terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Trem-Bala chinês

China quebra recorde de velocidade sobre trilhos




Trem de alta velocidade atingiu velocidades superiores a 480 km/h em linha entre Beijing e Xangai
Linha Beijing-Xangai deve entrar em operação em 2012

Os chineses parecem estar gostando de quebrar um recorde de velocidade após o outro. Alguns dias depois de ter o supercomputador Tianhe-1A no topo da lista dos mais rápidos do mundo, trataram de quebrar um recorde de velocidade sobre trilhos.
A notícia veio do diário chinês Xinhua News. Um trem de passageiros fez o trajeto de uma nova linha ligando as cidades de Beijing e Xangai à velocidade impressionante de 486 km/h, clamam ser um novo recorde de velocidade para trens de passageiros.

A linha deve entrar em operação em 2012, mas os passageiros não irão viajar a essa velocidade, que deve ser reduzida a níveis mais moderados. Mesmo assim, espera-se que o trajeto entre as duas cidades deve ser feito em aproximadamente 5 horas, ou metade do tempo necessário atualmente.

O governo chinês ainda não está satisfeito e já estabeleceu a meta de atingir velocidades de 500 km/h sobre trilhos. Não devem demorar para conseguir a façanha.

Atualmente a China tem mais de 7500 quilômetros de malha ferroviária. Planeja aumentar esse número para 120 mil quilômetros até 2020.

Enquanto isso, o Brasil não consegue tirar do papel uma única linha de trem de alta velocidade. O leilão para a construção do trecho Rio-São Paulo foi adiado para abril de 2011, impossibilitando o início dos serviços a tempo da Copa do Mundo de 2014.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

MARCO REGULATÓRIO DO PRÉ-SAL

O Congresso brasileiro concluiu nesta quinta-feira 02-12-2010 a votação das propostas do governo que alteram a legislação no setor de petróleo, que buscam elevar o controle da União no setor após as grandes descobertas do pré-sal que podem transformar o Brasil em um dos maiores produtores mundiais da commodity.

Uma das medidas mais importantes é a que institui o sistema de partilha de produção no país, que conviverá com o sistema existente de concessões em projetos futuros de petróleo. A Petrobrás deverá ser fortemente beneficiada.

O governo pretende que o sistema de partilha seja adotado para os blocos com maiores potenciais de produção, de modo que o país fique com boa parte do petróleo que será extraído.

Confira abaixo as principais diferenças entre o sistema de partilha de produção e o sistema atual de concessões:

Pagamento em petróleo

Com o acordo de produção partilhada, as companhias envolvidas concordam em dar ao governo um porcentual do petróleo produzido no campo. No sistema de concessão, a companhia fica com todo o petróleo e paga royalties e taxas para o Estado, como a

Participação Especial

O sistema de partilha, assim como o de concessão, envolve leilões entre diferentes companhias disputando os blocos, mas vence a empresa que oferecer repassar para a União o maior porcentual de petróleo. Na concessão, vence quem pagar o maior bônus de assinatura.

Apelo político

O regime de partilha foi utilizado pela primeira vez na Indonésia nos anos 1960, de acordo com estudo do Oxford Institute for Energy, para aumentar o controle do governo, que sempre permitia às companhias petroleiras terem vantagem no sistema de concessão.

A mudança para o regime de partilha reverteu essa relação, no momento em que o governo se tornou dono do petróleo. Essa distinção no entanto não dá garantias ao Estado de um porcentual maior dos retornos financeiros, mas é politicamente apelativa para líderes que querem mostrar que estão no controle dos recursos nacionais.

Prazo para pagamentos

No regime de concessão, as companhias frequentemente fazem amplos pagamentos no ato - geralmente centenas de milhões de dólares em bônus de assinatura - durante as rodadas de oferta de blocos petrolíferos para aumentar as chances de conseguir os direitos de exploração.

No Brasil, o regime de concessão tem ainda o pagamento de Participação Especial, que pode chegar a 40% sobre o lucro da produção de campos de alta produtividade, que são distribuídos entre vários órgãos do governo e aos Estados produtores. A concessão pode ser vantajosa para o governo se houver escassez de orçamento. O regime de partilha geralmente escala os pagamentos ao longo do projeto. Ele também pode incluir bônus de assinatura, embora os valores sejam bem menores do que os do sistema de concessão.

Reservas

As companhias petrolíferas devem informar aos investidores quanto possuem de petróleo não produzido, já que este é um indicador-chave de sua capacidade de manter a produção futura e, portanto, as receitas. As empresas geralmente preferem o sistema de concessão porque ele permite que elas contabilizem o total das reservas nos campos. No sistema de partilha, é possível contabilizar apenas o porcentual de barris que cabe à empresa no acordo, excetuando a parte do governo. Assim, se uma empresa se compromete a dar ao governo 70% do petróleo de um campo, ela pode registrar como suas reservas apenas os restantes 30%.

Estrutura institucional

Os países com experiência limitada em campos de petróleo e instituições estatais fracas geralmente utilizam o regime de partilha por ser mais simples e exigir menos supervisão do governo do que o sistema de concessão. Ele é frequentemente usado por países pobres da África e Ásia Central. Os países com grande habilidade na indústria de petróleo e com capacidade de compilação de taxas, como os Estados Unidos e a Noruega, utilizam mais o sistema de concessão.

Petrobrás e o sistema de partilha

A estatal, que já possui grande parcela dos blocos até agora explorados no pré-sal, será grande beneficiada com o novo marco regulatório. Segundo o projeto, a Petrobrás será a operadora de todos os blocos que forem contratados sob o futuro regime de partilha de produção e terá assegurada uma participação mínima de 30% nesses blocos.

domingo, 5 de dezembro de 2010

Ser Águia

Nós somos águias, não temos que agir como galinhas.

 
Um camponês criou um filhotinho de águia junto com suas galinhas. Tratando-a da mesma maneira que tratava as galinhas, de modo que ela pensasse que também era uma galinha. Dando a mesma comida jogada no chão, a mesma água num bebedouro rente ao solo, e fazendo-a ciscar para complementar a alimentação, como se fosse uma galinha. E a águia passou a se portar como se galinha fosse.
Certo dia, passou por sua casa um naturalista, que vendo a águia ciscando no chão, foi falar com o camponês:
- Isto não é uma galinha, é uma águia!
O camponês retrucou:
- Agora ela não é mais uma águia, agora ela é uma galinha!
O naturalista disse:
- Não, uma águia é sempre uma águia, vamos ver uma coisa..
Levou-a para cima da casa do camponês e elevou-a nos braços e disse:
- Voa, você é uma águia, assuma sua natureza!
- Mas a águia não voou, e o camponês disse:
- Eu não falei que ela agora era uma galinha!
O naturalista disse:
- Amanhã, veremos...
No dia seguinte, logo de manhã, eles subiram até o alto de uma montanha. O naturalista levantou a águia e disse:
- Águia, veja este horizonte, veja o sol lá em cima, e os campos verdes lá em baixo, veja, todas estas nuvens podem ser suas. Desperte para sua natureza, e voe como águia que és...
A águia começou a ver tudo aquilo, e foi ficando maravilhada com a beleza das coisas que nunca tinha visto, ficou um pouco confusa no inicio, sem entender o porquê tinha ficado tanto tempo alienada. Então ela sentiu seu sangue de águia correr nas veias, perfilou, devagar, suas asas e partiu num vôo lindo, até que desapareceu no horizonte azul.
Voe cada vez mais alto, não se contente com os grãos que lhe jogam para ciscar. Nós somos águias, não temos que agir como galinhas.


Nota do Blog: Em agradecimento a Amiga Erika Azevedo

BRASILEIRO TRABALHARÁ MAIS PARA SE APOSENTAR




Os brasileiros estão vivendo mais e, por isso, precisarão aumentar o tempo de recolhimento ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) para garantir a aposentadoria. Com a divulgação da nova expectativa de vida da população pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), muda também o cálculo do Fator Previdenciário (FAP), utilizado para compor o valor das aposentadorias pagas pela Previdência Social por meio do critério de tempo de contribuição. O governo informa que a nova tabela passou a incidir sobre os benefícios requeridos a partir de ontem. As projeções do IBGE indicam que a expectativa de vida ao nascer está aumentando gradativamente: era de 72,9 anos de idade, em 2008, alcançou 73,2 anos, em 2009. Em relação a 1980, o ganho é de 10,6 anos. O levantamento também mostrou uma grande diferença na expectativa de vida entre mulheres e homens. Elas chegam a viver até os 77 anos, enquanto eles, em média, 69,4 anos. A projeção do IBGE é que a expectativa do brasileiro chegue aos 81,29 anos em 2050, o que deverá alterar profundamente o FAP até lá. Essa mudança no cálculo é uma exigência da Lei 9.876, de 1999, a qual vinculou o Fator Previdenciário à divulgação anual das novas tábuas de expectativa de vida pelo IBGE. Como exemplo, um segurado com 55 anos de idade e 35 anos de contribuição ao INSS que ingressar hoje com o pedido de aposentadoria terá que contribuir por mais 41 dias corridos para garantir o mesmo valor que receberia se tivesse feito a requisição ontem. Em outra hipótese, considerando um segurado com 60 anos de idade e 35 anos de contribuição, serão necessários mais 48 dias corridos de contribuição. O cálculo leva em conta as estimativas do IBGE relativas a 2009, as quais indicam que o brasileiro está vivendo mais e, portanto, ficará mais tempo dependendo do benefício previdenciário. Nessa conta, a Previdência considera que um segurado que se aposentava aos 60 anos em 2007 tinha sobrevida estimada de 21,1 anos. Em 2008, a sobrevida estimada de um segurado com 60 anos saltou para 21,2 anos, chegando a 21,3 anos em 2009. A Previdência explica que a mudança no cálculo ocorre por conta da legislação, que estabelece a obrigatoriedade de que a expectativa de sobrevida do segurado no dia de pedido do benefício seja considerada no momento do cálculo do Fator Previdenciário. O Ministério da Previdência destaca que o FAP é utilizado somente no cálculo de aposentadoria por tempo de contribuição. Não incide, portanto, sobre aposentadorias por invalidez. Em aposentadoria por idade, por sua vez, a regra vale somente se for beneficiar o segurado. Pelas regras da aposentadoria por tempo de contribuição, se o fator for menor do que 1, haverá redução do valor do benefício. Se o fator for maior que 1, há acréscimo no valor e, se o fator for igual a 1, não há alteração.

Trem-Bala Brasileiro

sábado, 4 de dezembro de 2010

PENSE COMO UM VENCEDOR


Avalie você mesmo, meu jovem. Você tem tudo o que os grandes homens tinham: dois braços, duas pernas, dois olhos e um cérebro para usar se for esperto.Todos começaram com esse equipamento. Então, comece do alto e diga "Eu posso". Olhe para eles, os sábios e grandes. Eles comem de um prato comum, com facas e garfos semelhantes, e com laços semelhantes amarram os sapatos. No entanto, o mundo os acha bravos e talentosos. Mas você também tem o que todos tinham ao começar. Você pode triunfar e chegar ao sucesso, você pode ser grande, bastando querer. Está equipado para a luta que escolher, tem pernas, braços e um cérebro para usar. Você é o obstáculo que deve enfrentar, você é quem escolhe seu lugar, você deve dizer para onde quer ir, o quanto quer estudar, qual verdade oculta quer conhecer. Deus o equipou para a vida, mas Ele deixa-o decidir aquilo que quer ser. A coragem deve vir da alma interior. O homem deve enfrentar barreiras com vontade de vencê-las. Então, avalie você mesmo. Você nasceu com tudo o que os grandes tinham. Com seu equipamento, todos eles começaram. Apoie-se em si mesmo e diga: "Eu posso".

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

RELEVO TERRESTRE E SEUS AGENTES

  RELEVO – “O relevo corresponde às diversas configurações da crosta terrestre (montanhas, planaltos, planícies, depressões). [...] A disciplina científica que estuda as formas de relevo, sua origem, a estrutura e os processos responsáveis por sua evolução é a Geomorfologia. O relevo resulta da atuação de dois grandes conjuntos de fatores denominados agentes do relevo”. (Coelho, Marcos A. e terra, Lygia. geografia geral: o espaço natural e socioeconômico. Moderna, 2001. p. 82).

AGENTES MODELADORES DO RELEVO

Tectonismo
O tectonismo, também conhecido por diastrofismo, consiste em movimentos decorrentes de pressões vindas do interior da Terra, agindo na crosta terrestre. Quando as pressões são verticais, os blocos continentais sofrem levantamentos, abaixamentos ou sofrem fraturas ou falhas. Quando as pressões são horizontais, são formados dobramentos ou enrugamentos que dão origem às montanhas. As conseqüências do tectonismo podem ser várias, como por exemplo a formação de bacias oceânicas, continentes, platôs e cadeias de montanhas.

Vulcanismo
É a ação dos vulcões. Chamamos de vulcanismo o conjunto de processos através dos quais o magma e seus gases associados ascendem através da crosta e são lançados na superfície terrestre e na atmosfera. Os materiais expelidos podem ser sólidos, líquidos ou gasosos, e são acumulados em um depósito sob o vulcão, até que a pressão faça com que ocorra a erupção. As lavas escorrem pelo edifício vulcânico, alterando e criando novas formas na paisagem. A maioria dos vulcões da Terra está concentrada no Círculo de Fogo do Pacífico, desde a Cordilheira dos Andes até as Filipinas.

Abalos sísmicos ou Terremotos
Um terremoto ou sismo é um movimento súbito ou tremor na Terra causado pela liberação abrupta de esforços acumulados gradativamente. Esse movimento propaga-se pelas rochas através de ondas sísmicas (que podem ser detectadas e medidas pelos sismógrafos). O ponto do interior da Terra onde se inicia o terremoto é o hipocentro ou foco. O epicentro é o ponto da superfície terrestre onde ele se manifesta. A intensidade dos terremotos é dada pela Escala Richter, que mede a quantidade de energia liberada em cada terremoto.

Intemperismo
O intemperismo, também conhecido como meteorização, é o conjunto de processos mecânicos, químicos e biológicos que ocasionam a desintegração e a decomposição das rochas. A rocha decomposta transforma-se em um material chamado manto ou regolito. No caso da desintegração mecânica (ou física), as rochas podem partir-se sem que sua composição seja alterada. Nos desertos, as variações de temperatura acabam partindo as rochas, assim como nas zonas frias, onde a água se infiltra nas rachaduras das rochas.


NÃO ESQUEÇA!!!!!

Epirogênese: São movimentos de longa duração geológica, como o soerguimento lento da península escandinávia ou o rebaixamento progressivo da fachada litorânea da Holanda. Os padrões de modelagem da superfície terrestre são modificados pela epirogênese. O levantamento de extensas áreas continentais muda a configuração da drenagem dos rios. O arqueamento torna os deníveis mais acentuados e provoca aumento da velocidade das águas e do trasporte de detritos, intensificando a erosão. Por outro lado, as bacias formadas no interior dos continentes, por rebaixamento epirogênico, recebem os sedimentos transportados das áreas mais elevadas.

Orogênese:  São movimentos de curta duração, como o erguimento das cadeias montanhosas do período terciário. Eles atuam sobre zonas de instabilidade da crosta, nos limites das placas tectônicas. Ao contrário da epirogênese, que resulta de pressão vertical, a orogênese resulta da pressão horizontal exercida pelo choque das placas, resultando em dobras e falhas.

DOBRAS: As dobras acontecem devido a fortes pressões exercidas em terrenos pouco resistentes e plásticos.
FALHAS: São fraturas que formam-se em áreas onde as rochas são rígidas e resistentes às forças internas e "quebram-se" em vez de dobrar.

Transgressões e Regressões marinhas

Denomina-se transgressões marinhas a invasão de superfícies continetais pelas águas oceânicas. Elas podem ser provocadas por epirogênese negativa, ou seja, pelo rebaixamento de blocos continetais, ou por aquecimento global e conseqüente derretimento de porções das geleiras polares. As regressões marinhas, ao contrário, provocam a emersao de superfície originalmente recobertas pelo mar, e são causadas por movimentos epirogênicos negativos ou pelo esfriamento global.

Agentes externos: São os que são originados e atuam na Parte externa do planeta , fora da litosfera. São os que são originados e atuam na Parte externa do planeta , fora da litosfera. São os que são originados e atuam na Parte externa do planeta , fora da litosfera.

1-Intemperismo –São processos físicos e biológicos (água, vento, calor, do frio , seres vivos) atuam provocando o desgaste (erosão) das rochas

Pode ser físicos e químicos e Biológicos.

a) Físicos –A variação de temperatura (calor,frio), pode causar ruptura da rocha , desagregando a mesmo .

b) Químico –Ação da água e junto com o CO2 dissolvido e, em alguns casos, ácidos orgânicos formados pela decomposição de resíduos de vegetais.Aqui vale o ditado , “’agua mole em pedra dura , tanto bate até que fura”. O trabalho da água desagrega , desgasta a rocha , provocando erosão.

c) Ação Biológica (seres vivos)- As plantas e os animais podem atuar como agentes erosivos.O homem por exemplo ao arar a terra pode causar ruptura da rocha , quando essa é impactada pela maquino (trator). Uma semente ao brotar , pode expandir-se(raízes) causando ruptura de material rochoso.

2-Águas Correntes 

Rios –, os rios escavam leitos, formam vales, destroem e transportam rochas e sedimentos, depositando-os e formando novas feições de relevo, como, por exemplo, as planícies e os deltas.

Realiza o trabalho de :

Acumulação – Ilhas e deltas.

Deltas- Formação de ilhas na foz.

Desgaste-Formam canyons , vales .

Enxurradas: Geramvoçorocas ou ravinas, que são fendas escavadas pelas chuvas

3- Ação dos Ventos 

Realiza dois trabalhos:

Acumulação- Formação de dunas(litoral) , ergs e hamadas (dunas nos desertos)

Desgaste ou erosão poder ser por:

Corrassão- Quando o vento atira matérias na rocha , impactando e provocando “quebra” ( ruptura).

Deflação-Quando o vento limpa a superfície da rocha , “carregando”o material , provocando desgaste.

4 - Ação das Geleiras – Grandes blocos de gelo movem-se lentamente, por ação da gravidade, causando profundos desgastes nas rochas. Provocam a abertura de vales em forma de “U” ou de “V”, estes últimos conhecidos como fiordes.
Nas montanhas o gelo derrete levando o material para as partes baixas(sopé) , formando morenas ou morainas.