domingo, 24 de outubro de 2010

MIGRAÇÕES NO BRASIL

No Brasil, os movimentos migratórios sempre foram muito intensos, as primeiras migrações podem ser consideradas as feitas pelos europeus, e negros africanos que foram forçados a virem para cá. De lá para os dias de hoje tivemos muitas migrações de importância fundamental para o país, como por exemplo a dos migrantes italianos no século XlX, assim como de espanhóis, eslavos, japoneses, árabes, portugueses, dentre outros.

O fundamental nesse processo, além da contribuição dada ao país por esses cidadãos, é o fato do enriquecimento cultural, com a grande variação étnico-cultural com a qual o país passou a conviver. Mas, em alguns casos, formaram-se os chamados "quistos culturais", ou seja, comunidades que preservam seus hábitos costumes e língua, sem se integrarem de forma plena a cultura nacional.

Até meados do século XX, o Brasil era um país típico de imigração, a partir da 2ª Guerra Mundial, passa a haver uma inversão nos fluxos, de imigratório o país torna-se de emigração. Hoje são milhões os brasileiros que vivem fora, principalmente em países como os EUA, Japão, Paraguai, etc. Os principais motivos que contribuem com isso são de ordem sócio econômica, ou seja, a imensa maioria dos brasileiros que daqui saem vão em busca de melhores condições de vida, emprego, salários, etc.; acontece que na maioria das vezes não são bem recebidos onde chegam, e passam a ocupar em geral os postos de trabalho relegados pelas populações dos países para onde imigraram.

As migrações internas também sempre foram muito intensas, como por exemplo a de habitantes do Nordeste que migraram em massa para o Centro-sul do Brasil com o declínio da cana de açúcar e o desenvolvimento da mineração, ou a de nordestinos que migraram para a Amazônia no chamado "Boom da borracha" no final do século XlX.

Com a industrialização nas décadas de 60 e 70, passamos a viver de forma mais intensa migrações internas no território nacional, como a de nordestinos em direção das grandes metrópoles brasileiras, Rio e S. Paulo, e o intenso êxodo rural, que fez o Brasil se tornar um país predominantemente urbano em um espaço de menos de 30 anos.

Na década de 70 os fluxos migratórios se direcionaram para a Amazônia, fruto da política de ocupação do território nacional imposta pelos militares, chamada "integrar para não entregar".

Atualmente, as antigas metrópoles industriais não são mais os locais preferidos por migrantes, por conta do processo de desconcentração industrial, novas áreas do país passam a ser pólo de atração desses cidadãos, como o interior de S. Paulo, do Paraná, etc. As migrações continuam a ser muito comuns no Brasil, tanto do campo para a cidade, assim como as urbano-urbano.

São comuns também nas grandes metrópoles brasileiras, as migrações pendulares, assim como a migração sazonal em regiões como o Nordeste.

MIGRAÇÕES NO ESPAÇO MUNDIAL

Desde o surgimento do homem a milhares de anos no continente africano, a busca por melhores condições de vida sempre foi uma das metas a serem alcançadas. Por conta disso, as primeiras sociedades eram nômades, pois migravam sempre em busca daquilo que havia se esgotado por onde já haviam passado, a sedentarização do homem só vai se dar com a chamada Revolução do Neolítico, quando o homem passa domesticar as plantas e animais, e a partir daí desenvolver a agricultura e a pecuária.

A mobilidade espacial das populações humanas, ou seja, as migrações, são motivadas por vários fatores, que podem ser: políticos, religiosos, naturais, culturais, mas sem sombra de dúvidas o fator que historicamente tem sido predominante é o econômico.

Hoje na chamada era da globalização mais do que nunca as migrações se dão por conta do fator econômico, é a busca por emprego, por melhores salários, por melhores condições de vida, etc. Com isso, verificamos uma ampliação dos fluxos de pessoas em especial, se dirigindo em direção dos países mais desenvolvidos, são principalmente pessoas oriundas de países subdesenvolvidos, o que tem gerado graves problemas políticos que ressurgem no mundo atual, como por exemplo a volta do nazismo na Europa, na figura dos chamados neonazistas, ou as barreiras impostas pela União européia e os EUA para imigrantes.

TIPOS DE MIGRAÇÃO

Entende-se por migração, qualquer mobilidade espacial feita por sociedades humanas.

A migração é um movimento que de um lado se configura em emigração, quando o movimento é de saída de um determinado país; e imigração, quando o movimento é de entrada em um determinado país.

Com isso temos países que são considerados países de emigração (aqueles onde predomina a saída de pessoas), e países de imigração (aqueles onde predomina a entrada de pessoas).

As migrações podem ser de vários tipos.

Se considerarmos o espaço de deslocamento temos:

a) Migração internacional ou externa: aquela que se realiza de um país para o outro.

b) Migração nacional ou interna: aquela que se realiza dentro do mesmo país. Essa se subdivide em :

b.1) Migração inter-regional: aquela que se realiza de uma região para outra.

b.2) Migração intra-regional: aquela que se realiza dentro da mesmo região.

Se levarmos em consideração o tempo de permanência do migrante temos:

a) Migração definitiva: quando a migração se dá sem que o migrante saia mais do local para onde foi, ou que não voltei mais para o local de onde saiu.

b) Migração temporária: quando a migração se dá por um tempo que pode ser determinado ou indeterminado.

Se considerarmos a forma como se deu a migração (causas) temos:

a) Migração espontânea: quando ela se dá por vontade própria do migrante.

b) Migração forçada: quando ela se dá por uma vontade externa ao interesse do migrante.

c) Migração planejada: quando ela se dá de forma planejada afim de cumprir um determinado objetivo.

ALGUNS TIPOS DE MIGRAÇÕES INTERNAS

Dentre as migrações internas temos os seguintes movimentos:

a) Êxodo rural: tipo de migração que se dá com a transferência de populações rurais para o espaço urbano. Esse tipo de migração em geral tende a ser definitivo. As principais causas dele são: a industrialização, a expansão do setor terciário e a mecanização da agricultura.

O êxodo rural está diretamente ligado ao processo de Urbanização.

b) Êxodo urbano: tipo de migração que se dá com a transferência de populações urbanas para o espaço rural. Hoje em dia é um tipo de migração muito incomum.

c) Migração urbano-urbano: tipo de migração, que se dá com a transferência de populações de uma cidade para outra. Tipo de migração muito comum nos dias atuais.

d) Migração sazonal: tipo de migração que se caracteriza por estar ligada as estações do ano. É uma migração temporária onde o migrante sai de um determinado local em um determinado período do ano, e posteriormente volta, em outro período do ano, é a chamada transumância. É o que acontece por exemplo com os sertanejos do Nordeste brasileiro.

e) Migração diária ou pendular: tipo de migração característico de grandes cidades, no qual milhões de trabalhadores saem todas as manhãs de sua casa em direção do seu trabalho, e retornam no final do dia. Os momentos de maior aglomeração de pessoas são chamados de rush Isso se dá em virtude da periferização dos trabalhadores que muitas vezes moram a vários quilômetros de distância de seu trabalho, em alguns casos até mesmo em outras cidades que passam a ser chamadas de cidades dormitório. Nesse tipo de migração está incluído o commuting, movimentação diária de pessoas que moram em um país e trabalham ou vão buscar serviços em outro, os chamados transfronteiriços ou commuters.

f) Nomadismo: tipo de migração, que se caracteriza pelo deslocamento constante de populações em busca de alimentos, abrigo, etc. Esse tipo de migração é típico de sociedades primitivas e por conta disso se encontra em extinção.

CONSEQÜÊNCIAS DAS MIGRAÇÕES

Várias são as conseqüências das migrações, segundo COELHO e TERRA (2001), podemos destacar as seguintes:

a) Contribuição e influência no processo de ocupação e povoamento, na distribuição geográfica da população e, é claro, no próprio desenvolvimento econômico;

b) Contribuição no processo de miscigenação étnica e na ampliação e difusão cultural entre povos;

c) Quando a emigração significa perda de mão de obra qualificada (fuga de cérebros), os prejuízos para o país emigratório são enormes, ao passo que para o país imigratório as vantagens são muito grandes.

d) Podem acarretar mudanças de costumes, concorrência à mão de obra local e problemas políticos ideológicos, raciais, etc.

e) Vantagens econômicas para os países que não tem condições de atender as necessidades básicas de suas populações.

Causas ou motivos das migrações


Econômicas - provavelmente deverá ser a causa fundamental que leva as pessoas a migrarem, quase sempre resultante da diferença de desenvolvimento socioeconómico entre países ou entre regiões. Quase sempre, nestes casos, os indivíduos migram porque querem assegurar noutros locais um melhor nível de vida, onde os salários são mais elevados, as condições de trabalho menos pesadas, onde a assistência social é mais eficaz, enfim, vão para onde pensam ir encontrar uma vida mais agradável.......o que, diga-se de passagem, nem sempre acontece. Por exemplo, ir trabalhar para a Alemanha, pois dum modo geral, os salários lá, são mais elevados.

Naturais - de um modo geral, este motivo de migrações, leva a que sejam migrações forçadas, pois devido a causas naturais (cheias, terramotos, secas, vulcões...) a vida e a sobrevivência das pessoas fica em risco, pelo que se vêem forçadas a abandonar os seus locais de residência.

Turísticas - são as que se efectuam normalmente, pela maioria das pessoas, em determinadas épocas (ou estações) do ano, que por isso mesmo, também são uma forma de migrações sazonais. São aquelas deslocações que se efetuam no período das férias de Verão, Natal, Páscoa, etc...

Laborais - São todas as deslocações que se efetuam por motivos profissionais. Podem também ser sazonais e dum modo geral, são temporárias. Um exemplo muito fácil de compreenderem, é o dos docentes, que na sua maioria, são colocados (muitas vezes sem grande vontade) quase todos os anos lectivos em escolas diferentes e por vezes, longe das suas residências.

Políticas - São dum modo geral migrações externas, que devido a mudanças nos governos de países, alguns habitantes se vêem forçados (mas nem sempre) a saírem desse país. Por exemplo, quando se deu a independência de alguns países africanos, muitos dos seus habitantes tiveram de sair deles e ir para outros países; aconteceu com os portugueses em Angola, Moçambique, Guiné, mas também com franceses em Marrocos, Argélia, Indochina, ou com ingleses na ex-Rodésia, etc...

Étnicas - esta palavra, muitas vezes confundida com racismo, tem mais a ver com diferenças entre culturas e povos, podendo ou não ser da mesma raça. Por exemplo, na II Guerra Mundial, havia muitos judeus na Alemanha e, para Hitler, eles constituíam um povo inferior, pelo que tentou exterminá-los, contudo, eles eram ambos (alemães e judeus) de raça branca. Também recentemente, na ex-Jugoslávia, muitos povos se viram forçados a emigra apenas por pertencerem a outra cultura.

Religiosos - há muitas migrações, muitas delas externas, cujo único objectivo é a deslocação a um determinado centro de fé, de acordo com a religião de cada indivíduo. Como exemplo podem-se citar as peregrinações a Fátima, Santiago de Compostela (Espanha), Lourdes (França), Meca (Arábia), entre muitos outros espalhados pelo mundo. Aliás, a titulo de curiosidade, a religião muçulmana obriga cada um dos seus crentes a deslocarem-se pelo menos uma vez na vida, a Meca, ao túmulo do profeta.

Culturais - poucos consideram este motivo uma causa de migração, contudo, há muitas pessoas que se deslocam (normalmente temporariamente) para outros locais, apenas com uma finalidade cultural, ou de enriquecimento de conhecimentos. Por exemplo, ir a outro país tirar um curso de pós graduação, ou um doutoramento.... ter de sair do local de residência porque a universidade/faculdade onde um estudante conseguiu entrar se situa muito longe, etc...

Tratamento de Saúde - Milhares de pessoas no mundo inteiro deslocam-se entre fronteiras, visando conseguir cura para alguma enfermidade.

Turísmo - è nos dias atuais o mais importante dos movimentos migratórios desnvolvido pela população mundial, Embora muitos especialistas não gostem de destacar estes deslocamentos temporários como tal.

Conflitos atuais

TIPOS DE CONFLITOS, ASCENSÃO DO NACIONALISMO, FUNDAMENTALISMO RELIGIOSO, FORÇAS INTERNACIONAIS

 A multiplicação dos conflitos internos é uma característica marcante da última década do século XX. A desintegração de Estados socialistas – principalmente a União Soviética (URSS) e a Iugoslávia – faz renascer rivalidades étnicas e religiosas que haviam sido congeladas por regimes totalitários. Confrontos herdados da Guerra Fria, como a guerra civil em Angola, também resistem à chegada do ano 2000. Ao mesmo tempo, avançam as negociações de paz em algumas regiões, com destaque para o Oriente Médio, a Irlanda do Norte e Timor Leste. Aumenta ainda a capacidade de intervenção militar dos Estados Unidos (EUA) nas zonas de conflito, por causa da ausência de rivais geopolíticos de porte. A Federação Russa, que até então disputava a hegemonia mundial com os norte-americanos, atravessa os anos 90 mergulhada em uma grave crise interna. 

 Os conflitos são classificados em quatro categorias, de acordo com as forças em litígio. A primeira envolve dois ou mais Estados. As demais tratam de disputas internas: guerra civil ou guerrilha para mudança de regime; separatista decorrente de ocupação estrangeira; e separatista no interior de um Estado. Os conflitos podem também ter forte conotação étnica ou religiosa. A guerra civil no Afeganistão, por exemplo, opõe fundamentalistas muçulmanos da milícia Taliban (patane) a grupos islâmicos de outras etnias (tadjique, uzbeque e hazará). A origem religiosa distinta é fonte de tensão no Sri Lanka, onde tâmeis (hinduístas) e cingaleses (budistas) estão em luta desde os anos 80. 

 TIPOS DE CONFLITOS – Ao todo, 27 confrontos armados acontecem no mundo, segundo o Anuário Sipri, publicado em 2009 pelo Instituto Internacional de Pesquisas sobre a Paz, de Estocolmo, na Suécia. A grande maioria é interna, e as guerras entre Estados praticamente inexistem. O fato mais importante do ano no cenário internacional é a campanha de bombardeios da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) contra a Iugoslávia, liderada pelos EUA. Esse é o primeiro ataque da Otan a uma nação soberana em seus 50 anos de história. 

 Guerra entre Estados – Embate entre exércitos nacionais regulares. Até o final de 1999, o mais sério deles é a disputa entre Índia e Paquistão, duas potências nucleares, pela posse da região da Caxemira. Vários países do centro e do sul da África também estão envolvidos em um confronto que se desenrola no território da República Democrática do Congo (RDC) e tem como epicentro a rivalidade ancestral entre as etnias hutu e tutsi. 

 Guerra civil ou guerrilha – Conflito em que movimentos armados ambicionam derrubar o governo de um determinado país. Atualmente, um dos mais expressivos são as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), que controlam uma área desmilitarizada de 42 mil quilômetros quadrados na nação. Na Argélia, as guerrilhas fundamentalistas Frente Islâmica de Salvação (FIS) e Grupo Islâmico Armado (GIA) reivindicam a criação de um Estado teocrático. 

 Separatismo decorrente de ocupação estrangeira – Confronto provocado por uma invasão militar externa. Nessa categoria, merece destaque a reivindicação dos palestinos pelo reconhecimento de um Estado independente nos territórios ocupados por Israel em 1967 – Faixa de Gaza e Cisjordânia. Outro exemplo é o conflito separatista em Timor Leste, ex-colônia portuguesa de maioria católica anexada pela Indonésia, em 1975. 

 Separatismo no interior de um Estado – Choque entre forças oficiais e movimentos internos – em geral, ligados a minorias étnicas ou religiosas – que têm como objetivo a formação de Estados independentes. É o caso do Exército Republicano Irlandês (IRA), partidário da autonomia dos católicos, grupo minoritário na Irlanda do Norte, uma província do Reino Unido. 

 ASCENSÃO DO NACIONALISMO – As tensões mais emblemáticas do período pós-Guerra Fria ocorrem em países do extinto bloco comunista, no Leste Europeu. A falência do modelo de partido único e a liberalização do regime estimulam um desordenado processo de afirmação das particularidades nacionais. Dezenas de movimentos voltados para a recuperação de tradições históricas, culturais, étnicas e religiosas surgem na ex-URSS e na Iugoslávia. Atualmente, a principal ameaça à unidade territorial da Federação Russa é a Chechênia, onde muçulmanos estão em guerra contra o poder central russo pela independência da região. A luta separatista dos abkházios e dos ossetas na vizinha Geórgia também ganha impulso após a dissolução da URSS. Em muitos casos, a difícil situação econômica faz com que essa tendência de "retorno às origens" seja manipulada por líderes populistas. Com o objetivo de apontar vilões para a crise, dirigentes como o sérvio Slobodan Milosevic incitam antigas inimizades e ressentimentos entre os povos – neste caso, as que opõem croatas e sérvios nos Bálcãs. O nacionalismo também se manifesta em regiões periféricas da economia mundial, a exemplo da África Subsaariana, onde as fronteiras políticas instituídas com a colonização e, posteriormente, com a independência não obedecem às divisões étnicas, religiosas e lingüísticas da população. Durante a Guerra Fria, as elites de vários países africanos mantêm a coesão nacional graças ao apoio dos EUA ou da URSS. Sem esse suporte, Estados como a Repúplica Democrática do Congo, Serra Leoa e Somália enfrentam guerras violentas. 

 FUNDAMENTALISMO RELIGIOSO – O fortalecimento de grupos fundamentalistas – que buscam nos fundamentos da religião a base para a organização da vida social e política – é visto como resposta à incapacidade dos governos de solucionar o problema do aumento da miséria e do desemprego e da concentração de renda. Em regiões de forte tradição religiosa, facções fundamentalistas assumem a vanguarda do combate ao modelo econômico vigente. É o caso do mundo árabe – que inclui nações como Argélia, Egito e Jordânia –, onde o fundamentalismo se torna o maior desafio aos dirigentes alinhados com o Ocidente. Na Índia, o governo ultranacionalista hindu conquista o apoio das camadas populares com medidas que reafirmam a essência hinduísta do país e, ao mesmo tempo, abalam o ideal de um Estado secular incorporado a sua Constituição. 

 FORÇAS INTERNACIONAIS – Nos anos 90, os EUA comandam as maiores coalizões militares internacionais formadas após o fim da II Guerra Mundial. A primeira atua na Guerra do Golfo (1991), quando o Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas) autoriza o ataque ao Iraque. Em 1999, o bombardeio à Iugoslávia ocorre diante da ameaça de que a repressão aos albaneses de Kosovo provocasse um grande conflito próximo à Europa Ocidental. Como a Federação Russa – aliada da Iugoslávia – poderia vetar a ofensiva externa no Conselho de Segurança, os EUA planejam a operação por meio da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), aliança militar ocidental que lideram.
 Intervenções de tropas norte-americanas na Somália (1992-1994) e no Haiti (1994-1995), por outro lado, não alcançam o objetivo de pôr fim aos conflitos nesses países.
 Ações humanitárias – A década de 90 também registra a crescente participação da comunidade internacional em operações de caráter humanitário. Organizações como a Cruz Vermelha e a Médicos sem Fronteiras estão presentes em vários conflitos com o objetivo de dar alívio imediato a populações civis ameaçadas. É cada vez mais importante o papel de entidades como a Anistia Internacional ou a Human Rights Watch, que denunciam a perseguição política e a violação dos direitos humanos por regimes que cometem crimes contra os próprios povos.

O mundo em conflito 
 

sábado, 23 de outubro de 2010

POPULAÇÃO MUNDIAL E BRASILEIRA (04)

As conseqüências do envelhecimento da população mundial



Todos os países do mundo passam, passaram ou passarão por “certas” fases do crescimento demográfico que são característicos na humanidade. São 3 momentos.
No primeiro momento a natalidade e a mortalidade são muito altas, então a população do pais cresce muito pouco.

No segundo momento a natalidade continua relativamente alta e as taxas de mortalidade diminuem consideravelmente, havendo assim uma explosão demográfica. Todos os países passaram por esse momento, principalmente os subdesenvolvidos, onde a política é muito fragilizada.

No terceiro momento, é justamente o que alguns países desenvolvidos estão passando. É quando a taxa de natalidade cai muito e a de mortalidade também. A conseqüência disso, é a diminuição da parcela de jovens, e o aumento significativo da população idosa, portanto havendo um envelhecimento da população.

Os países mais desenvolvidos já estão nessa fase, e a tendência é que os emergentes também sigam. O Brasil, por exemplo, esta caminhando para essa fase, no entanto os países subdesenvolvidos ainda sofrem a segunda fase, em que há um aumento populacional muito intenso.

Quando se discute esses problemas de população, é quase certo que o mundo passe por um momento histórico, em que a maior parte da população mundial seja idosa.

Mas, quais as conseqüências desse envelhecimento?

O primeiro problema será a falta de jovens no mercado de trabalho, uma vez que essa parcela da população é muito ativa e importantíssima para a economia. A falta de jovens, também elevaria os custos de mão-de-obra, causando assim vários transtornos à economia. E o aumento significativo da população idosa.

O segundo problema seria a elevação dos custos de previdência social, uma vez que quando as pessoas forem envelhecendo, naturalmente ela começarão a se aposentar.

Outro problema será os autos custos com saúde, pois a grande massa de idosa naturalmente ira necessitar de auxilio médico, elevando assim os custos.

Portanto, esses custos pesarão muito na economia tanto dos países subdesenvolvidos quanto a dos países desenvolvidos, e naturalmente será um problema econômico grave.

Então esse vai ser o nosso futuro, em que todos nos sofreremos e participaremos!

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

POPULAÇÃO MUNDIAL E BRASILEIRA (03)

ESTRUTURA DA POPULAÇÃO

1- Estrutura ocupacional
Com base na estrutura ocupacional a população de um país pode ser dividida em dois grupos:
a)       População economicamente ativa (PEA): corresponde as pessoas que trabalham em um dos setores formais da economia ou que estão a procura de emprego. Subdividi-se em, desempregados e população ocupada.
b)       População economicamente inativa (PEI) ou população não economicamente ativa (PNEA): corresponde a parcela da população que não está empregada como crianças, velhos, deficientes, estudantes, etc., ou que não exercem atividades remuneradas como donas de casa. Esse camada da sociedade demanda grandes investimentos sociais, e é bancada pela população ativa.

1.1-  Desemprego e Subemprego:
Hoje o maior problema enfrentado pela maioria dos países do mundo é o desemprego, ele é uma realidade não apenas em países subdesenvolvidos mas também, em países altamente desenvolvidos como a Alemanha.
O desemprego se divide em dois tipos fundamentais:
a)       Desemprego conjuntural: que é aquele que está ligado a conjunturas de crise econômica, nas quais a oferta de empregos e os postos ocupados diminuem.
b)       Desemprego estrutural ou tecnológico: que está ligado a estrutura produtiva, e aos avanços tecnológicos introduzidos na produção, em substituição da mão de obra humana, como o que é gerado pela robótica.
Além do desemprego, é comum hoje a existência dos chamados subempregos, onde o trabalhador além de trabalhar na maioria das vezes em condições precárias, ganha baixíssimos salários e não tem nenhuma garantia legal. Esse tipo de atividade é muito comum hoje em países subdesenvolvidos como o Brasil, onde o número de subempregados é enorme, e grande parte da população depende do trabalho dessas pessoas.

1.2-  Trabalho infantil 
Além do fato de a juventude ser a maior afetada com o desemprego, existe nos países subdesenvolvidos o problema do trabalho infantil, o qual é gerado por sérios problemas econômicos e sociais enfrentados por esses países, onde crianças precisam trabalhar para ajudar na renda familiar. Muitas vezes as condições de trabalho que se encontram essas crianças é de completa insalubridade. Além disso outros problemas como o abandono dos estudos são gerados em virtude desse tipo de atividade.
No Brasil o número de criança que trabalham é muito grande, isso se deve em especial, pelo fato de grande parte dos chefes de famílias brasileiros, não terem condições de arcar sozinhos com os gastos familiares, o que faz com que milhares de crianças tenham que  trabalhar. É muito comum também no Brasil, os adultos se aproveitarem das crianças, fazendo com que elas trabalhem enquanto o próprio adulto não busca o que fazer.

1.3-  Setores da economia
A economia dos países se divide em 3 setores chamados de formais, pois, contribuem com a arrecadação de impostos, assinam carteira, dentre outras formalidades legais.
São eles os seguintes:
a)       Setor primário: que envolve em geral atividades ligadas ao meio rural, como, a agricultura, pecuária, extrativismo vegetal e a pesca.
b)       Setor secundário: que envolve as atividades industriais.
c)       Setor terciário: que envolve as atividades do comércio, prestação de serviços, funcionalismo público, etc.
È importante ressaltar que o espaço onde se desenvolvem essas atividades não é rígido, ou seja, podemos ter atividades primárias no espaço urbano, como o que ocorre com os cinturões verdes, ou atividades secundárias no espaço rural, como o que ocorre na agroindústria.
Hoje em dia em virtude do grande avanço tecnológico, alguns autores passam a trabalhar com a idéia de um setor quaternário, onde se desenvolveriam as atividades de pesquisa de ponta, envolvendo universidades, centros de pesquisas, etc., esse setor surge em função da Revolução Tecnocientífica em andamento.
No Brasil, e em outros países subdesenvolvidos, se dá a chamada hipertrofia (inchaço) do setor terciário, que por sua vez tem gerado a proliferação de atividades informais.
Esse processo decorre do intenso êxodo rural que gera um inchaço no setor terciário urbano, na medida em que a indústria atual utiliza cada vez menos mão de obra. Fazendo com que muitas pessoas especialmente nos grandes centros do país, tenham que depender de atividades informais, os chamados subempregos, além do que contribui com o aumento da criminalidade, na medida em que muitos trabalhadores passam a desenvolver atividades à margem da lei para poder sustentar suas famílias.

1.4-  A participação da mulher no mercado de trabalho.
Apesar de crescente, a participação das mulheres no mercado de trabalho não tem significado ainda melhorias das condições de vida, pelo contrário, pesquisas mostram que com o aumento de lares liderados por mulheres, houve uma redução na renda familiar. Isso se deve ao fato de as mulheres em média ganharem salários mais baixos que os homens para desempenharem as mesmas funções. As causas que estão por trás deste fato são por exemplo:
-          a herança patriarcal de nossa sociedade;
-          o machismo ainda muito forte e presente no nosso dia-a-dia;
-          a desvalorização do trabalho doméstico;
-          o preconceito que coloca a mulher como sexo frágil.
Além dos menores salários, do preconceito, do machismo, etc., as mulheres ainda tem que enfrentar as jornadas duplas ( trabalho e casa ) ou triplas ( casa, trabalho e estudos ). Também é a mulher a maior vítima da violência doméstica, em geral praticada por maridos violentos.
Mesmo com todas essas dificuldades, as mulheres vem avançando em seus direitos e conseguindo espaços cada vez maiores na nossa sociedade, como por exemplo o fato de a maioria dos universitários brasileiros serem mulheres.

PIRÂMIDE ETÁRIA

Gráfico populacional que leva em consideração a estrutura sexual da população ( homens e mulheres ) e as faixas etárias - 0 à 19 anos jovens, 20 à 59 adultos, e 60 ou + anos idosos.
A estrutura da pirâmide é a seguinte:
-          Base: corresponde aos jovens.
-          Meio: corresponde aos adultos.
-          Topo ou ápice: corresponde aos idosos.


A análise das pirâmides nos permite verificar a situação de desenvolvimento ou subdesenvolvimento dos países.
Exemplo: uma pirâmide de base larga, indica grande crescimento vegetativo; o topo estreito, indica baixa expectativa de vida, o que nos faz concluir que essa seja de um país subdesenvolvido. Por outro lado, uma base mais estreita, indica pequeno crescimento vegetativo; um topo mais largo, indica grande expectativa de vida, o que nos leva a concluir que seja um país desenvolvido.
A análise das pirâmides etárias é de fundamental importância para os estudos de população.
No Brasil, temos verificado uma mudança na pirâmide etária, que tem alargado o topo, e estreitado a base. Essas mudanças decorrem em especial da urbanização do país, que mudou significativamente o modo de vida de grande parte dos brasileiros, principalmente com relação aos filhos, e também garantiu avanços fundamentais a nível médico-sanitário.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Dica da Semana - Pleonasmo


"Encarar de frente"?

"Adriane Galisteu decidiu encarar de frente o escândalo das passagens aéreas da Câmara dos Deputados."

No fragmento acima, encontramos um caso de pleonasmo. Trata-se de uma expressão redundante, que, na linguagem falada, ganha efeito de realce (ênfase). Na linguagem escrita, porém, não se recomenda o emprego de expressões desse tipo.

"Encarar de frente" ou "enfrentar de frente" resumem-se a "encarar" ou "enfrentar" simplesmente. Há muitas outras a evitar: em vez de "sair para fora", empregue-se apenas "sair", já que "sair" contém a ideia de "ir para fora". Não se diz "hemorragia de sangue", pois "hemorragia" é o escoamento de sangue fora dos vasos sanguíneos.

"Teto máximo" e "piso mínimo" também são pleonasmos. Basta dizer "teto salarial" e "piso salarial", entendidos teto e piso, respectivamente, como valor máximo e valor mínimo. São muitos os casos. Convém ficar atento.

Abaixo, o texto corrigido:

Adriane Galisteu decidiu encarar o escândalo das passagens aéreas da Câmara dos Deputados.

ENEM 2010

O Enem vem aí... está preparado?


Vem aí o Enem 2010, nos dias 6e 7 de Novembro, e o essêncial dessa prova será exclusivamente o raciocínio. Dessa forma, não se deve fazer perguntas do tipo "O que cai no Enem?" ja que a preocupação do estudante deverá ser em como os assuntos serão abordados e que tipo de análises serão exigidas.

Mas é possível se preparar para essa avaliação? Claro que sim, praticando a leitura em textos coloquiais e formais, quadrinhos, diagramas e gráficos etc; mantendo-se atualizado através dos meios de comunicação; praticando a escrita, e elaborando redações.

Estar "antenado" sobre os assuntos do momento, como questões relativas pro exemplo ao aquecimento global, à futura escassez de água, à demanda por formas alternativas de energia, é uma ótima alternativa. Há outros assuntos que podem render temas para a redação como a relação entre esporte, educação e transformação social, educação e violência, o capitalismo e sua influência na economia etc. Mas "estar por dentro" desses assuntos não garante sucesso se quem fizer a prova não souber como lidar com esses conhecimentos e assimresolver problemas com a coerência que a prova necessita.

Como é uma prova que privilegia leitura, os principais erros cometidos pelos participantes são a falta de atenção e compreensão adequadas das propostas das questões. Por isso, não tenha medo e nem pressa de ler para que você assim possa compreenda e ter maiores chances de sucesso.

Com relação à véspera da prova, procure seguir seu ritmo normal, sem cometer excessos. Não invente nem tente seguir "receitas milagrosas" para melhorar seu rendimento na prova. Durma bem, acorde cedo, alimente-se adequadamente antes de sair de casa. Saia com antecedência para chegar dentro do horário e suprimir fatores adicionais de estresse. Ao iniciar a prova, concentre-se na leitura, tenha calma e paciência. E aproveite todo o tempo disponível para fazê-la. Não tenha pressa em sair da sala e não se preocupe com os colegas ao lado. Nessa prova eles não são seus concorrentes. A batalha é sua e por você mesmo. É uma questão de superação pessoal. Boa sorte e boa prova!