segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Usina de Belo Monte

projeto de construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte surgiu há mais de trinta anos, ainda no período de ditadura militar. O projeto foi engavetado em 1989, sob pressões de grupos indígenas liderados pelo cacique Raoni e o cantor Sting, ex-vocalista da banda “The Police”.
A hidrelétrica de Belo Monte possuirá uma capacidade para abastecer mais de 26 milhões de habitantes. A construção dahidrelétrica  ocupará as regiões dos municípios paraenses de Altamira, Anapu, Brasil Novo, Senador José Porfírio e Vitório do Xingu.
O lago gerado pela usina terá 516 km² de área, inundando 51.600 hectares de floresta, deixará submerso parte do Xingu (Volta Grande) e um terço de Altamira. A instalação da usina desalojará mais de 20 mil pessoas, mas gerará cerca de 80.000 postos de trabalho na sua construção.
Estima-se que a hidrelétrica de Belo Monte produzirá 11.233 MW de energia em épocas de cheias, que compreendem a quatro meses ao ano, e 4.000 MW nas épocas de baixa.
Segundo a professora Sônia Barbosa Magalhães, da Universidade Federal do Pará, em análise crítica ao Estudo de Impacto Ambiental (EIMA-RIMA) de Belo Monte, a obra gerará sérias consequências:
  • Inundação constante dos igarapés de Altamira, no lugar da inundação sazonal;
  • Redução da vazão da água e bloqueio do transporte fluvial até o Rio Bacajá;
  • Remanejamento de famílias locais;
  • Alteração do regime do rio relacionado aos meios bióticos e socioeconômicos;
Segundo a ONG WWF , a construção da hidrelétrica de Belo Monte poderia ser substituída pela repotencialização das usinas já existentes no país, pela redução do desperdício no sistema de distribuição elétrica, além de investimentos em fontes limpas de energia.
O leilão da construção da usina gerou protestos de grupos indígenas, do Movimento Nacional dos Atingidos por Barragens, com a participação do diretor do filme Avatar, o cineasta canadense James Cameron.
A barragem principal da Usina de Belo Monte será construída no Rio Xingu, a 40 km da cidade de Altamira. O projeto prevê a construção de duas casas de força, a principal será instalada no Sítio Belo Monte e a secundária junto ao Reservatório do Xingu.

domingo, 20 de novembro de 2011

Parabéns



Homenagem ao Blog. Hoje o Blog do Boscoito comemora dois anos.
Obrigado a todos aqueles que visitaram e prestigiaram o nosso blog neste período de dois anos.

Parabéns meu Eterno AMOR

Hoje é o aniversário da pessoa que EU escolhi para passar o resto dos meus dias, ser a minha RAINHA e ser a MÃE das minhas FILHAS. Parabéns meu eterno AMOR.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Energia Solar


Ismar Ingber
Aposta
Técnicos da MPX supervisionam a construção da usina solar no Ceará. Ela vai gerar energia suficiente para abastecer cerca de 1.500 famílias
Uma nova vocação para o sertão brasileiro começa a tomar forma no Ceará. A pequena cidade de Tauá, com 55 mil habitantes, a 360 quilômetros da capital, Fortaleza, vai hospedar a primeira usina solar da América do Sul. Ela concorreu com outros nove municípios e ganhou, graças a vantagens como estar mais perto da linha do Equador. De cima, a usina parece um grande piso de mármore preto. São seus 4.680 painéis fotovoltaicos, responsáveis por converter a energia do sol em eletricidade, esparramados num espaço de 1 hectare (ou um campo de futebol). A inauguração oficial está marcada para o começo de julho, embora a usina já esteja em operação experimental.
A usina solar é um teste da empresa energética MPX, do empresário Eike Batista. A MPX investiu R$ 10 milhões na construção. Nos primeiros anos, a usina vai gerar 1 megawatt de energia, suficiente para abastecer 1.500 famílias. A MPX tentará vender essa energia diretamente para grandes consumidores, como indústrias. Cada megawatt de energia solar ainda é cinco vezes mais caro do que de hidrelétricas, mas tem o apelo de ser uma fonte limpa. Para a MPX, a usina faz parte de uma estratégia de longo prazo. “Não vejo esta primeira fase como uma aposta econômica para agora”, afirma Marcus Temke, diretor de implantação e operação da MPX. “Estamos pensando em retorno para dez anos, seguindo a cultura do Eike de que temos de ler o jornal de amanhã.”
Como está hoje, a planta de Tauá é um cisco para um país que precisa de pelo menos 5 gigawatts adicionais ao ano para sustentar seu crescimento. Mas representa uma aposta estratégica para o país. O Brasil tem área para instalar os espaçosos painéis, conta com reservas abundantes de silício, principal componente dessas placas, e esbanja insolação. No entanto, o Plano Decenal de Energia, uma diretriz federal para as políticas públicas de investimentos energéticos até 2020, nem sequer cita alguma previsão de aproveitamento solar. 


Fonte: Revista Época 

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

União civil entre homossexuais


Em maio, em decisão inédita, o Supremo Tribunal Federal (STF) reconheceu a união civil entre os homossexuais. A partir da decisão, casais formados por parceiros do mesmo sexo passaram a ter direitos como herança, pensão por morte ou separação e declaração compartilhada do Imposto de Renda (IR), entre outros. A conquista pode estimular temas de redação, exigindo que o aluno se posicione. Vale lembrar que também circularam pelo noticiário recente a lei que criminaliza a homofobia e o “kit gay” elaborado pelo Ministério da Educação (MEC).

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Irã Nuclear

A pressão diplomática, as sanções econômicas e a desastrada tentativa brasileira de mediação não conseguiram dissuadir o Irã de suas ambições nucleares. Em 5 de dezembro, o governo de Mahmoud Ahmadinejad anunciou ter despachado o primeiro lote de urânio produzido no país a uma usina de enriquecimento, um passo significativo para o domínio do ciclo completo do combustível nuclear. No dia seguinte, foram retomadas em Genebra as conversas que estavam suspensas havia um ano entre o Irã e os países do grupo 5 + 1 (Estados Unidos, Reino Unido, China, Rússia, França e Alemanha). A comunidade internacional não tem mais dúvida de que o programa iraniano tem por objetivo a construção de armas nucleares. Teerã ainda nega.