terça-feira, 31 de agosto de 2010

As Faixas de Transição - Mata dos Cocais e Agreste


Mata dos cocais

É uma zona de transição entre as florestas úmidas da bacia Amazônica e as terras semi-áridas do Nordeste brasileiro.

Ela abrange, predominantemente, o Meio-Norte (sub-região formada pelos estados do Maranhão e do Piauí), mas distribui-se também pelos estados do Ceará, do Rio Grande do Norte e de Tocantins.

No lado oeste, que abrange o Maranhão, o oeste do Piauí e o norte de Tocantins, a região é um pouco mais úmida devido à proximidade com o clima equatorial superúmido da Amazônia, sendo mais freqüente a ocorrência de uma espécie de palmeira, o babaçu.

Na área menos úmida, que abrange o leste do Piauí e os litorais do Ceará e do Rio Grande do Norte, predomina outra espécie de palmeira, a carnaúba.

Constitui uma formação vegetal secundária, por seu acentuado desmatamento. Desde o período colonial, a região é explorada economicamente pelo extrativismo de óleo de babaçu e a cera de carnaúba. Atualmente, porém, vem sendo desmatada pelo cultivo de grãos voltados para a exportação, com destaque para a soja.

Agreste

É a área de transição entre a Zona da Mata, região úmida e cheia de brejos, e o sertão semi-árido.

Nesta sub-região os terrenos mais férteis são ocupados por minifúndios, onde predominam as culturas de subsistência e a pecuária leiteira. Seus produtos abastecem o maior mercado consumidor do Nordeste - A Zona da Mata.
Grande parte do Agreste corresponde ao planalto da Borborema, voltada para o oceano Atlântico, recebe ventos carregados de umidade que, em contato com o ar mais frio, provocam chuvas de relevo. Na encosta oeste do planalto, as secas são freqüentes e a paisagem desolada do Sertão se torna dominante.

O povoamento do Agreste foi conseqüência da expansão das plantações de cana da Zona da Mata.

O Agreste é uma área policultora, já que seus sítios cultivam diversos alimentos e criam gado para a produção do leite, queijo e manteiga. Por isso mesmo, uma sub-região depende da outra, estabelecendo uma forte interdependência.

As diferenças entre as duas sub-regiões não estão apenas naquilo que produzem, mas em como produzem.

Na Zona da Mata, as sesmarias açucareiras da época colonial foram se dividindo e deram origem a centenas de engenhos.
No Agreste, ao contrário, as propriedades foram se subdividindo cada vez mais, já que não cultivavam cana nem tinham engenhos.

A pobreza do Nordeste está associada a esse contraste do mundo rural. De um lado, as usinas e fazendas açucareiras da Zona da Mata concentram a riqueza nas mãos de uma pequena parcela de proprietários.

De outro, os minifúndios do Agreste mantém na pobreza as famílias camponesas, que não tem terras e técnicas suficientes para praticar uma agricultura empresarial.

Nos últimos anos vem se dando um processo de concentração de terras no Agreste, em virtude principalmente, da expansão de propriedades de criação de gado para corte.

domingo, 29 de agosto de 2010

Rio São Francisco


Um rio que une climas e regiões diferentes

Rio da integração nacional, o São Francisco, descoberto em 1502, tem esse título por ser o caminho de ligação do Sudeste e do Centro-Oeste com o Nordeste. Desde as suas nascentes, na Serra da Canastra, em Minas Gerais, até sua foz, na divisa de Sergipe e Alagoas, ele percorre 2.700 km. Ao longo desse percurso, que banha cinco Estados, o rio se divide em quatro trechos: o Alto São Francisco, que vai de suas cabeceiras até Pirapora, em Minas Gerais; o Médio, de Pirapora, onde começa o trecho navegável, até Remanso, na Bahia; o Submédio, de Remanso até Paulo Afonso, também na Bahia; e o Baixo, de Paulo Afonso até a foz.

O rio São Francisco recebe água de 168 afluentes, dos quais 99 são perenes, 90 estão na sua margem direita e 78 na esquerda. A produção de água de sua Bacia concentra-se nos cerrados do Brasil Central e em Minas Gerais e a grande variação do porte dos seus afluentes é consequência das diferenças climáticas entre as regiões drenadas. O Velho Chico – como carinhosamente o rio também é chamado – banha os Estados de Minas Gerais, Bahia, Pernambuco, Sergipe e Alagoas. Sua Bacia hidrográafica também envolve parte do Estado de Goiás e o Distrito Federal.

Os índices pluviais da Bacia do São Francisco variam entre sua nascente e sua foz. A poluviometria média vai de 1.900 milímetros na área da Serra da Canastra a 350 milímetros no semi-árido nordestino. Por sua vez, os índices relativos à evaporação mudam inversamente e crescem de acordo com a distância das nascentes: vão de 500 milímetros anuais, na cabeceira, a 2.200 milímetros anuais em Petrolina (PE).

Embora o maior volume de água do rio seja ofertado pelos cerrados do Brasil Central e pelo Estado de Minas Gerais, é a represa de Sobradinho que garante a regularidade de vazão do São Francisco, mesmo durante a estação seca, de maio a outubro. Essa barragem, que é citada como o pulmão do rio, foi planejada para garantir o fluxo de água regular e contínuo à geração de energia elétrica da cascata de usinas operadas pela Companhia Hidrelétrica do São Francisco (Chesf) – Paulo Afonso, Itaparica, Moxotó, Xingó e Sobradinho. É é assim que ela opera.

Depois de movimentarem os gigantescos geradores daquelas cinco hidrelétricas, as águas do São Francisco correm para o mar. Atualmente, 95% do volume médio liberado pela barragem de Sobradinho – 1.850 metros cúbicos por segundo – são despejados na foz e apenas 5% são consumidos no Vale. Nos anos chuvosos, a vazão de Sobradinho chega a ultrapassar 15 mil metros cúbicos por segundo, e todo esse excedente também vai para o mar.

A irrigação no Vale do São Francisco, especialmente no semi-árido, é uma atividade social e econômica dinâmica, geradora de emprego e renda na região e de divisas para o País – suas frutas são exportadas para os EUA e Europa. A área irrigada poderá ser expandida para até 800 mil hectares, nos próximos anos, o que será possível pela participação crescente da iniciativa privada.

O Programa de Revitalização do São Francisco, cujas ações já se iniciaram, contempla, no curto prazo, a melhoria da navegação no rio, providência que permitirá a otimização do transporte de grãos (soja, algodão e milho, essencialmente) do Oeste da Bahia para o porto de Juazeiro (BA) e daí, por ferrovia, para os principais portos nordestinos.


Números do Rio

Extensão: 2.700 quilômetros – desde a Serra da Canastra, no município mineiro de São Roque de Minas, onde nasce, até a sua foz, entre os estados de Sergipe e Alagoas.

Área da Bacia: 634 mil km2

Está dividido em quatro trechos:

- Alto São Francisco – das nascentes até a cidade de Pirapora (MG), com 100.076 km2, ou 16% da área da Bacia, e 702 km de extensão. Sua população é de 6,247 milhões de habitantes
- Médio São Francisco – de Pirapora (MG) até Remanso (BA) com 402.531 km2, ou 53% da área da Bacia, e 1.230 km de extensão. Sua população é de 3,232 milhões de habitantes
- Submédio São Francisco – de Remanso (BA) até Paulo Afonso (BA), com 110.446 km2, ou 17% da área da Bacia, e 440 km de extensão. Sua população é de 1,944 miulhões de habitantes
- Baixo São Francisco – de Paulo Afonso (BA) até a foz, entre Sergipe e Alagoas, com 25.523 km2, ou 4% da área da Bacia, e 214 km de extensão. Sua população é de 1,373 milhões de habitanbtes
O Rio S. Francisco banha 5 estados: Minas Gerais, Bahia, Pernambuco, Alagoas e Sergipe, mas sua Bacia alcança também Goiás e o Distrito Federal

A Bacia do rio abrange 504 de municípios, ou 9% do total de municípios do país. Desse total, 48,2% estão na Bahia, 36,8% em Minas Gerais, 10,9% em Pernambuco, 2,2% em Alagoas, 1,2% em Sergipe, 0,5% em Goiás e 0,2% no Distrito Federal

Cerca de 13 milhões de pessoas (Censo de 2000) habitam a área da Bacia do São Francisco

Consumo atual de água da Bacia do rio São Francisco: 91 m³/s

Vazão firme na foz (garantia de 100%): 1.850 m³/s

Vazão média na foz: 2.700 m3/s

Vazão disponibilizada para consumos variados: 360 m³/s

Vazão mínima fixada após Sobradinho: 1.300 m³/s

Vazão firme para a integração das bacias: 26 m³/s (1,4% de 1.850 m³/s)

terça-feira, 24 de agosto de 2010

O Rio Amazonas que não está nos mapas

O Rio Amazonas espichou. Não é mais o primeiro do mundo apenas em volume d'água. Uma equipe científica do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), chefiada pelo geólogo Paulo Roberto Martini, está segura de que sua nascente fica no Rio Apurimac e não no Marañon dos livros e dos mapas. Com isso, o Amazonas passa de cerca de 6.600 para aproximadamente 7,100 km. Apurimac é a denominação inicial do mesmo rio que vai trocando de nome, sucessivamente, para Ucayali (no qual deságua o afluente Marafion), Solimões (a partir da fronteira Brasil-Peru) e Amazonas (depois de Manaus). Desde que foi explorado pelo espanhol Francisco Orellana, em 1541, o Marafion era considerado o trecho inicial do Amazonas, por ser mais volumoso e largo do que o Ucayali. A moderna geografia, porém, adota o critério de "curso mais longo possível" para definir a extensão dos rios. Por isso, há tempos o Apurimac-Ucayali é candidato a formador do Amazonas. Estudadas 2 mil fotos de satélite, o Inpe não tem mais dúvidas. Só falta localizar a nascente com precisão milimétrica. Disputam a honra dois filetes d`água, a apenas 2 km um do outro.

Os números do rio amazonas

Uma carreira ladeira abaixo

Nos primeiros 1.900 km, até lquitos, no Peru, o rio despenca 5.440 m pelos Andes. Já nos demais 5.200 km é quase plano: desce apenas 60 m para chegar ao oceano.

A maior bacia hidrográfica do mundo

O rio tem 7 mil afluentes. Sua bacia, com 3,9 milhões de quadrados, equivale a dois Méxicos.

O ponto mais estreito do rio

Fica em Óbidos, no Pará, com 1.800m entre as margens. Ali, o rio 200.000 m3 de água por segundo, suficiente para encher a Baía da Guanabara (RJ) em 1,5 minuto.

O sobe e desce das águas

O nível das águas varia em 10m, entre a estação seca, outubro-novembro, e a da cheia, junho. Nas grandes chuvas, a água sobe até 16 m em Manaus, e a distância entre as margens pode alcançar 50Km.

800 milhões de toneladas

... é a quantidade anual de terra jogada pelo rio na foz, segundo a Universidade Federal do Pará. É como se as águas dissolvessem, todo mês, 1,6 Pão de Açúcar, a famosa pedra carioca de 75 milhões de toneladas.

Os dois perdedores

O Amazonas (7.100 km) ultrapassou dois outros rios que já foram os primeiros do mundo em extensão: o Nilo, no norte da África, e o Mississipi, nos Estados Unidos. Há dez anos, o Nilo (6.670 km) era o número um. Foi destronado quando os geógrafos decidiram que o Missouri não era um afluente, mas sim o formador do Mississípi, que passou então a ter 6.800 km.

Os Domínios Morfoclimáticos do Brasil



O Brasil, país tropical de grande extensão territorial, apresenta uma geografia marcada por grande diversidade. A interação e a interdependência entre os diversos elementos da paisagem (relevo, clima, vegetação, hidrografia, solo, fauna, etc.) explicam a existência dos chamados domínios geoecológicos, que podem ser entendidos como uma combinação ou síntese dos diversos elementos da natureza, individualizando uma determinada porção do território.

Dessa maneira, podemos reconhecer, no Brasil, a existência de seis grandes paisagens naturais: Domínio Amazônico, Domínio das Caatingas, Domínio dos Cerrados, Domínio dos Mares de Morros, Domínio das Araucárias e Domínio das Pradarias.

Entre os seis grandes domínios acima relacionados, inserem-se inúmeras faixas de transição, que apresentam elementos, ou características típicas de dois ou mais deles simultaneamente (Pantanal, Agreste, Cocais, etc.).

Dos elementos naturais, os que mais influenciam na formação de uma paisagem natural são o clima e o relevo; eles interferem e condicionam os demais elementos, embora sejam também por eles influenciados. A cobertura vegetal, que mais marca o aspecto visual de cada paisagem, é o elemento natural mais frágil e dependente dos demais (síntese da paisagem).




sábado, 14 de agosto de 2010

Domínio dos cerrados


1. Introdução

O cerrado é um domínio geoecológico característico do Brasil Central, apresentando terrenos cristalinos (as chamadas “serras”) e sedimentares (chapadas), com solos muito precários, ácidos, muito porosos, altamente lixiviados e laterizados.

A expansão contínua da agricultura e da pecuária moderna exige o uso de corretivos com calagens e nutrientes, que é a fertilização artificial do solo. A mecanização intensiva tem aumentado a erosão e a compactação dos solos. A região tem sido devastada nas últimas décadas pela agricultura comercial policultora (destaque para a soja).

O cerrado apresenta dois estratos: o arbóreo-arbustivo e o herbáceo. As árvores de pequeno porte, com troncos e galhos retorcidos, cascas grossas e raízes profundas, denotam raquitismo e lençol freático profundo.
A produção de lenha e de carvão vegetal continua a ocorrer, apesar das proibições e alertas, bem como da prática das queimadas.

2. Localização

O Domínio Geoecológico dos Cerrados ocupa quase todo o Brasil Central, abrangendo não somente a maior parte da região Centro-Oeste, mas também trechos de Minas Gerais, parte ocidental da Bahia e sul do Maranhão / Piauí.

3. Relevo

A principal unidade geomorfológica do Cerrado é o planalto Central, constituído por terrenos cristalinos, bastante desgastados pelos processos erosivos, e por terrenos sedimentares que formam as chapadas e os chapadões.

Destacam-se nesse planalto as chapadas dos Parecis, dos Guimarães, das Mangabeiras e o Espigão Mestre, que divide as águas das bacias do São Francisco e Tocantins.

Na porção sul desse domínio (MS e GO) localiza-se parte do planalto Meridional, com a presença de rochas vulcânicas (basalto) intercaladas por rochas sedimentares, formando as cuestas Maracaju, Caiapó, etc.

4. Solos

No Domínio do Cerrado predominam os solos pobres e bastante ácidos (pH abaixo de 6,5). São solos altamente lixiviados e laterizados, que, para serem utilizados na agricultura, necessitam de corretivos; utiliza-se normalmente o método da calagem, que é a adição de calcário ao solo, visando à correção do pH.

Ao sul desse domínio (planalto Meridional) aparecem significativas manchas de terra roxa, de grande fertilidade natural (região de Dourados e Campo Grande).

5. Hidrografia

A densidade hidrográfica é baixa; as elevações do planalto Central (chapadas) funcionam como divisores de águas entre as bacias Amazônica (rios que correm para o norte) e Platina (Paraná e Paraguai que correm para o sul) e do São Francisco.

São rios perenes com regime tropical, isto é, as cheias ocorrem no verão e as vazantes no inverno.

6. Clima

O principal clima do Cerrado é o tropical semi-úmido; apresenta estações do ano bem definidas, uma bastante chuvosa (verão) e outra seca (inverno); as médias térmicas são elevadas, oscilando entre 20 °C a 28 °C e os índices pluviométricos variam em torno de 1 500 mm.

7. Vegetação

O Cerrado é a vegetação dominante; apresenta normalmente dois estratos: um arbóreo-arbustivo, com árvores de pequeno porte (pau-santo, lixeira, pequi) e outro herbáceo, de gramíneas e vegetação rasteira com várias espécies de capim (barba-de-bode, flechinha, colonião, gordura, etc.).

Os arbustos possuem os troncos e galhos retorcidos, caule grosso, casca espessa e dura e raízes profundas. O espaçamento entre arbustos e árvores é grande, favorecendo a prática da pecuária extensiva.

Ao longo dos rios, conseqüência da maior umidade do solo, surgem pequenas e alongadas florestas, denominadas Matas Galerias ou Ciliares. Essas formações vegetais são de grande importância para a ecologia local, pois evitam a erosão das margens impedindo o assoreamento dos rios; favorecem ainda a fauna e a vida do rio.

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Áreas de Tensões Internacionais


Principais Causas
A Geografia dos Conflitos exibe diversas áreas de tensão espalhadas pelo globo, tendo como principais causas, as rivalidades étnicas, religiosas e nacionalistas e ainda os casos em o conflito envolve disputa entre estados ou mudanças de fronteiras.

Índia e Paquistão - Conflito entre dois Estados
Um exemplo de conflito entre dois ou mais Estados é o que ocorre entre a Índia e Paquistão, duas potências nucleares. A Índia - de maioria hindu - e o Paquistão - muçulmano - onde o dois países disputam a região da Caxemira localizada ao norte da Índia.

Colômbia - Guerra Civil
Outro exemplo de conflito é aquele que ocorre dentro de um país ( guerra civil - guerrilha ), onde grupos armados objetivam a tomada do poder, é o que ocorre na Colômbia, onde a Farc ( Forças Armadas Revolucionária da Colômbia ), controlam uma área de 42 mil km2 dentro do território colombiano, instalando uma guerra civil no país e um dos conflitos mais duradouros e sangrentos da América Latina.

México - EZLN - Exército Zapatista de Libertação Nacional
No México a luta do EZLN - Exército Zapatista de Libertação Nacional - que tem sua ação no Departamento de Chiapas, uma região pobre ao sul do país, sua luta é contra a política neoliberal do governo mexicano, que exclui e marginaliza a população pobre.

Outros Conflitos pelo Mundo

Afeganistão: Apesar de grupo fundamentalista Taleban ter sido retirado do poder pelos americanos, isto nunca trouxe estabilidade política ao país, as mulheres continuam sendo mal tratadas, tribos e clãs (tadjique, uzbeque e hazará) continuam em luta pelo poder em algumas regiões do país.

Chechênia: Esta região do Cáucaso de importância estratégica para a Rússia por causa do petróleo, também é motivo de grande instabilidade em função de conflitos étnicos.

Coréia do Norte: O país segue uma rota de isolamento no cenário internacional, em função de seu programa nuclear hostil aos interesses dos Estados Unidos, Coréia do Sul, China e Japão.

Iraque: A coalização anglo-americana que derrubou Saddam Hussein, enfrenta a instabilidade política e a ação de grupos terroristas contrários a presença de estrangeiros no país.

Sri Lanka: Conflito de origem religiosa onde Tâmeis (hinduístas) lutam contra cingaleses (budistas), estão em luta desde 1980 (século xx).

África: Ruanda e Burundi. Conflitos entre Ruanda e Burundi, na região dos Grandes Lagos Africanos, já deixaram 1 milhão de mortos e 4 milhões de refugiados, metade da população do país, em consequência da antiga rivalidade entre as etnias tutsi e hutu.

África: Nigéria. O conflito entre cristãos ao sul e muçulmanos ao norte faz parte do cotidiano da Nigéria. A Nigéria é o principal exportador de petróleo da África, mas a esmagadora maioria da população, de 112 milhões de pessoas, vive na pobreza. As péssimas condições de vida são responsáveis por boa parte das tensões religiosas do país, composto de cerca de 250 grupos étnicos.

África: Somália. A Somália não tem um governo efetivo, não há nenhum serviço público e nenhuma força de segurança. Esta situação se prolonga desde 1991 quando os “senhores da guerra” derrubaram o ditador Mohamed Siad Barre, provocando o colapso do Estado e a guerra civil. O conflito ocorre entre grupos insurgentes islâmicos acusados de ter ligação com a Al Qaeda e forças do governo apoiadas por tropas etíopes, que tentam manter o controle sobre a capital Mogadício.

África: Argélia. A Argélia é um país árabe do norte da África que sente a volta do ambiente de terror que dominou este país nos anos 1990, marcado por conflitos entre o Exército e grupos islâmicos radicais. Em janeiro de 2007 o Grupo Salafista para a Predicação e o Combate (GSPC) passou a se chamar Al Qaeda nos Países do Magreb Islâmico, assumindo a autoria de uma série de atentados. Em um comunicado divulgado na internet afirmou a Al Qaeda nos Países do Magreb “Não estaremos em paz até liberarmos toda a terra do islã que está com os cruzados e com os apóstatas, e até que tornemos a pôr os pés na nossa Andaluzia espoliada e no nosso Al Quds (Jerusalém) violado”. O grupo Al Qaeda nos Países do Magreb tem entre 500 e 800 membros na Argélia, Mauritânia, Mali e Níger.

África: O Massacre de Darfur. Darfur é a região maior que a França localizada a oeste do Sudão, o maior país da África, espalha-se pelo Deserto do Saara, savanas e florestas tropicais. O conflito na região confunde até experientes diplomatas, mas o fato é que desde 2003 dois milhões de pessoas já abandonaram a região e 250 mil desde agosto de 2006, desestabilizando países vizinhos como o Chade. Em quatro anos este conflito já teria causado a morte de 400 mil pessoas. Na raiz desse “conflito étnico” estão uma disputa por petróleo, e a omissão calculada de países como, EUA, China e França não mero acaso, o Sudão é o segundo parceiro comercial da China no continente africano e Pequim compra 65% do petróleo sudanês. São chineses os fuzis que matam em Darfur.

Palestina: Conflito Árabe-Israelense, onde os palestinos reivindicam o reconhecimento de um Estado independente nos territórios ocupados por Israel - Faixa de Gaza e Cisjordânia. Os maiores entraves para uma soluçaõ do conflito são; o status de Jerusalém; o controle dos mananciais hidrícos; os refugiados palestinos e judeus; a delimitação das fronteiras e o terrorismo.

Timor Leste: Essa ex-colônia portuguesa cuja população em sua maioria de religião católica, foi anexada ao território da Indonésia ( de maioria islâmica ) em 1975. Depois de um tenso e violento conflito separatista , onde morreu praticamente metade da população , em 1999, Timor Leste conseguiu sua independência, através da mediação da ONU, dos EUA e Portugal, junto ao governo da Indonésia. No dia 20 de maio de 2002, nasce a República Democrática de Timor Leste.

Espanha: A questão do País Basco. Um movimento nacionalista pela independência do País Basco - região ao norte da Espanha e sudoeste da França, que tem no grupo ETA ( Pátria Basca e Liberdade ) o seu braço mais violento, com atentados terroristas que abalam a nação espanhola.

Turquia: Os Curdos querem a independência do Curdistão, e para isto guerrilheiros separatistas lutam pela independência desde os anos 80. A área em que habitam se encontra sob domínio da Turquia, do Iraque, da Síria e do Irã.

Taiwan: Embora funcione como um país autônomo, não é reconhecido como estado soberano pela ONU e não faz parte dos principais organismos internacionais. O governo da China considera Taiwan ” uma província rebelde” e pleiteia sua reintegração ao território chines desde 1949. Por 2.896 votos a favor o Parlamento Chines aprovou em 14 de março de 2005, uma lei anti-secessão que permitirá o uso da força caso Taiwan decida declarar sua independência formal.

QUEM PERDE E QUEM GANHA COM ESSES CONFLITOS

Os confrontos dispersos pelo mundo fazem milhões de vitimas, sem contar os refugiados, pessoas que fogem da violência, o número de refugiados vem crescendo progressivamente desde as últimas décadas do século XX , que em 1995 já chegava a 27 milhões de pessoas. Nas diversas regiões do globo alguns povos se destacam , como no Oriente Médio ( curdos, palestinos e afegões), na Ásia Meridional ( indianos e paquistaneses ), na região dos Bálcãs ( refugiados das repúblicas da ex-Iugoslávia ) e na África Negra ( Ruanda, Sudão, Etiópia, Somália, Serra Leoa, etc.). Mas há também quem sai ganhando com tantos conflitos. Em 2006 a despesa total em armas dos Exércitos nacionais chegou a US$ 1,2 trilhão, alta de 3,5% em relação ao ano anterior. Os cinco maiores gastadores, que continua sendo liderado com sobras pelos Estados Unidos, foi a China, que pulou da quinta para a quarta colocação e tornou-se o país com maior investimento militar da Ásia, superando o Japão. O aumento nos gastos militares teve reflexo direto no comércio mundial de armas. Em 2006, o volume de armas convencionais vendidas no mundo registrou alta de 50% em relação a 2002. China e Índia foram os maiores compradores, enquanto EUA e Rússia encabeçaram a lista de exportadores. EUA e União Européia continuam fornecendo “grandes quantidades de armas” a países do Oriente Médio.

A Origem da sexta-feira 13

São três as explicações mais conhecidas, mas a mais forte delas tem sua raiz na crença católica
A crença de que o dia 13, quando cai em uma sexta-feira, é dia de azar, é a mais popular superstição entre os cristãos. Há muitas explicações para isso. A mais forte delas, segundo o Guia dos Curiosos, seria o fato de Jesus Cristo ter sido crucificado em uma sexta-feira e, na sua última ceia, haver 13 pessoas à mesa: ele e os 12 apóstolos.
Mas mais antigo que isso, porém, são as duas versões que provêm de duas lendas da mitologia nórdica. Na primeira delas, conta-se que houve um banquete e 12 deuses foram convidados. Loki, espírito do mal e da discórdia, apareceu sem ser chamado e armou uma briga que terminou com a morte de Balder, o favorito dos deuses. Daí veio a crendice de que convidar 13 pessoas para um jantar era desgraça na certa.
Segundo outra lenda, a deusa do amor e da beleza era Friga (que deu origem à palavra friadagr = sexta-feira). Quando as tribos nórdicas e alemãs se converteram ao cristianismo, a lenda transformou Friga em bruxa. Como vingança, ela passou a se reunir todas as sextas com outras 11 bruxas e o demônio. Os 13 ficavam rogando pragas aos humanos.
O número 13
A crença na má sorte do número 13 parece ter tido sua origem na Sagrada Escritura. Esse testemunho, porém, é tão arbitrariamente entendido que o mesmo algarismo, em vastas regiões do planeta - até em países cristãos - é estimado como símbolo de boa sorte. O argumento dos otimistas se baseia no fato de que o 13 é um número afim ao 4 (1 + 3 = 4), sendo este símbolo de próspera sorte. Assim, na Índia, o 13 é um número religioso muito apreciado; os pagodes hindus apresentam normalmente 13 estátuas de Buda. Na China, não raro os dísticos místicos dos templos são encabeçados pelo número 13. Também os mexicanos primitivos consideravam o número 13 como algo santo; adoravam, por exemplo, 13 cabras sagradas. Reportando-nos agora à civilização cristã, lembramos que nos Estados Unidos o número 13 goza de estima, pois 13 eram os Estados que inicialmente constituíam a Federação norte-americana. Além disso, o lema latino da Federação, "E pluribus unum" (de muitos se faz um só), consta de 13 letras; a águia norte-americana está revestida de 13 penas em cada asa.