segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Etanol - Brasil


O Brasil é o país mais avançado, do ponto de vista tecnológico, na produção e no uso do etanol como combustível, seguido pelos EUA e, em menor escala, pela Argentina, Quênia, Malawi e outros. A produção mundial de álcool aproxima-se dos 40 bilhões de litros, dos quais presume-se que até 25 bilhões de litros sejam utilizados para fins energéticos. O Brasil responde por 15 bilhões de litros deste total. O álcool é utilizado em mistura com gasolina no Brasil, EUA, UE, México, Índia, Argentina, Colômbia e, mais recentemente, no Japão. O uso exclusivo de álcool como combustível está concentrado no Brasil. A Figura 1 compara a produção de etanol em diferentes países e a Figura 2 demonstra como o ganho de escala, a prática empresarial e as inovações tecnológicas tornaram o álcool competitivo com a gasolina.

O álcool pode ser obtido de diversas formas de biomassa, sendo a cana­de-açúcar a realidade econômica atual. Investimentos portentosos estão sendo efetuados para viabilizar a produção de álcool a partir de celulose, sendo estimado que, em 2020, cerca de 30 bilhões de litros de álcool poderiam ser obtidos desta fonte, apenas nos EUA. O benefício ambiental associado ao uso de álcool é enorme, pois cerca de 2,3 t de CO2 deixam de ser emitidas para cada tonelada de álcool combustível utilizado, sem considerar outras emissões, como o SO2.

A cana-de-açúcar é a segunda maior fonte de energia renovável do Brasil com 12,6% de participação na matriz energética atual, considerando-se o álcool combustível e a co-geração de eletricidade, a partir do bagaço. Dos 6 milhões de hectares, cerca de 85% da cana-de-açúcar produzida no Brasil está na Região Centro-Sul (concentrada em São Paulo, com 60% da produção) e os 15% restantes na região Norte-Nordeste.

Na safra 2004, das cerca de 380 milhões de toneladas moídas, aproximadamente 48% foram destinadas à produção de álcool. O bagaço remanescente da moagem é queimado nas caldeiras das usinas, tornando-as auto-suficientes em energia e, em muitos casos, superavitárias em energia elétrica que pode ser comercializada. No total foram produzidos 15,2 bilhões de litros de álcool e uma geração de energia elétrica superior a 4 GWh durante a safra, o que representa aproximadamente 3% da nossa geração anual.

Apesar de todo o potencial para a co-geração, a partir do aumento da eficiência energética das usinas, a produção de energia elétrica é apenas uma das alternativas para o uso do bagaço. Também estão em curso pesquisas para transformá-lo em álcool (hidrólise lignocelulósica), em biodiesel, ou mesmo, para o seu melhor aproveitamento pela indústria moveleira e para a fabricação de ração animal.

Energia Nuclear: Geração de Energia

Uma das principais utilizações da energia nuclear é a geração de energia elétrica. Usinas nucleares são usinas térmicas que usam o calor produzido na fissão para movimentar vapor de água, que, por sua vez, movimenta as turbinas em que se produz a eletricidade. Em um reator de potência do tipo PWR (termo, em inglês, para reator a água pressurizada), como os reatores utilizados no Brasil, o combustível é o urânio enriquecido cerca de 3,5%.


Isso significa que o urânio encontrado na natureza, que contém apenas 0,7% do isótopo 235U, deve ser processado (‘enriquecido’) para que essa proporção chegue a 3,5% (figura 3). Em reatores de pesquisa ou de propulsão – estes últimos usados como fonte de energia de motores em submarinos e navios –, o enriquecimento pode variar bastante. Para a confecção de bombas nucleares, é necessário um enriquecimento superior a 90%.


O processo completo de obtenção do combustível nuclear é conhecido como ciclo do combustível e compreende diversas etapas:

i) extração do minério do solo;

ii) beneficiamento para separar o urânio de outros minérios;

iii) conversão em gás do produto do beneficiamento, o chamado yellow cake (ou ‘bolo amarelo’);

iv) enriquecimento do gás, no qual a proporção de 235U é aumentada até o nível desejado;

v) reconversão do gás de urânio enriquecido para o estado de pó;

vi) fabricação de pastilhas a partir da compactação do pó;

vii) e finalmente a montagem dos elementos combustíveis, quando se colocam as pastilhas em cilindros metálicos que irão formar os elementos combustíveis do núcleo do reator.

Atualmente, no mundo, estão em operação 440 reatores nucleares voltados para a geração de energia em 31 países. Outros 33 estão em construção. Cerca de 17% da geração elétrica mundial é de origem nuclear, a mesma proporção do uso de energia hidroelétrica e de energia produzida por gás.

Alguns países desenvolvidos têm seu abastecimento de energia elétrica com um alto percentual de geração nuclear. Entre eles, a França tem 78%, a Bélgica 57%, o Japão 39%, a Coréia do Sul 39%, a Alemanha 30%, a Suécia 46%, a Suíça 40%. Somente nos Estados Unidos, os 104 reatores em funcionamento, que geram 20% da eletricidade daquele país, produzem mais eletricidade que todo o sistema brasileiro de geração elétrica. Além desses reatores, funcionam mais 284 reatores de pesquisa em 56 países, sem contar um número estimado de 220 reatores de propulsão em navios e submarinos.

domingo, 26 de setembro de 2010

Etanol (01)

Álcool é,na química, o nome genérico de substâncias que tem grupos hidroxila (-OH) ligados a um átomo de carbono, ma para nós brasileiros é um velho companheiro e representa para os economistas a não dependência do mercado externo de combustíveis, a base de petróleo. Para os cientistas e ambientalistas é o chamado combustível verde.

O Álcool que produzimos é o Etanol, vindo principalmente da cana de açúcar, mas outros álcoois, gerados apartir de outras matérias primas, também são alternativas interessantes.

O que é o Etanol?

O Etanol (álcool etílico) é limpo, sem cor e tem um odor agradável, diluído em agua apresenta um sabor doce, mas na forma concentrada é um poderoso combustível.

O etanol combustível é composto, aqui no Brasil, de 96% de etanol e 4% de água, e aparece na nossa gasolina, como substituto do chumbo, com 22%, formando o chamado gasool.



O que é o biodiesel


O biodiesel é um combustível renovável, pois é produzido a partir de fontes vegetais (soja, mamona, dendê, girassol, entre outros), misturado com etanol (proveniente da cana-de-açúcar) ou metanol (pode ser obtido a partir da biomassa de madeiras). Ou seja, um combustível totalmente limpo, orgânico e renovável.

A tecnologia de fabricação do biodiesel está em desenvolvimento avançado no Brasil. A Petrobrás possui esta tecnologia e o combustível orgânico já está sendo utilizado em alguns veículos em nosso país. Acredita-se que, para o futuro, este combustível possa, aos poucos, substituir nos veículos os combustíveis fósseis. Será um grande avanço em busca da diminuição da poluição do ar.

Vantagens do biodiesel:

- A queima do biodiesel gera baixos índices de poluição, não colaborando para o aquecimento global.

- Gera emprego e renda no campo, diminuindo o êxodo rural.

- Trata-se de uma fonte de energia renovável, dependendo da plantação de grãos oleoginosos no campo.

- Deixa as economias dos países menos dependentes dos produtores de petróleo.

- Produzido em larga escala e com uso de tecnologias, o custo de produção pode ser mais baixo do que os derivados de petróleo.

Desvantagens do biodiesel

- Se o consumo mundial for em larga escala, serão necessárias plantações em grandes áreas agrícolas. Em países que não fiscalizam adequadamente seus recursos florestais, poderemos ter um alto grau de desmatamento de florestas para dar espaço para a plantação de grãos. Ou seja, diminuição das reservas florestais do nosso planeta.

- Com o uso de grãos para a produção do biodiesel, poderemos ter o aumento no preço dos produtos derivados deste tipo de matéria-prima ou que utilizam eles em alguma fase de produção. Exemplos: leite de soja, óleos, carne, rações para animais, ovos entre outros.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Pesca e carcinicultura // RN lidera exportação de pescado

O Rio Grande do Norte se mantém na liderança da exportação de pescado e é o segundo maior produtor de camarão do Brasil. Entre janeiro e julho deste ano, o estado exportou R$ 11,2 milhões em pescado, R$ 9,99 milhões em camarão e R$ 4,38 milhões em lagosta. A produção de camarão gera cerca de 12 mil empregos diretos no Rio Grande do Norte. Já na atividade pesqueira, artesanal e industrial, são gerados 40 mil empregos.

O desempenho potiguar é notável ao manter-se no patamar de liderança nas exportações de pescado, mesmo com os problemas gerados pela crise econômica internacional, que afetou o poder de compra de milhões de pessoas nos países da Europa e nos Estados Unidos, consumidores diretos do produto.

Um dos fatores para esse resultado foi a política de incentivos ao setor. No início deste mês, o governador Iberê Ferreira assinou decreto isentando de Imposto sobre Circulação de Mercadoria e Serviços (ICMS) os reprodutores vivos de alta linhagem de camarão marinho, larvas e pós-larvas, produzidos no Brasil, nas saídas internas e interestaduais.

"Sabemos da importância da pesca e da produção de camarão para a vida de milhares de norteriograndenses e para a nossa economia. Estamos investindo em incentivos fiscais com isenção de ICMS, na construção do Terminal Pesqueiro que vai impulsionar a atividade pesqueira, em pesquisas e apoio tecnológico, e na qualificação de profissionais", destacou o governador.

Outro incentivo é o programa que isenta o pagamento de ICMS do óleo diesel para as embarcações pesqueiras, vigente desde 2003 e considerada a primeira política pública de impacto voltada para o crescimento da atividade pesqueira. O custo do óleo diesel representa 40% das despesas de armação de um barco de pesca. O objetivo é dar competitividade a frota potiguar frente aos barcos internacionais. O benefício é garantido durante todo o ano. Em outros estados, que adotam medida semelhante, a isenção de ICMS é válida durante oito ou nove meses.

Carcinicultura no Rio grande do Norte

A atividade de carcinicultura marinha no Rio Grande do Norte tem se desenvolvido muito nos últimos anos, colocando o Estado entre os maiores produtores de camarão cultivado do país. Tal posição justifica-se, principalmente, pelas condições climáticas favoráveis e disponibilidade de áreas propícias à exploração da atividade, o que tem atraído a atenção de muitos investidores para o Rio Grande do Norte. Recentemente, com o crescimento do número de fazendas produtoras, verificou-se um aumento da área física ocupada pela atividade. Além disso, a introdução de novas tecnologias, em toda a cadeia produtiva, modificou positivamente os níveis de sobrevivência final, proporcionando um incremento na produtividade e, conseqüentemente, na produção total de camarão cultivado no Estado.

No entanto, a rápida expansão do setor tem gerado grande concentração de fazendas de produção em alguns estuários. A questão da distribuição geográfica das unidades de cultivo implantadas e em implantação, somada à intensificação dos cultivos, tem levado o setor a preocupar-se com a capacidade de suporte dos estuários, no que diz respeito à qualidade da água e a assistência técnica para os pequenos produtores. Por outro lado, a ameaça constante de doenças exógenas faz com que medidas de bioseguridade necessitem ser efetivamente implantadas.

Outro fator observado é a dificuldade encontrada pelos produtores para regularizar sua situação junto aos órgãos licenciadores da atividade, haja vista a discrepância nos dados oficiais sobre número de fazendas, produção total e condições de cultivo.

As duas principais áreas de produção, são o Litoral ao sul e ao norte de Natal e o Litoral salineiro.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Pobreza nos Estados Unidos

 
A quantidade de pessoas pobres nos Estados Unidos cresceu pelo terceiro ano consecutivo, passando de 39,8 milhões em 2008 para 43,6 milhões em 2009, segundo dados divulgados nesta quinta-feira pelo órgão responsável pelo censo do país.
 
O número, o maior nos 51 anos em que a pesquisa é feita, reflete o impacto da crise financeira mundial sobre a economia americana.
 
De acordo com dados do censo oficial dos Estados Unidos, relativo a 2009, perto de quatro de milhões de americanos a juntaram-se ao número dos que vivem abaixo do nível de pobreza, com menos de 22.000 dólares (cerca de 16.930 euros) por ano para uma família de quatro elementos. 
 
A taxa de pobreza no país passou de 13,2% em 2008 para 14,3% em 2009, a maior desde 1994. Isso significa que, no ano passado, um em cada sete americanos vive na pobreza.