, a possibilidade de guerra entre os países do mundo desenvolvido parece ser cada vez menor.

Assiste-se, no entanto, na era pós-guerra fria, a um ressurgimento de movimentos nacionalistas que se julgava superados e uma multiplicação de conflitos localizados, especialmente em países periféricos e em alguns dos países que compunham o bloco socialista, pois foi no seu interior que se manifestou uma série de confrontos armados de cunho nacionalista que surpreenderam o mundo, pela violência que desencadearam.

Para melhor compreender cada um desses conflitos é preciso entender primeiro três conceitos base:

1) Nação – Nação é um conjunto de pessoas, ou povo, que têm as mesmas origens históricas, a mesma cultura e uma identidade em comum. Exemplo: As tribos indígenas brasileiras, Os curdos, etc.
2) Território – É uma parte do Espaço Geográfico delimitado por fronteiras e mantido através de relações de poder.
3) Estado – É o poder centralizado que comanda o Território e representa muitas vezes a nação.

A questão dos Bálcãs
Situado no centro da montanhosa península balcânica, o território da Iugoslávia reduziu-se a menos da metade de sua extensão com a independência de quatro de suas ex-repúblicas, nos anos 90, após o fim do bloco socialista que patrocinava o regime de domínio dos sérvios sobre as demais nações que compunham aquela região. Esse regime deu início a um longo conflito que se arrasta até os dias de hoje.
A oposição sérvia ao movimento separatista, sob a liderança de Milosevic, aliada aos antagonismos entre os grupos nacionais provoca a pior guerra civil da Europa contemporânea (1991 – 1995).

LESTE EUROPEU PÓS-GUERRA FRIA

Desde 1992, a Iugoslávia é formada apenas por Sérvia e Montenegro. Um acordo assinado em 2002 arquiva os planos separatistas de Montenegro, ao estabelecer uma nova união entre as duas repúblicas.

Kosovo
Permanece sob o controle internacional, embora pertença formalmente à Iugoslávia desde 1999 com o acordo de paz assinado. A administração da província está a cargo de uma missão da ONU, que tem a tarefa de reduzir a tensão entre sérvios e albaneses.

A resistência Chechena ao domínio russo
A Chechênia, uma das repúblicas russas de população muçulmana, declara independência em 1991, depois do colapso da URSS. As hostilidades aumentam em 1994, e tropas russas invadem o território, mas são derrotadas. Cerca de 100 mil pessoas morrem em dois anos de conflito, encerrado em 96 com um acordo de paz que adia a decisão sobre o status político da república. Chechenos, em agosto de 99, invadem o Daguestão, também muçulmana para formar um Estado islâmico. O presidente Putin apóia à coalizão antiterrorismo pós 11 de setembro e afirma que separatistas mantêm vínculos com os terroristas envolvidos nos ataques aos Estados Unidos.

Irlanda do Norte
Dominada há séculos pelo Reino Unido, a Irlanda do Norte, também chamada de Ulster, é palco de antigo conflito entre comunidade protestante (58%) e católica (42%) que vivem lado a lado. Enquanto os protestantes aprovam a união com a coroa britânica (unionistas), os católicos reivindicam a integração de Ulster à República da Irlanda – país de maioria católica. Nas eleições para o parlamento de Ulster os protestantes sempre obtêm maioria e excluem os católicos do governo. Em contrapartida o movimento dos católicos por direitos civis cresce em embates liderados pelo Ira, que também promove atentados terroristas nas Inglaterra. A violência do Ira e de grupos paramilitares protestantes debilita a economia e dificulta acordos de paz.

A questão Basca
Encravada entre o norte da Espanha e o sudoeste da França a região basca tem uma cultura própria, sobretudo a língua, euskara, e sustenta um movimento nacionalista desde o fim do século XIX. É um típico conflito de uma nação em busca do reconhecimento do seu Estado. A campanha pela independência cresce com a fundação, em 1959, da organização separatista pátria basca e liberdade (ETA). Com a constituição espanhola de 78, o país basco conquista alto grau de autonomia, apesar disso alguns remanescentes do ETA decidem continuar com a luta. Atentados atribuídos ao ETA matam mais de 800 pessoas desde 68 quando desencadeiam a luta armada.

O Apartheid
A partir de 1911, na África do Sul, a minoria dominante branca descendente dos ingleses, promulga uma série de leis que consolida seu poder sobre a população negra. A política de segregação racial do apartheid (separação em africâner) é oficializada em 1948. Algumas medidas do apartheid:

1) Impede o acesso dos negros à propriedade da terra e a participação política;
2) Obriga-os a viver em zonas residenciais segregadas;
3) Torna ilegais casamentos e relações sexuais inter-raciais;
4) Torna Obrigatório o uso, por parte dos negros, do “Passbook”, uma espécie de passaporte para que os mesmos pudessem circular livremente pelo país.

A oposição ao apartheid toma forma na década de 50 seu líder, Nélson Mandela, é preso em 62 e condenado à prisão perpétua. Em 1990, Mandela é libertado e em 1994 eleito presidente da África do Sul nas primeiras eleições multirraciais da história do país, consolidando o fim do apartheid.

As FARC e o Plano Colômbia
Ex – combatentes liberais criam em 1965 as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), que é subsidiada principalmente pelo tráfico de cocaína. Estima-se que essa região produza mais da metade da cocaína consumida no mundo. Outras guerrilhas de esquerda, como o exército de libertação nacional (ELN) e o movimento revolucionário 19 de Abril (M – 19), são fundadas nos anos seguintes, e a guerra civil avança no país. Em 98, com plano centrado na pacificação do país, o governo tenta sem sucesso negociar com as guerrilhas.
Na visão de Washington e do governo colombiano, a eliminação do plantio de coca é crucial para a pacificação do país. O plano Colômbia tem por objetivo oficial acabar com a produção de droga no país e conta com a ajuda logística dos EUA, no entanto, é preciso observar bem de perto esse caso, pois ele se passa na Amazônia, e é fato conhecido que os EUA têm interesse especial nessa região. Até agora os resultados tem sido insatisfatórios, pois de acordo com dados da CIA o cultivo da coca cresceu 24,7% em 2001.

O MUNDO ISLÂMICO

O islamismo é a religião que mais cresce atualmente, há mais de 1,3 bilhão de muçulmanos no mundo. A maior concentração está na Ásia e na África, embora tenha se expandido muito na Europa Oriental.

Distribuição da População Muçulmana no mundo.

De um lado, o terrorismo radical elegeu os Estados Unidos como a representação de todo o mau que existe no mundo ocidental, do outro, o islamismo prega o respeito por outras crenças, e se auto proclama a religião da paz.

O Oriente Médio caracteriza-se por sua posição geográfica estratégica como fornecedor de petróleo para um grande número de países poderosos, pelo quebra-cabeça político representado pela convivência difícil entre o Estado Judaico, seus vizinhos árabes e a população palestina, que reivindica a criação de um Estado Nacional próprio, e pelas diferenças culturais entre ocidente e oriente. O Oriente Médio constitui-se ainda no principal foco de tensões mundiais, mesmo no período pós-guerra fria.

A questão da Palestina
A Palestina, uma estreita faixa de terra desértica, que se estende ao longo do mediterrâneo, entre o Líbano e o Egito, tem sido objeto, há mais de 50 anos, de uma violenta disputa que envolve israelenses e palestinos.

O Estado de Israel foi criado em 1948, pela ONU, oficialmente para abrigar o povo judeu que estava espalhado pelo mundo, no entanto, a ONU foi coagida pelos EUA para a formação do Estado de Israel, pois era importante para os planos geopolíticos estadunidenses dominar aquele ponto estratégico localizado “na porta do Oriente, ao norte da África, abaixo da Europa e de frente para o Mediterrâneo”. O que é lamentável, é que a ONU desconsiderou a existência do povo palestino, e uniu no mesmo país dois povos historicamente irmãos e inimigos. Desde então é um sonho para o mundo islâmico a retomada dessa área e a formação de um Estado Palestino.

A questão da Caxemira
Situada na cordilheira do Himalaia, a Caxemira é o pivô de uma disputa envolvendo Índia e Paquistão desde a independência. Em 1947, logo após a divisão, a Índia e o Paquistão entram em guerra pelo controle da Caxemira, conflitos que se encerra no ano seguinte com a primeira divisão da Caxemira entre os dois países. A hostilidade indiano–paquistanesa se enquadra na guerra fria – a Índia tem apoio soviético, e o Paquistão respaldo estadunidense.

A questão dos Curdos
Maior etnia sem Estado do mundo, os curdos habitam uma vasta região de 500 mil quilômetros quadrados, que extrapolam as fronteiras da Turquia, da Armênia, do Azerbaijão, do Irã, e do Iraque. São majoritariamente muçulmanos sunitas e falam o idioma curdo. A partir dos meados do século XX ocorrem rebeliões na Turquia e no Iraque e surge o projeto de um Estado curdo na região (o Curdistão). Os governos reprimem com violência os separatistas


A DOUTRINA BUSH

Os desdobramentos dos atentados de 11 de setembro de 2001 continuam em 2003. Graças ao prestígio adquirido na ocasião, Bush escapa ao desgaste provocado pelos escândalos contábeis das grandes corporações e o desaquecimento da economia norte-americana, colocando seu conflito contra o Iraque no centro da agenda internacional e empurra o Partido Republicano à vitória nas eleições legislativas de novembro. A vitória tornou-se mais fácil com a chamada Doutrina Bush. A anunciada em setembro, essa doutrina é considerada agressiva. Por ela os EUA se arrogam o direito de agir preventivamente, atacando potenciais adversários e agir sem o aval da ONU. Depois de derrubar o regime Taliban, no Afeganistão, o governo Bush elege o Iraque côo alvo principal de sua cruzada contra o terror.

A invasão Estadunidense ao Iraque
O Iraque é um país rico em petróleo, não possui saída para o mar, e foi governado pela ditadura violenta de Saddam Hussein, figura entre os países acusados de abrigar terroristas islâmicos, e esteve envolvido no início da década de 90 com a invasão do Kuwait. Nesse ano o Iraque foi vítima de vários ataques provindos da aliança EUA – Inglaterra, liderada por Bush e Blair. Os mesmos usaram como justificativa ao ataque a posse de armas químicas de destruição em massa por parte do Iraque, de acordo com suas justificativas, os EUA e a Grã-Bretanha estavam agindo preventivamente, devido os ataques terroristas ocorridos ultimamente.
O ataque ao Iraque, portanto, faz parte de um plano de ações geoestratégicas chamado de “guerra contra o terror”, onde os EUA acham que com esse pretexto têm o direito de atacar qualquer país do mundo, inclusive, sem o aval da ONU, que notadamente enfraqueceu-se após esse episódio.

A Guerra do Golfo
A tentativa de anexar o Kuwait resulta em um ataque de uma coalizão de países liderados pelos EUA, em janeiro e fevereiro de 1991. Após a libertação do Kuwait, o Conselho de Segurança da ONU requisitou ao Iraque que se desfizesse de todos os armamentos de destruição em massa e mísseis de longo alcance e que permita inspeções por parte da ONU. Sanções comerciais da ONU continuavam vigorando devido ao cumprimento incompleto do Iraque de resoluções relevantes da organização.

A Coréia do Norte
A península coreana voltou ser centro de atenção internacional (a guerra da Coréia ocorre em 1950-53), depois do Bush ter incluído a Coréia do Norte no chamado eixo do mal, ao lado do Iraque. Acusado de possuir armas nucleares, o regime de Pyonggyang passa a ser pressionado por Washington. Isso ocorre no momento em que o ditador Kim Jong II procura sair do isolamento, promovendo reformas econômicas e aproximando-se da Coréia do Sul e do Japão. Ao combater o regime norte-coreano, Bush dificulta o processo de reunificação do país sob a liderança sul-coreana. Cada vez mais prospera, a Coréia do Sul vem procurando escapar da tutela norte-americana e vislumbra na reunificação a possibilidade de se transformar em regional.
A luta do Bush contra o terrorismo fundamenta-se nos ataques terroristas de 11 de setembro de 2001. Em 12 de outubro de 2002, duas bombas explodem na paradisíaca ilha de Bali, na Indonésia, com mais de 180 mortos, a maioria turistas australianos, as autoridades culpam grupos terroristas ligados a Al Qaeda, de Osama bin Laden.

O CONTEXTO LATINO

O caso da Venezuela
De um lado, o companheiro de Fidel Castro, perigo para a estabilidade da América Latina. De outro, um país imperialista com interesse nas riquezas do sul do continente americano. Desde 1998, com a subida de Hugo Chávez ao poder, críticas e acusações dominam a relação entre a Venezuela e os Estados Unidos. A divergência entre os dois países não se encontra apenas no campo do discurso. Interesses econômicos são importantes fatores que conduzem o rumo dessa relação.

Petróleo
As relações entre os países dependem de múltiplos interesses, entre eles, o econômico. No caso da Venezuela e dos EUA, estão envolvidos recursos naturais importantes, como o petróleo.
Desde os anos 20, o petróleo sustenta a Venezuela que, hoje, ocupa o quinto lugar na produção mundial do produto. Naquele tempo, a política refletia a situação econômica do país, com uma minoria branca e rica no poder e o restante da população vivendo à margem do sistema. Há 40 anos, dois partidos políticos revezavam-se no governo. Para as empresas estrangeiras, principalmente as do ramo petrolífero, vigorava a tranqüilidade nos negócios.
Nos anos 1990, esse sistema de revezamento político passou por problemas, esgotado pela corrupção. A Venezuela enfrentava as conseqüências das reformas neoliberais mal planejadas, além de variações no próprio preço do petróleo. Com isso, o país entrou numa forte crise política e econômica. Foi a oportunidade de Chávez para subir ao poder.

Presidente venezuelano e a economia
Hugo Chávez define-se como um representante das massas que iria implantar um sistema político-econômico próximo ao socialismo, um discurso que confronta a posição ideológica norte-americana.
Em termos econômicos, os EUA ainda são os principais parceiros nos negócios da Venezuela. Mas o cenário não anda tão previsível como antes. Em 2001, Chavéz ratificou medidas legislativas que, entre outras coisas, centralizavam o controle do petróleo para o governo. Recentemente, numa sessão plenária em praça pública, o congresso venezuela aprovou um pacote de medidas que conferem poderes especiais ao Presidente Chávez, dando-lhe “superpoderes” e conferindo-lhe a possibilidade de tomar medidas sem consultar ao congresso antes.
A preocupação com perdas econômicas motivou o golpe para derrubar Chávez, em 2002. A iniciativa fracassou e Hugo Chávez confirmou o apoio popular em um referendo nacional realizado em agosto de 2004 e em sua reeleição em 2006. O presidente venezuelano acusa os norte-americanos de participação no golpe, afirmação negada pelos EUA.

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Primavera Árabe

A Primavera Árabe

A Primavera Árabe é a série de revoltas que vêm ocorrendo desde 18 de dezembro de 2010, no Oriente Médio e no norte da África, contra regimes autoritários, que resultaram na derrubada dos presidentes da Tunísia, Egito e Líbia.
Os protestos populares iniciaram-se na Tunísia, com a chamada “Revolução de Jasmim”, e levaram a renúncia do presidente Zine Al-Abidine Ben Ali. Veja: A Crise na Tunísia.
Essas revoltas populares inspiradas no exemplo da Tunísia difundiram-se e provocaram crises em outros países da região, Jordânia, Iêmen, Argélia, Mauritânia, Síria, Arábia Saudita, Bahrein, Marrocos, Sudão e Omã. Países governados por monarquias absolutistas, ditaduras militares ou teocracias.  
Por décadas as populações desses países, suportaram a falta de liberdade em troca de estabilidade econômica. Mas nos últimos meses, a insatisfação com a alta do preço dos alimentos, o desemprego e a falta de perspectivas principalmente para os jovens, levou as mobilizações.  O crescimento da população mais jovem e mais instruída, que reivindica abertura democrática e a utilização da internet e das redes sociais (Youtube, Facebook, Twitter), pelos jovens que facilitou a mobilização do povo nas ruas.
O desafio após a queda dos regimes ditatoriais é se haverá o estabelecimento de um estado realmente democrático nesses países.