quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Horário de Verão

Começou no sábado, dia 17 de outubro , o horário de verão no Brasil e vai até a meia noite do dia 20 de fevereiro de 2011. Abrange todos os estados das regiões Centro-Oeste, Sul e Sudeste.
Nos últimos anos, a economia de energia foi em média de 5% nos estados e regiões onde foi aplicada a medida .
Sobre a não aplicação do horário de verão nos estados do Nordeste e Norte, o Ministério de Minas e Energia lembra que experiência demonstrou que a aplicação do horário de verão é mais efetiva quando abrange "regiões geo-elétricas mais definidas". Acrescenta que a opção pela aplicação nas regiões Sul e Sudeste/Centro Oeste justifica-se pelos "melhores resultados alcançados", e por se constituírem estes mercados na maior parte da carga do país.
"A sua aplicação nos submercados Norte e Nordeste não foi recomendada devido aos pequenos benefícios estimados nas avaliações do Operador Nacional do Sistema Elétrico – ONS", acrescenta o governo. Os fundamentos de aplicação do horário de verão, segundo o Ministério de Minas e Energia, mostram que "quanto mais próximo aos trópicos tal aproveitamento é mais intensivo e quando se afasta destes e se aproxima da linha do Equador, se reduz o aproveitamento, tendo em vista a menor intensificação da luz natural ao longo do dia, no verão". As localidades que estão localizadas entre os paralelos de 11° de Latitude Norte e 11° de Latitude Sul, não devem adotar o horáriode verão, pois a diferença no FOTOPERÍODO, que o período do dia coberto pela luz solar pouco varia ao longo do ano.

TIPOS DE DESEMPREGO


Define-se desemprego como a situação das pessoas que podem e querem trabalhar, mas não conseguem encontrar um emprego.
Observe atentamente a definição, pois ela condiciona toda a metodologia de construção dos índices de emprego e desemprego. Ela também está na raiz dos debates sobre metodologias distintas de apuração desses indicadores. 

Tipos de Desemprego
a) O Desemprego Estrutural ou Tecnológico
Aquele em que a vaga do trabalhador foi substituída por máquinas ou processos produtivos mais modernos, não se resolve apenas pelo crescimento econômico. Aquele trabalho executado por dezenas de trabalhadores agora só necessita de um operador, ou melhor, dezenas de empregos transformaram-se em apenas um. É claro que se a economia estiver aquecida será mais fácil para estes trabalhadores encontrarem outros postos de trabalho.
É comum associar o desemprego estrutural ao setor industrial. Este setor deixa mais evidente a perda de postos de trabalho para máquinas ou novos processos de produção, porém isto ocorre também na agricultura e no setor de prestação de serviços. Em muitos lugares, inclusive no Brasil, culpou-se a tecnologia (que estaria roubando empregos e condenando os trabalhadores à indigência). Não há dúvida de que a tecnologia participa do processo, mas é um equívoco condená-la como a vilã do desemprego estrutural.

b) O Desemprego Conjuntural ou Cíclico 
Este tipo vem de um termo usado em economia, que é baseado em uma maior disponibilidade de trabalhadores que não existem empregos para os trabalhadores. Costuma-se diretamente vinculado ao estado da economia. Baixa demanda de produtos devido à falta de confiança dos consumidores, desinteresse ou a redução no resultado de gastos do consumidor no mercado de trabalho cortando a produção. Como a produção é reduzida, as empresas de varejo que esses produtos também podem reduzir a força de trabalho, criando ainda mais desemprego conjuntural.Ou seja ele ocorre devido as crises econômicas vividas pelos países. 


c) Desemprego Sazonal
Ocorre em função das variações no ritmo e na freqüência da atividade econômica em épocas típicas do ano. Nas áreas rurais, é uma situação bastante característica: durante o período de colheita, o emprego se expande, para se contrair em seguida. No meio urbano, o emprego no comércio durante o período das festas de final de ano é outro exemplo. Ninguém considera que a queda desse tipo de emprego em janeiro represente uma “crise de desemprego”, porque é um fato sazonal que se repete todos os anos.


d) Desemprego Friccional ou Natural
É aquele que ocorre na transição de um tipo de emprego para outro. Pessoas que perderam o emprego não encontram sempre outro no momento imediatamente seguinte; há uma “fricção”, uma dificuldade de adaptação e de informação até ocorrer a recolocação. Imperfeições na informação sobre as vagas existentes, dificuldades no deslocamento da força de trabalho (os economistas referem-se à “mobilidade imperfeita da mão-de-obra”) e fatores institucionais podem retardar o regresso à População Ocupada.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Edge - Cities ou Bordas das Cidades - Supercondomínios

Imagine vários condomínios fechados em uma mesma área de um milhão de metros quadrados fora das metrópoles, e em volta delas estarem concentradas lojas de conveniência, escolas, hospitais, prédios com salas para escritórios e um amplo sistema de segurança. Esse é o conceito das edge cities, que surgiram nas décadas de 50 e 60 nos Estados Unidos e prevêem áreas planejadas no entorno das grandes cidades. Há 181 edge cities nos Estados Unidos, contra apenas 45 metrópoles. No Brasil, o modelo que mais se aproxima desse conceito é o Alphaville, que fica em São Paulo.

O que é exatamente uma edge city?

 É uma solução urbanística dos tempos modernos. As edge cities ocupam áreas gigantescas, do tamanho de cidades de médio porte e têm, inclusive, a mesma função de uma cidade, com residências, comércio, prédios de escritório e serviços. O que elas têm em comum é que ficam no entorno das grandes metrópoles. São terrenos de 500.000 metros quadrados ocupados por prédios de escritórios para profissionais liberais, mais 60.000 metros quadrados tomados por shopping centers e lojas de conveniência onde 20 ou 30 anos atrás havia apenas pastos ou pequenas residências suburbanas.

Índice de Desenvolvimento Humano ou IDH

O IDH, um índice divulgado anualmente pelo Programa das Nações Unidas para o desenvolvimento (PNUD) que avalia o nível de desenvolvimento das nações, passou este ano por alterações na sua metodologia mas os pilares basicos não foram alterados. o índice varia de 0 a 1 (quanto mais próximo de 1, melhor) e engloba três dimensões fundamentais do desenvolvimento humano: conhecimento (mensurado por indicadores de educação), saúde (medida pela longevidade) e padrão de vida digno (medido pela renda). As modificações ficaram por conta de alguns indicadores e no cálculo final do índice.
O Subíndice longevidade foi o único que não mudou e continua sendo medido pela expectativa de vida ao nascer.
No Subíndice de educação sai a taxa de alfabetização, entra a média de anos de estudo da população adulta (25 anos ou mais) e em vez de taxa bruta de matrícula passa a ser usado o número esperado de anos de estudos ( tempo que uma criança ficará matriculada, se os padrões atuais se mantiverem ao longo de sua vida escolar). Essas alterações foram feitas porque alguns países, sobretudo os do topo do IDH, haviam atingido níveis elevados de matrícula bruta e alfabetização Na avaliação do Relatório de Desenvolvimento Humano, as novas variáveis captam melhor o conceito de educação e permitem distinguir com mais precisão a situação dos países. No entanto, assim como os indicadores anteriores, não consideram a qualidade da educação.
Também houve alterações no Subíndice de renda e o PIB per capita foi substituído pela Renda Nacional Bruta (RNB) per capita, que abrange os mesmos fatores que o PIB, mas também leva em conta recursos enviados ou recebidos do exterior .Também foi mantido o modo como os valores são expressos: em dólar corrigido pela paridade do poder de compra (PPC), que leva em conta a variação do custo de vida entre os países.
Outra mudança signifcativa é na classificação quanto ao nível de desenvolvimento que deixa de ter valores fixos e passa a utilizar uma classificação relativa. A lista de países é dividida em quatro partes semelhantes. Os 25% com maior IDH são os de muito elevado , o segundo quartil representa os de alto desenvolvimento, o terceiro grupo é o de médio idh e os 25% piores , os de baixo desenvolvimento .
Esta não é a primeira vez que o IDH passa por mudanças (a disponibilidade de novos dados e as sugestões de alguns críticos fizeram com que o índice se adaptasse ao longo das últimas duas décadas),porém, a fim de possibilitar que sejam verificadas tendências no desenvolvimento humano, a equipe responsável pelo relatório usou a nova metodologia não só para calcular o IDH de 2010, mas também o de 2009 e de outros seis anos de referência: 1980, 1985, 1990, 1995, 2000 e 2005. Para o Brasil, há dados completos desde 2000.

TIRIRICA x ENEM


BRASIL: 5º maior emissor de gases de efeito estufa do mundo

As emissões brasileiras de gases que contribuem para o efeito estufa cresceram 45% em 11 anos, de 1994 a 2005, atingindo, no total emitido apenas nesse último ano, 2,19 bilhões de toneladas, indica um levantamento divulgado pelo Ministério da Ciência e Tecnologia nesta terça-feira (26).
O dado faz parte do inventário de emissões que servirá para atualizar as estatísticas sobre o país na Convenção do clima das Nações Unidas, cujos signatários voltam a se reunir no final de novembro em Cancún, no México.
O novo número consolida a posição brasileira como o 5º maior emissor de gases de efeito estufa do mundo, atrás de China, Estados Unidos, União Europeia e Indonésia.
Esse é o segundo levantamento sobre emissões produzido pelo Brasil. Na última edição, que considerou até o ano de 1994, o volume de emissões registrado nesse ano foi de aproximadamente 1,6 bilhão de toneladas.
Apesar de um crescimento acumulado de 45% em 11 anos, o governo brasileiro acredita que o país poderá fechar o ano de 2009 com 1,77 bilhão de toneladas de gases emitidos, o que representa uma queda de 19% em relação a 2005.
De acordo com o levantamento do Ministério da Ciência e Tecnologia, mudanças no uso da terra e florestas, que inclui as consequências do desmatamento, representaram 61% do total de gases do efeito estufa emitidos pelo país em 2005.
O setor agrícola, com queima de resíduos e o manejo de dejetos animais, vem em segundo lugar, com 19% do total, seguido pelo setor energético (15%) e pelo de processos industriais (3%).
No final de 2008, o Brasil assumiu como meta voluntária a redução de até 38,9% de suas emissões até 2020, considerando como base o ano de 1990.