quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Guerra do Golfo (1990-1991)

Ao final da guerra contra o Irã (1980-1988), o Iraque acumulava uma grande dívida externa. A queda dos preços do petróleo no mercado internacional agravou ainda mais a situação do Iraque.
Em agosto de 1990, ocorre a invasão do Kuwait pelo Iraque e tem início o processo que conduziria à Guerra do Golfo, em janeiro e fevereiro de 1991.
Saddam Hussein, líder iraquiano, visava com isso se promover tanto no plano interno como externo e justificou a invasão em agosto de 1990:
• O Kuwait era uma “antiga” província do Iraque, segundo Hussein;
• O Iraque era importante potência bélica e pretendia mostrar ao mundo seu poderio;
• Disputa por poços petrolíferos na fronteira Iraque-Kwait;
• Aumentar as saídas para o Golfo Pérsico, conquistando o litoral do Kuwait.
Saddam Hussein não contava, porém, com a rápida reação internacional. A ONU deu um ultimato ao ditador iraquiano para que desocupasse o Kuwait até janeiro de 1991.
Encerrado o prazo dado pela ONU para a desocupação do Kuwait, os EUA iniciaram a operação “Tempestade no Deserto”.
O cerco ao Iraque foi intenso e os bombardeios contra a capital iraquiana, Bagdá, como também a outras cidades foram avassaladores, utilizando armamentos de alta tecnologia.
Saddam convocou a “jihad” (guerra santa) contra o Ocidente e atacou o território de Israel, com precários mísseis. Israel não reagiu.
Depois de seis semanas de conflito (janeiro/fevereiro de 1991), tropas iraquianas deixaram o Kuwait, após incendiar suas instalações petrolíferas.
O Kuwait se transformou num desastre ambiental. A nuvem negra de cerca de 50 poços de petróleo em chamas e o gigantesco derramamento de óleo no litoral produziram uma profunda degradação do ar, dos recursos marinhos e do solo. A enorme mancha de petróleo na costa do país era uma ameaça constante para pássaros e outros animais.

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Guerra Irã x Iraque (1980-1988)


Em 22 de setembro de 1980, tem inicio o conflito entre o Iraque e o Irã, apresentando como causa imediata a partilha das águas do Estreito do Chatt-el-Arab. Outros motivos ainda podem ser lembrados, como o desejo do Iraque de recuperar terras perdidas para o Irã em 1975; a questão do separatismo curdo, que sempre foi um ponto de desacordo entre os dois países; a preocupação do governo de Bagdá com a evolução do Islamismo xiita em seu território, o ódio pessoal de Khomeini contra o Iraque, de onde foi expulso em seu exílio.
Esse conflito, que até o final de 1985 não apresentava expectativa de término a curto prazo, apresentou desdobramentos paralelos, como a diminuição da produção de petróleo do Irã; a venda de peças de museus tradicionais do Irã para financiar o conflito; a possibilidade da venda de aviões Super-Standard e mísseis Exocet da França para Bagdá; as ameaças de fechamento do Estreito de Ormuz por parte do Irã, impedindo o comércio do petróleo de todo o Golfo Pérsico para o restante do mundo; o bombardeamento de refinarias, oleodutos, áreas de exploração e terminais petrolíferos, que provocaram grandes vazamentos de petróleo no Golfo, ameaçando a vida de outros países como o Kuwait e Catar; o bombardeamento de petroleiros de outras bandeiras em pleno Golfo Pérsico, que iam em busca do petróleo do Irã ou Iraque; e o aumento da frota norte-americana no Mar da Arábia, tentando evitar ataques a petroleiros e o fechamento do Estreito de Ormuz.
O conflito Irã-Iraque termina em 1988.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Países Periféricos

Economias Periféricas


Economias periféricas
Existem várias expressões para designar os países de menor desenvolvimento, tais como subdesenvolvidos, terceiro mundo, pobres, entre outros. Há também uma forma bastante difundida para a classificação de países com características econômicas inferiores, denominada de economias periféricas, que se difere das economias centrais, ou seja, de países desenvolvidos.

Essa expressão surgiu na década de 50, na América Latina, estabelecendo uma ligação entre o sistema capitalista e seus reflexos negativos relacionados às desigualdades sociais, desse modo as economias periféricas ficariam fora do desenvolvimento e da acumulação de capitais, ou seja, da prosperidade econômica. Lembrando que muitos países que se configuram socialistas, como Coréia do Norte e Cuba, também enfrentam o problema da pobreza, deixando evidente a ineficácia da idéia de que apenas o capitalismo é responsável pela pobreza.

Nesse mesmo contexto foi criada uma expressão para designar outra categoria de países, denominados de semiperiferia, nos quais se enquadram um grupo de nações que possui características de subdesenvolvimento, porém já alcançou um nível mais elevado de industrialização, podemos destacar nesse grupo Turquia, Índia, Brasil, Argentina, México entre outros.

Industrialização Tardia

Muitos países subdesenvolvidos e de economias periféricas se encontram localizados geograficamente no hemisfério sul, às vezes são referidos como países do sul, ou seja, subdesenvolvidos.

A partir dessa afirmação fica fácil identificar os países e continentes de economia e industrialização frágeis, localizados, sobretudo, no Continente Africano, América Latina, Ásia e alguns países da Oceania. Faz-se necessário ressaltar que essa condição dos continentes mencionados são heranças do processo passado de colonização e descolonização.

Um país de economia periférica é o retrato de um baixo nível de industrialização, apesar de que nas últimas décadas esse panorama tenha se modificado um pouco. Os países de economias periféricas geralmente têm sua atividade econômica restrita à produção primária (agricultura, pecuária, extração de recursos naturais, mineração), quando existem indústrias a produção se resume em bens de consumo não-duráveis.

Apesar de estarmos em pleno século XXI, muitos países ingressaram somente agora na perspectiva da Primeira Revolução Industrial, isso significa que suas indústrias produzem mercadorias de baixa tecnologia como tecidos, móveis, bebidas, alimentos entre outros. Poucas foram as economias desse grupo de países que ingressaram na Segunda Revolução Industrial que tem como base de produção a fabricação de automóveis, eletrodomésticos entre outros bens de consumo.

Esse atraso de industrialização em relação às grandes economias mundiais é denominado de industrialização tardia ou retardatária, isso quer dizer que essas economias só entraram muito depois da Primeira Revolução Industrial, que teve início no final do século XVIII, início do século XIX, na Inglaterra, portanto são quase cem anos de atraso em relação aos primeiros países a se industrializar como Inglaterra, Alemanha, França, Bélgica entre outros.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Cidades globais

Paris, uma cidade global nível alfa
O conceito de cidade global refere-se ao desempenho econômico, logístico, estrutural e o grau de influência em nível global. Quando se fala em cidades globais imagina-se que seja uma cidade de grande aglomeração urbana (metrópole ou megalópole), mas essa idéia fica em segundo plano. Desse modo, existem cidades consideradas médias que são globais, em contrapartida outras são megacidades com mais de 10 milhões de habitantes e nem por isso ocupa essa condição.

Atualmente são reconhecidas 55 cidades globais, porém esse total não ocupa um mesmo grupo. Essas cidades são classificadas em três grupos, que recebem o nome alfa, beta e gama. A variação é de acordo com os níveis de influência desempenhado na esfera global. A pontuação máxima de uma cidade global é 12, apenas quatro cidades atingiram tal nível, são elas: Nova York, Tóquio, Londres e Paris. A Europa possui a maior quantidade de cidades globais (22 cidades).

A seguir as cidades que compõem os grupos alfa, beta e gama:

Alfa: representa o grupo de cidades de maior destaque e influência no cenário global, com essas características temos um número seleto de 10 cidades: Londres, Paris, Frankfurt, Milão (européias), além de Nova York, Tóquio, Los Angeles, Chicago, Hong Kong e Cingapura.

Beta: grupo constituído por dez cidades (sendo quatro europeus), são elas: São Francisco, Sidney, Toronto, Zurique, São Paulo, Cidade do México, Madri, Bruxelas, Moscou e Seul.

Gama: esse grupo integra trinta e cinco cidades (sendo quatorze delas europeus). As cidades são: Osaka, Pequim, Boston, Washington, Amsterdã, Hamburgo, Dallas, Dusseldorf, Genebra, Xangai, Montreal, Roma, Estocolmo, Munique, Houston, Barcelona, Berlim, Jacarta, Johannesburgo, Melbourne, Praga, Santiago, Taipe, Varsóvia, Atlanta, Budapeste, Buenos Aires, Copenhague, Istambul, Kuala Lumpur, Manila, Miami, Mineapolis, Bangoc e Caracas.

Fica clara a hegemonia de cidades européias em todos os níveis, isso mostra o crescimento em diversos aspectos desse continente e que tem feito frente à potência mundial, os Estados Unidos

sexta-feira, 29 de julho de 2011

CRISE FINANCEIRA




RODÍZIO DE UMA NOTA DE R$ 100,00

Numa cidade, os habitantes, endividados, estão vivendo às custas de crédito.
Por sorte chega um gringo e entra no único hotel.
O gringo saca uma nota de R$100,00, põe no balcão e pede para ver um quarto.
Enquanto o gringo vê o quarto, o gerente do hotel sai correndo com a nota de R$100,00 e vai até o açougue pagar suas dívidas com o açougueiro.
O açougueiro, pega a nota e vai até um criador de suínos a quem deve e paga tudo.
O criador, por sua vez, pega também a nota e corre ao veterinário para liquidar sua dívida.
O veterinário, com a nota de R$100,00 em mãos, vai até à zona pagar o que devia a uma prostituta (em tempos de crise essa classe também trabalha a crédito).
A prostituta sai com o dinheiro em direção ao hotel, lugar onde levava seus clientes; e como ultimamente não havia pago pelas acomodações, paga a conta de R$100,00.
Nesse momento, o gringo chega novamente ao balcão, pede sua nota de R$100,00 de volta, agradece e diz não ser o que esperava e sai do hotel e da cidade.
Ninguém ganhou um vintém, porém agora todos saldaram suas dívidas e começam a ver o futuro com confiança!

Moral da história: Quando o dinheiro circula, não há crise !!! Portanto não deixe seu dinheiro mofando debaixo do colchão, coloque-o para circular. E seja consciente.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Emigração brasileira 02

“Brasiguaios”

São os brasileiros que, a partir da década de 1970, optaram por residir no Paraguai, incentivados pelos baixos preços da terra. O governo do país vizinho autorizou o loteamento de pequenas propriedades na região do Alto Paraná, atraindo os brasileiros, uma vez que a terra, do nosso lado (Paraná e Santa Catarina), era cara demais.
No entanto, houve corrupção por parte de empresas particulares e do próprio governo paraguaio no processo de colonização, como a venda de uma mesma propriedade a dois compradores, o que resultou em conflitos. Posteriormente, o pequeno produtor, abandonado pela falta de legislação, foi desapropriado e muitos vivem na miséria ou optam pela volta ao Brasil.
Apesar do desprezo e do abandono por parte do governo, na década de 1990 os "brasiguaios" foram responsáveis por 90% da soja e 80% do milho produzidos no Paraguai.

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