sábado, 18 de dezembro de 2010

CICLOS ECONÔMICOS


A economia brasileira viveu vários ciclos ao longo da História. Em cada ciclo, um setor específico foi privilegiado, provocando sucessivas mudanças sociais, populacionais, políticas e culturais dentro da sociedade brasileira.

CICLO DO PAU BRASIL
PAU BRASIL (1501-1530) • Primeiro Ciclo Econômico do Brasil • Interesse comercial: marcenaria de luxo, tingir tecidos, industria naval e corante

• Mão de obra obtida através do escambo • Estendia-se de São Roque (RN) a Cabo Frio (RJ) • Fernão de Loronha ( Fernando de Noronha)• Atividade Nômade • Esgotação

CICLO DA CANA DE AÇÚCAR
“Este açúcar era cana E veio dos canaviais extensos Que não nascem por acaso No regaço do vale.”
O Açúcar, por Ferreira Gullar

CANA DE AÇÚCAR (1532-1710)
• Atividade econômica que efetivou a colonização brasileira. • Economia: Complementar, especializada • Início das Capitanias Hereditárias • Missão de Martim Afonso de Souza: - Povoar - Defender - Explorar • Estrutura: Latifúndio PLANTATION • Método Agrícola: Monocultura • Modo de Produção: Escravista (acumulação de capitais)

Engenho de açúcar

Dificuldades encontradas: • Dinheiro para montar as moendas • Comprar escravos • Transportar colonos brancos • Comprar navios para transportar os equipamentos e sustentar os trabalhadores até que a produção do açúcar desse lucro • Preocupação do refino • Comercialização do produto

• Financiadores = Holandeses • Decadência = Bloqueio Continental, produção de açúcar nas Antilhas • Fim Capitanias Hereditárias

Economia sociedade cafeeira

CICLO DOS MINÉRIOS
“Quem me dera Ao menos uma vez Ter de volta todo o ouro Que entreguei a quem Conseguiu me convencer Que era prova de amizade” Índios, por Renato Russo
Minérios (Séculos XVII e XVIII)
• Concentração em Minas Gerais, Mato Grosso, Goiás e Bahia • Intensificação de tráfico de escravos • Mudança do eixo econômico • Primeira tributação: o Quinto • Nova classe social: Mineradores, artesãos, comerciantes, intelectuais e funcionários públicos administrativos

• Deslocamento da Capital da Bahia para Rio Janeiro • Movimentos artísticos e culturais • Primeira moeda metálica no Brasil • Sociedade: Caráter urbano

Declínio:
• Escassez do ouro • População abandona as minas, se dirigindo para o Sul e Sudeste

Pepita de ouro

CICLO DO CAFÉ
“Os caminhões rodando, as carroças rodando, rápidas as ruas se desenrolando, rumor surdo e rouco, estrépitos, estalidos... E o largo coro de ouro das sacas de café!...” Paisagem n°4, por Mário de Andrade

CICLO DA BORRACHA
“Da borracha se sou quase tudo “O dono daqui faz eu Que se meu imaginar Meu lugar, pode paradeiro E é mais difícil levando porque sempre voudizer Onde não a utilizar a vida de seringueiro” Pois com ela se apaga até erros De quem quis e não soube acertar” Poesia da seringueira, autor desconhecido

BORRACHA (1879-1912)
• Seiva da Seringueira (Amazônia) • Séc. XIX – Indústria automobilística • Primeira década séc. XX maior produtor de látex do mundo • Deslocamento de nordestinos para a região Amazônica • Desenvolvimento Urbano: Manaus • Aumenta comércio interno e a renda dos habitantes

Extração do látex

• Criação do Banco de Crédito da Borracha (atual Banco da Amazônia) • Transporte: Fluvial X Ferrovia

Crise da borracha • 1910, empresários holandeses e ingleses entraram no mercado da borracha. • Passaram a produzir, em larga escala e custos baixos, o produto na Ásia (Ceilão, Indonésia e Malásia). • 1920, queda da borracha brasileira • Muitas cidades se esvaziaram, entrando em plena decadência.

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

CARTOGRAFIA: A LINGUAGEM DOS MAPAS



INTRODUÇÃO

A cartografia envolve as técnicas de criação de mapas, sendo uma ferramenta importante para a geografia. Apresenta desafios, como, por exemplo, representar uma esfera (Terra) sobre um plano (mapa-múndi), ocorrendo distorções. Um segundo desafio é descobrir a ideologia que um mapa esconde, isto é, mapas contêm visões de mundo.

Como a Terra é redonda, o Brasil, por exemplo, pode ser visto de vários ângulos e, o mais importante, todos estão corretos.



Nesta visão, o Brasil está no centro do planeta.




ELEMENTOS PRINCIPAIS DA CARTOGRAFIA

ESCALAS são a relação entre as dimensões apresentadas em um mapa e seus valores reais correspondentes no terreno.

TIPOS

NUMÉRICA – é representada por uma fração e normalmente é dada em centímetro. Exemplo:




No exemplo acima, 1 cm no mapa é, na realidade, 500.000 vezes maior. Para resolver um exercício, normalmente transforma o número em quilômetro, obtendo-se a seguinte relação: 1 cm = 5 km.

GRÁFICA — é representada por uma linha reta graduada, tendo como módulo básico o centímetro. Exemplo:

1: 12.000.000

É NECESSÁRIO SABER FAZER ESTA REDUÇÃO NA ESCALA MÉTRICA

CONTANDO ''ZEROS'' A PARTIR DA ESQUERDA VAMOS PREENCHENDO AS CASA DA ESCALA MÉTRICA

COMO NO EXEMPLO ABAIXO



Nesse caso, 1 cm no mapa equivale 12.000.000 cm ou na realidade a 120 km.

ESTA FÓRMULA AUXILIA NO CÁLCULO



ONDE ''D'' É A DISTÂNCIA NO TERRENO (REAL) ''d'' É A DISTÂNCIA NO MAPA E ''E '' É A ESCALA USADA PARA AMPLIAR OU DIMINUIR UMA ÁREA OU TERRENO

PROJEÇÕES

Projeções envolvem a representação da Terra em um plano, destacando a rede de paralelos e meridianos da esfera terrestre. Utilizam figuras geométricas semelhantes a uma esfera ou aquelas que permitem o seu desenvolvimento, destacando-se o cone, o cilindro e o plano.








Exemplos
I. PROJEÇÃO DE MERCATOR




Nessa projeção, os paralelos e os meridianos são linhas retas que se cortam em ângulos retos, porém as áreas polares mostram tamanho exagerado. É uma projeção conforme, porque tem a vantagem de conservar a forma dos continentes, mas traz a desvantagem de deformar as áreas relativas dos continentes, isto é, a deformação aumenta próximo aos pólos.

Observando a figura acima, a América do Sul aparenta ser menor que a Groenlândia, mas, na realidade, ela tem quase 18 milhões de km2 contra 2 milhões de km2 da Groenlândia. Portanto, é uma projeção cilíndrica conforme, sendo usada na navegação. Questiona-se o eurocentrismo desta projeção.


II. PROJEÇÃO DE PETERS



É uma projeção cilíndrica equivalente, que conserva a proporcionalidade das áreas relativas entre os continentes, mas as formas são distorcidas, destacando-se o alongamento dos continentes.

ELEMENTOS SECUNDÁRIOS DA CARTOGRAFIA

CURVAS DE NÍVEL


As curvas de nível são chamadas de isoípsas e unem pontos de mesma altitude de relevo. Esse conceito apareceu na Holanda, no século XVIII e foi usado para cartografar o fundo do rio Merwede, sendo um sistema matemático baseado em levantamentos geodésicos, no qual o marco zero metro é o mar.

As curvas de nível apresentam as seguintes características:
● Representam tanto a altitude quanto a forma de relevo.
● Quando existem grandes diferenças de altitudes em pequenos espaços, as linhas apresentam-se muito próximas umas das outras; quando o relevo é suave, as diferenças são menores e as linhas apresentam-se mais distanciadas.
● De acordo com a variação da altitude, a equidistância das curvas pode ser de 10, 20, 50 ou 100 metros.






ROSA-DOS-VENTOS


A rosa-dos-ventos é um meio de orientação importante devido à extensão do planeta e serve como vocabulário da geografia, aparecendo no nosso dia-a-dia e principalmente nos vestibulares.




É formada pelos pontos cardeais, colaterais e subcolaterais.
• Cardeais
– norte ou setentrional ou boreal
– sul ou meridional ou austral
– leste ou oriental ou nascente
– oeste ou ocidental ou poente

• Colaterais: ficam entre os pontos cardeais.
– nordeste (NE) – entre o norte e o leste;
– sudeste (SE) – entre o sul e o leste;
– sudoeste (SO) – entre o sul e o oeste;
– noroeste (NO) – entre o norte e o oeste.

• Subcolaterais: ficam entre os pontos cardeais e os colaterais.
NNE = nor-nordeste
ENE = es-nordeste
ESE = es-sudeste
SSE = su-sudeste
SSO = su-sudoeste
OSO = oes-sudoeste
ONO = oes-noroeste
NNO = nor-noroeste

COORDENADAS GEOGRÁFICAS

Conjunto de linhas imaginárias traçadas sobre a superfície terrestre, objetivando localizar qualquer lugar ou ponto.

• Latitude: é a distância em graus de um ponto qualquer da superfície terrestre à linha do Equador, variando de 0° a 90° tanto para o norte como para o sul.

• Longitude: é a distância em graus de um dado ponto da superfície terrestre ao meridiano de origem (Greenwich), variando de 0° a 180° para leste e para oeste.




Para compreender melhor as coordenadas, é fundamental lembrar-se das principais linhas imaginárias.
• Paralelos: círculos menores e paralelos ao Equador (divide a Terra em dois hemisférios).






• Meridianos: são círculos máximos que passam pelos pólos, destacando o principal: Greenwich (divide a Terra em dois hemisférios).




FONTE: http://professoradegeografia.blogspot.com

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

O Pantanal Mato-Grossense



Localização

- O Pantanal Mato-grossense localiza-se a SW do Estado de Mato Grosso e NW do Estado de Mato Grosso do Sul

- engloba o sudoeste do Mato Grosso, o oeste do Mato Grosso do Sul, e parte do Paraguai e Bolívia.

Características

- planície sedimentar de aproximadamente 100.000 km2

- altitudes inferiores a 200m acima do nível do mar

- durante a estação chuvosa (dezembro a abril) a concentração pluviométrica faz com que os rios, devido à pequena declividade, extravasem o excesso d'agua, inundando quase a totalidade da área.

- é uma região com alto índice pluviométrico

Vegetação

- é formada por um conjunto de composições florísticas diversas

Flora

- predominância típica de plantas de brejo

- tem em sua constituição espécies como: buriti, manduvi e carandá

- também é possível observar a caracterização entremeada da vegetação de cerrado, campos e florestas

Fauna

- é abundante e variada

- possui uma biodiversidade faunística apenas superada pela existente na Amazônia, porém apresentando maior número de indivíduos por espécies.

- são mais de 650 espécies de aves (garças, tuiuiús, colhereiros, socos, saracuras), 80 de mamíferos (capivara, cervo-do-pantanal, ariranhas, onças, macacos), 260 tipos de peixes (dourado, piraputanga, piauçu, mato-grosso) e 50 de répteis (jacaré-do-pantanal, sucuri), além da grande diversidade de insetos.

Outras informações

Nos últimos 20 anos, essa riqueza biológica natural tem sido ameaçada pela crescente expansão agrícola e urbana.

Devido aos processos erosivos provocados pela agricultura e pela ocupação urbana desordenada, principalmente em área que legalmente deveria ser preservada, temos hoje um quadro degradante de poluição, atingindo as nascentes e comprometendo a existência de animais e vegetais. Bem como a contaminação do solo pelo uso de agrotóxicos utilizados na agricultura.

Outra questão importante, com relação à manutenção desse bioma, trata-se da construção de hidrovias. Essas vias de transporte fluvial, severamente criticadas por ecologistas e também por algumas ONGs, evidenciam os impactos ambientais provocados pela derrubada da mata ciliar e o assoreamento dos rios, afetando a fauna lacustre e terrestre.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Manufacturing Belt



-O cinturão da ferrugem (rust belt em inglês) Conhecido como cinturão da manufatura, é uma área no nordeste dos Estados Unidos da América, situada aproximadamente entre as cidades de Chicago e Nova Iorque

- Economia baseada principalmente na indústria pesada e de manufatura

- É a área de industrialização mais antiga e mais extensa dos Estados Unidos da América

- Nela encontram-se quase todos os tipos de indústrias

- Predomínio de indústria siderúrgica, mecânica, metalúrgica (automobilística), petroquímica, alimentícia e têxtil

- A concentração desses tipos de indústrias se deu pela vasta matéria prima encontrada no local

- Essa área forma, atualmente, a maior concentração urbano-industrial do mundo, tendo como uma de suas características a megalópole BOSWASH (formada pelas áreas metropolitanas do eixo Boston-Washington).

-Dentre os fatores que permitiram o desenvolvimento de indústrias nessa região, destacam-se:

* A existência de recursos naturais, notadamente a jazida de minério de ferro nos Grandes Lagos, o que atraiu o desenvolvimento de indústrias siderúrgicas, automobilísticas e ferroviárias - e as jazidas de carvão mineral dos Montes Apalaches, localizadas mais ao sul e de fácil exploração.

* As condições favoráveis à navegação dos Grandes Lagos, com saída para o Oceano Atlântico pelo rio São Lourenço, bem como os bons e modernos portos da costa leste, que possibilitaram a chegada dos recursos e das matérias-primas de que a região não dispunha.

-O Manufacturing belt já chegou a concentrar, por volta de 1900, mais de 75% da produção industrial dos Estados Unidos

-Nos últimos anos, porém, com o intenso processo da globalização e o conseqüente aumento da concorrência têm levado diversas indústrias a deixar essa região em busca de outras áreas, que proporcionam menores custos de produção

-O Manufacturing belt chegou a ser apelidado de Rust belt (Cinturão da ferrugem), por causa da imensa quantidade de galpões abandonados em várias cidades

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

MAR DE ARAL


mar_aral01.jpeg
Lago terminal de água salgada situado no interior da Ásia, compartilhado pelo Cazaquistão ao norte e Uzbequistão ao sul, alimentado por dois rios principais (Sirdaria e Amudaria).

História

Em 1960, o Mar de Aral era o quarto maior lago do mundo, cobrindo cerca de 68 mil Km². Proporcionava 40 mil toneladas de pesca por ano e possuía rica variedade biológica. Nesta mesma época, as autoridades soviéticas intensificaram as irrigações com a utilização das águas dos rios.

Com isso em pouco tempo o Uzbequistão tornou-se o maior produtor e o segundo exportador mundial do “ouro branco”. Isso trouxe sérios problemas ambientais para o meio ambiente e para a população do local.

Em 1990 mais de 90% das terras úmidas da região secaram. Atualmente, o nível do Mar de Aral baixou e ele perdeu 80% de sua superfície. O mar vem secando progressivamente há quarenta anos.

O problema de degradação ambiental no Mar de Aral

O resultado desta degradação no Mar de Aral vem da grande utilização de seus recursos hídricos para a irrigação, o que contribuiu para a perda do equilíbrio atual no ambiente. O sal no Mar de Aral era causado principalmente pela grande evaporação e o calor causava uma grande evaporação que consistia no clima bom da região antes do lago secar.

Com a secagem do Mar de Aral houve um aumento da salinidade da água, erosão causada pelo vento, tempestades de poeiras salgadas, terras encharcadas, divisão do lago em partes separadas, perda de vida selvagem nas áreas litorâneas e muitos outros problemas.

mar_aral02.jpegTodos estes problemas estão afetando a economia local ao mesmo tempo em que o crescimento populacional na região esta aumentando. Desta forma, os assuntos mais discutidos dentre outros inúmeros problemas em relação à degradação do Mar de Aral são:

- Desertificação: como o nível da água diminuiu, o volume de sal aumentou. Com o vento, este sal é transportado para terrenos agrícolas, contaminando a terra e obrigando os agricultores a compensarem o sucesso da produção no uso de fertilizantes na terra, o que prejudica ainda mais o solo que já está enfraquecido e não faz bem para a população que utiliza esses alimentos em sua alimentação.

- Destruição dos peixes: com a grande salinização da água que resta no Mar de Aral, a maioria dos peixes não consegue sobreviver e acaba morrendo.
A falta de água potável na região compromete também as condições sanitárias da população, além de terem que sobreviver também com mudanças climáticas advindas das tempestades de areia devido ao volume baixo de água no Mar de Aral.

Mais uma vez a natureza é destruída pelo mau uso feito pelos homens.

domingo, 12 de dezembro de 2010

REGIÃO NORDESTE


 
No Nordeste, há quatro paisagens naturais diferentes: o Meio-Norte, prolongamento da Amazônia; o Sertão, que corresponde à área mais seca; a Zona da Mata, que ocorre nos trechos mais úmidos no litoral e finalmente, o Agreste, transição entre os dois últimos.


OS DIVERSOS "NORDESTES"

Litoral e Zona da Mata
 
Tendo sido introduzida, em 1530, a cana-de-açúcar na Zona da Mata, esta atividade ainda é dominante. Encontrou clima e solo propícios: tropical e massapê.
No passado, o domínio de engenhos e hoje a usina, retratam esta paisagem, que também trocou a mão-de-obra, antes negra, sob a relação escrava de produção, hoje, assalariada, porém temporária, em larga escala, no modelo bóia-fria. No interior da Zona da Mata, sobretudo em Alagoas e Bahia (Recôncavo), destacamos o fumo, assim como o sul da Bahia aparece a paisagem Jorge Amadiana do cacau, cultivado com o sombreamento da bananeira ou broqueado com a, cada vez mais reduzida, Mata Atlântica.
No litoral do Ceará e do Rio Grande do Norte há uma abrupta mudança na paisagem. Surge o sal, com destaque para as salinas de Macau e Areia Branca.
Na Zona da Mata, sobretudo após a SUDENE, destacamos os pólos Petroquímico de Camaçari, formando nestas áreas duas das três metrópoles regionais - Recife e Salvador. A terceira, e mais recente é Fortaleza, também no litoral. O turismo em toda a região vem sendo importante atividade econômica.

Agreste
É a região de transição entre a Zona da Mata e o Sertão. O Agreste com suas feiras de gado e sua policultura de subsistência, sofre modificações profundas na paisagem, monoculturas de fumo, cana. Oleaginosa, além de latifúndios que absorvem minifúndios desenham este novo perfil do agreste. Além da agricultura comercial há agora destaque para a pecuária caprina e ovina. Assim como o crescimento inchado das cidades, outrora feiras - as cidades-feira - Campina Grande, Feira de Santana, Caruaru, etc.

Sertão
O Sertão é marcado pelo latifúndio e pela pecuária. Nas "Bocas do Sertão", ilhas úmidas, encontramos a subsistência. A atividade agrícola de mercado é o algodão.
As maiores concentrações demográficas estão no São Francisco e no Cariri. O rio, que outrora era o dos Currais, hoje apresenta atividades agrícolas - cebola e vinha. Demonstrativo de que o Sertão é viável e o problema é a "Cerca"!
 
Meio-Norte
Nesta sub-região, destacamos o extrativismo vegetal, pecuária extensiva, algodão e arroz.
Extrativismo: madeira, babaçu e carnaúba.
Pecuária: áreas mais secas do interior.
Áreas mais úmidas: algodão e arroz (a soja, recentemente).
Porto de Itaqui: escoamento do minério de Carajás e todo sistema de transporte para escoamento.
 
MOMENTO ATUAL
 
A região Nordeste vêm tendo nos últimos anos, expressivas modificações em sua estrutura econômica, que, no entanto, não alteram substancialmente o calamitoso quadro social.
No campo industrial vem ocorrendo um processo de industrialização, ligado a descentralização do Sudeste, sendo, portanto, uma industrialização dependente, ligada em grande parte a concessão de incentivos fiscais. A maior parte dessas indústrias é de utilização intensiva de mão-de-obra, como calçados e vestuários, interessadas nos reduzidíssimos salários locais. A menor distância em relação a alguns mercados de exportação é outro atrativo local. Apesar disso se mantém a indústria açucareira, a do petróleo e petroquímica e muito recentemente a área de automóveis na Bahia.
Cabe lembrar que o Ceará e a Bahia têm apresentado elevados índices de crescimento industrial.
As alterações ocorrem também no meio rural, apesar da manutenção do amplo domínio latifundiário no Sertão e Zona da Mata, além da expansão, com pecuária no Agreste.
No Sertão Nordestino, projetos de irrigação viabilizaram o avanço de uma moderna agricultura fruticultora para exportação, na área em torno de Petrolina em Pernambuco, beneficiada pela grande insolação, pela já citada mão-de-obra barata, além da existência de solos com alta fertilidade mineral.
No oeste da Bahia e no sul do Maranhão, o avanço da fronteira agrícola ocorre sobretudo com a soja, mas também, com arroz e milho. No caso específico do Maranhão, o desenvolvimento é facilitado pelas excelentes condições de logística da região para exportação. Desde 1992, quando começou a funcionar o Corredor de Exportação Norte, toda a produção agrícola do sul do Maranhão passou a escoar para o Porto da Madeira, em São Luís, por um longo trecho de estrada de ferro operado pela Companhia Vale do Rio Doce. O cultivo nessa área, realizada por migrantes de origem européia vindos da Região Sul, é realizado em fazendas altamente mecanizadas, com os melhores índices de produtividade agrícola por hectare no Brasil, tem ainda como benefício a menor distância em relação ao mercado europeu.

sábado, 11 de dezembro de 2010

Sertão Nordestino



No interior do país, nas vastas áreas do sertão, fatores históricos, sociais e econômicos, aliados às características de clima e vegetação, determinam fortes contrastes na paisagem nordestina e no nível de vida da população. Entre os aspectos de natureza físico-geográfica típicos da região, o fenômeno das secas constitui verdadeiro flagelo, responsável pelo permanente êxodo dos sertanejos.
Sertão é uma região geográfica caracterizada pela presença de clima semi-árido, vegetação de caatinga, irregularidade de chuvas, solos secos e rios intermitentes ou temporários. O sertão nordestino compreende as áreas mais secas e distantes do litoral leste do Brasil, situadas nos estados do Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe e Bahia. Apenas no Ceará e no Rio Grande do Norte o sertão chega até o litoral. O chamado Polígono das Secas totaliza 936.933km2.

O sertão do Nordeste apresenta três formações típicas: 
1- amplas superfícies aplainadas, drenadas ao norte pelos rios Aracaju, Jaguaribe, Apodi e Açu, e a leste pelo São Francisco, o único rio perene da região;

2- maciços cristalinos, cujos esporões mais ocidentais são os da Borborema e das serras de Maranguape e Baturité;

3- chapadas sedimentares, como as de Ibiapaba, do Araripe e do Apodi. Apresenta clima semi-árido, com estação chuvosa no verão, mas há amplas áreas onde predomina o clima tropical chuvoso, com inverno seco. Em alguns trechos, a taxa pluviométrica anual é inferior a 500mm, sucedendo-se, às vezes, vários anos de estiagem. As prolongadas secas determinam a emigração da população pobre.
As superfícies aplainadas são, em geral, cobertas por caatingas, formação vegetal onde predominam arbustos de folhas decíduas; são também abundantes as cactáceas e as bromeliáceas. Nos brejos onde há água durante todo o ano, localizados ora em trechos altos e expostos aos ventos úmidos de sudeste, como a serra Negra, em Pernambuco, ora ao sopé das baixadas sedimentares, como o vale do Cariri, no Ceará, dominavam densas formações florestais, hoje substituídas por culturas de mandioca, cana-de-açúcar e árvores frutíferas. Nas amplas várzeas de solos aluviais, situados nos baixos cursos dos rios que deságuam na costa, proliferam densos carnaubais. Nos espaços vazios existentes praticam-se lavouras de subsistência, enquanto nos tabuleiros cria-se gado bovino.
A densidade demográfica no sertão nordestino é baixa e varia de 5 a 25 habitantes por quilômetro quadrado. Grandes propriedades aí se localizam, quase todas dedicadas à pecuária extensiva e à agricultura.