segunda-feira, 25 de julho de 2011

Vegetação Brasileira - Mata de Cocais

A zona dos Cocais aparece principalmente nos estados do Maranhão e Piauí. Sua vegetação é caracterizada pelo predomínio de palmeiras, entre as quais se destacam o babaçu, a carnaúba e os buritis.
Essas matas têm grande importância comercial, pois do babaçu se extraem, entre outras substâncias, óleos, fibras e glicerina, e da carnaúba, a cera.
Nos últimos anos, a zona dos Cocais tem sido devastada para o aumento das áreas de pastagens. Isso não ocorreria, entretanto, se fosse feito um reflorestamento, uma vez que as espécies vegetais aí encontradas são capazes de se reproduzir com grande velocidade.
Carnaúbas no Piauí (Copernicia prunifera)

domingo, 24 de julho de 2011

Vegetação Brasileira - Caatinga


Curiosidades sobre a Caatinga

· Estudos recentes mostram que cerca de 327 espécies animais são endêmicas (exclusivas) da Caatinga. São típicos da área 13 espécies de mamíferos, 23 de lagartos, 20 de peixes e 15 de aves. Entre as plantas há 323 espécies endêmicas.
· A Caatinga compreende quase 10% da área total do território brasileiro, com aproximadamente 740.000 km2.
· Uma área de Caatinga mais conservada pode abrigar cerca de 200 espécies de formigas, enquanto nas mais degradadas há de 30 a 40.
· Cerca de metade da paisagem de Caatinga já foi deteriorada pela ação do homem. De 15% a 20% do bioma estão em alto grau de degradação (com risco de desertificação).
· Vive na Caatinga a ave com maior risco de extinção no Brasil, a ararinha-azul (Anodorhynchus spix), da qual só se encontrou um único macho na natureza. Também vive ali a segunda mais ameaçada do país, a arara-azul-de-lear (Anodorhynchus leari). Habitam os arredores de Canudos (BA), e há menos de 150 exemplares, um décimo da população ideal no caso de aves, que demoram a se reproduzir.
· Uma formação de relevo característica na depressão nordestina é o 'inselberg', bloco rochoso sobrevivente ao desgaste natural.
· Na estação seca a temperatura do solo pode chegar a 60ºC.
· A perda das folhas da vegetação da Caatinga é estratégica. Sem folhas, as plantas reduzem a superfície de evaporação quando falta água.
· No idioma tupi, Caatinga quer dizer Mata Branca, referência à vegetação sem folhas que predomina durante a época de seca.

sábado, 23 de julho de 2011

Curiosidades sobre o Litoral Brasileiro


Você Sabia que?

· Todos os anos os rios carregam para o Pantanal cerca de 50 milhões de toneladas de terra e areia. Somente um terço dos sedimentos deixa a região, fazendo com que o acúmulo de resíduos altere o leito dos rios e aumente a área alagada.
· Brasil possui 7.367 km de linha costeira, sem levar em conta os recortes litorâneos (baías, reentrâncias, golfões etc.), que ampliam significativamente essa extensão, elevando-a para mais de 8,5 mil km.
· O litoral está quase todo voltado para o Atlântico Sul. Porém, uma pequena parcela (no extremo norte do país) debruça-se sobre o Mar do Caribe.
· O Amapá conta com uma das maiores áreas costeiras do país (12,3% do total) e o Piauí detém a menor área (0,2% do total).
· A densidade demográfica média da Zona Costeira é de 87 hab/km², cinco vezes superior à média nacional, de 17 hab/km².
· As tartarugas marinhas estão entre os animais mais antigos do planeta. Existem há mais de 150 milhões de anos e conseguiram sobreviver a todas as mudanças registradas no globo terrestre durante esse período.
· As cinco espécies de tartarugas marinhas encontradas no Brasil são: tartaruga verde (a mais comum), a cabeçuda, a pente, a oliva e a gigante (a mais ameaçada no país).
· O arquipélago de Fernando de Noronha fica a 345 km da costa do nordeste brasileiro e é constituído por uma ilha principal e 19 ilhotas, totalizando 26 km2. De origem vulcânica, Fernando de Noronha possui um dos maiores índices de biodiversidade marinha do Brasil.
· Somente na costa do Rio Grande do Sul - conhecida como um centro de aves migratórias – já foi registrada a presença de aproximadamente 570 espécies de aves diferentes.
· O fato de a grande maioria dos principais rios nacionais convergir para a Zona Costeira, alguns carregados de resíduos de agrotóxicos e adubos e efluentes das indústrias, faz dela uma região muito vulnerável aos impactos ambientais.

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Imigração Brasileira(07)

Alemães, Italianos, Eslavos...

A colonização definitiva das áreas florestais do Sul só foi concretizada a partir do momento em que o governo imperial incentivou a vinda de imigrantes europeus para a região. Chegou-se a acreditar por algum tempo que os imigrantes teriam optado pelo Sul em virtude das condições climáticas da região. Como os imigrantes eram originários de regiões temperadas, eles teriam “escolhido” o Sul, que apresentava essas características. Na verdade, ao incentivar a vinda dos imigrantes, o governo tinha em mente objetivos de caráter estratégico.
Se no início do século XIX o Sul brasileiro era praticamente despovoado, o mesmo não acontecia nas regiões limítrofes. A Argentina e o Paraguai, especialmente, apresentavam expressivos agrupamentos populacionais nas proximidades do Brasil meridional. Assim, era de fundamental importância estratégica fixar de forma definitiva populações nessa região, para evitar que o vazio demográfico despertasse a cobiça dos vizinhos.
Costuma-se considerar que os primeiros imigrantes a se estabelecerem no Sul foram os alemães, na região de São Leopoldo (1824), ao norte de Porto Alegre; esse evento é considerado o marco inicial do período de imigração para o Brasil. Depois novas colônias alemãs, como, por exemplo, Novo Hamburgo, foram instaladas próximas a São Leopoldo, no Vale do Rio dos Sinos. Os alemães ocuparam as regiões de relevo mais baixo. A encosta e o planalto seriam ocupados, mais tarde, por imigrantes italianos.



Em 1851, era instalada a colônia alemã de Joinville; em 1854 a de Blumenau; e em 1860a de Brusque. Posteriormente, a colonização alemã expandiu-se pelo Vale do Itajaí catarinense. Mas esse fluxo diminuiu a partir de 1859, quando foi promulgado o Rescrito de Heydt, proibindo a saída de germânicos para o Brasil. Essa proibição decorreu da divulgação, na Alemanha, das más condições a que estavam submetidos muitos dos colonos que já se haviam fixado no Brasil.
Daí em diante, o maior fluxo passou a ser de italianos. Eles se fixaram nas enconstas e na área planáltica do norte de Porto Alegre, onde criaram várias colônias – entre as quais Caxias do Sul, Garibaldi e Bento Gonçalves. A proximidade das colônias italianas e alemãs com Porto Alegre foi fundamental para o seu crescimento. Parte considerável da produção colonial era destinada ao expressivo mercado consumidor que vinha se constituindo naquela que seria a futura metrópole gaúcha.
A colonização italiana também se verificou em Santa Catarina. Nesse Estado, os italianos se fixaram junto ao Vale do Itajaí, justapondo-se à colonização alemã preexistente. Houve também colonização italiana junto à encosta sul do planalto catarinense, na chamada “região carbonífera” (Criciúma, Urussanga, Lauro Müller). Todas essas áreas pioneiras de colonização européia passaram a ser conhecidas como “áreas coloniais velhas”, em oposição àquelas que foram ocupadas mais tarde, chamadas de “áreas coloniais novas”.
Ao final do século XIX, a imigração foi estimulada não só pelo governo federal, mas também por iniciativa dos governos provinciais e de empresas particulares. Nessa época, a imigração atingiu o seu auge com a continuação da entrada de italianos e a chegada, em menor quantidade, de pessoas de outras origens, especialmente eslavos (poloneses, russos, ucranianos), que se fixaram no centro-leste do Paraná.

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Imigração Brasileira(06)

Outros Imigrantes

Os eslavos, representados pelos russos, ucranianos e poloneses, concentraram-se no Paraná, em atividades agrícolas e extrativas (araucária), e fundaram cidades, por exemplo, Ponta Grossa. Chegaram principalmente entre 1872 e 1886.
Os suíços-alemães foram dos primeiros imigrantes a chegar ao país, por volta de 1819. Fundaram Nova Friburgo no Rio de Janeiro. Foi uma tentativa fracassada do governo em colonizar essa região, em virtude da falta de meios de comunicação e transporte.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Imigração Brasileira(05)

 Japoneses

Começaram a chegar em 1908, sendo o maior período entre 1924 e 1934, e eram provenientes de áreas rurais do Japão. Dedicaram-se a atividades agrícolas e atividades urbanas relacionadas ao comércio.
Assim como aconteceu com os alemães, os japoneses também tiveram sérias dificuldades culturas de adaptação, notadamente pelo idioma, muito diferente do nosso. O estado de São Paulo foi o que mais recebeu esses imigrantes. Confira, pelo mapa, as áreas mais importantes.


1 – Grande São Paulo: colaboraram na formação do cinturão hortifrutigranjeiro.

2 – Oeste paulista: região de Marília, Bastos, Tupã, Lins – dedicaram-se à cafeicultura e à cultura do algodão.

3 – Vale do Ribeira do Iguape: cultivaram o chá da Índia e a banana.

4 – Vale do Paraíba do Sul: cultura irrigada do arroz.

Outras áreas receberam os japoneses: o norte do Paraná, na cafeicultura, a zona de Bragantina, no Pará, no cultivo de pimenta do reino (cidade de Tomé-Açu) e o vale do Amazonas, nas culturas de juta e arroz.

terça-feira, 19 de julho de 2011

Imigração Brasileira(04)

Espanhóis

Em relação ao número, representaram o terceiro maior grupo imigratório, e sua imigração é considerada antiga, graças à União Ibérica (1580/1640). O período mais importante ocorreu entre 1904 e 1914. Eles fixaram principalmente em São Paulo e, em menor número, no Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Sul. Em razão do idioma e religião semelhantes, não tiveram dificuldades culturais de adaptação ao País.

Alemães

A partir de 1824, os alemães começaram a chegar, principalmente no Rio Grande do Sul (vale do rio dos Sinos), em colônias como São Leopoldo, Novo Hamburgo e Taquara. Em Santa Catarina, marcaram o vale do Itajaí, e áreas vizinhas, com colônias que deram origem a Blumenau e Joinville, entre outros. Atualmente, essa região é caracterizada pela indústria têxtil.


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Ao contrário dos italianos e espanhóis, os alemães tiveram uma integração cultural bastante difícil, em virtude da grande diferença entre as culturas. O principal período da entrada ocorreu de 1850 a 1871.