sexta-feira, 9 de março de 2012

Zona Rural e Zona Urbana


Zona urbana é a área de um município caracterizada pela edificação contínua e a existência de equipamentos sociais destinados ás funções urbanas básicas, como habitação, trabalho, recreação e circulação.

No Brasil, a Lei Nº 5.172, de 25 de outubro de 1966 define zona urbana deve observar o requisito mínimo da existência de melhoramentos em pelo menos dois dos incisos seguintes, construídos ou mantidos pelo Poder Público:

I - meio-fio ou calçamento, com canalização de águas pluviais;
II - abastecimento de água;
III - sistema de esgotos sanitários;
IV - rede de iluminação pública, com ou sem posteamento para distribuição domiciliar;
V - escola primária ou posto de saúde a uma distância máxima de três quilômetros do local considerado.
A legislação municipal pode ainda considerar urbanas as áreas urbanizáveis, ou de expansão urbana, constantes de loteamentos aprovados pelos órgãos competentes, destinados à habitação, à indústria ou ao comércio, mesmo que localizados fora das zonas definidas nesses termos.


ZONA RURAL:
Por oposição a zona urbana, definem-se as zonas rurais (ou o meio rural, ou campo) como as regiões no município não classificadas como zona urbana ou zona de Expansão Urbana, não urbanizáveis ou destinadas à limitação do crescimento urbano, utilizadas em atividades agropecuárias, agro-industriais, extrativismo, silvicultura, e conservação ambiental.

Embora tradicionalmente estas áreas tenham sido primariamente utilizadas para a agricultura ou pecuária, atualmente grandes superfícies podem estar protegidas como uma área de conservação (de flora, fauna ou outros recursos naturais), terras indígenas, reservas extrativistas e ter outra importância económica, por exemplo, através do turismo rural ou ecoturismo.

sábado, 3 de março de 2012

Dicas Geográficas

Dicas de Geografia

Vegetação
A taiga, também chamada de floresta fria ou boreal, é a típica floresta de coníferas. As maiores estão no Canadá e na Rússia e, economicamente, são importantes pela produção de celulose.

A hiléia amazônica é uma floresta higrófila, latifoliada, perenifólia e heterogênea. Está dividida em mata de igapó, várzea e terra firme.


Hidrografia
A bacia de maior potencial hidrelétrico é a amazônica, e a de maior potencial instalado é a bacia do rio Paraná.
Hidrelétricas: Itaipu e o Complexo de Urupungá (Jupiá e Ilha Solteira).

O Rio São Francisco nasce na Serra da Canastra, em Minas Gerais. Hoje é o maior produtor de energia para o Nordeste: Hidrelétricas de Três Marias, Sobradinho, Paulo Afonso e Xingó.


Fusos Horários
Dois meridianos antípodas possuem uma diferença de doze horas. Todos os fusos horários brasileiros estão atrasados em relação a Greenwich, sendo que o de Brasília é o de 45ºW (-3h).


Escalas
GRANDES: mostram áreas pouco reduzidas, muito detalhadas e de pequena extensão geográfica.

PEQUENAS: as regiões aparecem muito reduzidas e com pequeno grau de detalhamento.


Clima
No clima monçônico, as chuvas estão mais concentradas no verão; no clima mediterrâneo, as chuvas estão mais concentradas no inverno.

Do norte para o sul do Brasil, as temperaturas médias diminuem, e a amplitude térmica aumenta.

Na região Norte, predomina o clima equatorial; no Nordeste, o semi-árido; no Centro-Oeste e em Roraima, o tropical; no Sudeste, o tropical de altitude e, na região Sul, o subtropical.

sexta-feira, 2 de março de 2012

Vegetação e Domínios Brasileiros



Brasil: Vegetação Original


 


















Cerrado.
Campos.
Caatinga.
Complexo do Pantanal.
Vegetação do litoral.
Floresta latifoliada tropical (Mata Atlântica).
Floresta latifoliada equatorial (amazônica).
Mata de Araucária.

Domínios morfoclimáticos brasileiros

I. AMAZÔNICO: Terras baixas, florestas equatoriais
II. CERRADO: Chapadões tropicais, interiores com cerrados e florestas-galerias
III. MARES E MORROS: Áreas mamolonares tropicais-atlânticas florestadas
IV. CAATINGA: Depressões intermontanas e interplanálticas semi-áridas
V. ARAUCÁRIA: Planaltos subtropicais com araucárias
VI. PRADARIAS: Coxilhas subtropicais com pradarias mistas
FAIXAS DE TRANSIÇÃO: Não diferenciadas

Formações Vegetais Brasileiras
 
Floresta Equatorial Amazônica
A Floresta Equatorial Amazônica é densa, latifoliada, higrófila, perene e está dividida em caa-igapó, mata de várzea e caa-etê.
Caa-igapó - trecho de floresta sempre alagado, onde se desenvolve a vitória-régia.
Mata de várzea - parte da floresta sujeita a inundações periódicas, onde encontramos a seringueira.
Mata de terra firme ou caa-etê - sempre livre das inundações, ocupa a maior extensão, sendo rica em formações como o castanheiro, o cacaueiro, o caucho, entre outras.
Nesse domínio, a Bacia Amazônica tem grande importância, com rios de águas brancas e de águas pretas, com alta piscosidade e elevada atividade pesqueira, além do aproveitamento energético.


Caatinga
A caatinga, vegetação típica de clima semi-árido, é formada por cactáceas, bromeliáceas e árvores, destacando-se pelo extrativismo de fibras vegetais como o caroá, a piaçava e o sisal.
No domínio da caatinga aparecem os inselbergs, ou morros residuais, resultantes do processo de pediplanação em clima semi-árido.


Cerrado
O cerrado constitui uma vegetação arbustiva, com troncos retorcidos e recobertos de casca grossa, tendo-se transformado, desde 1.975, na nova fronteira agrícola do Brasil com o programa Polocentro.
É domínio típico do clima tropical semi-úmido do Planalto Central. Os solos são pobres e ácidos, mas, com o método de calagem (adição de calcário ao solo), estão sendo aproveitados.


Mata dos Pinhais
A Mata dos Pinhais ou de Araucária é subtropical, homogênea, aciculifoliada, com grande aproveitamento de madeira e erva-mate.
ocupa as médias altitudes do Planalto Meridional (800 a 1.300 metros). A ocupação humana tem sido intensa nesse domínio, restando menos de 20% dessa floresta.


Pradarias
O domínio das pradarias corresponde ao Pampa, ou Campanha Gaúcha, onde o relevo baixo e ondulado das coxilhas é coberto por vegetação herbácea (campos). A ocupação econômica nesse domínio tem-se efetuado pela pecuária extensiva, pela rizicultura irrigada e pelo avanço do plantio da soja.


Mata dos Cocais
A Mata dos Cocais ou Babaçuais é uma vegetação de transição no Maranhão, Piauí e norte de Tocantins, destacando-se o aproveitamento do coquinho de babaçu. O babaçu é um grande recurso natural regional, pois de sua semente se extrai um óleo de grande aplicação industrial (alimentos, cosméticos, sabão, aparelhos de alta precisão).


Mata Atlântica
A Mata Atlântica, ou floresta latifoliada tropical úmida de encosta ocupa as escarpas dos planaltos voltadas para o oceano. Essa floresta sofreu grandes devastações: no Nordeste, devido à agroindústria da cana-de açúcar e do cacau; no Sudeste, em decorrência da exploração urbana, industrial, urbana e até da poluição. Essa devastação tem aumentado o problema da erosão dos solos, causando desde a formação de voçorosas e frequentes deslizamentos, até o assoreamento dos rios.