quinta-feira, 17 de março de 2011

Industria Brasileira

Engenhos de açúcar primeira etapa da industria no país.
O Brasil é considerado um país emergente ou em desenvolvimento, apesar disso está quase um século atrasado industrialmente e tecnologicamente em relação às nações que ingressaram no processo de industrialização no momento em que a Primeira Revolução Industrial entrou em vigor, como Inglaterra, Alemanha, França, Estados Unidos, Japão e outros.

As indústrias no Brasil se desenvolveram a partir de mudanças estruturais de caráter econômico, social e político, que ocorreram principalmente nos últimos trinta anos do século XIX.

O conjunto de mudanças aconteceu especialmente nas relações de trabalho, com a expansão do emprego remunerado que resultou em aumento do consumo de mercadorias, a abolição do trabalho escravo e o ingresso de estrangeiros no Brasil como Italianos, Alemães, Japoneses dentre muitas outras nacionalidades, que vieram para compor a mão-de-obra, além de contribuir no povoamento do país como ocorreu na região sul. Um dos maiores acontecimentos no campo político foi a proclamação da República, diante desses acontecimentos históricos o processo industrial brasileiro passou por quatro etapas.

• Primeira etapa: essa ocorreu entre 1500 e 1808 quando o país ainda era colônia, dessa forma a metrópole não aceitava a implantação de indústrias, salvo em casos especiais como os engenhos, e produção em regime artesanal.

• Segunda etapa:  corresponde a uma fase que se desenvolveu entre 1808 a 1930, que ficou marcada pela chegada da família real portuguesa em 1808. Nesse período foi concedida a permissão para a implantação de indústria no país a partir de vários requisitos, dentre muitos, a criação, em 1828, de um tributo com taxas de 15% para mercadorias importadas e, em 1844, a taxa tributária foi para 60%, denominada de tarifa Alves Branco. Outro fator determinante nesse sentido foi o declínio do café, momento em que muitos fazendeiros deixaram as atividades do campo e, com seus recursos, entraram no setor industrial que prometia grandes perspectivas de prosperidade, as primeiras empresas limitavam-se à produção de alimentos, têxtil, além de velas e sabão, em suma tratava-se de produtos sem grandes tecnologias empregadas.

• Terceira etapa:  período que ocorreu entre 1930 e 1955, momento em que a indústria recebeu muitos investimentos dos ex-cafeicultores e também em logística, ou seja, construção de vias de circulação de mercadorias, matérias-primas e pessoas, isso proveniente das evoluções nos meios de transporte que facilitou a distribuição de produtos para várias regiões do país, muitas ferrovias que anteriormente transportavam café, nessa etapa passaram a servir os interesses industriais. Foi instalada no país a Companhia Siderúrgica Nacional, construída entre os anos de 1942 e 1947, empresa de extrema importância no sistema produtivo industrial, uma vez que abastecia as indústrias com matéria-prima, principalmente metais. No ano de 1953, foi instituída uma das mais promissoras empresas estatais: a PETROBRAS.

• Quarta etapa:  teve início em 1955, e segue até os dias de hoje. Essa fase foi promovida inicialmente pelo presidente Juscelino Kubitschek que promoveu a abertura da economia e das fronteiras produtivas, permitindo a entrada de recursos em forma de empréstimos e também em investimentos com a instalação de empresas multinacionais. Com o ingresso dos militares no governo do país, no ano de 1964, as medidas produtivas tiveram novos rumos, dentre muitos a intensificação da entrada de empresas e capitais de origem estrangeira comprometendo o crescimento autônomo do país, isso resultou no incremento da dependência econômica, industrial e tecnológica em relação aos países de economias consolidadas. No fim do século XX houve um razoável crescimento econômico no país, promovendo uma melhoria na qualidade de vida da população brasileira, além de maior acesso ao consumo, proporcionou também a estabilidade da moeda, além de outros fatores que foram determinantes para o progresso gradativo do país.

quarta-feira, 16 de março de 2011

terça-feira, 15 de março de 2011

Área territorial Brasileira

O território brasileiro está localizado na América do Sul, apresenta extensão territorial de 8.514.876 Km2, é o quinto maior país do planeta, só é menor que os territórios da Rússia, Canadá, China e Estados Unidos, respectivamente.

É composto por 26 Estados e 1 Distrito Federal, divididos em 5 Regiões. As Regiões e os respectivos Estados integrantes são:

Região Sul: Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.

Região Sudeste: Espírito Santo, Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro.

Região Centro-Oeste: Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Distrito Federal.

Região Nordeste: Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe.

Região Norte: Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins.

Território Brasileiro
Sua área corresponde a, aproximadamente, 1,6% de toda a superfície do planeta, ocupando 5,6% das terras emersas do globo, 20,8% da área de toda a América e 48% da América do Sul. A sua grande extensão territorial proporciona ao país fronteira com quase todos os países sul-americanos, apenas Chile e Equador não fazem fronteira com o Brasil. Por esses aspectos, o Brasil é considerado um país com dimensões continentais.

A área que corresponde ao Brasil apresenta 4.319,4 Km de distância no sentido leste – oeste, os extremos são a Serra Contamana, a oeste, com longitude de 73°59’32”; e Ponta do Seixas, a leste, com longitude 34°47’30”. Os extremos no sentido norte – sul apresentam 4.394,7 Km de distância e são compostos pelo Monte Caburaí, ao norte do território, com latitude 5°16’20”; e Arroio Chuí, ao sul, com latitude 33°45’03”.

O território brasileiro está localizado, em sua totalidade, a oeste do meridiano de Greenwich, portanto, sua área está localizada no hemisfério ocidental. A linha do Equador passa no extremo norte do Brasil, fazendo com que 7% de seu território pertença ao hemisfério setentrional e 93% localizados no hemisfério meridional.

A Era Mauá

Mauá e o início da Modernização no Brasil

INTRODUÇÃO

Em meados do século XIX, enquanto os países capitalistas desenvolvidos viviam o contexto da Segunda Revolução Industrial, o Brasil apresentava alguns avanços sócio-econômicos, responsáveis pela transição da monarquia para república. O processo abolicionista e o crescimento de atividades urbanas, tornavam o regime monárquico cada vez mais obsoleto.
O café, base de nossa economia, ao mesmo tempo em que preservava aspectos do passado colonial (latifúndio, monocultura e escravismo), tornava nossa realidade mais dinâmica, estimulando a construção de ferrovias e portos, além de criar condições favoráveis para o crescimento outros empreendimentos como bancos, atividades ligadas ao comércio interno e uma série de iniciativas empresariais. A aprovação da tarifa Alves Branco, que majorou as taxas alfandegárias, e da lei Eusébio de Queirós, que em 1850 aboliu o tráfico negreiro liberando capitais para outras atividades, estimularam ainda mais os negócios urbanos no Brasil, que já contava com 62 empresas industriais, 14 bancos, 8 estradas de ferro, 3 caixas econômicas, além de companhias de navegação a vapor, seguros, gás e transporte urbano. Nesse verdadeiro surto de desenvolvimento, destaca-se a figura de Irineu Evangelista de Souza, o Barão e Visconde de Mauá, principal representante do incipiente empresariado brasileiro, que atuou nos mais diversos setores da economia urbana.



O EMPRESÁRIO MAUÁ

Nascido em Arroio Grande (Rio Grande do Sul) em 1813, pobre e órfão de pai, Mauá viajou com um tio para o Rio de Janeiro, onde conseguiu seu primeiro emprego como caixeiro de um estabelecimento comercial. Suas iniciativas começam a se destacar nos anos 40, após a volta de uma viagem à Inglaterra, o país masi industrializado do mundo. Já em 1946, Mauá adquire um estabelecimento industrial na Ponta de Areia (Rio de Janeiro), onde foram desenvolvidas várias atividades, como tubos para encanamentos dâ??água, caldeiras para máquinas a vapor, guindastes, prensas, engenhos de açúcar, além da construção naval que era o carro chefe desse complexo. Em apenas um ano de funcionamento, a Ponta de Areia já contava com cerca de mil operários.
No setor dos serviços públicos, não foram poucas as iniciativas de Mauá. Em 1854 era inaugurada a primeira estrada de ferro brasileira. Com seus vagões puxados pela locomotiva Baronesa, fazia um trajeto de 18 Km, entre a serra de Petrópolis e o Rio de Janeiro. Juntamente com capitalistas ingleses, o barão também participou da construção da segunda e terceira ferrovias, a Recife and São Francisco Railway Company e a Dom Pedro II, mais conhecida como Central do Brasil, além de ter conseguido os empréstimos necessários para construção da São Paulo Railway, a Santos-Jundiaí. Ainda na área de transportes, Mauá organizou companhias de navegação a vapor no Amazonas e no Rio Grande do Sul.
Seu pioneirismo, também esteve presente na fundação de uma companhia de gás para iluminação das ruas do Rio de Janeiro, e no setor de comunicação, com a introdução do primeiro cabo de telégrafo submarino entre o Brasil e a Europa. Destaca-se por fim, o Banco Mauá, Mac Gregor & Cia. com filiais nos Estados Unidos, França e Inglaterra.

domingo, 13 de março de 2011

Entenda o terremoto no Japão.

O terremoto de 8,9 graus na Escala Richter que ocorreu na madrugada desta sexta-feira(horário de Brasília) no Japão confirma que o investimento em tecnologia para monitorar o risco de grandes catástrofes é um meio fundamental para prevenir a população e evitar tragédias. A avaliação é do chefe do UnB (Observatório Sismológico da Universidade de Brasília), Lucas Vieira Barros, que explica que não há como prever a ocorrência de terremoto, mas que é possível calcular eventuais impactos de fenômenos em áreas críticas.

A existência desse tipo de tecnologia aliada a recursos e a planejamento são os elementos que fazem a diferença nos efeitos destrutivos dos terremotos. O especialista compara o terremoto desta sexta-feira no Japão e o tremor registrado no Haiti há pouco mais de um ano. No país caribenho, os tremores tiveram menor intensidade (7 graus na escala Richter) mas destruíram praticamente todo país.

Segundo o cientista, desde o tsunami ocorrido na Indonésia (2006), houve grande avanço na instalação de estações sismológicas para monitorar fenômenos semelhantes no Oceano Pacífico. A tecnologia permitiu que os japoneses previssem as ondas. “Uma onda sísmica [do terremoto] viaja a uma velocidade muito grande e é capaz de cruzar a Terra em 20 minutos e chega muito antes da onda oceânica.”

O tsunami no Japão ocorreu porque uma placa tectônica deslizou por baixo de outra no chamado “assoalho oceânico”. São 12 as principais placas tectônicas em toda a Terra, quatro delas estão próximas à localização do Japão. São as placas das Filipinas, do Pacífico, Euro-Asiática e Norte-Americana.

“Qualquer terremoto que acontece no fundo do mar e resulte na movimentação do assoalho oceânico pode gerar tsunami”, explicou o cientista que lembra que, além do movimento verificado no Japão, também podem ser registrados terremotos por causa do afastamento das placas, do deslocamento lateral ou do choque entre elas.

O especialista prevê que os efeitos do tsunami serão sentidos na costa pacífica da América do Sul por volta de meia-noite.

O cientista destaca que é preciso formar mais especialistas na pesquisa de sismologia no Brasil. “A comunidade sismológica nacional cabe dentro de um carro”, calcula.

Para a previsão de outras catástrofes, como o deslizamento de terras causados por chuvas, o governo federal já verificou que faltam profissionais. De acordo com o Ministério de Ciência e Tecnologia, o Brasil tem apenas 100 geólogos especializados e com experiência em avaliar encharcamento de solo e risco de desmoronamento como o episódio registrado na região serrana do Rio de Janeiro no início do ano.

Transcrito de http://redesctdetv.wordpress.com/2011/03/11/terremoto-no-japao-entenda-o-caso/

ESPAÇO BRASILEIRO


 Características gerais do espaço Brasileiro:

Posição Geográfica:

O Brasil está localizado na região centro-leste da América do Sul, só não fazendo fronteira com três países sul-americanos: Chile, Equador e Trinidad-Tobago.

A linha do Equador corta o norte do Brasil, sendo assim somente 7% do território brasileiro está localizado no Hemisfério Norte, e o restante está no Hemisfério Sul.

O Trópico de Capricórnio atravessa o sul do país, desse modo praticamente todo o território brasileiro está situado na zona tropical do planeta, sendo apenas 8% localizado na zona subtropical.

Conseqüências da nossa situação geográfica:

Em nosso país existem diversos tipos de clima (equatorial, tropical e subtropical) tornando-se possível o cultivo de muitos tipos de vegetais importantes para a vida humana.

O fato de 93% do território brasileiro está localizado no Hemisfério Sul possibilita amenizar o clima nos países que estão no Hemisfério Norte.

Área:

Em 1991, houve um aperfeiçoamento nos processos de cálculo e medição das áreas, assim o território brasileiro ficou em 5° lugar entre os países mais vastos do planeta, com 8.547.403,5 Km2, sendo que essa área é equivalente à 5,7% das terras emersas ou 1,6 da área total do planeta.





Vantagens e desvantagens da grande extensão território:

A vantagem da grande extensão do território brasileiro é que possuímos uma grande área para a atuação da agricultura, em favor das diversas zonas climáticas. Além disso, há mais possibilidades de recursos vegetais, animais e minerais.

Porém, a desvantagem está na grande distância que há entre um Estado e outro, criando um grande problema para os órgãos governamentais que precisam desenvolver ferrovias e rodovias modernas e por alto preço. E, além disso, essa enorme extensão territorial resulta numa desigualdade social, política e econômica entre as regiões brasileiras.

Limites e pontos extremos:

O Brasil possui 23.086 Km de extensão de sua linha divisória, sendo que 7.367 Km de sua costa limita-se com o Oceano Atlântico e 15.719 com seus países vizinhos.

Norte: Guiana Francesa (2,83%), Suriname (2,58%), República da Guiana (6,94%), Venezuela (6,47%).
Nordeste: Colômbia (7,11%).
Oeste: Peru (12,95%) e Bolívia (13,52%).
Sudoeste: Paraguai (5,79%) e Argentina (5,46%).
Sul: Uruguai (4,34%).
Norte, Nordeste, Leste e Sudeste: Oceano Atlântico (32,03%).

Expansões da linha divisória, segundo os países limítrofes e oceano atlântico:



Existem diversas fronteiras terrestres, sendo que as predominantes são as naturais formadas por rios, lagos e serras.

Os rios completam 50% das fronteiras, 25% são formadas pelas serras, 20% pelas linhas geodésicas e 5 % pelos lagos.

Norte: Nascente do Rio Ailã, na Serra do Caburaí (5° 16’20” de latitude norte), que se encontra no estado de Roraima, fazendo fronteira com a Guiana.

Leste: Ponta Seixas, localizada na Paraíba (34° 47’30” de longitude oeste).

Sul: Arroio Chuí, que está localizado no Rio Grande do Sul (“33° 45’03” de latitude sul), fazendo fronteira com o Uruguai.

Oeste: Nascente do rio Moa, na Serra de Contamana, localizada no estado do Acre (73° 59’32” longitude oeste), fazendo fronteira com Peru.


sábado, 12 de março de 2011

Queimadas no Cerrado


Queimadas no cerrado
O cerrado é a segunda maior formação vegetal brasileira e cobria aproximadamente 25% do território brasileiro. Atualmente, conforme dados do Ministério do Meio Ambiente, apresenta menos de 20% da antiga área, dos quais, menos de 2% estão protegidos em parques ou reservas.

A agricultura mecanizada de soja, milho e algodão, além da pecuária extensiva são as principais causas da destruição de boa parte desse tipo de formação vegetal.

Para a prática da atividade agropecuária, ocorrem frequentemente as queimadas, pois esse é um ato que gera poucos custos para o preparo inicial do solo. Outra forma de queimadas nesse bioma são os tocos de cigarros jogados na mata - temperaturas elevadas, o tempo seco e a baixa umidade relativa do ar contribuem para a propagação do fogo.

Porém, o fogo no cerrado pode iniciar-se por fatores naturais, isso ocorre através do acúmulo de biomassa seca, de palha, baixa umidade e alta temperatura, que acabam criando condições favoráveis para tal. O fato pode decorrer por intermédio de descargas elétricas, combustão espontânea, e até mesmo, pelo atrito entre rochas e o atrito do pelo de alguns animais com a mata seca.

O fogo originado por fatores naturais pode ser benéfico para o bioma, pois contribui para a germinação de sementes, que necessitam de um choque térmico para que seja efetuada a quebra de sua dormência vegetativa, principalmente as que são impermeáveis. A rápida elevação da temperatura causa fissuras na semente, favorecendo a penetração de água e iniciando o processo de germinação. As queimadas contribuem também para a ciclagem de nutrientes do solo.

Outro fator consequente desta ocorrência são as formas retorcidas das suas árvores, fazendo com que suas gemas de rebrota ocorram lateralmente. As cascas espessas dos troncos funcionam como um mecanismo de defesa às queimadas.

O cerrado apresenta um rápido poder de recuperação, rebrota em um curto período e atrai diversos animais herbívoros em busca de forragem nova. Algumas espécies como os anus, carcarás e seriemas, seguem as queimadas e se alimentam de insetos e répteis atingidos pelo fogo.

No entanto, a intensificação das queimadas provocadas pelo homem sem o manejo adequado, tem ocasionado a degradação do ambiente, esgotamento das terras, erosão, perda da biodiversidade do cerrado, entre outros fatores negativos.