Desde a época pré-histórica que o dióxido de carbono tem tido um papel determinante na regulação da temperatura global do planeta. Com o aumento da utilização de combustíveis fósseis (Carvão, Petróleo e Gás Natural) a concentração de dióxido de carbono na atmosfera duplicou nos últimos cem anos. Neste ritmo e com o abatimento massivo de florestas que se tem praticado (é nas plantas que o dióxido de carbono, através da fotossíntese, forma oxigênio e carbono, que é utilizado pela própria planta) o dióxido de carbono começará a proliferar levando, muito certamente, a um aumento da temperatura global, o que, mesmo tratando-se de poucos graus, levaria ao degelo das calotes polares e a grandes alterações a nível topográfico e ecológico do planeta.
Sejam bem vindos ao Blog do Professor Bosco "Maquina Mortífera", cujo objetivo é fornecer aos meus Alunos e comunidade em geral Informações Histórico-Geográficas,Curiosidades e Atualidades.
domingo, 12 de setembro de 2010
Efeito Estufa
Desde a época pré-histórica que o dióxido de carbono tem tido um papel determinante na regulação da temperatura global do planeta. Com o aumento da utilização de combustíveis fósseis (Carvão, Petróleo e Gás Natural) a concentração de dióxido de carbono na atmosfera duplicou nos últimos cem anos. Neste ritmo e com o abatimento massivo de florestas que se tem praticado (é nas plantas que o dióxido de carbono, através da fotossíntese, forma oxigênio e carbono, que é utilizado pela própria planta) o dióxido de carbono começará a proliferar levando, muito certamente, a um aumento da temperatura global, o que, mesmo tratando-se de poucos graus, levaria ao degelo das calotes polares e a grandes alterações a nível topográfico e ecológico do planeta.
sábado, 11 de setembro de 2010
Ilhas de Calor
quarta-feira, 8 de setembro de 2010
Tempo X Clima
Com frequência se confunde tempo e clima de um lugar. O tempo atmosférico é determinado pela temperatura, pressão atmosférica, direção dos ventos, nebulosidade, umidade etc., registrados em uma determinada hora. O tempo muda rapidamente, conforme as variações das condições atmosféricas. Cidades com climas diferentes podem apresentar tempo semelhante num dado momento.
Desse modo, tempo traduz algo momentâneo, mutável e que é quase impossível de se repetir exatamente com as mesmas características.
Já o clima refere-se a esses mesmos fenômenos, que são traduzidos com uma dimensão mais duradoura e estável, normalmente, no decorrer de um período de trinta anos. A análise contínua de dados meteorológicos também indica as possíveis variações ou mudanças que possam ocorrer como padrão para um determinado local.
Desta maneira, podemos definir o tempo como o estado momentâneo da atmosfera em um dado lugar em momento específicos, enquanto que o clima pode ser classificado como a sucessão periódica de determinados tipos de tempo, registrados em um período de aproximadamente 30 a 35 anos dinamizados pela ação das massas de ar.
terça-feira, 7 de setembro de 2010
Direita X Esquerda
A oposição entre as duas correntes é imprecisa, ampla, e consiste numa interpretação dicotômica de uma série de fatores determinantes. Geralmente são entendidas como polaridades opostas de um mesmo espectro político e ideológico. Assim, um partido poderia ser "esquerda" em determinadas instâncias e "direita" em outras. Podemos destacar duas situações, para melhor explicar a origem dos termos:
A primeira mostra a origem dos termos remontantando à Revolução Francesa, onde os membros do Terceiro Estado se sentavam à esquerda do rei enquanto os do clero e da nobreza se sentavam à direita. Os mais radicais que normalmente eram contra as decisões ficaram conhecidos como a esquerda enquanto os favoráveis as decisões eram os de direita.
”Já a segunda: O termo esquerda e direita vai se acentuar na época da Convenção Nacional (1792- 1794), aí sim já com os partidos politicos definidos (Girondinos, Jacobinos e Pântano ou Planície), onde os Girondinos (sentados à direita no plenário) eram os representantes da alta ou grande burguesia e os Jacobinos (sentados à esquerda no plenário) eram representantes da pequena burguesia e do povo, eram os radicais.”
Significado dos termos
Apesar da popularidade dos termos, não há fatores determinantes e conclusivos que descrevam a "esquerda" ou a "direita", dependendo geralmente dos grupos e viés dos defensores de um lado ou de outro. Geralmente algumas definições usadas para definir os lados:| Esquerda | Direita |
|---|---|
| Intervencionismo econômico | Liberalismo econômico |
| Economia socializada | Economia familiar |
| Estado grande | Estado pequeno |
| Igualdade de renda | Igualdade de oportunidades |
| Coletivismo | Individualismo |
| A vontade do povo está acima da lei | A lei está acima da vontade do povo |
Terceiro Estado - o povo, na época da Revolução Francesa - carregando os nobres e o clero. Ele paga, mas não sabe para onde vai o dinheiro.
As diferenças de posicionamento não se manisfetavam apenas quanto à distribuição espacial dos lugares onde cada grupo se acomodava, mas expressava posturas e pensamentos totalmente antagônicos.
Os chamados políticos “de direita” representariam o interesse de grupos dominantes e a conservação dos interesses das elites. Por outro lado, os políticos “de esquerda” teriam uma orientação reformista baseada na conquista de benefícios às classes sociais menos privilegiadas.
Eis aí os motivos que explicam a adoção das palavras esquerda para classificar o socialismo e direita para o capitalismo.
Independência do Brasil

Dia do Fico
Em 9 de janeiro de 1822, D. Pedro I recebeu uma carta das cortes de Lisboa, exigindo seu retorno para Portugal. Há tempos os portugueses insistiam nesta idéia, pois pretendiam recolonizar o Brasil e a presença de D. Pedro impedia este ideal. Porém, D. Pedro respondeu negativamente aos chamados de Portugal e proclamou : "Se é para o bem de todos e felicidade geral da nação, diga ao povo que fico."
O processo de independência
Após o Dia do Fico, D. Pedro tomou uma série de medidas que desagradaram a metrópole, pois preparavam caminho para a independência do Brasil. D. Pedro convocou uma Assembléia Constituinte, organizou a Marinha de Guerra, obrigou as tropas de Portugal a voltarem para o reino. Determinou também que nenhuma lei de Portugal seria colocada em vigor sem o " cumpra-se ", ou seja, sem a sua aprovação. Além disso, o futuro imperador do Brasil, conclamava o povo a lutar pela independência.
O príncipe fez uma rápida viagem à Minas Gerais e a São Paulo para acalmar setores da sociedade que estavam preocupados com os últimos acontecimento, pois acreditavam que tudo isto poderia ocasionar uma desestabilização social. Durante a viagem, D. Pedro recebeu uma nova carta de Portugal que anulava a Assembléia Constituinte e exigia a volta imediata dele para a metrópole.
Estas notícias chegaram as mãos de D. Pedro quando este estava em viagem de Santos para São Paulo. Próximo ao riacho do Ipiranga, levantou a espada e gritou : " Independência ou Morte !". Este fato ocorreu no dia 7 de setembro de 1822 e marcou a Independência do Brasil. No mês de dezembro de 1822, D. Pedro foi declarado imperador do Brasil.
Pós Independência
Os primeiros países que reconheceram a independência do Brasil foram os Estados Unidos e o México. Portugal exigiu do Brasil o pagamento de 2 milhões de libras esterlinas para reconhecer a independência de sua ex-colônia. Sem este dinheiro, D. Pedro recorreu a um empréstimo da Inglaterra.
Embora tenha sido de grande valor, este fato histórico não provocou rupturas sociais no Brasil. O povo mais pobre se quer acompanhou ou entendeu o significado da independência. A estrutura agrária continuou a mesma, a escravidão se manteve e a distribuição de renda continuou desigual. A elite agrária, que deu suporte D. Pedro I, foi a camada que mais se beneficiou.
sábado, 4 de setembro de 2010
Nordeste - Sertão e Secas
Sertão
Região de domínio do clima semi-árido, com vegetação de caatinga, destacando-se a pecuária extensiva de corte, com baixo rendimento.
Cultiva-se o algodão no Ceará e na Paraíba; nos vales secos dos rios é praticada a cultura de vazante. O Sertão possui significativas áreas mineradoras, tais como: Jaguarari (BA), produtora de cobre; Brumado (BA), produtora de magnesita.
A área do Polígono das Secas tem um índice pluviométrico variável de 300 a 800 mm/ano. Essa condição é agravada pela elevada média térmica, que contribui para a grande evaporação, a qual, somada à grande irregularidade na distribuição das chuvas, explica a semi-aridez da região.
A falta de chuvas regulares no Nordeste resulta de três fenômenos, segundo técnicos do INPE: a temperatura da água do Oceano Atlântico, o fenômeno El Niño, no Pacífico, e a pouca umidade atmosférica.
Segundo técnicos do INPE e cientistas da USP, a região atingida pelas secas é muito menor do que a delimitada pela Sudene. Na verdade, há uma “indústria da seca” exagerada para atrair verbas federais.
A seca no Nordeste é um problema sócio-político e não climático, pois já existe tecnologia capaz de garantir o sucesso da atividade agropecuária em regiões semi-áridas. Mas o que se criou foi uma indústria da seca que traz lucros aos grandes proprietários, em detrimento da grande massa da população.
A situação de pobreza do Nordeste é ainda agravada pela alta natalidade e pela concentração fundiária.

NORDESTE: REGIÕES FISIOGRÁFICAS
Seca
Mais uma vez, a Região Nordeste do Brasil é assolada pela seca, resultado da sobreposição de dois regimes secos. A estiagem estendeu-se por toda a região do Polígono das Secas, que abrange municípios do Sertão nordestino e do norte de Minas Gerais.
Para enfrentar o problema das secas que assolam a região e para tornar o Sertão, ou pelo menos parte significativa dele, efetivamente produtivo e inserido no contexto econômico regional e nacional, a solução parece estar no rio São Francisco, que beneficiaria a região por meio de um amplo projeto de irrigação de terras.
A Sudene pretendia implantar nessa região um projeto de irrigação, que seria o mais amplo, jamais visto no país. Tal projeto teria como base as águas do rio São Francisco, que teria suas águas desviadas para o Sertão através de canais e de um complexo sistema de bombeamento, e utilizadas na perenização de rios no interior dos Estados, principalmente em Pernambuco.
Experiências de irrigação de terras implantadas pela Sudene, sob a coordenação da Codevasf, foram muito bem-sucedidas. O Sertão baiano é hoje um grande produtor e exportador de frutas. A Bahia produz mais vinhas do que o Rio Grande do Sul, tradicional produtor.
Mas, apesar dos benefícios que seriam trazidos por esse projeto, são muitos os obstáculos técnicos para sua implantação. A começar por seu elevado custo. Além disso, deputados baianos são contrários a uma intervenção no leito do rio São Francisco, pois afirmam, e com razão, que, a jusante do ponto de intervenção, a vida econômica da região deverá ser alterada, sem mencionar os danos ao meio ambiente, ainda não devidamente avaliados.
Em agosto de 2001, o governo federal suspendeu a continuidade do projeto, pressionado pelo déficit fiscal.

NORDESTE: POLÍGONO DAS SECAS
SUDENE
Em maio de 2001, o governo federal decidiu pela extinção da SUDENE, tendo em vista problemas de corrupção que resultaram no desvio de R$ 1,7 bilhão. Os funcionários da antiga superintendência foram destinados a outras instituições federais e os planos, suspensos até que as análises demonstrem sua lisura.
Termina, assim, a mais antiga superintendência, criada em 1959 pelo governo de Juscelino Kubitchek de Oliveira. No decorrer desses 42 anos, sua atuação sempre foi discutida e sua principal função, que era dirimir os problemas trazidos pelas secas e apoiar o desenvolvimento do Nordeste, nunca foi cumprida plenamente.
Vegetação no Brasil

Floresta Amazônica–Ocupa cerca de 40% do território brasileiro – em uma área que abrange a totalidade da Região Norte, o norte de Mato Grosso e o oeste do Maranhão –, estendendo-se ainda pelos países vizinhos (Suriname, Guiana, Venezuela, Colômbia, Equador, Peru e Bolívia), além da Guiana Francesa. É uma floresta latifoliada (do latim, lati, que significa "largo"), ou seja, com predominância de espécies vegetais de folhas largas. Com características próprias de clima equatorial, tipicamente quente e superúmido, é também conhecida como hiléia. Apresenta grande heterogeneidade de espécies animais e vegetais e caracteriza-se por três diferentes matas: de igapó, várzea e terra firme. A mata de igapó corresponde à parte da floresta onde o solo se encontra inundado. Ocorre principalmente no baixo Amazonas e reúne espécies como liana, cipó, epífita, parasita e vitória-régia. A mata de várzea é própria das regiões que são periodicamente inundadas, denominadas terraços fluviais. Intermediárias entre os igapós e a terra firme, as espécies da mata de várzea têm formações variadas, como seringueira, palmeira, jatobá e maçaranduba. A altura dessas espécies aumenta à medida que se distanciam dos rios. As matas de terra firme correspondem à parte mais elevada do relevo. Com solo seco, livre de inundação, as árvores podem chegar a 65 m de altura. O entrelaçamento de suas copas, em algumas regiões, impede quase totalmente a passagem de luz, o que torna seu interior muito úmido, escuro e pouco ventilado. Em terra firme encontram-se espécies como o castanheiro, o caucho e o guaraná.Os principais produtos extraídos da floresta são o guaraná, o látex e a castanha-do-pará. Embora sua exploração econômica possa ocorrer de forma a não interferir no equilíbrio ecológico e a garantir a sobrevivência de comunidades da floresta, ela continua acontecendo de maneira predatória na maioria dos casos. Os impactos ambientais de maior escala em toda a Amazônia têm sido provocados pela extração ilegal de madeira e pela destruição de extensas áreas, por meio de desmatamentos e queimadas, para a prática da agricultura e da pecuária. A floresta já perdeu uma área de 512.400 km², cerca de 12,8% de seu total de origem.
Mata Atlântica–É uma floresta de clima tropical quente e úmido. Predomina na costa brasileira, onde planaltos e serras impedem a passagem da massa de ar, provocando chuva. Entre as florestas tropicais, é a que apresenta a maior biodiversidade por hectare do mundo, com espécies como ipê, quaresmeira, cedro, palmiteiro, canela e imbaúba. É a mais devastada das florestas brasileiras. No passado estendia-se do litoral do Rio Grande do Norte ao de Santa Catarina. No período colonial foi intensamente destruída para dar lugar à cultura canavieira no Nordeste e, posteriormente, no Sudeste, à cultura cafeeira. Os 7% restantes da mata original, que ocupava 1.290.692,4 km², encontram-se nas regiões Sul e Sudeste, preservados graças à presença da serra do Mar, obstáculo à ação humana. Atualmente, mesmo essa área se encontra em situação de risco, especialmente para espécies como jacarandá, cedro e palmito. Contribuem ainda com a devastação o turismo predatório e o elevado índice de poluição da costa brasileira.
Caatinga–Ocupa a região do sertão nordestino, de clima semi-árido, o que corresponde, aproximadamente, à décima parte do território brasileiro. É composta de plantas xerófilas, próprias de clima seco, adaptadas à pouca quantidade de água: os espinhos das cactáceas, por exemplo, têm a função de diminuir sua transpiração. O solo da caatinga é fértil quando irrigado. Essas plantas podem produzir cera, fibra, óleo vegetal e, principalmente, frutas. Por causa do baixo índice pluviométrico da região sertaneja, as plantas dependem de irrigação artificial, possibilitada pela construção de canais e açudes.
Complexo do Pantanal- O Pantanal mato-grossense–É a maior planície inundável do mundo. Ocupa uma área de 150.000 km², englobando do sudoeste de Mato Grosso ao oeste de Mato Grosso do Sul até o Paraguai. Nessa formação podem ser identificadas três diferentes áreas: as alagadas, as periodicamente alagadas e as que não sofrem inundações. Nas áreas alagadas, a vegetação de gramíneas desenvolve-se no inverno e é usada para o gado bovino. Nas de eventuais alagamentos encontram-se, além de vegetação rasteira, arbustos e palmeiras como o buriti e o carandá. E nas que não sofrem inundações predominam os cerrados e, em pontos mais úmidos, espécies arbóreas da floresta tropical. Em razão da regularidade e da alternância de períodos de cheia e de seca, existe grande variedade de espécies animais e vegetais.A princípio, a criação de gado não causou danos ambientais, mas, recentemente, com o investimento de grandes capitais e a excessiva proliferação do gado, o equilíbrio vem sendo ameaçado. Há também contaminação por causa de agrotóxicos utilizados na agricultura, nos garimpos irregulares, na caça e na pesca predatórias. Tudo isso prejudica a qualidade da água, elemento-base de todo o ecossistema pantaneiro.
Cerrado–Formação típica de área tropical com duas estações marcadas, um inverno seco e um verão chuvoso. Sua área de ocorrência é o Brasil central. O solo, deficiente em nutrientes e com alta concentração de alumínio, dá à mata uma aparência seca. As plantas têm raízes capazes de retirar água e nutrientes do solo a mais de 15 m de profundidade. A vegetação caracteriza-se principalmente pela presença de pequenos arbustos e árvores retorcidas, com cortiça (casca) grossa e folhas recobertas por pêlos. Encontram-se, ainda, gramíneas e o cerradão, um tipo mais denso de cerrado que já abriga formações florestais. Tradicionalmente utilizado pela pecuária, o cerrado tem sido ocupado pela monocultura da soja, responsável pela descaracterização dessa cobertura, que já representou cerca de 25% do território brasileiro.
Campos ou Pradarias–Formados por herbáceas, gramíneas e pequenos arbustos, ocupam áreas descontínuas do país e possuem características diversas. São denominados campos limpos quando predominam as gramíneas. Se a estas se somam os arbustos, são denominados campos sujos. Quando ocupam áreas de altitude superior a 100 m são chamados de campos de altitude, como na serra da Mantiqueira e no planalto das Guianas. Já os campos da hiléia se referem às formações rasteiras que se encontram na Amazônia. Os campos meridionais, quase sem espécie arbustiva, como a Campanha Gaúcha, no Rio Grande do Sul, são ocupados principalmente pela pecuária.
Mata de araucária–Própria do clima subtropical, é encontrada na Região Sul e em trechos do estado de São Paulo. É uma floresta aciculifoliada (folhas em forma de agulha, finas e alongadas) e tem na Araucaria angustifolia, ou pinheiro-do-paraná, a espécie dominante, cujo fruto é o pinhão. Atingem mais de 30 m de altura e possuem formação aberta, oferecendo certa facilidade à circulação. Seu principal produto, o pinho, tem ampla e variada aplicação econômica na indústria de móveis, na construção civil e na indústria de papel e celulose. As florestas dessa formação são a principal fonte produtora de madeira do país, o que levou a seu desaparecimento quase total. As áreas de reflorestamento voltam-se principalmente para o pinus e os eucaliptos, menos nobres, porém mais exploráveis em curto intervalo de tempo.
Mata de cocais–Situada entre a floresta Amazônica e a caatinga, a mata de cocais está presente nos estados do Maranhão e do Piauí e norte do Tocantins. No lado oeste, onde a proximidade com o clima equatorial da Amazônia a torna mais úmida, é freqüente o babaçu: palmeiras que atingem de 15 a 20 m de altura. Dos cocos do babaçu extrai-se o óleo, muito utilizado pelas indústrias alimentícia e de cosméticos. No lado mais seco, a leste, domina a carnaúba, que pode atingir até 20 m de altura. Das folhas da carnaúba é extraída a cera. A mata de cocais é utilizada por várias comunidades extrativistas que exercem suas atividades sem prejudicar essa formação vegetal. A destruição, no entanto, acontece com a criação de áreas de pasto para a pecuária, principalmente no Maranhão e no norte do Tocantins.
Mangue–É uma formação vegetal composta de arbustos e espécies arbóreas que ocorrem em áreas de lagunas e restingas ao longo de todo o litoral. Nessa formação vegetal predominam troncos finos e raízes aéreas e respiratórias (ou raízes-escora), adaptadas à salinidade e a solos pouco oxigenados. Por ser rico em matéria orgânica, tem papel muito importante na reprodução e no abrigo de espécies da fauna marinha. Tradicionalmente, no mangue se realiza, como atividade econômica, a pesca de caranguejo. Sofre a ação destrutiva do turismo predatório, da ocupação imobiliária e da poluição provocada por esgotos.
Restinga–É uma vegetação própria de terrenos salinos, formada por ervas, arbustos e árvores. Predomina no litoral da Bahia ao Rio de Janeiro e no do Rio Grande do Sul. Os destaques são a aroeira-de-praia e o cajueiro. Recebe os efeitos da mesma ação destrutiva a que está exposto o mangue.




