sexta-feira, 1 de julho de 2011

Desertificação na Região do Pampa


Área atingida pelo processo de desertificação
Um grande problema tem assolado o sudoeste do Rio Grande do Sul, o processo de arenização dos solos, conhecido também como desertificação. Esse processo é provocado, principalmente, pela atividade agropecuária extensiva que é exercida ao longo de décadas na região.

Como a composição vegetativa do local é a pradarias e/ou pampas e o solo possui características arenosas, esse se torna fácil de ser fragmentado. Isso ocorre após a retirada da cobertura vegetal original para substituir por outras espécies, com fins comerciais, geralmente monoculturas (cultivo de uma única cultura em grandes extensões de terra), ou mesmo para o plantio de pastagens para a produção pastoril.

A partir desses agravantes o solo é disseminado por meio das ações erosivas eólicas (vento) e das chuvas (pluvial). Como chove praticamente o ano todo no local, as enxurradas aceleram o processo gerando imensas erosões, denominadas de voçorocas, e o vento se encarrega de dispersar a areia formando dunas e expandindo a desertificação, nos dias atuais as manchas já atingem, aproximadamente, quatro mil hectares.

Esse fenômeno provocado pela ação antrópica ocasiona uma mudança da paisagem e dificulta o desenvolvimento das práticas agrícolas, além disso, compromete o ecossistema das áreas atingidas.

ELEMENTOS DO MAPA



A Cartografia acentua seu significado geopolítico, pois ela sempre representou uma das formas utilizadas para construir, reconhecer, conquistar e estabelecer o poder sobre o território.


TITULO: O título de um mapa é o seu “portal de entrada”. Ele deve expressar, com clareza e objetividade, qual o tema que está sendo representado.Por exemplo: o uso da terra, a distribuição dapopulação, as formas do relevo, a distribuição das temperaturas. O título deve informar também o recorte espacial: o lugar, o município, o estado, a região ou país que está sendo retratado no mapa. Além disso, dependendo do tema, é importante que o título traga também o recorte temporal, como é ocaso de temas ligados às atividades humanas, como o uso da terra, a estrutura fundiária, as redes urbanas de infraestrutura, entre outros, que apresentam uma dinâmica de mudanças que pode ser relativamente rápida e, portanto, os mapas que os retratam precisam enfatizar sua temporalidade, para não induzirem o leitor a análises anacrônicas e equivocadas.


LEGENDA: A legenda apresenta a codificação expressa no mapa, indicando os signos que compõe a imagem e a relação entre os diferentes significantes (cores, formas, texturas etc.) e seus respectivos significados (o que eles representam). Nela há a união dos sistemas de comunicação visual e sonoro.

ESCALA: A escala cartográfica corresponde à relação entre as medidas lineares em um mapa e suas correspondentes verdadeiras na superfície real. É geralmente apresentada como uma fração, já que se trata de uma correspondência matemática, como por exemplo: 1/10.000, que indica que 1 unidade no mapa corresponde a 10.000 unidades no terreno. Ou então, que a medida verdadeira foi reduzida 10.000 vezes no mapa.

LINHAS IMAGINARIAS: As coordenadas geográficas são linhas imaginárias, medidas em graus, minutos e segundos, através delas podemos definir a posição de um ponto na superfície da Terra. As latitudes, ou paralelos, são as linhas paralelas ao Equador, que é o ponto de origem ou 0°; são . As longitudes, ou meridianos, são as linhas paralelas ao meridiano de Greenwich, que é o ponto de origem ou 0°.

DIVISAO EM GRAUS (Azimute): A direção em um mapa é usualmente indicada em graus. A divisão em graus segue a convenção matemática aprendida na escola, ou seja, uma circunferência que varia de 0º a 360º. O 0º, que coincide com o 360º, sempre se encontra na parte superior da circunferência (norte). Os valores aumentam no sentido horário. Na direção leste encontramos o 90º, na direção sul encontramos o 180º e na direção oeste encontramos o 270º. Serve para mostrar a direção ou rumo em que se encontra a Posiçao geografica do astro.

AZIMUTE: O Azimute é a direção horizontal, no sentido horário, em relação ao Norte, para uma estrela ou algum ponto terrestre. O nome é de origem árabe, de as-sumut, traduzido: caminho ou direção. Esquematicamente, o azimute pode ser descrito conforme a imagem seguinte ilustra: Azimute: é o posicionamento em relação ao Norte (esquerda/direita). Ex.: um azimute de 10 graus significa 10 graus à direita do Norte, um azimute de 350 graus significa 10 graus à esquerda do Norte (360° - 350° = 10º); No primeiro Quadrante, Azimute e Rumo têm o mesmo valor.

CORES: Cores nos Mapas
As cores nos mapas visam facilitar sua leitura, tornando-a mais intuitiva.
Branco - mostra áreas sem floresta
Verde - indica mata densa
Azul - simboliza qualquer área coberta por água, como lagos, rios, açudes e represas.
Vermelho -é usado para indicar as marcas mais proeminentes feitas pelo homem, como rodovias.
Marrom- marca curvas de nível
Preto - indica características causadas pelo homem, como trilhas,

AS SETE MARAVILHAS DO MUNDO ANTIGO

Seis dos sete admiráveis monumentos e esculturas da Antiguidade já desapareceram. Só restaram as pirâmides do Egito.  A primeira lista das maravilhas do mundo teria sido feita pelo poeta grego Antípatro de Sídon, entre os anos de 150 a 120 a.C.                                                                               
Zeus
                     1. ESTÁTUA DE ZEUS OLÍMPICO (Grécia)
  Foi esculpida por Fídias, o mais célebre escultor da Antiguidade, em ébano e marfim, entre 456 e 447 a.C. Tinha quinze metros de altura e era toda inscrustada de ouro e pedras preciosas. Estava na cidade de Olímpia até que um terremoto a destruiu, possivelmente em 1215.

Templo de Diana

                               2. TEMPLO DE DIANA (Turquia)
Levou duzentos anos para ficar pronto - em 450 a. C. - na cidade de Éfeso. Suas 127 colunas de mármore atingiam 19 metros de altura. Depois de ter sido incendiado em 356 por Eróstrato, foi reconstruído  (dessa vez em vinte anos) e destruído novamente em 262 pelos godos.

   Colosso de Rhodes
                               3.   COLOSSO DE RODES (Grécia)
A gigantesca estátua de Hélio, o deus do sol, tinha 46 metros de altura, era toda de bronze e pesava 70 toneladas. De pernas abertas, ficava na entrada do golfo de Rodes, uma ilha do mar Egeu.  Foi destruída por um terremoto em 224 a. C.
                                   
Mausoléu de Halicarnasso 
4.  MAUSOLÉU DE HALICARNASSO (Turquia) 

Artemisa II, irmã e esposa do rei Mausolo, mandou construir o maior e mais suntuoso túmulo de todas as épocas. Sua base era de mármore e bronze, com revestimento em ouro. A obra ficou pronta em 352 a.C. No alto da construção viam-se as estátuas do rei e da rainha. Artemisa morreu antes de ver o mausoléu terminado. Fragmentos desse monumento são encontrados no Museu Britânico, em Londres e em Bodrum, Turquia.
Farol de Alexandria

                                    5.  FAROL DE ALEXANDRIA (Egito)
Erguia-se numa das ilhas de Faros, perto de Alexandria e tinha uma torre de mármore branco de 135 metros de altura. Era iluminado pelo fogo de lenha ou carvão. Inaugurado em 270 a. C., o farol foi destruído por um terremoto em 1375.


Jardins Suspensos da Babilônia
                  6.  JARDINS SUSPENSOS DA BABILÔNIA (Iraque) 

Foram construídos por ordem do poderoso Nabucodonosor II, em 600 a.C., em homenagem a uma de suas mulheres, Semíramis, que sentia saudade das montanhas de sua terra. Os jardins eram 6 montanhas artificiais, apoiadas em colunas de 25 a cem metros de altura, ao sul do rio Eufrates. Ficavam a duzentos metros do palácio real. Conta-se que Nabucodonosor enlouqueceu ao contemplar essa obra. Tudo foi destruído em data desconhecida.

Pirâmides do Egito
                                 7.   PIRÂMIDES DO EGITO

Das sete maravilhas do mundo antigo, as pirâmides são as únicas sobreviventes. Foram construídas por volta de 2690 a.C, a 10 km do Cairo, capital do Egito.  A maior delas foi construída por Quéops, o mais rico dos faraós. Empregou 100 mil operários durante 20 anos. As outras grandes pirâmides são as de Quéfren e a de Miquerinos. Miquerinos era filho de Quéops e construiu a mais cara de todas elas.

quarta-feira, 29 de junho de 2011

AULÕES DO CIS

Os professores que integram a equipe do CIS (CURSOS ISOLADOS SUASSUNA), convidam a comunidade estudantil do Rio Grande do Norte a participar dos AULÕES que serão realizados entre os meses de agosto e outubro do corrente ano, realizado no auditório do COLÉGIO NOSSA SENHORA DAS NEVES (NEVES)

Programação dos AULÕES:

AGOSTO:

07/08 - HISTÓRIA GERAL

21/08 - GEOGRAFIA GERAL



SETEMBRO:
11/09 - HISTÓRIA DO BRASIL 


18/09 - GEOGRAFIA DO BRASIL


OUTUBRO:
16/10 - O CIS CANTA CHICO


30/10 - HISTÓRIA E GEOGRAFIA DO RN


As senhas podem ser adquiridas na sede do CIS, anexo ao CADE na Avenida Deodoro. O pacote de AULÕES custa 90,00 R$ e as senhas individuais custam 20,00 R$.

 

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Povos Pré-Colombianos


A ORIGEM DOS
POVOS AMERICANOS
Os habitantes do continente americano descendem de populações advindas da Ásia, sendo que os vestígios mais antigos de sua presença na América, obtidos por meio de estudos arqueológicos, datam de 11 a 12,5 mil anos. Todavia, ainda não se chegou a um consenso acerca do período em que teria havido a primeira leva migratória.
Os povos indígenas que hoje vivem na América do Sul são originários de povos caçadores que aqui se instalaram, vindo da América do Norte através do istmo do Panamá, e que ocuparam virtualmente toda a extensão do continente há milhares de anos. De lá para cá, estas populações desenvolveram diferentes modos de uso e manejo dos recursos naturais e formas de organização social distintas entre si.
Não existe consenso também, entre os arqueólogos, sobre a antigüidade da ocupação humana na América do Sul. Até há alguns anos, o ponto de vista mais aceito sobre este assunto era o de que os primeiros habitantes do continente sul-americano teriam chegado há pouco mais de 11 mil anos.
No Brasil, a presença humana está documentada no período situado entre 11 e 12 mil anos atrás. Mas novas evidências têm sido encontradas na Bahia e no Piauí que comprovariam ser mais antiga esta ocupação, com o que muitos arqueólogos não concordam. Assim, há uma tendência cada vez maior de os pesquisadores reverem essas datas, já que pesquisas recentes vêm indicando datações muito mais antigas
HÁ 500 ANOS
Há cinco séculos, os portugueses chegaram ao litoral brasileiro, dando início a um processo de migração que se estenderia até o início do século XX, e paulatinamente foram estabelecendo-se nas terras que eram ocupadas pelos povos indígenas.

sexta-feira, 24 de junho de 2011

UMA DISCÓRDIA FAMILIAR


Irmãos de sangue e parceiros no ódio, árabes e judeus digladiam-se na Terra Santa desde o final do século XIX. É um trágico e visceral embate que tem tudo para acabar mal
No olho da rua: Abraão obedece Sara e expulsa Agar e o pequeno Ismael de sua morada; começava a saga do povo árabe
Reza o Velho Testamento que Abraão recebeu de Deus, por volta dos 75 anos de idade, o chamado para se mudar de mala e cuia para os rincões de Canaã, com a promessa de que seus descendentes dariam origem ali a uma grande nação. Dez anos depois, porém, já estabelecido na nova terra, o longevo migrante ainda não havia conseguido gerar a tão esperada prole. Sara, a esposa, o instigou a desposar sua serva, a egípcia Agar, para fazer valer o desígnio divino – união que produziu o menino Ismael. Quando o rapagote completava seu 13º aniversário, Abraão, já com 99 anos, teve outro encontro com Deus, que reiterou a promessa feita anteriormente e garantiu que a posteridade de Abraão sairia das entranhas de Sara. Dito e feito: no ano seguinte veio ao mundo Isaac, filho do centenário porém fecundo patriarca.
Na festa de apresentação de Isaac, contudo, Sara viu o primogênito zombando do caçula, e ordenou ao marido que expulsasse Agar e Ismael de seus domínios. A idéia de desterrar o sangue do seu sangue não agradou a Abraão, que apenas levou a cabo a ação por ter a garantia de Deus que seu filho com a escrava também teria um destino fabuloso, iniciando outra grande nação.

Assim, fornecendo um pão e um odre de água a Agar e Ismael, o patriarca mostrou-lhes o caminho da rua logo na manhã seguinte. Ambos erraram por algum tempo pelo deserto da Bersabéia, até que Ismael se fixou no deserto da Arábia, produzindo doze filhos – as doze tribos ismaelitas, ancestrais do povo árabe.

Do outro lado da família, em Canaã, seu irmão Isaac teve como prole Esaú e Jacó. Os doze herdeiros deste último (rebatizado mais tarde de Israel) compuseram as doze tribos que deram origem ao povo hebreu.

TRATADOS

Até chegar ao traçado atual, os limites territoriais brasileiros foram discutidos e estabelecidos em diversos tratados. Os tratados mais antigos que definiram o Brasil, enquanto Colônia de Portugal foram:
1º 1493 - Bula "Inter Coetera"
No qual o Papa Alexandre VI concedeu a Espanha as terras descobertas ou que se descobrissem a partir de um meridiano distante 100 (Cem) léguas a Ocidente de qualquer das ilhas de Açores e Cabo Verde.

2º 1494 - Tratado de Tordesilhas
Assinado na povoação castellana de Tordesillas, que hoje faz parte da Espanha, mas, naquela época, situava-se entre Portugal e Castela, o tratado definiu a partilha a partilha do chamado Novo Mundo entre ambas as Coroas, um ano e meio após Cristóvão Colombo ter reclamado oficialmente a América para Isabel a Católica. 
O Tratado de Tordesilhas anulou a Bula Alexandrina, e estabeleceu a divisão do globo terrestre em dois hemisférios por um meridiano localizado a 370 léguas a Oeste das ilhas de Cabo Verde. 
Pela linha divisória traçada de pólo a pólo,
as terras até 370 léguas a Oeste das ilhas de Cabo Verde
pertenciam a Portugal, e as terras a Leste, a Espanha.
A localização correta das Linhas de Tordesilhas revelou-se impraticavel, na época, pela impossibilidade da determinação de longitudes, o que só foi possível cerca de dois séculos após.
Por essa demarcação, os limites do Brasil iam
de Belém do Pará a Laguna, em Santa Catarina.
Durante o domínio espanhol (1580-1640), esse tratado perdeu o efeito em virtude e todas as terras portuguesas terem caído sob o poder de Espanha.
Com a expedição de Pedro Álvares Cabral à Índia, a costa do Brasil foi descoberta (Abril de 1500) pelos europeus, o que séculos mais tarde viria a abrir uma polêmica historiográfica acerca do "acaso" ou da "intencionalidade" da descoberta. Observe-se que uma das testemunhas que assinaram o Tratado de Tordesilhas, por Portugal, foi Duarte Pacheco Pereira, um dos nomes ligados a um suposto descobrimento do Brasil pré-Cabralino.
Em princípio, o tratado resolvia os conflitos que seguiram à descoberta do Novo Mundo por Cristóvão Colombo. Muito pouco se sabia das novas terras, que passaram a ser exploradas por Castela. De imediato, o tratado garantia a Portugal o domínio das águas do Atlântico Sul, essencial para a manobra náutica então conhecida como volta do mar, empregada para evitar as correntes marítimas que empurravam para o norte as embarcações que navegassem junto à costa sudoeste africana, e permitindo a ultrapassagem do cabo da Boa Esperança. Nos anos que se seguiram Portugal prosseguiu no seu projeto de alcançar a Índia, o que foi finalmente alcançado pela frota de Vasco da Gama, na sua primeira viagem de 1497-1499.
 Com o retorno financeiro da exploração americana (o ouro castelhano e o pau-brasil português), outras potências marítimas européias (França, Inglaterra, Países Baixos) passaram a questionar a exclusividade da partilha do mundo entre as nações ibéricas. Esse questionamento foi muito apropriadamente expresso por Francisco I de França, que ironicamente pediu para ver a cláusula no testamento de Adão que legitimava essa divisão de terras.
Por essa razão, desde cedo apareceram na costa do Brasil embarcações que promoviam o comércio clandestino, estabelecendo contato com os indígenas e aliando-se a eles contra os portugueses. Floresceram o corso, a pirataria e o contrabando, pois os armadores de Honfleur, Ruão e La Rochelle, em busca de pau-brasil fundavam feitorias e saqueavam naus. O mais célebre foi um armador de Dieppe, Jean Ango ou Angot.
Concluída a volta ao mundo iniciada por Fernão de Magalhães (1519-1521), uma nova disputa entre as nações ibéricas se estabeleceu, envolvendo a demarcação do meridiano pelo outro lado do planeta e a posse das ilhas Molucas (atual Indonésia), importantes produtoras de especiarias. O Tratado serviu como base para as negociações da Junta de Badajoz em 1524, quando se negociou sobre as Molucas e as Filipinas, originalmente situadas na órbita portuguesa, consideradas castelhanas em troca do Brasil (Luciano Pereira da Silva. História da Colonização Portuguesa no Brasil (t. I). Porto, 1922). Para solucionar esta nova disputa, celebrou-se o tratado de Saragoça (22 de abril de 1529).
Posteriormente, durante a Dinastia Filipina (União Ibérica), os portugueses se expandiram de tal forma na América do Sul que, em 1680, visando o comércio com a bacia do rio da Prata e a região andina, fundaram um estabelecimento à margem esquerda do Prata, em frente a Buenos Aires: a Colônia do Sacramento. A fixação portuguesa em território oficialmente espanhol gerou um longo período de conflitos armados, conduzindo à negociação do Tratado de Madrid (1750).