sábado, 6 de agosto de 2011

Guerra de Suez (1956


Com o objetivo de garantir o acesso dos ocidentais (principalmente franceses e ingleses) ao comércio oriental, antes realizado pelo contorno do sul da África. O controle das operações realizadas no canal ficou sob o domínio inglês e continuou mesmo após a independência do Egito. No entanto, em 1952, um Golpe de Estado realizado pelo revolucionário Gamal Abdel Nasser pôs fim ao regime monárquico do rei Faruk. A liderança de Nasser no governo egípcio revelou uma política de caráter nacionalista, buscando a modernização do Estado por meio da reforma agrária, do desenvolvimento da indústria e de uma melhor distribuição de renda. A luta contra o Estado de Israel, entretanto, não deixou de ser alimentada.
Numa atitude de combate ao colonialismo anglo-francês, Abdel Nasser nacionalizou o Canal de Suez e proibiu a navegação de navios israelenses no local. A medida causou um grande impacto na Inglaterra, França e Israel que, então, iniciaram uma guerra contra o Egito. No desenrolar do conflito, os egípcios foram derrotados, mas os Estados Unidos e a União Soviética interferiram, obrigando os três países a retirarem-se dos territórios ocupados. Ao final, o Canal de Suez voltava, definitivamente, para o Egito, mas com o direito de navegação estendido a qualquer país.
A Guerra de Suez revelou uma nova referência para o contexto político da região: a cumplicidade de Israel com as potências imperialistas ocidentais. Tal constatação acentuou a ruptura entre árabes e judeus, abrindo precedentes para novos conflitos.

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Bandeiras do Brasil XI

Criada por Decreto de 18 de setembro de 1822, era composta de um retângulo verde e nele, inscrito, um losango ouro, ficando no centro deste o Escudo de Armas do Brasil. Assistiu ao nosso crescimento como Nação e a consolidação da unidade nacional.



Bandeira Imperial do Brasil (1822 - 1889)

Conflito árabe israelense (1948-1949)


Por volta do século IX, comunidades judaicas foram restabelecidas em Jerusalém e Tibérias. No século XI, a população judaica crescia nas cidades de Rafah, Gaza, Ashkelon, Jaffa e Caesarea. Durante o século XII, muitos judeus que viviam na Terra Prometida foram massacrados pelas Cruzadas, mas nos séculos seguintes, a imigração para a Terra de Israel continuou. Mais comunidades religiosas judaicas estavam se fixando em Jerusalém e em outras cidades.
Um dos pontos fundamentais da fé judaica é que todo o povo será liderado de volta à Terra de Israel e que o Templo Sagrado será restabelecido. Muitos judeus acreditam que o Messias, que será enviado por Deus, irá liderar o retorno de todo o povo judeu à Terra de Israel.
Contudo, muitos judeus acreditavam que eles próprios deveriam iniciar seu retorno à sua terra histórica. A idéia de estabelecer um estado judeu moderno começou a ganhar grande popularidade no século XIX na Europa. Um jornalista austríaco chamado Theodor Herzl levou adiante a idéia do sionismo, definido como o movimento nacional de libertação do povo judeu. O sionismo afirma que o povo judeu tem direito ao seu próprio estado, soberano e independente.
No final do século XIX, o aparecimento do anti-semitismo, o preconceito e ódio contra judeus, levaram ao surgimento de pogroms (massacres organizados de judeus) na Rússia e na Europa Oriental. Esta violência notória contra judeus europeus ocasionou imigrações maciças para a Terra de Israel. Em 1914, o número de imigrantes vindos da Rússia para a Terra de Israel já alcançava os 100.000. Simultaneamente, muitos judeus vindos do Iêmen, Marrocos, Iraque e Turquia imigraram para a Terra de Israel. Quando os judeus começaram, em 1882, a imigrar para seu antigo território em grande escala, viviam por lá menos de 250.000 árabes.
O povo judeu baseia suas reivindicações pela Terra de Israel em diversos fatores:
1. A Terra de Israel foi prometida por Deus aos judeus. Esta é a antiga terra dos patriarcas e profetas bíblicos.
2. Desde que os judeus foram exilados pelos romanos, a Terra de Israel nunca foi estabelecida como um estado.
3. O estado de Israel foi criado pelas Nações Unidas em 1947. É um estado democrático, moderno e soberano.
4. Toda a Terra de Israel foi comprada pelos judeus ou conquistada por Israel em guerras de defesa, após o país ter sido atacado por seus vizinhos árabes.
5. Os árabes controlam 99.9% do território no Oriente Médio. Israel representa apenas um décimo de 1 % da região.
6. A história demonstrou que a segurança do povo judeu apenas pode ser garantida através da existência de um estado judeu forte e soberano.
Em 1517, os turcos otomanos da Ásia Menor conquistaram a região e, com poucas interrupções, governaram Israel, então chamada de Palestina, até o inverno de 1917-18. O país foi dividido em diversos distritos, dentre eles, Jerusalém. A administração dos distritos foi cedida em grande parte aos árabes palestinos. As comunidades cristãs e judaicas, porém, receberam grande autonomia. A Palestina compartilhou a glória do Império Otomano durante o século XVI, mas foi negligenciada quando o império começou entrar em declínio no século XVII.
Em 1882, menos de 250.000 árabes viviam no local. Uma parte significante da Terra de Israel pertencia aos senhores, que viviam no Cairo, Damasco e Beirute. Por volta de 80% dos árabes palestinos eram camponeses, nômades ou beduínos.
Em 1917-18, com apoio dos árabes, os britânicos capturaram a Palestina dos turcos otomanos. Na época, os árabes palestinos não se imaginavam tendo uma identidade separada. Eles se consideravam parte de uma Síria árabe. O nacionalismo árabe palestino é, em grande parte, um fenômeno do pós Primeira Guerra Mundial.
Em 1921, o Secretário Colonial Winston Churchill separou quase quatro-quintos da Palestina – aproximadamente 35.000 milhas quadradas - para criar um emirado árabe, a Transjordânia, conhecida hoje como Jordânia. Este país, que é uma monarquia árabe, é em sua maioria composto por palestinos que hoje representam aproximadamente 70% da população.
Em 1939, os britânicos anunciaram o White Paper (Carta Branca), um documento relatando que um estado árabe independente e não dividido seria estabelecido na Terra de Israel (chamada de Palestina) dentro de 10 anos. O nacionalismo árabe cresceu com a promessa de um estado forte. Mas, como discutiremos futuramente, os britânicos não foram capazes de manter sua promessa aos árabes. Em vez disso, em 1947, as Nações Unidas decidiram dividir a Terra de Israel em dois estados: um judeu e outro árabe. Em 1948, foi estabelecido o estado de Israel. Quando seus vizinhos árabes atacaram o novo estado judeu, teve início a primeira guerra árabe-israelense. Durante o estabelecimento do estado de Israel e durante a primeira guerra entre árabes e israelenses, mais da metade dos árabes que viviam na Terra de Israel fugiram, dando início ao problema ainda hoje vigente de refugiados palestinos, que discutiremos nos próximos artigos.
O povo palestino baseia suas reivindicações pela Terra de Israel em diversos fatores:
1. Os árabes muçulmanos viveram no local por muitos anos.
2. O povo palestino tem o direito à independência nacional e à soberania sobre a terra onde viveram.
3. Jerusalém é a terceira cidade sagrada na religião muçulmana, local de elevação do profeta Maomé aos Céus.
4. O Oriente Médio é dominado por árabes. Outras religiões ou nacionalidades não pertencem à região.
5. Todos os territórios árabes que foram colonizados tornaram-se estados completamente independentes, exceto a Palestina.
6. Os palestinos tornaram-se refugiados.

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Guerra do Golfo (1990-1991)

Ao final da guerra contra o Irã (1980-1988), o Iraque acumulava uma grande dívida externa. A queda dos preços do petróleo no mercado internacional agravou ainda mais a situação do Iraque.
Em agosto de 1990, ocorre a invasão do Kuwait pelo Iraque e tem início o processo que conduziria à Guerra do Golfo, em janeiro e fevereiro de 1991.
Saddam Hussein, líder iraquiano, visava com isso se promover tanto no plano interno como externo e justificou a invasão em agosto de 1990:
• O Kuwait era uma “antiga” província do Iraque, segundo Hussein;
• O Iraque era importante potência bélica e pretendia mostrar ao mundo seu poderio;
• Disputa por poços petrolíferos na fronteira Iraque-Kwait;
• Aumentar as saídas para o Golfo Pérsico, conquistando o litoral do Kuwait.
Saddam Hussein não contava, porém, com a rápida reação internacional. A ONU deu um ultimato ao ditador iraquiano para que desocupasse o Kuwait até janeiro de 1991.
Encerrado o prazo dado pela ONU para a desocupação do Kuwait, os EUA iniciaram a operação “Tempestade no Deserto”.
O cerco ao Iraque foi intenso e os bombardeios contra a capital iraquiana, Bagdá, como também a outras cidades foram avassaladores, utilizando armamentos de alta tecnologia.
Saddam convocou a “jihad” (guerra santa) contra o Ocidente e atacou o território de Israel, com precários mísseis. Israel não reagiu.
Depois de seis semanas de conflito (janeiro/fevereiro de 1991), tropas iraquianas deixaram o Kuwait, após incendiar suas instalações petrolíferas.
O Kuwait se transformou num desastre ambiental. A nuvem negra de cerca de 50 poços de petróleo em chamas e o gigantesco derramamento de óleo no litoral produziram uma profunda degradação do ar, dos recursos marinhos e do solo. A enorme mancha de petróleo na costa do país era uma ameaça constante para pássaros e outros animais.

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Guerra Irã x Iraque (1980-1988)


Em 22 de setembro de 1980, tem inicio o conflito entre o Iraque e o Irã, apresentando como causa imediata a partilha das águas do Estreito do Chatt-el-Arab. Outros motivos ainda podem ser lembrados, como o desejo do Iraque de recuperar terras perdidas para o Irã em 1975; a questão do separatismo curdo, que sempre foi um ponto de desacordo entre os dois países; a preocupação do governo de Bagdá com a evolução do Islamismo xiita em seu território, o ódio pessoal de Khomeini contra o Iraque, de onde foi expulso em seu exílio.
Esse conflito, que até o final de 1985 não apresentava expectativa de término a curto prazo, apresentou desdobramentos paralelos, como a diminuição da produção de petróleo do Irã; a venda de peças de museus tradicionais do Irã para financiar o conflito; a possibilidade da venda de aviões Super-Standard e mísseis Exocet da França para Bagdá; as ameaças de fechamento do Estreito de Ormuz por parte do Irã, impedindo o comércio do petróleo de todo o Golfo Pérsico para o restante do mundo; o bombardeamento de refinarias, oleodutos, áreas de exploração e terminais petrolíferos, que provocaram grandes vazamentos de petróleo no Golfo, ameaçando a vida de outros países como o Kuwait e Catar; o bombardeamento de petroleiros de outras bandeiras em pleno Golfo Pérsico, que iam em busca do petróleo do Irã ou Iraque; e o aumento da frota norte-americana no Mar da Arábia, tentando evitar ataques a petroleiros e o fechamento do Estreito de Ormuz.
O conflito Irã-Iraque termina em 1988.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Países Periféricos

Economias Periféricas


Economias periféricas
Existem várias expressões para designar os países de menor desenvolvimento, tais como subdesenvolvidos, terceiro mundo, pobres, entre outros. Há também uma forma bastante difundida para a classificação de países com características econômicas inferiores, denominada de economias periféricas, que se difere das economias centrais, ou seja, de países desenvolvidos.

Essa expressão surgiu na década de 50, na América Latina, estabelecendo uma ligação entre o sistema capitalista e seus reflexos negativos relacionados às desigualdades sociais, desse modo as economias periféricas ficariam fora do desenvolvimento e da acumulação de capitais, ou seja, da prosperidade econômica. Lembrando que muitos países que se configuram socialistas, como Coréia do Norte e Cuba, também enfrentam o problema da pobreza, deixando evidente a ineficácia da idéia de que apenas o capitalismo é responsável pela pobreza.

Nesse mesmo contexto foi criada uma expressão para designar outra categoria de países, denominados de semiperiferia, nos quais se enquadram um grupo de nações que possui características de subdesenvolvimento, porém já alcançou um nível mais elevado de industrialização, podemos destacar nesse grupo Turquia, Índia, Brasil, Argentina, México entre outros.

Industrialização Tardia

Muitos países subdesenvolvidos e de economias periféricas se encontram localizados geograficamente no hemisfério sul, às vezes são referidos como países do sul, ou seja, subdesenvolvidos.

A partir dessa afirmação fica fácil identificar os países e continentes de economia e industrialização frágeis, localizados, sobretudo, no Continente Africano, América Latina, Ásia e alguns países da Oceania. Faz-se necessário ressaltar que essa condição dos continentes mencionados são heranças do processo passado de colonização e descolonização.

Um país de economia periférica é o retrato de um baixo nível de industrialização, apesar de que nas últimas décadas esse panorama tenha se modificado um pouco. Os países de economias periféricas geralmente têm sua atividade econômica restrita à produção primária (agricultura, pecuária, extração de recursos naturais, mineração), quando existem indústrias a produção se resume em bens de consumo não-duráveis.

Apesar de estarmos em pleno século XXI, muitos países ingressaram somente agora na perspectiva da Primeira Revolução Industrial, isso significa que suas indústrias produzem mercadorias de baixa tecnologia como tecidos, móveis, bebidas, alimentos entre outros. Poucas foram as economias desse grupo de países que ingressaram na Segunda Revolução Industrial que tem como base de produção a fabricação de automóveis, eletrodomésticos entre outros bens de consumo.

Esse atraso de industrialização em relação às grandes economias mundiais é denominado de industrialização tardia ou retardatária, isso quer dizer que essas economias só entraram muito depois da Primeira Revolução Industrial, que teve início no final do século XVIII, início do século XIX, na Inglaterra, portanto são quase cem anos de atraso em relação aos primeiros países a se industrializar como Inglaterra, Alemanha, França, Bélgica entre outros.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Cidades globais

Paris, uma cidade global nível alfa
O conceito de cidade global refere-se ao desempenho econômico, logístico, estrutural e o grau de influência em nível global. Quando se fala em cidades globais imagina-se que seja uma cidade de grande aglomeração urbana (metrópole ou megalópole), mas essa idéia fica em segundo plano. Desse modo, existem cidades consideradas médias que são globais, em contrapartida outras são megacidades com mais de 10 milhões de habitantes e nem por isso ocupa essa condição.

Atualmente são reconhecidas 55 cidades globais, porém esse total não ocupa um mesmo grupo. Essas cidades são classificadas em três grupos, que recebem o nome alfa, beta e gama. A variação é de acordo com os níveis de influência desempenhado na esfera global. A pontuação máxima de uma cidade global é 12, apenas quatro cidades atingiram tal nível, são elas: Nova York, Tóquio, Londres e Paris. A Europa possui a maior quantidade de cidades globais (22 cidades).

A seguir as cidades que compõem os grupos alfa, beta e gama:

Alfa: representa o grupo de cidades de maior destaque e influência no cenário global, com essas características temos um número seleto de 10 cidades: Londres, Paris, Frankfurt, Milão (européias), além de Nova York, Tóquio, Los Angeles, Chicago, Hong Kong e Cingapura.

Beta: grupo constituído por dez cidades (sendo quatro europeus), são elas: São Francisco, Sidney, Toronto, Zurique, São Paulo, Cidade do México, Madri, Bruxelas, Moscou e Seul.

Gama: esse grupo integra trinta e cinco cidades (sendo quatorze delas europeus). As cidades são: Osaka, Pequim, Boston, Washington, Amsterdã, Hamburgo, Dallas, Dusseldorf, Genebra, Xangai, Montreal, Roma, Estocolmo, Munique, Houston, Barcelona, Berlim, Jacarta, Johannesburgo, Melbourne, Praga, Santiago, Taipe, Varsóvia, Atlanta, Budapeste, Buenos Aires, Copenhague, Istambul, Kuala Lumpur, Manila, Miami, Mineapolis, Bangoc e Caracas.

Fica clara a hegemonia de cidades européias em todos os níveis, isso mostra o crescimento em diversos aspectos desse continente e que tem feito frente à potência mundial, os Estados Unidos