terça-feira, 31 de maio de 2011

Hidrografia Brasileira III

A bacia do Atlântico Sul é uma das doze regiões hidrográficas do território brasileiro.
A região hidrográfica do Atlântico Sul inicia-se próxima à divisa dos estados de São Paulo e do Paraná, estendendo-se até o Arroio Chuí, no Rio Grande do Sul. A área total da região é de 185.856 km², abrangendo terras de 451 municípios, dos quais se destacam Paranaguá, Joinville, Florianópolis, Caxias do Sul, Pelotas e a Região Metropolitana de Porto Alegre.
Na região hidrográfica Atlântico Sul predominam rios de pequeno porte que correm diretamente para o Oceano Atlântico. As principais exceções são os rios Itajaí e Capivari, em Santa Catarina, que apresentam maior volume de água. Na região do Rio Grande do Sul ocorrem rios de grande porte como o Taquari-Antas, Jacuí, Vacacaí e Camaquã, ligados aos sistemas lagunares da Lagoa Mirim e Lagoa dos Patos.
O principal bioma da região é a Mata Atlântica, muito desmatada pela ocupação humana. Também podem ser encontradas manchas de Mata de Araucária em áreas acima de 600m de altitude. Na costa litorânea, ocorrem manguezais e restingas.

domingo, 29 de maio de 2011

Hidrografia Brasileira II

A bacia do Atlântico Leste é uma das doze regiões hidrográficas do território brasileiro.
Possui uma área de 374.677 km², englobando 526 municípios dos estados de Sergipe, leste da Bahia, nordeste de Minas Gerais e norte do Espírito Santo. Dentro de seus limites encontram-se a Região Metropolitana de Salvador e a capital sergipana de Aracaju, além de outros centros regionais importantes.
Sua vazão média conjunta é de 1.400 m³/s, englobando as bacias hidrográficas dos rios Paraguaçu, de Contas, Salinas, Pardo, Jequitinhonha, Mucuri dentre outros.
Os biomas característicos da bacia do Atlântico Leste são a Mata Atlântica e a Caatinga, além de pequenas porções de Cerrado. Em virtude da grande pressão antrópica sofrida historicamente pela região, a Mata Atlântica encontra-se atualmente ameaçada pela expansão urbana e pela cultura de cana-de-açúcar e a Caatinga pelas atividades pecuárias. Além disso, os rios Jequitinhonha, Salinas e Pardo apresentam concentrações de metais pesados resultantes do garimpo e dragagem para mineração.

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Hidrografia Brasileira I

A bacia do Atlântico Nordeste Oriental é uma das doze regiões hidrográficas do território brasileiro.
Possui uma área de 287.348 km², abrangendo em seu território 5 estados: Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco e Alagoas, com suas respectivas capitais; Fortaleza, Natal, João Pessoa, Recife e Maceió.
Esta região sofreu, ao longo da história brasileira, grandes pressões antrópicas, responsáveis não só pelo desmatamento da Mata Atlântica para implantação da cultura de cana-de-açúcar, como também pela degradação dos manguezais e lagoas da zona costeira decorrente do avanço da urbanização e pela devastação da caatinga em virtude da expansão da atividade pecuária no sertão brasileiro.
A Bacia do Atlântico Nordeste Oriental caracteriza-se pela ausência de grandes rios, configurando um cenário de baixa disponibilidade hídrica com relação às demandas, principalmente em períodos de estiagem.
A vazão média conjunta da bacia é de cerca de 813 m³/s. Destacam-se os rios Capibaribe, Paraíba, Jaguaribe e Acaraú.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

TEMPESTADES DE GRANIZO



Granizo
O Fenômeno  Meteorológico

Texto extraído da Revista Criacionista Número 70

O granizo é uma ocorrência associada a condições de forte instabilidade atmosférica e bruscos movimentos convectivos, responsáveis pela formação de cúmulos-nimbos com grande concentração de cristais de gelo. O estudo da distribuição espacial desse fenômeno já permitiu obter conclusões bem conhecidas, tais como a de que:
é mais freqüente nas áreas de montanha e altos planaltos,
onde a temperatura média é mais baixa que ao nível do mar, diminuindo sua ocorrência à medida que
nos afastamos das regiões tropicais.
Procurando explicá-lo simplificadamente, o esquema seria o seguinte:

nuvens do tipo cúmulo-nimbo contêm em seu interior
um complexo mecanismo de correntes ascendentes que
se elevam até seu limite superior.
Pesquisas efetuadas em áreas temperadas demonstram que as gotículas de água de um cúmulo-nimbo, formadas em conseqüência da condensação, continuaram a se elevar impulsionadas pelas correntes ascendentes, permanecendo em estado líquido até aproximadamente a altitude de 8,5 quilômetros, onde a temperatura é da ordem de -35ºC, verificando-se, portanto, o fenômeno da superfusão.
A partir desse nível, transformam-se em cristais de gelo. Ao precipitarem-se, afluem para o nível de condensação onde tendem a aumentar por “deposição” (isto é, fixação do vapor d’água diretamente no estado sólido ou sublimação inversa), processo bem estudado pelos meteorologistas escandinavos Bergeron e Findeisen, além de outros. Tem início assim a formação do granizo.
A ação continua — os cristais aumentam de tamanho graças à coalescência, podendo ser novamente elevados pelas correntes ascendentes e, mais uma vez, retornarem ao nível de condensação onde sofrerão nova “deposição”, razão pela qual o granizo, examinado ao microscópio, e, mesmo a olho nu, mostra, freqüentemente, várias camadas de água solidificada. Atingindo um peso superior à força de arrasto provocada pelas correntes ascendentes, precipita-se ao solo, indo atingi-lo ainda em estado sólido, ocasionando o que popularmente se denomina de “chuva de pedra”, cujas conseqüências podem ser graves conforme o grau de intensidade que o fenômeno assume.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Rios e Lagos do Brasil


Em decorrência de sua vastidão territorial, suas características morfológicas e condições favoráveis de pluviosidade, o Brasil tem a mais rica e extensa rede hidrográfica do globo, proveniente de três centros dispersores de água:
a) a Cordilheira dos Andes, onde nascem os formadores do rio Amazonas;

b) o Planalto das Guianas, que dá origem aos rios da margem esquerda da bacia Amazônica;

c) o Planalto Central Brasileiro, de onde se originam os rios das mais importantes bacias brasileiras: a Amazônica (rios da margem direita), a Platina, e a do São Francisco.

A hidrografia brasileira tem algumas características específicas:

1) a mais extensa bacia fluvial do mundo em torno do mais caudaloso rio, o Amazonas; 2) predomínio de rios planálticos, que em decorrência do relevo apresentam em seu leito rupturas de declive e vales encaixados que lhes conferem grande potencial hidrelétrico. As duas grandes bacias planálticas são a Platina e a do São Francisco, onde se destacam várias quedas d'água entre as quais: Urubupungá, Iguaçu e Marimbondo (bacia do Paraná) e Pirapora, Sobradinho e Paulo Afonso (bacia do São Francisco);

3) predomínio do regime pluvial - a maior parte dos rios brasileiros alimenta-se com água proveniente das chuvas. Como a maior parte do país se localiza na zona tropical, seus rios apresentam cheias no verão e estiagens no inverno, excetuando-se o rio Amazonas, com regime complexo, o Uruguai (cheias de primavera) e os rios do Nordeste (Piranhas, Jaguaribe, Paraíba e Capibaribe), cujas cheias são de outono/inverno;

4) prevalência de rios perenes - a principal exceção acha-se no sertão nordestino semi-árido, onde existem diversos cursos fluviais temporários ou intermitentes;

5) presença de fozes estuarinas — a maioria dos rios brasileiros desembocam em forma de estuário, como o São Francisco, e só excepcionalmente em forma de delta (rio Parnaíba, entre Maranhão e Piauí) ou foz mista (rio Amazonas).

6) pobreza de lagos - apesar da vastidão de seu território, o Brasil tem poucos lagos, que podem ser agrupados em três categorias: costeiros, formados pelo fechamento de uma restinga ou cordão arenoso (caso das lagoas dos Patos, Mirim e Mangueira, no Rio Grande do Sul; Araruama e Rodrigo de Freitas, no Rio de Janeiro); fluviais ou de transbordamento, originados pelo transbordamentos de cursos fluviais (como o Manacapuru, no Amazonas; Mandioré e Cáceres, em Mato Grosso) e lagos mistos (Lagoa Feia, no Rio de Janeiro e Manguaba em Alagoas);

A bacia Amazônica, cuja área equivale a mais da metade do território brasileiro, destaca-se pela sua grandiosidade e o curso labiríntico de seus rios, lagos e canais. A grandiosidade decorre do fato do Amazonas drenar uma imensa área que recebe uma pluviosidade anual entre 2.000 e 3.000 mm, em mais de metade de sua superfície. A bacia Amazônica situa-se entre o planalto das Guianas (ao norte) e o Planalto Central Brasileiro (ao sul), e abrange uma área de 6,5 milhões de km2, drenando águas de seis países além do Brasil. Neste país ocupa uma área de quase 4,0 milhões de km2, drenando 47% da sua superfície total. Comunica-se com duas outras bacias, a do Orinoco, na Venezuela, através do canal do Cassiquiare, e a do Paraguai, pela região da chapada dos Parecis, através do rio Guaporé.

A bacia do Tocantins-Araguaia é a maior totalmente brasileira, com área de 803.250 km2. No curso inferior do rio Tocantins situa-se a hidrelétrica de Tucuruí, que abastece os projetos de mineração da serra dos Carajás e Albrás, possui a maior Ilha fluvial do Mundo, ILHA DO BANANAL e delimitam a Região do Bico do Papagaio, de grande tensão fundiária.

A bacia do São Francisco, com área de 631.133 km2 é, sem dúvida, uma das mais importantes do país. Situa-se quase totalmente em áreas de planalto, entre altitudes que variam de 400 a 1000m; seu principal rio, o São Francisco, nasce na Serra da Canastra (Minas Gerais) e deságua no Atlântico em estuário. Corre no sentido geral sul-norte, interligando as duas regiões de mais antigo povoamento do país, o Nordeste e o Sudeste, sendo por isso denominado "rio da integração nacional". Possui acentuados declives em seu leito com grande potencial energético e produção hidrelétrica que abastece tanto a região Sudeste (usina de Três Marias, Minas Gerais), como o Nordeste com as usinas de Sobradinho e Paulo Afonso (Bahia). Embora seja um rio de planalto e atravesse longo trecho (curso médio) em clima semi-árido com precipitações que algumas vezes atingem menos de 500 mm anuais, é um rio perene e navegável em um longo trecho de cerca de 2.000 km entre Pirapora e Juazeiro/Petrolina. A parte superior da bacia, entretanto, recebe de 1.000 a 2.000 mm anuais de chuva.

Bacia Platina — O conjunto das bacias dos rios Paraná, Paraguai e Uruguai formam a chamada bacia Platina, cujas nascentes se encontram em território brasileiro, e deságuam no estuário do Prata, entre o Uruguai e a Argentina.

A bacia do Paraná, situada na parte central do planalto meridional brasileiro é essencialmente planáltica, ocupando o primeiro lugar em potencial hidrelétrico do país. O rio Paraná, formado pela fusão dos rios Grande e Paranaíba, separa os estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul, Paraná e Mato Grosso do Sul e, na foz do Iguaçu, serve de fronteira entre Brasil, Argentina e Paraguai. Apresenta muitas quedas d'água mas é navegável em alguns trechos, sendo o principal deles entre Urubupungá e Guaíra.

A bacia do Paraguai é típica de planície, destacando-se pelo seu aproveitamento como hidrovia interligada a outras bacias, especialmente à do Paraná, através dos rios Pardo e Coxim. A navegação nessa bacia é internacional, pois o rio Paraguai banha terras do Brasil, Paraguai e Argentina.

A Bacia do Uruguai tem um trecho planáltico e outro de planície. Seu rio principal, o Uruguai, nasce na serra do Mar, no Brasil, e depois de descrever um grande arco, em que serve de fronteira entre Rio Grande do Sul e Santa Catarina, entre o Brasil e a Argentina e entre Argentina e Uruguai, desemboca no estuário do Prata.

domingo, 15 de maio de 2011

Novos Estados Brasileiros até 2015

Uma nova divisão política do Brasil está em tramitação no Congresso, e deve ser concluída até 2015 com a criação de 18 estados em todas as atuais regiões do país. Dentre essa nova divisão, todos os 26 estados e o Distrito Federal permanecerão existentes, porém alguns terão modificações territoriais como a saída para o mar no Estado de Minas Gerais (anexando parte do atual Espírito Santo) e o aumento dos litorais dos Estados do Paraná e Piauí.

A cidade do Rio de Janeiro será emancipada do atual estado, juntamente com sua região metropolitana e baixada fluminense (exceto a cidade de Niterói), tornando-se a única cidade-estado do Brasil. O Maranhão dividido em duas partes, será conhecido como Estado dos Lençóis na parte norte e como Maranhão na parte sul. As atuais cinco regiões brasileiras serão modificadas, com a extinção das regiões Centro-Oeste e Sudeste e a criação das regiões Leste, Oeste e Noroeste.

Os novos estados serão, pelas atuais regiões:

Região Norte:

Estados do Rio Negro [RI], Solimões [SO] e Juruá [JA] (divididos do atual Amazonas), Tapajós [TA] e Carajós [CR] (atual Pará) e Oiapoque [OP](região norte do Amapá e pequena faixa do extremo norte do Pará).

Região Nordeste:

Estados do São Francisco [SF](faixa que divide os atuais Estados do Alagoas e Sergipe até a Foz do Rio São Francisco e extremo norte da Bahia), São Francisco do Sul [SS](oeste da Bahia e extremo norte mineiro), Gurgueia [GU](sul do Piauí), Fernando de Noronha [FN](emancipação do arquipélago do Estado de Pernanbuco) e Lençóis [LE](parte norte do Maranhão atual).

Região Centro-Oeste: Estados do Araguaia [AR](norte de Mato Grosso), Pantanal [PN](oeste e norte do Mato Grosso do Sul e extremo sudoeste do Mato Grosso) e Planalto [PL](nordeste de Goiás).

Região Sudeste:

Estados do Triângulo [TR](atual região do Triângulo Mineiro, localizado no "nariz de Minas"), Campos [CA](norte do atual Estado do Rio de Janeiro), Guanabara [GB](demais áreas do Estado do Rio de Janeiro, com excessão do norte e da atual capital) e Rio de Janeiro (emancipação da cidade do Rio de Janeiro, sua região metropolitana e baixada fluminense transformando-a na única cidade-estado do Brasil).

Região Sul:

Estado do Iguaçú [IG](oeste paranaense e catarinense e pequena faixa do extremo sul do Mato Grosso do Sul).


Veja no mapa a nova divisão política do Brasil que entrará em vigor até 2015:



Fonte:http://othonnoticia.blogspot.com

Vale salientar que ainda há outra prosposta de divisão:

sábado, 14 de maio de 2011

Questões de fronteiras brasileiras


O Brasil conta com cerca de 8,5 milhões de quilômetros quadrados, sendo o quinto maior país em área territorial do planeta (o país alcança o quarto lugar se considerarmos que os Estados Unidos em território contínuo é menor que o Brasil; só se torna maior quando incluído o Alasca, separado do território continental americano por milhares de quilômetros). Essas dimensões gigantescas foram sendo construídas ao longo dos cinco séculos de história do Brasil, sendo importante frisar que a maioria esmagadora destas terras foram adicionadas de modo pacífico.
De qualquer modo, no século XVI, o território brasileiro já tinha dimensões gigantescas. Realizada a divisão de terras a explorar entre Portugal e Espanha por meio do Tratado de Tordesilhas  de 1494, a parte reservada a Portugal no território sul-americano equivale a um terço da atual área do país, pouco menos de 3 milhões de quilômetros quadrados, ligeiramente menor que o território da Índia e maior que o da Argentina.
Com a união das coroas espanhola e portuguesa em 1580, a linha divisória de Tordesilhas perde sua razão de existência. Desse modo, os sertanistas conhecidos como bandeirantes, baseados na cidade de São Paulo, sentiram-se impelidos a explorar as áreas dos atuais estados de Rondônia, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Tocantins, Minas Gerais, Paraná e Santa Catarina, buscando metais e pedras preciosas ou então indígenas para empregar como mão de obra escrava.
Foi com o Tratado de Madri de 1750 que o Brasil começa tomar a atual forma. Mesmo não sendo ratificado, foi importante mais tarde na resolução das últimas importantes questões fronteiriças. Nele, a Espanha aceitava todas as adições realizadas pelos bandeirantes, em troca do estratégico controle das duas margens do Rio da Prata, escoadouro natural das riquezas extraídas das colônias espanholas. Mesmo sem chegar a um acordo formal, assim permaneceu na prática a delimitação entre territórios portugueses e espanhóis na América, pois o conceito utilizado no Tratado de Madri baseava-se justamente a aferição de ocupação efetiva de território pelos súditos das respectivas coroas.
À época da independência, o Brasil conserva o território fruto da expansão bandeirante. O Império Brasileiro se esforçará em resolver algumas das questões de fronteiras, mas não com o empenho necessário, destacando-se o tratado com o Uruguai, que sofreria modificações posteriores e não resolveria a totalidade das questões de limites, e ainda teríamos o estabelecimento de limites com o Paraguai, após a Guerra do Paraguai e as anexações feitas pelo Brasil. Com a proclamação da República, destaca-se a figura do Barão do Rio Branco, responsável por ganhos territoriais em relação aos acordos com Argentina (oeste de Paraná e Santa Catarina), França (Amapá) e Grã-Bretanha (Ilha da Trindade). Com tais sucessos, acaba alçado a titular da pasta das Relações Exteriores, e durante sua longa permanência na pasta teremos a resolução de importantes questões como a do Acre (adquirido da Bolívia após sua ocupação efetiva por seringueiros brasileiros), tratados com Holanda, Colombia, Peru, Argentina e Urugai. O único revés da diplomacia Rio Branco foi a Questão do Pirara, com Inglaterra, referente a limites com a atual Guiana, onde o Brasil obteve um terço do território em questão.
Atualmente, são mínimas as controvérsias sobre limites, considerando o governo brasileiro ter consolidado as fronteiras nacionais. Exemplo de controvérsia é a da chamada “Ilha Brasileira”, no extremo sudoeste do Rio Grande do Sul, reivindicada pelo Uruguai, e cujo status o governo brasileiro recusa-se a discutir.