quinta-feira, 5 de maio de 2011

EL NIÑO

E l     N i ñ o

 
          Os primeiros registros de El Niño foram feitos no século XVI pelos Incas e colonizadores espanhóis, que citam em documentos a ocorrência de fortes chuvas, alagamentos provocado pelo transbordamento de rios e viagens de duração de dois anos que foram feitas em poucos meses devido a fortes ventos.
          Mas o fenômeno é mais antigo. Avaliações paleontológicas e levantamentos arqueológicos, como análise de cores de sedimentação do gelo e anéis de crescimento das árvores mostram que o El Niño já se manifestava há seis mil anos.
          Apesar de se formar perto da costa do Peru, o El Niño tem conseqüências em todo o mundo, com os maiores efeitos concentrados na América do Sul e Austrália. O evento de 82/83 causou enchentes e tempestades nos Estados Unidos, seca no México, América Central, sul e norte da África, além da Península Ibérica, enchentes na Europa Oriental e chuva intensa no sul da China.
          A principal característica do El Niño é a mudança de sentido do vento que sopra entre o Equador e a Indonésia. Em situação normal, os ventos alísios vão em direção leste, impulsionando a água quente para as regiões próximas à Austrália. Por motivos ainda desconhecidos, esses ventos diminuem a sua intensidade, fazendo com que a corrente marinha retorne em direção à América do Sul.
          A massa de água quente acumulada do lado leste do continente propicia a formação de nuvens, que causam chuva intensa principalmente nos países próximos à linha do Equador. Em Lima, no Peru, por exemplo, o índice pluviométrico aumenta de quatro para 800 milímetros anuais. A energia liberada pela chuva torna a atmosfera mais aquecida, o que faz com que o ar leve suba, descendo no Norte e Nordeste brasileiros, bloqueando a formação de nuvens nas regiões.
Ainda não foi totalmente demonstrado porque o El Niño provoca no Sul situação climática oposta à das regiões Norte e Nordeste, ou seja, enchentes. É possível que um pouco do ar que sobe não vá só para o Nordeste e siga também em direção Sul. Lá, esse ar se junta ao vento forte (que sopra mais perto dos pólos), aumentando a força dos jatos e fazendo com que as frentes frias parem no Sul do Brasil.
          A explicação também pode estar na própria incidência de chuva na região equatorial leste. O El Niño provoca chuva nas cabeceiras dos rios que passam pela região Sul. Em 82 e 83, o fenômeno trouxe enchentes para cerca de 95% do estado de Santa Catarina.
          No Nordeste, a atuação do El Niño depende das condições do oceano Atlântico. A água mais quente ao sul da linha do Equador, e a mais fria ao norte favorecem a chuva na região semi-árida do Nordeste, formada pelo norte e leste do Piauí, estados do Ceará, Rio Grande do Norte, sertão da Paraíba e do nordeste de Alagoas, Sergipe e Bahia. É preciso observar o comportamento da bacia do Atlântico Intertropical para avaliar se haverá chuva ou não.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Curiosidades sobre a Água



  •           O volume total da água na Terra mantém-se constante, variando ao longo do tempo a sua distribuição por fases.
  •           Se fôssemos dividir a água do planeta - incluindo a congelada, salgada e potável - daria 7 piscinas olímpicas para cada pessoa da Terra por toda a vida, mas se dividirmos só a potável daria somente 2 litros para cada habitante do planeta por toda a vida.
  •          Os oceanos constituem cerca de 97% de toda a água do planeta. Dos 3,6% restantes, aproximadamente 2,25% estão localizados nas calotas polares e nas geleiras, enquanto apenas 0,75% é encontrado na forma de água subterrânea, em lagos, rios e também na atmosfera, como vapor d'água.
  •           84% da água que evapora para a atmosfera tem origem nos oceanos, enquanto que apenas 16% são oriundos dos continentes.
  •           A água que usamos para beber - que está nos rios, lagos e águas subterrâneas - é menos de 0,01% da água existente no planeta.
  •           A quantidade total de vapor de água na atmosfera é equivalente a cerca de uma semana de precipitação em todo o globo.
  •           Num ano, a atmosfera produz uma quantidade de precipitação na Terra 32 vezes maior em volume do que a sua capacidade total de armazenamento de água. Em média, cada molécula de água evaporada fica apenas uns 10 dias em suspensão na atmosfera antes de voltar a cair no solo.
  •           De acordo com a Organização das Nações Unidas, no último meio século, a disponibilidade de água por ser humano diminuiu 60%, enquanto que a população aumentou 50%.
  •           Devido às forças tectônicas, que agem no sentido de criar montanhas, a Terra não é hoje um planeta uniformemente coberto por uma camada de 3km de água salgada.
  •           A água é o mais importante dos constituintes dos organismos vivos, pois cerca de 50 a 90 % da biomassa é constituída por água. O seu papel nas funções biológicas é extremamente importante e diversificado, sendo necessária, por exemplo, para o transporte de nutrientes e dos produtos da respiração celular e para a decomposição da matéria orgânica, que libera a energia necessária para o metabolismo.
  •           A chuva é um purificador atmosférico.
  •           A água da chuva é carregada de bactérias. 

    Processos

    Precipitação consiste no vapor de água condensado que cai sobre a superfície terrestre. (Chuva)
    Infiltração consiste no fluxo de água da superfície que se infiltra no solo.
    Escoamento superficial é o movimento das águas na superfície terrestre, nomeadamente do solo para os mares.
    Evaporação é a transformação da água no seu estado líquido para o estado gasoso à medida que se desloca da superfície para a atmosfera.
    Transpiração é a forma como a água existente nos organismos passa para a atmosfera.
    Evapotranspiração é o processo conjunto pelo qual a água que cai é absorvida pelas plantas, voltando à atmosfera através da transpiração ou evaporação direta (quando não absorvida).
    Condensação é a transformação do vapor de água em água líquida, com a criação de nuvens e nevoeiro.
     

domingo, 1 de maio de 2011

Dia do trabalho

História do Dia do Trabalho


O Dia do Trabalho é comemorado em 1º de maio. No Brasil e em vários países do mundo é um feriado nacional, dedicado a festas, manifestações, passeatas, exposições e eventos reivindicatórios. 
A História do Dia do Trabalho remonta o ano de 1886 na industrializada cidade de Chicago (Estados Unidos). No dia 1º de maio deste ano, milhares de trabalhadores foram às ruas reivindicar melhores condições de trabalho, entre elas, a redução da jornada de trabalho de treze para oito horas diárias. Neste mesmo dia ocorreu nos Estados Unidos uma grande greve geral dos trabalhadores.

Dois dias após os acontecimentos, um conflito envolvendo policiais e trabalhadores provocou a morte de alguns manifestantes. Este fato gerou revolta nos trabalhadores, provocando outros enfrentamentos com policiais. No dia 4 de maio, num conflito de rua, manifestantes atiraram uma bomba nos policiais, provocando a morte de sete deles. Foi o estopim para que os policiais começassem a atirar no grupo de manifestantes. O resultado foi a morte de doze protestantes e dezenas de pessoas feridas.

Foram dias marcantes na história da luta dos trabalhadores por melhores condições de trabalho. Para homenagear aqueles que morreram nos conflitos, a Segunda Internacional Socialista, ocorrida na capital francesa em 20 de junho de 1889, criou o Dia Mundial do Trabalho, que seria comemorado em 1º de maio de cada ano.

Aqui no Brasil existem relatos de que a data é comemorada desde o ano de 1895. Porém, foi somente em setembro de 1925 que esta data tornou-se oficial, após a criação de um decreto do então presidente Artur Bernardes.

Fatos importantes relacionados ao 1º de maio no Brasil:

- Em 1º de maio de 1940, o presidente Getúlio Vargas instituiu o salário mínimo. Este deveria suprir as necessidades básicas de uma família (moradia, alimentação, saúde, vestuário, educação e lazer)

- Em 1º de maio de 1941 foi criada a Justiça do Trabalho, destinada a resolver questões judiciais relacionadas, especificamente, as relações de trabalho e aos direitos dos trabalhadores.

DIA DO TRABALHADOR - 1º de maio

Só o trabalho constrói. Todo o conforto de que a humanidade goza hoje em dia é fruto do trabalho de muitas pessoas, através de várias gerações.
Todo trabalho honesto dignifica, por mais humilde que seja. Quem faz do trabalho o seu maior prazer da vida, vê que só tem a lucrar, pois além de manter-se com orgulho e honestidade, não tem vontade nem tempo para a ociosidade, que quase sempre leva a maus hábitos.
O Dia do Trabalho é essencialmente importante, porque é nessa data que lembramos o esforço humano para modificar a natureza e explorá-la para o progresso da humanidade.
Todas as pessoas, cada uma na sua profissão, são igualmente necessárias. A comunidade depende tanto de engenheiros e médicos quanto de pedreiros, padeiros e agricultores.
  

No dia 1 de maio de 1886, em Chicago, grevistas entraram em choque com a polícia. Explodiu uma bomba e morreram quatro operários e sete policiais. Alguns líderes grevistas foram presos e executados no ano seguinte. Em junho de 1889, os socialistas reunidos em Paris, para fundar a II Internacional, aprovaram a resolução de consagrar o dia 1 de maio de todos os anos, como o Dia Internacional dos Trabalhadores, em memória das vítimas de Chicago. A iniciativa se propagou lentamente, a princípio encontrando resistência das autoridades, que perseguiam politicamente os manifestantes, mas aos poucos se consolidou. Hoje, sob a designação de DIA DO TRABALHO, são feitas comemorações em quase todos os países do mundo, com pequenas variantes quanto à data. O DIA DO TRABALHO, porém, só foi institucionalizado com o Estado Nôvo, em 1938, e declarado feriado nacional pelo governo do marechal Eurico Gaspar Dutra, com a Lei n. 662, de 6 de abril de 1949.
Nada mais justo do que lembrar nesse dia de todos aqueles que com seu trabalho constroem algo de bom para a Pátria e para a Humanidade.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Paisagem Natural e Paisagem Modificada


Ambiente Natural e Ambiente Modificado
Ambiente natural e modificado – a calçada é trabalho do homem
O homem, ao longo de sua história, foi se adaptando ao ambiente em que vivia, conforme suas necessidades.
Como precisava de água, morava perto dos rios para poder trabalhar com a agricultura, as plantações dos alimentos, e manter condições de sobrevivência.
Dessa forma, as cidades foram sendo formadas, pois as aglomerações de homens em determinadas regiões fizeram com que as instalações das pessoas melhorassem, através da construção de casas, igrejas, locais para diversão, escolas, etc.
Para que isso fosse possível, o homem teve que modificar o ambiente natural. Dessa forma, parte da natureza foi destruída para abrir espaço para as construções.
Através das construções, foram se formando as diferentes regiões, os países, os estados e as cidades, e sempre prejudicando e destruindo a paisagem natural, por mais que o homem tentasse preservá-la.
Podemos considerar como recursos naturais o solo, a água, os seres vivos, o ar, a luz e o calor, que compõem a formação de determinado lugar.
crescimento populacional dos seres humanos contribuiu para que grande quantidade da natureza fosse destruída e isso acarretou em grandes problemas à vida do planeta.
poluição das cidades tem causado muitos problemas, como a destruição da camada de ozônio, favorecendo o aumento de doenças como o câncer e as doenças respiratórias.
Devido ao efeito estufa, temos o aumento do calor na Terra, provocando a estiagem das chuvas, o que leva à diminuição das águas dos rios.
calor excessivo tem provocado o derretimento das geleiras, aumentando as águas dos mares e oceanos, provocando catástrofes.
As cidades estão tão cheias, lotadas, que as favelas vão aumentando. Nesses locais não há condições dignas de moradia para as pessoas, sem saneamento básico, com esgotos abertos, sem água tratada, causando várias doenças.
Portanto, é melhor preservar a paisagem natural do que destruí-la, pois os ambientes modificados têm causado sérios problemas por sua alteração, e só prejudicam a qualidade de nossas vidas.

terça-feira, 26 de abril de 2011

Bacia do Paraguai

A Bacia do rio Paraguai consiste no conjunto de todos os recursos hídricos convergindo para a área banhada pelo rio Paraguai e seus afluentes. Esta é uma das doze regiões hidrográficas do território brasileiro. A área total da bacia é de 1.100.000 km² e abrange áreas dos estados do Mato Grosso, Mato Grosso do Sul bem como três países vizinhos: Argentina, Paraguai e Bolívia.
O rio Paraguai é o principal rio deste conjunto. Nasce em território brasileiro, nas Chapadas dos Parecis, no estado de Mato Grosso com o nome de “Paraguaizinho”, e em um de seus trechos mais ao sul serve de demarcador de fronteira com a Bolívia. Seu nome é de origem guarani, e significa “um grande rio”, e mais tarde o nomdo rio batizou o país que hoje conhecemos como Paraguai. A foz do rio encontra-se no rio Paraná, sendo que a navegabilidade em suas águas é satisfatória próximo a Cáceres, Mato Grosso do Sul até a foz do rio Apa, delimitador da fronteira entre Brasil e Paraguai.
Mapa da Bacia do Rio Paraguai
A curiosidade da navegação em seu trajeto é a extrema sinuosidade de seu curso, em especial na região doPantanal, tornando viagens a distâncias relativamente próximas muito mais demoradas do que o habitual. Estima-se que da região do Pantanal até o Oceano Atlântico, seguindo o curso do rio Paraguai, leva-se cerca de seis meses de viagem.
A bacia pode ser dividida em duas regiões:
  • A região de Planalto, que abrange terras acima de 200 m de altitude;
  • A região do Pantanal (no Paraguai, o pantanal local recebe o nome de “chaco”), de terras de menos de 200m de altitude;
O Pantanal está sujeito a inundações periódicas, assumindo desse modo a função de verdadeiro “reservatório” dos rios do conjunto. As cheias da bacia ocorrem ao longo de vários meses, caracterizando um lento escoamento das águas no Pantanal. Tal fenômeno deve-se à complexa combinação das várias planícies, cujas lagoas e baías funcionam como reguladores de vazão, acumulando água e amortecendo a elevação do nível durante as cheias e cedendo águas durante a recessão.
Predominam na área os biomas do Cerrado (região de Planalto) e do Pantanal. É importante notar que as atividades agro-industriais na região, bem como a prática da mineração estão provocando o aumento de áreas desmatadas, e com isso uma gradativa erosão das mesmas. Tal prática acaba provocando o açoreamento dos rios da bacia, sendo dignos de menção os rios Taquari e São Lourenço.
O centro de maior importância na área da bacia do Paraguai é a cidade de Cuiabá, capital do estado de Mato Grosso.

domingo, 24 de abril de 2011

Bacias Hidrográficas

Chamamos de bacias hidrográficas uma porção da superfície terrestre drenada por um rio principal , seus afluentes e subafluentes.
As bacias hidrográficas de um país são muito importantes, pois são elas que abastecem os reservatórios de água das cidades, chegando até nossas casasapós passar pelas estações de tratamento; irrigam as plantações; é retirada a energia elétrica, através das usinas; servem como eixos de circulação para canoas, balsas, barcos, navios, etc.; trazendo grandes benefícios para a população.

Bacias Hidrográficas do Brasil
O Brasil é um país muito rico na sua rede fluvial e em quantidade de água.Temos muitos rios espalhados por todo o território brasileiro, que originam as quatro principais bacias hidrográficas do país: a Amazônica, a Platina, a Tocantins-Araguaia e a bacia do São Francisco.
Além dessas, temos três bacias secundárias, formadas pela bacia do Nordeste e bacia do Amapá; bacia do Leste; e Bacia Sudeste-Sul.
O planejamento ambiental e hídrico do país é feito através do CNRH (Conselho Nacional de Recursos Hídricos) e pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), que definiram nossas bacias através das cinco regiões do país.
Até 2003 a hidrografia do Brasil era dividida em sete microrregiões. Hoje, as áreas somam doze microrregiões hidrográficas, segundo a Resolução número 32, do CNRH, aprovada em 15 de outubro do mesmo ano.
A estrutura hídrica de um país caracteriza também o tipo de clima, do solo e da vegetação que o mesmo possui. Em nosso país, o clima predominante é o tropical, com florestas densas e biodiversidade bem variada.