quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Mundo Desenvolvido X Mundo Subdesenvolvido

Características de países subdesenvolvidos e desenvolvidos

Países subdesenvolvidos

  • alta taxa de analfabetismo e deficiente nível de instrução
  • baixa renda per capita
  • baixo consumo de energia mecânica
  • predominância da população economicamente ativa no setor primário (agricultura)
  • baixo nível alimentar (existência da fome)
  • dependência econômica
  • elevadas taxas de natalidade
  • grande crescimento populacional
  • elevada taxa de mortalidade infantil
  • baixo nível de industrialização
  • emprego de técnicas atrasadas

Países desenvolvidos

  • baixa taxa de analfabetismo
  • elevada renda per capita
  • elevado consumo de energia mecânica
  • predominância da população economicamente ativa no setor secundário (indústria) e no terciário (serviços)
  • elevado nível alimentar
  • dominação econômica
  • baixas taxas de mortalidade infantil
  • predomínio de produtos industrializados nas exportações
  • elevado nível de industrialização
  • controle da ciência e da tecnologia
  • elevada esperança de vida

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

DIA DO ESTUDANTE

Hoje é um dia mais do que especial, por isso nossa postagem é dedicada aqueles indivíduos que têm o poder de mudar os rumos do mundo. Que nós sejamos mais ESTUDANTES e menos ALUNOS. O blog homenageia através da verdadeira obra de arte de Milton Nascimento.

Coração de Estudante
Milton Nascimento
Composição: Wagner Tiso / Milton Nascimento

Quero falar de uma coisa
Adivinha onde ela anda
Deve estar dentro do peito
Ou caminha pelo ar
Pode estar aqui do lado
Bem mais perto que pensamos
A folha da juventude
É o nome certo desse amor

Já podaram seus momentos
Desviaram seu destino
Seu sorriso de menino
Quantas vezes se escondeu
Mas renova-se a esperança
Nova aurora, cada dia
E há que se cuidar do broto
Pra que a vida nos dê
Flor flor o o e fruto

Coração de estudante
Há que se cuidar da vida
Há que se cuidar do mundo
Tomar conta da amizade
Alegria e muito sonho
Espalhados no caminho
Verdes, planta e sentimento
Folhas, coração,
Juventude e fé.

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Urbanização Mundial


Um dos assuntos mais abordados nos tempos atuais é a Urbanização. Praticamente qualquer assunto vai estar direta ou indiretamente ligado a este processo, que vai ser tratado neste post. A palavra “Urbanização” deriva da palavra “urbano” que significa qualquer coisa relacionada à cidade, assim como “rural” significa qualquer coisa relacionada ao campo. No mundo contemporâneo a maior parte dos países é urbanizado, ou seja, possui a maior parcela de sua população na cidade. Mas isso nem sempre foi assim.

Em um período da História chamado de Idade Média(século V-XV), a Europa vivia o Feudalismo e era ruralizada, ou seja, possuia a maior parte de sua população no campo e era neste ambiente o ponto de troca e comércio. Porém com o fim do Feudalismo, um novo sistema econômico chamado de Capitalismo, viria. O Capitalismo passaria a valorizar a cidade e então aconteceria um Êxodo Rural,ou seja, um intenso movimento de saída do campo para a cidade. Desde esse tempo até os tempos atuais, a cidade é o ambiente mais valorizado mundialmente.

Se quando aconteceu o Êxodo Rural, começou a Urbanização então, pode-se definir Urbanização como o processo de crescimento da população da cidade em relação a do campo. Porém, os efeitos não são apenas demográficos. Os modos de vida mudam drasticamente, se tornando um modo de vida urbano- heterogeneidade das atividades econômicas, consumismo, pavimentação, energia elétrica, hospitais, escolas, etc.

Este processo de Urbanização foi desigual e não ocorreu ao mesmo tempo para todos. Para os países do Norte, ou seja, os desenvolvidos, a Urbanização é um processo antigo que se iniciou com a Revolução Industrial e apresenta poucos problemas sócio-urbano-espaciais. Para os países do Sul, ou seja, os subdesenvolvidos e em desenvolvimento, a Urbanização só foi iniciar bem depois da Revolução Industrial e apresenta inúmeros problemas sócio-econômico-espaciais. Além disso, a Urbanização nos países do Norte é considerada normal pois é acompanhada por uma grande oferta de empregos. Já nos países do Sul, é considerada anormal pois não é acompanhada por um igual número de empregos. Desse modo percebemos o grande abismo que o processo de Urbanização deixa entre os países do Norte e do Sul.

Há várias formas de crescimento urbano, ou seja, formas que uma cidade pode crescer. Por exemplo:

-Horizontalização: É o crescimento através da construção de um elevado número de casas, logo a cidade cresce horizontalmente.

-Verticalização: É o crescimento através de um elevado número de edifícios, logo a cidade cresce verticalmente. Abaixo está um exemplo de área verticalizada:

-Conurbação: É a junção física entre duas ou mais cidades.

-Metropolização: Acontece quando uma cidade passa a ser mais importante que as demais( processo de polarização). Assim forma-se uma Metrópole que pode ser Nacional ou apenas Regional.

-Megalopolização: É a conurbação(junção) entre duas ou mais metrópoles, formando uma Megalópole. A maior megalópole do mundo é Tokaido e a mais antiga é Boswash que vai desde Boston até Washington.

-Cidades Dormitórios: Acontece quando a maior parte da população de uma cidade passa o dia inteiro trabalhando em outra cidade e voltam apenas para dormir. Geralmente são cidades pequenas e sem grande ofertas de emprego.

-Cortiços: Espaços em que objetos, cômodos, móveis, etc, são compartilhados.

-Favelas: Espaços gerados pela exclusão social. Os mais ricos constróem áreas nobres em que os mais pobres não podem ter acesso e acabam construindo casas em terrenos impróprios como encostas de morros, formando as favelas. São marcadas pela falta de educação de qualidade, de saneamenteo básico e de segurança.

-Megacidades: São cidades com mais de 10 milhões de habitantes. No Brasil, São Paulo é um exemplo.

Há também a Desmetropolização, a Especulação Imobiliária entre várias outras formas de crescimento urbano. Mas uma das mais importantes é a chamada Rede Urbana, uma espécie de articulação entre cidades. Há dois tipos de Rede Urbana: a Clássica e a Atual.

Perceba que na clássica há uma hierarquia urbana( vai da menor-vila- até o maior-metrópole nacional). Na rede urbana atual não existe essa hierarquia, a vila pode se comunicar diretamente com a Metrópole Nacional e vice-versa.

É inegável que a Urbanização tenha trazido desenvolvimento para os países e industrialização mas também trouxeram inúmeros problemas de âmbito social e ambiental. Aqui estão listados alguns problemas sociais gerados pela Urbanização:

-Queda da qualidade de vida;

-Violência Urbana;

-Desemprego Estrutural, que é o desemprego gerado pela mecanização das indústrias. A máquina acaba substituindo o homem, deixando muitos sem emprego. Uma máquina faz o serviço de 100 homens;

-Terceirização: É o crescimento do terceiro setor de trabalho, o comércio. Também chamado de Crescimento do Mercado Informal, é causado pela falta de qualificação das pessoas e pelo Desemprego Estrutural, já que os desempregados irão procurar trabalho neste setor.

Estes são alguns problemas sociais, agora estarão listados problemas ambientais gerados pela Urbanização:

-Desmatamento:Ocorre no ambiente rural, geralmente para tirar a cobertura vegetal primária e trocá-la por plantações e pastagens. O Desmatamento causa aumento da temperatura global, erosão, perda de biodiversidade, aumento de CO2 na atmosfera, entre outros problemas.

-Poluição Atmosférica: gerada pelos gases poluentes liberados pelas indústrias, como CO2( gás carbônico) e CH4(metano).

-Chuva Ácida: quando as indústrias liberam no ar o enxofre, este vai se misturar com outras substâncias e formar o H2SO4( ácido sulfúrico). Em outras palavras, vai chover ácido sulfúrico causando a chuva ácida que causa doenças de pele, acidificação das águas e do solo, corrosão de metais e monumentos históricos, etc. Abaixo está o dano que a chuva ácida pode causar a um monumento:



-Efeito Estufa: é o efeito que causa aumento da temperatura global através da liberação de gases estufa como CO2 e CH4. Estes gases impedem que os raios ultravioletas do Sol voltem, mantendo-os presos na Terra. Isso causa, dentre outras consequências, o derretimento das geleiras que ocasiona o aumento do nível do mar, fazendo com que cidades litorâneas sejam inundadas e sumam do mapa. Abaixo está um exemplo de geleira derretida:

-Ilha de Calor: Ocorre em grandes cidades, quando há a intensa desarborização e verticalização fazendo com que a temperatura da cidades suba muito. Embaixo está um esquema de ilha de calor:

-Inversão Térmica: Este é um fenômeno natural que ocorre todo final de madrugada. O normal é que o ar quente esteja em baixo e o ar frio em cima. Com a inversão térmica, esta ordem é trocada. Porém, com a queima de combustíveis fósseis como o petróleo a Inversão Térmica está deixando de ser um fenômeno apenas natural e está ocorrendo em pleno dia. Assim, os gases poluentes não conseguem passar pela camada de ar frio que fica em baixo com a Inversão e acabam criando uma nuvem de fumaça que causa aumento da temperatura e doenças respiratórias. Abaixo está representado o normal e o invertido:

-Resíduos Sólidos: É o chamado lixo urbano, gerado pelo consumismo. As formas de solução são: lixão, aterro sanitário, incineração e reciclagem. Veja abaixo o tempo que cada material jogado na natureza demora para se decompor( em especial, observe o tempo que um simples pedaço de vidro leva para se decompor):

Assim, podemos concluir que a Urbanização possui 2 faces: a boa que gera desenvolvimento e industrialização e a ruim que gera todos esses problemas sociais e ambientais citados. A melhor maneira de conciliar a Urbanização com o bem da sociedade e da natureza é através do desenvolvimento sustentável, ou seja, desenvolvimento e natureza sempre juntos.

OBS: Nem todos os países do mundo são urbanizados. Grande parte dos países africanos, socialistas e alguns subdesenvolvidos são ruralizados.

A URBANIZAÇÃO NO BRASIL

Resumo: Nesta postagem será explicado como a urbanização afetou o Brasil, e contribuiu para formar várias metrópoles em todas as regiões. Mas também contribuiu para alguns problemas sociais.

Podemos afirmar que o Brasil, hoje, é um país urbanizado. Com a saída de pessoas do campo em direção às cidades, os índices de população urbana vem aumentando sistematicamente em todo o país. A parti da década de 60, as cidades passaram por um processo de dispersão espacial, à medida que novas porções do território foram sendo apropriadas pelas atividades agropecuárias.
É considerável o numero de pessoas que trabalham em atividades rurais e residem nas cidades. As greves dos trabalhadores bóias-frias acontecem nas cidades, o lugar onde moram. São inúmeras as cidades que nasceram e cresceram em áreas do país que tem a agroindústria como impulso das atividades econômicas secundárias e terciárias.

Em virtude da modernização do campo, assiste-se a uma verdadeira expulsão dos pobres, que encontram nas grandes cidades seu único refúgio. Como as industrias absorvem cada vez menos mão-de-obra e o setor terciário apresentam um lado moderno, que exige qualificação profissional, a urbanização brasileira vem caminhando lado a lado com o aumento da pobreza e a deterioração crescente das possibilidades de vida digna aos novos cidadãos urbanos.

Os moradores da periferia, das favelas e dos cortiços tem acesso a serviços de infra-estrutura precários. O espaço urbano, quando não oferece oportunidades, multiplica a pobreza.

A REDE URBANA BRASILEIRA

Apenas a parti da década de 40, que se estruturou uma rede urbana em escala nacional. Até então, o Brasil era formado por “arquipélagos regionais” polarizados por suas metrópoles e capitais regionais. A integração econômica entre São Paulo, Zona da Mata nordestina, Meio-Norte e região Sul era extremamente frágil. Com a modernização da economia, primeiro as regiões Sul e Sudeste formaram um mercado único que, depois, incorporou o Nordeste e, mais recentemente, também o Norte e o Centro-Oeste.

As metrópoles concentravam os índices de crescimento urbano e econômico e detinham o poder político em grandes frações do território. É o caso de Belém, Fortaleza, Recife, Salvador, Belo Horizonte, São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba e Porto Alegre. As metrópoles abrigavam, em 1950, aproximadamente 18% da população do país; em 1970, cerca de 25%; e, em 1991, mais de 30%.

A medida que a infra-estrutura de transportes e comunicações foi se expandindo pelo país, o mercado se unificou e a tendência a concentração urbano-industrial ultrapassou a escala regional, atingindo o país como um todo. Assim, os grandes pólos industriais da região Sudeste, passaram a atrair um enorme contingente de mão-de-obra das regiões que não acompanharam seu ritmo de crescimento econômico e se tornaram metrópoles nacionais. Após a Revolução de 1930, que levou Getulio Vargas ao poder, até meados da décadas de 70, o governo o federal concentrou investimentos de infra-estrutura industrial na região Sudeste, que , em conseqüência, se tornou o grande centro de atração populacional do país. Os migrantes que a região recebeu eram, constituídos por trabalhadores desqualificados e malremunerados, que foram se concentrando na periferia das grandes cidades.

Com o passar dos anos, a periferia se expandiu demais e a precariedades do sistema de transportes urbanos levou a população de baixa renda a preferir morar em favelas e cortiços no centro das metrópoles.

A rede urbana interfere na vida das pessoas de maneiras diferentes. As pessoas de classe social mais alta podem aproveitar de tudo numa metrópole, todos os recursos estão a disposição. Mas outros que já não podem nem levar ao mercado o que produzem, são presos aos preços e as carências locais. Para estes a rede urbana não é totalmente uma realidade.

As condições de determinada região determinam a desigualdade entre as pessoas. Por isso, muitos são cidadãos diminuídos ou incompletos.

AS METRÓPOLES BRASILEIRAS

As regiões metropolitanas brasileiras foram criadas por lei aprovadas no Congresso Nacional em 1973, que as definiu como “um conjunto de municípios contíguos e integrados socioeconomicamente a uma cidade central, com serviços públicos e infra-estrutura comum”.

A medida que as cidades vão se expandindo horizontalmente, ocorre a conurbação, ou seja, elas se tornam contínuas, plenamente integradas, e os problemas de infra-estrutura urbana são comuns ao conjunto de municípios da metrópoles.

Foram criados os conselhos deliberativos e consultivos para administrar esses problemas comuns a um conjunto de cidades. Recebe o nome de Secretária de Estado dos Negócios Metropolitanos. Na prática, acaba tomando decisões administrativas em função de determinações políticas e sob ordens do governador do estado, deixando as determinações técnicas em ultimo plano.

No Brasil, são legalmente reconhecidas treze regiões metropolitanas. Duas delas São Paulo e Rio de Janeiro são nacionais. As outras onze metrópoles, Belo Horizonte, Porto Alegre, Recife, Salvador, Fortaleza, Curitiba, Belém, Baixada Santista, Vitória, São Luís e Natal, são consideradas regionais por exercerem seu poder de polarização apenas em escala regional.

A baixada Santista e a região de Campinas, que, juntamente com o vale do Paraíba, formam a primeira megalópole brasileira entre São Paulo e Rio de Janeiro, agrupam um conjunto de treze cidades-satélites são administrados pelo governo do Distrito Federal. Em 1998, foi aprovado pelo Senado projeto autorizado a Presidência da Republica a instituir a Região Integrada de Desenvolvimento do Entorno. A secretaria do Entorno do Distrito Federal é responsável pela política de planejamento integrado de 42 municípios. Manaus, apesar de ter superado a cifra de um milhão de habitantes e exercer enorme poder de polarização em uma vasta área da Amazônia, não possui nenhum município a ela conurbação e poder, portanto, ser administrada apenas pelo poder municipal

Metropole é o conjunto de cidades (ou entidades políticos-administrativas correspondentes, como os municípios) conurbadas e que tem uma cidade principal que, geralmente, lhe dá o nome.
Metropolização é o processo em que as cidades de uma região metropolitana (ou apenas uma cidade fora de região metropolitana) estão em via de se tornarem uma metrópole, ou seja, prestes a abrigar mais de 1 milhão de habitantes em uma região ou apenas em uma cidade. No Brasil, é um fenômeno recorrente, pois se até 1960 o país tinha apenas 2 cidades com mais de um milhão de habitantes, este número hoje é bem superior. Este processo, cumpre ressaltar, costuma, ao menos no que se refere ao Brasil, vir acompanhado de um sem número de problemas sociais originados quer da precariedade das condições dos migrantes que chegam na área em processo de urbanização, quer da oferta reduzida de infra-estrutura nas comunidades urbanas dessas regiões

Hierarquia urbana nada mais é do que a escala de subordinação entre as cidades, geralmente da seguinte forma: as pequenas cidades que existem aos milhares, que se subordinam as cidades médias, que existem em número menor que as pequenas cidades, estas, as cidades médias, que se subordinam às cidades intermédias. As grandes cidades ou metrópoles, que são muito poucas.

No Brasil (De acordo com a classificação do IBGE)

●Metrópoles globais: suas áreas de influencia ultrapassam as fronteiras de seus estados, região ou mesmo do país (Ex. São Paulo).

●Metrópoles nacionais: encontram-se no primeiro nível da gestão territorial, constituindo foco para centros localizados em todos os pontos do país (Ex. São Paulo e Rio de Janeiro).

●Metrópoles regionais: constituem o segundo nível da gestão territorial, e exercem influência na macrorregião onde se encontram (Ex. Belém, Belo Horizonte, Curitiba, Fortaleza, Goiânia, Manaus, Porto Alegre, Recife e Salvador),Campinas, Maceió, Natal, São Luís, Teresina e Vitória, Florianópolis..

●Capitais regionais: constituem o terceiro nível da gestão territorial, e exercem influência no estado e em estados próximos.
Capitais regionais A: Ex. Aracaju, , Campo Grande, Cuiabá, João Pessoa, Mossoró
Capitais regionais B: Ex. Blumenau, Ribeirão Preto, São José do Rio Preto, Uberlândia, Montes Claros, Palmas, Passo Fundo e Porto Velho.
Capitais regionais C: Araçatuba, Presidente Prudente, Rio Branco, Santarém, São José dos Campos, Sobral e Sorocaba.

●Centros sub-regionais: exercem influência apenas em cidades próximas, povoados e zona rural. Dividem-se em dois níveis:
Centros sub-regionais A: Ex. Foz do Iguaçu, Franca, Pato Branco, Sinop.
Centros sub-regionais B: Andradina, Angra dos Reis, Assis, e Balneário Camboriú.

Diversidade Populacional Brasileira


A diversidade da população brasileira aparece nas características culturais como a língua, a religião,a música, os hábitos alimentares e também nas características físicas das pessoas, como a cor da pele, dos cabelos, estatura etc.
Dos portugueses herdamos nossa língua oficial. No entanto, nossa língua portuguesa não é falada da mesma forma por toda a população. Há diferenças regionais que aparecem, por exemplo, no sotaque das pessoas.
Os sotaques são explicados pela influência de povos diversos. Além dessa diferenciação nos sotaques, na língua portuguesa falada no Brasil, encontramos muitas palavras de origem indígena e africana.
Muitos e diferentes povos indígenas habitavam nosso território antes da chegada dos colonizadores europeus no século XVI. Cada grupo vivia com sua organização social, tradições, crenças, línguas e costumes. Os indígenas influenciaram hábitos da população não-indígena, tais como banhar-se todos os dias e até várias vezes ao dia, usar redes e consumir mandioca.
Aproximadamente 4 milhões de africanos foram trazidos para trabalhar como escravos no Brasil, entre os séculos XVI e XIX. Eles influenciaram muitos aspectos da cultura nacional, tais como a música, a religiosidade, a dança e a culinária.
Grande parte da população brasileira é formada por imigrantes ou descendentes destes. A imigração para o Brasil se deu principalmente entre meados do século XIX e XX, quando vieram europeus (portugueses, italianos, espanhóis, alemães) e asiáticos (sírios, libaneses, japoneses, entre outros).
Nas últimas décadas, têm entrado no Brasil imigrantes coreanos, chineses, nigerianos, angolanos, bolivianos, peruanos, colombianos, entre outros. Depois dos portugueses, os italianos formaram o grupo mais numeroso de imigrantes estabelecidos no Brasil.
Durante muito tempo se acreditou que a “mistura” de povos, num mesmo território, fazia do nosso país uma democracia racial, isto é, um país sem racismo, onde todos são tratados da mesma forma e têm as mesmas oportunidades, independentemente de sua origem étnica. No entanto, já foi comprovado que em nosso país há um racismo disfarçado contra negros e índios, levando grande parte da população a não reconhecer sua própria origem.

Diversidade Brasileira



Brasil, o quinto país mais populoso do mundo

Atualmente, o Brasil possui a quinta maior população do mundo, conforme estimativa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o país atingiu em 1° de março de 2010, 192.572.739 habitantes, apresentando uma concentração populacional inferior apenas a dos referidos países: China (1,3 bilhão), Índia (1,2 bilhão), Estados Unidos (315 milhões) e Indonésia (230 milhões). A divisão da população brasileira conforme o sexo é a seguinte: mulheres (51,3%), homens (48,7%). As mulheres também são a maioria nas universidades – 57%.

A taxa de crescimento demográfico do Brasil está em constante processo de declínio. Esse fato é consequência do planejamento familiar, e, principalmente, da redução da taxa de fecundidade (número de filhos gerados por cada mulher). Conforme dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) em 2008, a taxa de fecundidade da mulher brasileira é de 1,89.

Apesar de ser um país populoso (população absoluta), o Brasil é pouco povoado (população relativa), pois sua densidade demográfica é de apenas 22,6 habitantes por quilômetro quadrado. Seu território é habitado de forma extremamente desigual – São Paulo é o estado mais populoso, com 41.384.039 habitantes, enquanto Roraima, estado menos populoso, possui 421.499 habitantes. A ocupação populacional nas diferentes regiões comprova essa concentração desigual no território brasileiro.

Nordeste – 53.591.197 habitantes, densidade demográfica de 34,4 hab./ km².
Norte – 15.359.558 habitantes, densidade demográfica de 4 hab./ km².
Sul – 27.719.118 habitantes, densidade demográfica de 48 hab./ km².
Sudeste – 80.915.332 habitantes, densidade demográfica de 87,5 hab./ km².
Centro-Oeste – 13.895.375 habitantes, densidade demográfica de 8,6 hab./ km².

Portanto, a região Sudeste é a mais populosa e mais povoada do Brasil, com destaque para os estados de São Paulo e Rio de Janeiro. Há quatro décadas, o Sudeste caracteriza-se como tal.

A expectativa de vida do brasileiro está crescendo a cada ano, fator resultante de melhorias nas condições de vida e saúde no país. Conforme pesquisa realizada pelo IBGE, a população do Brasil vive em média 72,8 anos. Atualmente, o país ocupa o 80° lugar no ranking mundial da expectativa de vida da Organização das Nações Unidas (ONU).

O Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) brasileiro também está ampliando a cada ano, de acordo com o relatório mais recente, divulgado em 2009, o Brasil possui média de 0,813, ocupando a 75° posição no ranking mundial, composto por 182 países.

A taxa de mortalidade infantil é outro índice social que tem apresentado melhorias. Conforme dados de 2008, publicados pelo o IBGE, a taxa de mortalidade infantil no Brasil passou de 33,5 crianças mortas por mil nascidas vivas, para 23,3, entre 1998 e 2008. Entretanto, o país tem muito a melhorar, especialmente em relação à desigualdade social, à saúde, educação, distribuição de renda, segurança, entre outros fatores.

CONFLITOS MUNDIAIS (02)

QUESTÃO CURDA


O povo Curdo é constituído por um agrupamento de famílias que vivem em forma de tribos, sua atividade econômica é baseada no pastoreio e fabricação artesanal de tapetes.

Apesar de possuir características singulares, os Curdos foram reconhecidos somente a partir da década de 1920, por meio do Tratado de Sévres, em 1920, e Lausanne, em 1923, que propunha a instauração de um Estado Curdo nos lugares em que já habitavam.

No entanto, o governo não colocou em prática a determinação de criação de um novo Estado, além disso, os líderes dos territórios onde está localizado o povo curdo reprimiram essa etnia forçadamente, tal repressão impulsionou o surgimento de inúmeras revoltas com confrontos diretos.

Entre 1945 e 1946, houve a existência da República Democrática Curda, essa, em sua restrita existência, se encontrava localizada onde está atualmente o Irã.

Todos os impasses para a consolidação de um Estado autônomo para a nação curda conduziram esse povo a um conflito com os líderes do Iraque e Irã que durou quase uma década, entre 1961 e 1970. O confronto favoreceu o surgimento de acordos que deram autonomia ao povo, embora tais acordos nunca tenham sido executados.

Conflito ao norte do Iraque e grande parte da Turquia, na qual, este povo sofre com a represália destes dois governos e onde desencadeia desentendimentos entre Turquia e o Iraque pelo avanço das tropas turcas em território iraquiano.

Em 1988 as Forças Armadas do Iraque usam armas químicas proibidas por convenção internacional – contra a aldeia curda de Halabja, matando 5 mil civis.

O Curdistão é uma região habitada por população de etnia curda, cuja área está localizada dentro dos territórios da Turquia, da Síria, da Armênia, do Azerbaijão, do Irã e do Iraque. É considerada a maior nação sem território do mundo. A população curda é reprimida sobretudo no Iraque e na Turquia.

Os curdos querem a independência do Curdistão