sexta-feira, 26 de novembro de 2010

A Guerra Fria

Introdução

O equilíbrio geopolítico e geoestratégico organizado pelos dois grandes vencedores da 2ª Guerra Mundial - EUA e URSS - constitui um dado essencial na regulação do sistema - mundo. Pois deu origem a dois subsistemas organizados à escala mundial. Com sistemas económicos e políticos opostos: o chamado mundo capitalista, liderado pelos EUA, e o mundo comunista, encabeçado pela URSS, a guerra fria divide o mundo em dois blocos. Provoca uma corrida armamentista que se estende por 40 anos e coloca o mundo sob a ameaça de um guerra núclear.

O pós-guerra

A história dos últimos 50 anos do século XX foi totalmente condicionada pelos resultados da 2ª Guerra Mundial, quando em 1945, depois de 6 anos de batalhas em quase todos os continentes da terra, a Grande Aliança (os EUA, a Grã-Bretanha e a URSS) conseguiram vencer o Eixo (a Alemanha nazista, a Itália fascista e o Japão do micado). No final restavam apenas duas potências, logo chamadas, com toda a razão, de superpotências: os Estados Unidos da América e a União Soviética.
No entanto, mal encerrado o tiroteio, os dois gigantes passaram a desentender-se. Esta ruptura tem, obviamente, causas ideológicas, desacordos doutrinais, que se prende com os fins e com os meios: os vencedores estão divididos sobre a finalidade da ordem política e sobre os métodos a adoptar. Mas isto não é grande novidade. A Grande Aliança entre o ocidente e o leste foi provocada pela agressão da Alemanha contra a União Soviética: as circunstâncias impuseram-na, não derivou dos sistemas ou dos sentimentos, visto a oposição que se inscrevia na natureza dos regimes e da sua filosofia. Os antagonismos haviam sido momentaneamente dissimulados pelo imperativo da luta contra o inimigo comum.
Assim, terminada a 2ª Guerra Mundial, em 1945, os Estados Unidos consolidaram a posição de superpotência capitalista, e a União Soviética, que tinha implantado o Socialismo em 1917, surgia como nação forte e respeitada por todas as demais. De um lado, os Estados Unidos procuravam manter a sua liderança sobre vastas áreas do mundo; de outro, a União Soviética auxilia na expansão do socialismo. Terminada a guerra, muitos países do leste europeu alteram a sua organização económica, política e social de base capitalista e tornam-se socialistas:
  •  A Jugoslávia tornou-se socialista em 1945
  • A Albânia e a Bulgária em 1946
  • A Polónia e a Roménia em 1947
  • A Checoslováquia em 1948
  • A Hungria em 1949
  • A República Democrática Alemã Oriental em 1949

Também na Ásia, alguns países optaram pelo socialismo:
  •   O Vietna do Norte em 1945
  • A Coreia do Norte em 1948
  • A China em 1949
  • O Tibete em 1950
Tanto britânicos como americanos temiam que a Rússia submeta toda a Europa...

Os EUA e a contenção ao comunismo

Dois acontecimentos internos, quase simultâneos, criaram pré-condições para que os EUA se lançassem na Guerra Fria: o primeiro foi a morte do presidente Franklin D. Roosevelt, em Maio de 1945, e em seguida, em 1946, a eleição de um congresso predominantemente republicano (conservador). Roosevelt acreditava num mundo do pós-guerra controlado pelos EUA, em comum acordo com a URSS (denominado de "coexistência pacífica" por Estaline). A sua morte fez com que o seu sucessor Harry Truman, consciente do poder nuclear, abandonasse esta posição, aderindo à tese do "enfrentamento comunista".
A eleição de um congresso onde a maioria era republicana, estreitamente relacionados à indústria de armamento e às actividades anti-comunistas, provocou igualmente uma mudança da opinião pública norte-americana, manifestando-se, simultaneamente, contra as reformas sociais da política do New Deal e contra acordos com os comunistas, estes últimos deveriam ser combatidos. A ascensão de Truman e o congresso republicano tornaram o clima tenso com a URSS. Depois do perigo nazista, os americanos receavam agora os comunistas. O elemento desencadeador da mobilização anti-comunista deu-se depois do célebre discurso feito em Fulton, Missouri, no dia 5 de Março de 1946 por Winston Churchill, quando o ex-primeiro ministro britânico emprega a famosa expressão cortina de ferro, que se abateu sobre a Europa, dividindo-a em duas, conclamando os poderes anglo-saxões, a Grã-Bretanha e os Estados Unidos, a enfrentarem-na.
Com a inversão, a mudança de postura de aliados da URSS para os seus adversários, os Estados Unidos elaboraram uma nova doutrina: a da segurança nacional, que prevê uma luta simultaneamente estratégica e ideológica. Os Estados Unidos tinham agora os seus interesses e as suas bases militares espalhadas por todos os continentes. O seu único rival era o movimento comunista. Para os estrategas do Pentágono, o marxismo não era mais do que o pretexto para o domínio russo do mundo.
Haviam duas frentes de batalha: uma estratégico-militar, que seria coberto por tratados específicos, e outro ideológico, que mobilizaria a opinião pública e o serviço de contra-espionagem (a CIA - Central Inteligence Agency - criada em 1947), para o combate ao "perigo vermelho".
Os soviéticos só seriam detidos se fossem enfrentados. Esta política contribuiu para que os EUA reactivassem a sua indústria bélica para atender as necessidades da guerra fria.
Vemos assim que 1947 consagra a ruptura definitiva entre os aliados. Primeiro a inversão da tendência da política externa dos Estados Unidos: o governo americano suspende a desmobilização e inicia o rearmamento; o orçamento militar vai crescer de ano para ano; além disso, o governo renuncia ao isolamento. Segundo René Remond "é de 1947 que data a elevação dos Estados Unidos à posição de potência mundial..."

A Doutrina Truman e o Plano Marshall

"No inverno de 1946-47, havia dias em que não nos levantávamos da cama, porque não havia nada para comer e nada que queimar para nos aquecermos", recordava em 1997, na revista Foreign Affairs, por ocasião do 50º aniversário do Plano Marshall, o ex-chanceler social-democrata alemão Helmut Schmidt.
A Alemanha era então uma descomunal montanha de escombros, o mesmo se podendo dizer do resto da Europa. A economia do velho continente era de pura subsistência; os racionamentos exíguos e rigorosos; faltavam máquinas e matérias-primas; a inflação produtiva da Europa era equivalente à de 1910.
A América, vencida a batalha contra o nazismo, respondia ao seu instinto isolacionista e pretendia fechar-se sobre si própria. O secretário de Estado adjunto, Dean Acheson, tinha sobre a mesa dados preocupantes: a balança comercial com a Europa estava muito desequilibrada, pelo que, se Washington não concedesse crédito aos arruinados europeus, estes não poderiam comprar produtos morte-americanos, o que, a par de uma recessão incipiente, ameaçava ter efeitos muito graves sobre a economia dos EUA. Viam abater-se sobre a Europa a ameaça de depauperação económica, ideal para um descartamento popular que Moscovo poderia vir a aproveitar para se apoderar do continente.
Era necessário salvar a Europa. Assim, em 1947, Harry S. Truman, presidente dos EUA, apresentou um conjunto de princípios orientadores da política externa dos EUA que ficaram conhecidos por Doutrina Truman, como forma de combater a expansão do comunismo, defendeu que os Estados Unidos deveriam auxiliar qualquer país cuja independência e liberdade fossem ameaçadas por uma agressão externa ou interna ("... creio que a política dos Estados Unidos deve ser a de apoiar os povos livres que resistem a tentativas de subjugação por minorias armadas ou por pressões exteriores...").
Todos se voltaram para George Marshall, o admirado e austero general, que foi chefe do Estado Maior norte-americano durante a II Guerra Mundial, e fora considerado o grande organizador da vitória. Era necessário empreender uma guerra diplomática e Marshall estava melhor situado do que qualquer outro para a levar a cabo a partir do departamento de Estado, cargo para que foi nomeado pelo Presidente Harry S. Truman em princípios de 1947.  A 5 de Julho desse mesmo ano, Marshall leu um discurso na Universidade de Harvard. Era uma vaga oferta de contribuição dos EUA para a reconstrução de uma Europa devastada.
Os europeus receberam a oferta de Marshall com entusiasmo. O governo francês pressionado pelos seus comunistas e com o aval de Washington convidou Moscovo a candidatar-se. Em Junho, representantes de duas dezenas de países reuniam-se informalmente na capital francesa, onde a insistência norte-americana para que o programa de recuperação europeia (nome oficial do plano) fosse objecto de consenso e coordenação entre todos provocou a ira de Viadleslav Molotov, Ministro dos Negócios Estrangeiros soviético. Molotov bateu com a porta a 2 de Julho, arrastando consigo a Polónia e a Checoslováquia, ansiosas por participar no projecto.
Dez dias depois da recusa russa, iniciaram-se nas margens do Sena a reunião dos 16 membros para a recuperação europeia: Áustria, Bélgica, Dinamarca, França, Grécia, Holanda, Irlanda, Islândia, Itália, Luxemburgo, Noruega, Portugal - que recusou o primeiro convite - Reino Unido, Suécia, Suíça e Turquia. Ao plano juntar-se-ia em breve a Alemanha, por insistência norte-americana e apesar dos receios da França. A participação espanhola foi vetada por Truman, a quem repugnava a filiação pró-nazista de Franco. Marshall sempre lamentou que Madrid ficasse à margem da ajuda norte-americana e o militar e diplomata Vernon Walters sempre considerara "injusto" o facto da Espanha ter sido vetada por razões ideológicas.
A administração do democrata Truman apresentou a um congresso republicano um plano de ajuda à Europa no valor de 17.000 milhões de dólares, que só muito dificilmente teria sido aprovado se não tivesse ocorrido em Praga o golpe de estado comunista em Fevereiro de 1948. Como disse com sarcasmo Acheson, "podíamos sempre contar com os russos para fazerem uma jogada que nos conviesse". Truman assinou o Foreign Assistance Act a 3 de Abril de 1948. Assim nascia o Plano Marshall.
A ajuda propriamente dita do Plano Marshall chegou à Europa em Abril de 1948, com um carregamento inicial de 19.000 toneladas de trigo. Durante o primeiro dos três anos e meio de vigência do plano, a ajuda consistiu essencialmente em alimentação de emergência. Mais tarde, 150 barcos diários trouxeram também combustível, matérias-primas e maquinaria, enquanto empresários, gestores e técnicos europeus viajaram até aos EUA para aprenderem o modelo norte-americano de gestão. Entre 1948 e 30 de Setembro de 1951, Washington investiu na Europa 13.300 milhões de dólares.
Winston Churchill considerou-o como "o acto mais puro na história das nações", acto que valeu a Marshall o Prémio Nobel da Paz de 1953, se bem que o acto de Washington não tivesse sido deseinteressadamente, já que permitiria aos EUA vincular fortemente aos seus interesses económicos e estratégicos a outra margem do Atlântico.
Os historiadores divergem quanto ao contributo do Plano Marshall para o renascimento europeu. Alguns calculam que o contributo para o Produto Interno Bruto dos países beneficiários tenha sido de meio ponto durante os seus quatro anos de vigência. Outras consideram que o aspecto decisivo foi o de ter obrigado a Europa a abandonar velhas políticas económicas de controlo que, uma vez desaparecidas, libertaram um crescente potencial de crescimento. O mais importante legado do Plano Marshall foi, na minha opinião, o de ter dado lugar a formas supranacionais de cooperação criadoras de instituições de integração que constituíram o embrião daquilo que é, actualmente, a União Europeia.
A verdade é que a Doutrina Truman e o Plano Marshall constituíram instrumentos importantes da estratégia americana para conter a expansão soviética na Europa Ocidental. Ao longo dos anos, várias outras doutrinas foram formuladas, quer de um lado, quer do outro.
A desconfiança recíproca que se instalou entre as duas superpotências levou a que se agudizasse o clima de "guerra fria", o qual atingiu o auge com a crise de Berlim (1947-48)  e com a Guerra da Coreia (1950).

Os tratados da Guerra Fria

Com a crescente histeria anticomunista (nos EUA deu-se início em 1947 à "caça " aos comunistas) a diplomacia americana tratou de assegurar parceiros para o seu embate ideológico contra a URSS. O 1º de uma série de tratados que assinaram foi o TIAR (Tratado Inter-americano de Auxílio Recíproco), assinado no Rio de Janeiro em 1947, afirmando o conceito de "defesa colectiva" do continente americano, que serviu também para que as relações entre os militares se estreitassem.
Também passaram a preocupar-se com a subversão interna, especialmente depois da Revolução Cubana de 1959. a luta anticomunista interna levou-os a instituírem, por meio de golpes militares, os Estados de Segurança Nacional (Brasil em 1964, Argentina em 1966 e novamente em 1976, Peru e Equador em 1968, Uruguai e Chile em 1973).
Em 1949, a 4 de Abril, foi estabelecida o OTAN (North Atlantic Treaty Organization)  inicialmente com 12 membros. Com um estado-maior comum, a OTAN tinha a função original de proteger os países ocidentais de um possível ataque das divisões soviéticas estacionadas na Alemanha Oriental. A motivação para que a aliança se realizasse deveu-se à crise de Berlim. Os EUA, ao decidirem reerguer a indústria pesada alemã, assustaram os soviéticos. Stalin ordenou então o bloqueio por terra a Berlim, em protesto contra uma futura República Federal Alemã, vinculada aos americanos. Os aliados ocidentais superaram o problema recorrendo a uma ponto aérea que abasteceu a população de Berlim durante o desentendimento. Enquanto os países do bloco capitalista fundavam a OTAN os países do bloco socialista, liderados pela união soviética, organizaram o Pacto de Varsóvia.
O Pacto de Varsóvia - tratado de Assistência Mútua da Europa Ocidental - foi estabelecido em 1955, em pleno ambiente de Guerra Fria. Assinado pelos países socialistas da Europa oriental, seus objectivos são semelhantes aos da OTAN: ajuda militar em caso de agressões armadas na Europa e consultas sobre problemas de segurança e colaboração política. Compõe-se de tropas dos países-membros e tem sede em Moscovo.
Tanto a OTAN quanto o Pacto de Varsóvia constituem, portanto, alianças militares que se opõem, são resultado da disputa entre duas superpotências e seus aliados pela preservação de seus interesses no mundo. O mundo dos pós-guerra formou um sistema de dependência, no qual as duas superpotências tornaram-se os países centrais.
Os EUA criaram a OTASE (Southeast Asia Treaty Organization), em seguimento ao tratado de defesa colectiva assinado em Manila, capital das Filipinas, em 8 de Setembro de 1954, para conter o expansionismo maoista na Ásia. A OTASE englobava, além dos EUA, antigos colonialismos, como o francês e o inglês, ex-domínios britânicos como a Austrália e a Nova Zelândia, e protectorados, como Filipinas, Tailândia e Paquistão.
Estes tratados reflectiam, cada um a seu modo, a evidência do enorme poder que os EUA exerceram no mundo do pós-guerra e fizeram por ajudar ainda mais o seu vigor económico e financeiro. Num planeta arruinado pela guerra, foi natural que os EUA, potência sobrevivente, reordenasse o mundo, agora como superpotência.

O princípio do fim

As manifestações da Guerra Fria foram diversas: guerrilha verbal, corrida aos armamentos, espionagem, utilização do veto na ONU, etc...
Gerações inteiras crescem à sombra de batalhas nucleares globais que podiam, em seguida, devastar a humanidade. À medida que o tempo passava, ia havendo mais coisas que poderiam correr mal, política e tecnologicamente, num confronto nuclear permanente, baseado na suposição de que só o medo da "destruição mútua inevitável" (mutually assured destruction - MAD)  impediria um lado ou outro de apertar o botão.
Com a descoberta da instalação de mísseis soviéticos em Cuba, em 1962, os EUA ameaçam um ataque nuclear e abordam navios soviéticos no Caribe. A URSS recua e retira os mísseis. O perigo nuclear aumenta com a entrada do Reino Unido, da França e da China no rol dos detentores de armas nucleares. Em 1973, as superpotências concordam em desacelerar a corrida armamentista, facto conhecido como Política da Détente. Este acordo dura até 1979, quando a URSS invade o Afeganistão. Em 1985, com a subida ao poder do líder soviético Mikhail Gorbatchov, a tensão e a guerra ideológica entre as superpotências começam a diminuir. O símbolo do final da Guerra Fria é a queda do Muro de Berlim, em 1989. A Alemanha é reunificada e, aos poucos, dissolvem-se os regimes comunistas do leste europeu. Com a desintegração da própria URSS, em 1991, o conflito entre capitalismo e comunismo cede lugar às contradições existentes entre o hemisfério norte, que reúne os países desenvolvidos, e o hemisfério sul, onde está a maioria dos subdesenvolvidos.

Considerações finais

A queda do muro de Berlim, em 1989, e o processo de decomposição do império soviético, que culminou com a autodissolução da URSS, em Dezembro de 1991, são apontados como episódios emblemáticos do fim da Guerra Fria. Entre um acontecimento e outro, ocorreu a invasão do Iraque, comandada pelos EUA. Pouco depois do encerrado o conflito, o então Presidente George Bush anunciava que chegava a hora de construir "uma nova ordem mundial". Para alguns ideólogos, o mundo que emergia do colapso, no leste da Europa, e da vitória dos EUA e dos seus aliados, no Médio Oriente, era a consagração da democracia representativa como sistema político e da economia do mercado, generalizada por um processo de mundialização sem precendentes da produção, da circulação e do sistema financeiro, enfim, sonham com a "globalização".
Ao contrário do que se pensa, tanto os EUA como a URSS beneficiaram com a guerra fria, uma vez que todos os países eram, por definição, pró-capitalistas ou pró-socialistas. Até 1989, quem tentou construir um socialismo diferente do regime burocrático da União Soviética foi logo pressionado economicamente ou militarmente a estabelecer o "verdadeiro socialismo" ou a fortalecer a economia de mercado e os laços comerciais com os Estados Unidos. Basta lembrar o exemplo da Nicarágua.
Por sua vez, as autoridades norte americana, apesar de não possuírem tanto poder de controle sobre a sociedade como as soviéticas, também fizeram uso dessa ideologia para dominar o pensamento crítico. Isso ocorreu principalmente na década de 50, ocasião em que o senador McCarthy, líder de um movimento conservador e nacionalista, conseguiu demitir alguns funcionários de instituições públicas, intervir em sindicatos de oposição, prender intelectuais mais críticos... Para além disso, usou o argumento de "defender a liberdade contra a ameaça comunista".
Há quem garanta que a peculariedade era a de que, em termos objetivos, não existia perigo iminente da guerra fria resultar num conflito mundial. No entanto, esta ideia pode ser consequência de uma visão à posteriori da história, à qual o historiador deve tentar ser o mais imparcial possível.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Deus tem uma resposta



Você diz: "Isso é impossível"
Deus diz: "Tudo é possível" (Lucas 18:27)
Você diz: "Eu já estou cansado"
Deus diz: "Eu te darei o repouso" (Mateus 11:28-30)

Você diz: "Ninguém me ama de verdade"
Deus diz: "Eu te amo" (João 3:16 & João 13:34)

Você diz: "Não tenho condições"
Deus diz: "Minha graça é suficiente" (II. Corintos 12:9)

Você diz: "Não vejo saída"
Deus diz: "Eu guiarei teus passos" (Provérbios 3:5-6)

Você diz: "Eu não posso fazer"
Deus diz: "Você pode fazer tudo" (Filipenses 4:13)

Você diz: "Estou angustiado"
Deus diz: "Eu te livrarei da angustia" (Salmos 90:15)

Você diz: "Não vale a pena"
Deus diz: "Tudo vale a pena" (Romanos 8:28)

Você diz: "Eu não mereço perdão"
Deus diz: "Eu te perdôo" (I Epistola de São João 1:9 & Romanos 8:1)

Você diz: "Não vou conseguir"
Deus diz: "Eu suprirei todas as suas necessidades" (Filipenses 4:19)

Você diz: "Estou com medo"
Deus diz: "Eu não te dei um espírito de medo" (II. Timóteo 1:7)

Você diz: "Estou sempre frustrado e preocupado"
Deus diz: "Confiai-me todas as suas preocupações" (I Pedro 5:7)

Você diz: "Eu não tenho talento suficiente"
Deus diz: "Eu te dou sabedoria" (I Corintos 1:30)

Você diz: "Não tenho fé"
Deus diz: "Eu dei a cada um uma medida de fé" (Romanos 12:3)

Você diz: "Eu me sinto só e desamparado"
Deus diz: "Eu nunca te deixarei nem desampararei" (Hebreus 13:5)
Autor Desconhecido.

Perguntas difíceis de responder

•A partir de que idade se pode dizer que uma pessoa morreu de velhice?
•Porquê que as pessoas carregam com mais força nos botões do comando quando as pilhas estão fracas?
•Se ninguém comprar bilhetes para o cinema, mesmo assim eles passam o filme?
•Se eu for dono de um terreno, esse espaço é meu até ao centro da terra?
•Os pinguins têm joelhos?
•Porquê que a laranja se chama laranja e o limão não se chama verde?
•Como é que se escreve zero em algarismos romanos.
•É possível chorar debaixo de água?
•Quando inventaram o relógio, como é que sabiam que horas eram para poder acerta-lo?
•Porquê que os Flinstons comemoravam o natal se viviam numa época antes de Cristo?
•Porquê que as pessoas que trabalham no mar são marujos e as que trabalhar no ar não são araújos?
•Porquê que os pilotos kamikaze usavam capacete?
•Porquê que a palavra "grande" é mais pequena que a palavra "pequeno"?
•Porquê que "separado" se escreve tudo junto e "tudo junto" se escreve separado?
•Porquê que se deve usar uma agulha esterilizada para dar a injecção letal a um condenado à morte?
•Porquê que uma pizza, que é redonda, vem numa caixa quadrada?
•Porquê que as pessoas quando dormem bem dizem “dormi como um bebe”, quando os bebes acordam a cada duas horas?
•Os peixes têm sede?
•De onde os agricultores conseguem sementes para plantarem melancias sem sementes?

Fonte: http://chacrinha-chacrinha.blogspot.com/

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Diferenças básicas entre o presído e o trabalho


PRESÍDIO
Você passa a maior parte do tempo numa cela 5×6m.

TRABALHO
Você passa a maior parte do tempo numa sala 3×4m.

PRESÍDIO
Você recebe três refeições por dia de graça.
TRABALHO
Você só tem uma, no horário de almoço, e tem que pagar por ela.

PRESÍDIO
Você é liberado por
bom comportamento.

TRABALHO
Você ganha mais trabalho com bom comportamento.

PRESÍDIO
Um guarda abre e fecha todas as portas para você.

TRABALHO
Você mesmo deve abrir as portas, se não for barrado pela segurança por
ter esquecido o crachá.

PRESÍDIO
Você assiste TV e joga baralho, bola, dama…

TRABALHO
Você é demitido se assistir TV e jogar qualquer coisa.

PRESÍDIO

Você pode receber a
visita de amigos e parentes.

TRABALHO
Você não tem nem tempo de lembrar deles.

PRESÍDIO
Todas as despesas são pagas pelos contribuintes, sem seu esforço.

TRABALHO
Você tem que pagar todas as suas despesas e ainda paga impostos e taxas
deduzidas de seu salário, que servem para cobrir despesas dos presos..
PRESÍDIO
Algumas vezes aparecem carcereiros sádicos…

TRABALHO
Aqui no trabalho, carcereiros usam nomes específicos: Gerente,
Diretor, Chefe…
PRESÍDIO
Você tem todo o tempo para ler piadinhas.

TRABALHO
Ah, se te pegarem…
TEMPO DE PENA
No presídio, eles saem em 15 anos.

No trabalho você tem que cumprir 35
anos, e não adianta ter bom comportamento

terça-feira, 23 de novembro de 2010

As riquezas do subsolo brasileiro


Grandes máquinas que extraem minérios.
A quantidade e variedade de minerais contidos no subsolo do Brasil são provenientes da formação geológica da superfície do país. Nesse sentido, o território é privilegiado, pois apresenta um grande potencial na produção de minérios que coloca o país em destaque no cenário mundial nesse tipo de atividade extrativista.

Dentre os muitos tipos de minérios encontrados, o país se destaca na produção, sobretudo, de ferro (hematita), estanho (cassiterita), alumínio (bauxita), manganês (pirolusita), ouro, nióbio, titânio, urânio, sal, calcário, barita, areia, caulim, níquel, chumbo, cobre, zinco etc.

A extração dos minerais citados fez do país um dos principais produtores do mundo. Esse ramo de atividade responde por cerca de 1% do Produto Interno Bruto (PIB) que é desenvolvida essencialmente por empresas estrangeiras e nacionais que dispõe de grande capital para investimento no setor ao qual é requerido.

As principais jazidas de minérios do Brasil

Serra dos Carajás (PA)

Região localizada no estado do Pará que representa uma das principais aglomerações de minério de ferro do mundo e a maior reserva do Brasil, além de conter significativas jazidas de manganês, ouro, cobre e níquel.

Vale do Trombetas (PA)

Região que abriga a maior concentração de bauxita do Brasil e uma das principais do mundo, a região responde por 79% da produção desse minério, é destinado à exportação e ao abastecimento de indústrias de alumínio.

Maciço do Urucum (MS)

Área localizada no Mato Grosso do Sul que detém uma grande jazida de ferro e manganês que ainda não foi efetivamente explorada, a parcela produtiva tem como destino o mercado argentino.

Quadrilátero Ferrífero ou Central (MG)

Região que representa o maior produtor de ferro do país, além de extrair manganês e ouro a produção é destinada à exportação e abastecimento do mercado interno.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Guerra ao Terror III

Afeganistão é maior produtor mundial de maconha, diz ONU Provedor de 90% do ópio -a matéria-prima da heroínado mundo, o Afeganistão tornou-se também nos últimos anos o maior produtor de maconha, que é cultivada em 17 de suas 34 Províncias, segundo relatório do UNODC (agência antidrogas da ONU) revelado ontem. Com a produtividade por hectare mais de três vezes maior que a do Marrocos outro grande produtor o país é responsável por colocar de 1.500 a 3.500 toneladas da droga por ano no mercado mundial. Segundo o UNODC, o cultivo da planta se estende por entre 10 mil e 24 mil hectares, sobretudo na conflagrada região sul afegã, alvo de ofensiva da Otan a aliança militar ocidental- por conta da predominância de insurgentes ligados ao Taleban.

O relatório mostra que o problema da droga no Afeganistão é mais complexo do que o tráfico de ópio", disse Antonio Maria Costa, chefe do UNODC. Como no caso do ópio, o tráfico de maconha financia a insurgência, que cobra taxas de produção e permite o trânsito seguro da droga pelo país.

FONTE: folhaonline

SISTEMAS AGRÍCOLAS



Roça: É praticada especialmente nos países de clima tropical e equatorial; caracteriza-se pela queimada da mata. É conhecida como agricultura ITINERANTE, pois com o enfraquecimento do solo, devido ao não uso de tecnologias, derruba-se uma nova área.

Jardinagem: Também pode ser considerada um sistema agrícola. Pode ser encontrado na ásia de monções (Vietnã, Camboja, Japão), utiliza poucas técnicas de produção (mão de obra abundante e barata), cultivo em pequenas e médias propriedades; policultura voltada ao mercado interno. Ex: arroz(rizicultura) e hortaliças.

Agricultura Irrigada: É o método artificial de aplicação de água na agricultura, que tem a finalidade de suprir as necessidades hídricas da planta, em caráter total ou suplementar. Isto quer dizer que a irrigação viabiliza o cultivo de espécies de plantas em locais onde, sem sua aplicação, isto seria impossível.


Plantation: Introduzida pelos colonos europeus, caracteriza-se pela MONOCULTURA de produtos tropicais, destinados ao mercado externo e exploração de mão-de-obra. EXS: Cana-de-açúcar.



AGRICULTURA DE SUBSISTÊNCIA E COMERCIAL

Subsistência: É a agricultura voltada para alimentar o agricultor e sua família. Cultivam-se vários produtos (Policultura) e o excedente é vendido ou trocado por outros produtos.








Comercial: É voltada para o comércio ou a indústria, normalmente pratica – se monocultura, num modelo empresarial, visando à obtenção de lucros e executado em grandes extensões de terras.


AGRICULTURA MODERNA

A agricultura atual é praticada com a finalidade comercial, com o uso de grandes investimentos tecnológicos e altos rendimentos. As técnicas de armazenamento e a rapidez nos transportes ocasionaram uma verdadeira revolução na agricultura.

EXS: Agricultura Mecanizada (Máquinas e Tratores de última geração); Trabalho Assalariado; Seleção de Sementes; Adubos (Correção e Fertilidade);Fertilizantes (Pesticidas e Inseticidas); Combate as Erosões; Armazéns e Transportes; Rotação de Cultura (Não desgastar o solo) e a integração com a pecuária (Produção de pasto para alimentação do gado).

PECUÁRIA

é a arte ou o conjunto de processos técnicos usados na domesticação e produção de animais com objetivos econômicos, feita no campo.

EXS: Equinocultura (criação de cavalos); Suinocultura (criação de porcos); Avicultura (criação de aves); Cunicultura (criação de coelhos); Apicultura (criação de abelhas); Piscicultura (criação de peixes); Ovinocultura (criação de ovelhas); Caprinocultura (criação de cabra, bode); Bovinocultura (criação de gado de corte e leite).


RENDIMENTOS

1. Criação Intensiva: Esse sistema é largamente utilizado na produção de carne, ovos e laticínios, exigem que os animais sejam submetidos a um alto grau de confinamento. São mantidos permanentemente presos, em compartimentos exíguos, e raramente vêem a luz do sol. Muitos deles são mutilados, sempre a sangue frio, sem aplicação de qualquer anestésico. Recebem doses maciças de químicos (hormônios e antibióticos), para que produzam mais, cresçam mais rapidamente e suportem as péssimas condições de vida. Sofrem de doenças ósseas, pelo excesso de peso e falta de mobilidade. São, enfim, tratados como peças de uma máquina cuja função é a de converter ração barata em carne, ovos e leite mais caros.


2. Criação Extensiva: Praticada em grandes áreas e ao ar livre, geralmente destinada ao abate (corte),baixos rendimentos, uso de pastagens naturais, não recebem vacinas, essa prática deriva baixa produção de carne e leite em grandes áreas. 
Fonte: http://www.kelmmanygeografia.blogspot.com