quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Dica da Semana - Pleonasmo


"Encarar de frente"?

"Adriane Galisteu decidiu encarar de frente o escândalo das passagens aéreas da Câmara dos Deputados."

No fragmento acima, encontramos um caso de pleonasmo. Trata-se de uma expressão redundante, que, na linguagem falada, ganha efeito de realce (ênfase). Na linguagem escrita, porém, não se recomenda o emprego de expressões desse tipo.

"Encarar de frente" ou "enfrentar de frente" resumem-se a "encarar" ou "enfrentar" simplesmente. Há muitas outras a evitar: em vez de "sair para fora", empregue-se apenas "sair", já que "sair" contém a ideia de "ir para fora". Não se diz "hemorragia de sangue", pois "hemorragia" é o escoamento de sangue fora dos vasos sanguíneos.

"Teto máximo" e "piso mínimo" também são pleonasmos. Basta dizer "teto salarial" e "piso salarial", entendidos teto e piso, respectivamente, como valor máximo e valor mínimo. São muitos os casos. Convém ficar atento.

Abaixo, o texto corrigido:

Adriane Galisteu decidiu encarar o escândalo das passagens aéreas da Câmara dos Deputados.

ENEM 2010

O Enem vem aí... está preparado?


Vem aí o Enem 2010, nos dias 6e 7 de Novembro, e o essêncial dessa prova será exclusivamente o raciocínio. Dessa forma, não se deve fazer perguntas do tipo "O que cai no Enem?" ja que a preocupação do estudante deverá ser em como os assuntos serão abordados e que tipo de análises serão exigidas.

Mas é possível se preparar para essa avaliação? Claro que sim, praticando a leitura em textos coloquiais e formais, quadrinhos, diagramas e gráficos etc; mantendo-se atualizado através dos meios de comunicação; praticando a escrita, e elaborando redações.

Estar "antenado" sobre os assuntos do momento, como questões relativas pro exemplo ao aquecimento global, à futura escassez de água, à demanda por formas alternativas de energia, é uma ótima alternativa. Há outros assuntos que podem render temas para a redação como a relação entre esporte, educação e transformação social, educação e violência, o capitalismo e sua influência na economia etc. Mas "estar por dentro" desses assuntos não garante sucesso se quem fizer a prova não souber como lidar com esses conhecimentos e assimresolver problemas com a coerência que a prova necessita.

Como é uma prova que privilegia leitura, os principais erros cometidos pelos participantes são a falta de atenção e compreensão adequadas das propostas das questões. Por isso, não tenha medo e nem pressa de ler para que você assim possa compreenda e ter maiores chances de sucesso.

Com relação à véspera da prova, procure seguir seu ritmo normal, sem cometer excessos. Não invente nem tente seguir "receitas milagrosas" para melhorar seu rendimento na prova. Durma bem, acorde cedo, alimente-se adequadamente antes de sair de casa. Saia com antecedência para chegar dentro do horário e suprimir fatores adicionais de estresse. Ao iniciar a prova, concentre-se na leitura, tenha calma e paciência. E aproveite todo o tempo disponível para fazê-la. Não tenha pressa em sair da sala e não se preocupe com os colegas ao lado. Nessa prova eles não são seus concorrentes. A batalha é sua e por você mesmo. É uma questão de superação pessoal. Boa sorte e boa prova!

POPULAÇÃO MUNDIAL E BRASILEIRA (02)


CRESCIMENTO DEMOGRÁFICO

Segundo a teoria da transição demográfica, o crescimento populacional se daria em fases, o período anterior a transição ou pré-transicional, conhecido como regime demográfico tradicional, seria aquele no qual as taxas de natalidade e mortalidade seriam elevadas, fazendo com que o crescimento vegetativo fosse pequeno. A grande ruptura com esse período começa a se dar nos países desenvolvidos com a Revolução industrial, já nos subdesenvolvidos isso ocorre apenas em meados do século XX. O período posterior a transição ou pós-transicional, chamado de regime demográfico moderno, se daria quando as taxas de natalidade e mortalidade baixassem. Devido ao fato de que as taxas de mortalidade caem primeiro que as de natalidade, durante a transição viveria-se um período de intenso crescimento populacional, chamado de explosão demográfica, processo pelo qual passam ainda hoje vários países subdesenvolvidos.
O Brasil já superou a fase de explosão e começa a entrar na fase de estabilização da população, o que faz com que comece a haver um maior equilíbrio na pirâmide etária do país.

TEORIAS DEMOGRÁFICAS

1-   Lei de Malthus ou Malthusianismo
No final do século XVIII, o pastor anglicano Thomas Robert Malthus, laçou sua famosa teoria, segundo a qual a razão para a existência da miséria e das enfermidades sociais, seria o descompasso entre: a capacidade de produção de alimentos, que se daria numa progressão aritmética(1,2,3,4,5), em relação ao crescimento populacional que se daria numa progressão geométrica (1,2,4,8,16).
Malthus chegou a propor que só deveriam Ter filhos aqueles que podessem criar, e que os pobres em decorrência disso deveriam se abster do sexo. Além disso defendia a tese de que o estado não deveria dar assistência a saúde das populações pobres. Para ele, se não acontecessem "obstáculos positivos", como guerras, epidemias , que causassem grande mortandade, o desequilíbrio entre a produção de alimentos e o crescimento populacional, geraria o caos total.
Malthus errou, pois a tecnologia possibilitou um aumento exponencial na produção de alimentos que hoje são produzidos a taxas superiores as do crescimento populacional, além disso, temos verificado uma tendência a estabilização do crescimento populacional nos países desenvolvidos, além de uma desaceleração do crescimento em grande parte dos países subdesenvolvidos, especialmente nas últimas décadas.
Com isso podemos concluir que, se há fome no mundo e no Brasil hoje, isso não se deve a falta de alimentos ou ao excesso de pessoas, mas a má distribuição e destinação dos mesmos.

2- Neomalthusianismo
No pós 2ª Guerra Mundial, o crescimento populacional acelerado nos países subdesenvolvidos, fez despertarem os adeptos de Malthus chamados de neomalthusianos.
Segundo eles, a pobreza e o subdesenvolvimento seriam gerados pelo grande crescimento populacional, e em virtude disso seriam necessárias drásticas políticas de controle de natalidade, que se dariam através do famoso e bastante difundido, "planejamento familiar". Muitos países subdesenvolvidos adotaram essas políticas anti-natalistas, mas com exceção da China onde a natalidade caiu pela metade em quarenta anos nos outros praticamente não surtiu efeito.
Hoje em dia existem também os chamados ecomalthusianos, que defendem a tese de que o rápido crescimento populacional geraria enorme pressão sobre os recursos naturais, e por conseqüência sérios riscos para o futuro.
No Brasil nunca chegou a acontecer um controle de natalidade rígido por parte do estado nacional, mas a partir da década de 70 o governo brasileiro passou a apoiar programas desenvolvidos por entidades nacionais e estrangeiras como a Fundação Ford, que visavam o controle de natalidade no país.

3-  Reformistas ou marxistas
Diferentemente do que defendem os neomalthusianos, os demógrafos marxistas, consideram que é a própria miséria a responsável pelo acelerado crescimento populacional. E por conta disso, defendem reformas de caráter sócio-econômico que possibilitem a melhoria do padrão de vida das populações dos países subdesenvolvidos, segundo eles isso traria por conseqüência o planejamento familiar espontâneo, e com isso a redução das taxas de natalidade e crescimento vegetativo, como ocorreu em vários países hoje desenvolvidos.

4. Ecomalthusianismo 
Dizem que a causa dos problemas ambientais é o elevado crescimento demográfico dos Países em Desenvolvimento, pois a elevaçao da natalidade faz com que seja necessário a incorporação de novas áreas para produzir alimentos e habitação. Propôem como solução o uso generalizado de anticoncepcionais(PLANEJAMENTO  FAMILIAR).

POPULAÇÃO MUNDIAL E BRASILEIRA


O estudo da população é fundamental para podermos verificar a realidade quantitativa e qualitativa da mesma. Para governantes em especial, é de fundamental importância pois, permite traçar planos e estratégias de atuação, além de poder desenvolver um planejamento de interesse social.
A população deve ser entendida como um recurso na medida em que representa mão de obra para o mercado de trabalho, soldados para a defesa nacional, dentre outras coisas.
O ramo do conhecimento que estuda a população chama-se Demografia, portanto o profissional da área é o demógrafo.

CONCEITOS DEMOGRÁFICOS

Alguns conceitos demográficos são fundamentais para a análise da população, abaixo iremos elencar alguns:

População absoluta: corresponde a população total de um determinado local.
 Quando um local tem uma população absoluta numerosa, dizemos que ele é populoso.
O Brasil está entre os países mais populosos do mundo com uma população superior a 170 milhões de habitantes.

Densidade demográfica ou população relativa: corresponde a média de habitantes por quilômetros quadrados. Podemos obtê-la através da divisão da população absoluta pela área.
 Quando a população relativa de um local é numerosa dizemos que esse local é muito povoado.
Apesar da enorme população absoluta, a densidade demográfica do Brasil é baixa não ultrapassando 20 habitantes por quilômetro quadrado.

Superpovoamento: corresponde a um descompasso entre as condições sócio-econômicas da população e à área ocupada. Isso quer dizer que, superpovoamento não depende apenas da densidade demográfica, mas principalmente das condições de vida da população. Alguns países com grande densidade demográfica podem não ser considerados superpovoados, enquanto outros com densidade baixa assim o podem ser classificados.

Recenseamento ou censo: corresponde á coleta periódica de dados estatísticos dos habitantes de um determinado local.
No Brasil os recenseamentos são feitos de 10 em 10 anos, o último foi feito em 2002, pelo IBGE ( Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística)

Taxa de natalidade: corresponde a relação entre o número de nascimentos ocorridos em um ano e a população absoluta, o resultado em geral é expresso por mil.
N.º de nascimentos X 1000 = taxa de natalidade
     População absoluta

A natalidade é ligada a vários fatores como por exemplo qualidade de vida da população, ou ao fato de ser uma população rural ou urbana.
As taxas de natalidade no Brasil caíram muito nos últimos anos, isso se deve em especial ao processo de urbanização que gerou transformações de ordem sócio-econômicas e culturais na população brasileira.

Taxa de mortalidade:corresponde a relação entre o número de óbitos ocorridos em um ano e a população absoluta, o resultado é expresso por mil.
N.º de óbitos X 1000 = taxa de mortalidade
População absoluta

Assim como a natalidade, a mortalidade está ligada em especial a qualidade de vida da população analisada.
No Brasil, assim como a natalidade a mortalidade caiu, especialmente a partir do processo de industrialização, que trouxe melhorias na assistência médica e sanitária à população, além da urbanização acentuada.

Crescimento vegetativo ou natural: corresponde a diferença entre a taxa de natalidade e a taxa de mortalidade.
C.V. = natalidade - mortalidade.
O crescimento vegetativo corresponde a única forma possível de crescimento ou redução da população mundial, quando analisamos o crescimento de áreas específicas temos que levar em consideração também as migrações.
O crescimento vegetativo brasileiro encontra-se em processo de diminuição, mas já foi muito acentuado, em especial nas décadas de 50 à 70, em virtude especialmente da industrialização.

Taxa de fecundidade: corresponde a média de filhos por mulher na idade de reprodução. Essa idade se inicia aos 15 anos, o que faz com que em países como o Brasil, onde é comum meninas abaixo dessa idade terem filhos, ela possa ficar um pouco distorcida.
Na década de 70 a taxa de fecundidade no Brasil era de 5,8 filhos por mulher, em 1999 esse número caiu para 2,3. Isso reflete a mudança que vem ocorrendo no Brasil em especial com a urbanização e com a entrada da mulher no mercado de trabalho, que tem contribuído com a redução significativa da taxa de natalidade e por conseqüência da taxa de fecundidade.

Taxa de mortalidade infantil: corresponde ao número de crianças de 0 à 1 ano que morrem para cada grupo de mil nascidas vivas.
No Brasil vem ocorrendo uma redução gradativa dessa taxa, apesar de ela ainda ser muito elevada se comparada a países desenvolvidos, em 1999 ela era de 34,6 por mil ou 3,46%.
As regiões brasileiras apresentam realidades diferentes, o Nordeste apresenta as maiores taxas de mortalidade infantil, sendo em 1999 de 53 por mil ou 5,3%, ou seja acima da média nacional.

Expectativa de vida: corresponde a quantidade de anos que vive em média a população.
Este é um indicador muito utilizado para se verificar o nível de desenvolvimento dos países.
No Brasil a expectativa de vida nas últimas décadas tem se ampliado, em 1999 as mulheres viviam em média 72,3 anos, enquanto os homens 64,6 anos, esse aumento na expectativa também se deve a melhorias na qualidade médico sanitária da população em virtude do processo de urbanização.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Agradecimento aos Pré-Vestibulandos

As Equipes de Geografia (Agenor,Bosco,Elmar e Sami) e História (Adailton,Henrique,João Carlos,Kokinho,Mariano e Wellington) do CIS (CURSOS ISOLADOS SUASSUNA), agradece do fundo do coração a confiança que nos foi depositada na tarde noite do domingo 18/10/2010, pelos mais de 600 alunos que compareceram ao nosso AULÃO de Geografia e História do Rio Grande do Norte.
A todos o nosso "MUITO OBRIGADO".

sábado, 16 de outubro de 2010

Turísmo no Rio Grande do Norte (02)

Turismo Sol e Mar

O Rio Grande do Norte

O Rio Grande do Norte possui 400 km de praias, de águas límpidas, mornas e com sol constante. Algumas internacionalmente conhecidas , como Ponta Negra - com o Morro do Careca,  Pipa -  com suas noitadas, falésias e golfinhos e Genipabu - com os passeios de buggy explorando suas dunas. Possui ainda dunas , coqueiros, falésias  e lagoas naturais, oferecendo uma grande diversidade de lazer. O Rio Grande do Norte conta ainda, nas praias,  com a riqueza dos manguezais, zonas preservadas de Mata Atlântica  e Mergulhos - dentro da política de proteção ao meio-ambiente praticada pelo Governo do Estado, que preserva e fortalece o compromisso em torno do desenvolvimento sustentável e responsável. Por toda essa oferta, de encantos naturais das praias, com cenários paradisíaco,  o turismo de Sol e Mar ainda é o mais procurado pelos que visitam o Estado e querem se entregar ao prazer de não fazer nada – apenas apreciar a natureza.

Cesta, sesta ou sexta?

Para muitas pessoas, a Língua Portuguesa é bastante complicada. Algumas palavras, quando pronunciadas, têm o mesmo som, mas são escritas e têm significados diferentes.
Essas palavras são chamadas de homófonas - são pronunciadas da mesma maneira, mas possuem diferentes forma gráfica e significado. É o caso de cesta, sexta e sesta. 
SESTA: “Ele só vai sair de casa depois da sesta” - Neste caso, a sesta é aquela horinha em que se repousa após o almoço. É muito comum as pessoas, quando têm tempo, descansarem depois da mais importante refeição.
CESTA: “Vamos levar a cesta de frutas para a casa” - Cesta com “c” é um utensílio feito de fibra trançada (vime, taquara, etc), com ou sem alça, que serve para guardar roupa suja, transportar mercadorias, etc.
SEXTA: “É a sexta vez que ele diz isso” - Sexto com “x” é o numeral ordinal correspondente ao número seis.
Utilizando os três modelos em uma única frase: “Maria Adelaide, na sexta-feira, ao tomar banho, jogou a roupa suja na cesta e após o almoço fez uma sesta.”
Existem diversos exemplos de palavras homófonas. Abaixo você confere alguns:
ACENDER: iluminar, por fogo em;
ASCENDER: subir, elevar (daí: ASCENSÃO, ASCENSORISTA, ASCENDENTE).
ACENTO: inflexão da voz, sinal gráfico;
ASSENTO: lugar onde se assenta.
ACESSÓRIO: aquilo que não é essencial;
ASSESSÓRIO: relativo ao assessor.
BROCHA: prego curto, de cabeça larga e chata;
BROXA: tipo de pincel.
CAÇAR: perseguir, capturar a caça;
CASSAR: anular.
CALDA: doce, xarope;
CAUDA: rabo de animais.
CELEIRO: depósito de provisões;
SELEIRO: fabricante de selas.
CENÁRIO: decoração de teatro;
SENÁRIO: que consta de seis unidades.
CHEQUE: ordem de pagamento;
XEQUE: tipo de lance no jogo de xadrez.