sábado, 3 de julho de 2010

Santa Rita de Cássia


Foi inaugurada no sábado dia 26 de junho a maior estátua religiosa do mundo no município potiguar de Santa Cruz, estimulando cada vez mais o turísmo religioso no interior do Rio Grande do Norte.

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Dicas para você garantir sucesso no Vestibular





Os vestibulandos adoram receber aquelas dicas preciosas que podem fazer a diferença no momento das provas. Muitas vezes o estresse, o cansaço e o turbilhão de matérias na cabeça não nos deixam relaxar para buscar um bom resultado. Então esqueça o nervosismo e veja como você pode sobressair no Vestibular.

1. Saiba que o vestibular não é um monstro. Não tenha medo, não é necessário nervosismo. Esteja sempre confiante!

2. Responda tudo! Sim, tudo, mesmo que você não saiba. Tente falar algo sobre o assunto, tente fazer algumas contas, mesmo que pela metade. Nunca se sabe o que a pessoa que corrige a prova vai considerar.

3. Responda o que você sabe primeiro e anote em um canto da página o número das questões que não souber. Ao terminar, volte analisando e tentando resolver cada uma das questões que você não soube responder.

4. Se faltar menos de uma hora para o término da prova, certifique-se de ter respondido ao menos uma questão de cada matéria. A maioria dos vestibulares elimina quem não acerta pelo menos uma questão de cada matéria.

5. Se houver redação, tente fazê-la primeiro. No geral, a redação vale muito e deixá-la para o final pode ser catastrófico.

6. Estudar no dia da prova pode ajudar SIM, mas só se você estiver com bastante disposição. Lembre-se que a prova é extensa e cansativa, e só estude antes se tiver a certeza de que não vai se prejudicar, caso contrário, durma mais e relaxe. Evite fazer qualquer coisa que canse.

7. Se a carteira não for confortável, pare por 2 ou 3 minutos a cada meia hora durante a prova, olhe para cima e relaxe um pouco. Neste momento, tente dispersar um pouco, respire fundo, tente ouvir os pássaros ao redor cantando e divirta-se com a cara de preocupação dos seus concorrentes na sala.

8. Leve água ou suco e algo simples para comer se a instituição permitir. Só não leve coisas com pacotes barulhentos, provavelmente não será permitido.

9. Tente ir com relógio de pulso. É muito bom controlar seu tempo e não ser pego pelo fim da prova de surpresa.

10. Vá com roupas leves e não se preocupe com sua aparência (principalmente mulheres). Não é um desfile nem um lugar para conseguir um(a) namorado(a). Esqueça qualquer coisa como maquiagem, roupas quentes, etc.


Geografia: por onde começar?



É consenso entre os professores de Geografia que a prova do vestibular aborda a matéria de forma inter-relacionada, ou inter-disciplinada. Nas questões interdisciplinares, lá está ela. Na sessão de História, as expressões da Geografia também aparecem. Em Biologia, perguntas que envolvem clima e relevo, dentre outros temas, se fazem sempre presentes. Se a Geografia é assim tão importante (e parece estar em todo lugar), por onde começar?

A primeira dica é estudar os conceitos gerais da disciplina. Pode parecer óbvio, mas são noções básicas - bem básicas mesmo, como o que é clima, o que é nascente ou como se formam as montanhas - que fazem a diferença. Aproveite este momento para relembrar o vocabulário específico, também começando pelos clássicos: populoso, povoado, nação, país, continente, ilha...

Conhecer o elementar é essencial para que você consiga entender os aspectos mais específicos e possa relacioná-los entre si e com conteúdos de outras áreas. Além disso, se você tem a intenção de prestar vestibular em outro estado, saber os conceitos básicos pode salvar você mesmo em questões sobre a região em que você não mora.

Também é importante destacar que estas noções gerais são a base para a interpretação de gráficos e tabelas, cada vez mais comuns nas provas. E com um detalhe: cada vez mais buscando a correlação dos dados com os fatos atuais, características econômicas, e assim por diante.

Os fatos. Eles são a chave para conseguir juntar as peças da Geografia. De um lado, os fatos históricos. De outro, a história presente: as famosas atualidades. Nos últimos anos, os assuntos de capa das principais publicações nacionais têm aparecido também nas páginas do vestibular. Talvez pareça óbvia a dica de manter-se ligado no que está sendo falado na mídia, mas aqui vai um conselho extra: diante dos fatos, relembre o básico. Terremoto no Haiti? Aproveite para ver em que continente está o país, que oceano o circunda, que tipo de relevo tem, principal produção econômica. Não precisa decorar, mas dê uma refrescada e relacione os aspectos isolados aos fatos que você acabou de ver.

Recapitulando, então: comece pelos conceitos básicos, relendo mesmo aquele capítulo que você já sabe. Cheque o vocabulário específico e garanta que não vai ser pego de surpresa por uma palavra desconhecida. Quando partir para conhecimentos mais focados, dê atenção especial aos mapas, gráficos e tabelas - o que você vê além dos contornos e áreas sombreadas? E, enquanto estuda o que já aconteceu no mundo, fique de olho no que está rolando a cada movimento de rotação da Terra.

Listamos alguns assuntos mais pontuais que costumam aparecer, de uma forma ou de outra, nas provas de vestibular:

- Dados do IBGE sobre o Brasil: mortalidade, expectativa de vida, população mais rica e mais pobre, níveis de escolaridade, etc;
- Brasil no mundo: o IDH, o que ele leva em consideração e o que os números do país significam para a nossa população;
- Meio ambiente 1: energias renováveis e não-renováveis, suas características e diferenças quando comparadas, países em que cada uma é mais utilizada ou pesquisada;
- Meio ambiente 2: questões ecológicas, poluição, situação das águas, extração;
- Dica em destaque: COP-15, Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas - realizada em dezembro/2009 em Copenhagen (Dinamarca). Temas relacionados: Rio 92/Protocolo de Kyoto, Rio + 10; pode-se relacionar também a relevância do Brasil no cenário internacional em termos de políticas ambientais, comparar as posições de George Bush (pai) com Barack Obama nos dois encontros (Eco 92 e Cop-15) e as implicações políticas do evento de 2009.

As Sub-Regiões Nordestinas

Formada pelos estados de Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe, a região Nordeste possui extensão territorial de 1.554.257,0 quilômetros quadrados. Conforme contagem populacional, realizada em 2009, pelo Instituto de Geografia e Estatística (IBGE), sua população totaliza 53.591.197 habitantes.

Esse complexo regional brasileiro apresenta grande diversidade no que se refere aos aspectos físicos, sociais e econômicos. A heterogeneidade das características físicas do Nordeste é responsável pela sua subdivisão, sendo composta por: Meio-Norte, Sertão, Agreste e Zona da Mata. Compreender as peculiaridades dessas sub-regiões é de fundamental importância para a análise das relações sociais ali estabelecidas, além de proporcionar um efetivo conhecimento dessa região marcada por abordagens preconceituosas.


Localização das sub-regiões nordestinas

Meio-Norte: é formado pelos estados do Maranhão e Piauí (porção oeste). Essa sub-região corresponde a uma faixa de transição entre a Floresta Amazônica e o Sertão semiárido do Nordeste, onde a vegetação natural predominante é a Mata dos Cocais. Os índices pluviométricos dessa sub-região são mais elevados conforme se aproxima da Floresta Amazônica.
A economia é baseada no extrativismo vegetal, pecuária extensiva, agricultura tradicional de algodão, cana-de-açúcar e arroz.

Sertão: ocupando a maior parte do Nordeste, o Sertão compreende os estados da Bahia, Ceará, Pernambuco, João Pessoa, Rio Grande do Norte, Sergipe (extremo noroeste), Alagoas (oeste) e Piauí (porção leste). Essa parte do território nordestino é uma extensa área de clima semiárido, conhecido como “Polígono das Secas”. As chuvas nessa região ocorrem de forma irregular, predominando longos períodos de secas. Em virtude das condições climáticas, a caatinga é o bioma representativo.
As principais atividades econômicas desenvolvidas no Sertão nordestino são: a pecuária extensiva e de corte, além do cultivo irrigado de frutas, flores, cana-de-açúcar, milho, feijão, algodão, extração de sal (Ceará e Rio Grande do Norte) e o turismo nas cidades litorâneas.

Agreste: formado pelos estados do Rio Grande do Norte, João Pessoa, Pernambuco, Alagoas, Sergipe e Bahia, o Agreste ocupa uma faixa estreita do Nordeste, estando presente na porção central desses estados. Essa é uma área de transição entre o Sertão semiárido e a Zona da Mata. A pecuária extensiva é desenvolvida nos trechos mais secos; nas partes mais úmidas predomina a agricultura de subsistência e a pecuária leiteira.

Zona da Mata: abrange a faixa litorânea dos estados do Rio Grande do Norte, João Pessoa, Pernambuco, Alagoas, Sergipe e Bahia. Também conhecida como Litoral Continental, essa sub-região apresenta a maior concentração populacional do Nordeste e o maior índice de urbanização. Predomina o clima tropical úmido, tendo a Mata Atlântica como o principal bioma. O turismo nessa região é uma das principais fontes de receitas. Outro forte destaque é o cultivo de cana-de-açúcar, cacau, café, frutas, fumo, além de indústrias e produção de petróleo (Rio Grande do Norte e Bahia).

Os tipos de extrativismo

O extrativismo
São as atividades de coleta de produtos naturais, sejam estes produtos de origem vegetal, animal, ou mineral.
Esses produtos podem ser cultivados para fim comerciais, industriais e para subsistência, e ela é a atividade mais antiga desenvolvida pelo ser humano.

Extrativismo vegetal
É um processo de exploração dos recursos vegetais nativos (ou seja, naturais de um lugar), onde a pessoa apenas coleta ou apanha os produtos que vai encontrando em uma região. Não é um processo que produz muito, porque a pessoa tem que vagar pela mata ou campo à procura do seu objetivo: madeira, borrachas, ceras, fibras, frutos, nozes, produtos medicinais etc.
A exploração da madeira é a principal atividade extrativa vegetal no Brasil. A madeira é retirada principalmente na Amazônia, provocando o desmatamento da floresta.
Além da madeira, são extraídos produtos como a castanha-do-pará, o palmito, o látex de seringueira, o babaçu, e muitos outros produtos em todo o Brasil.
Alguns desses produtos são extraídos de forma muito tradicional, não ocasionando um impacto tão grande na natureza como no caso da castanha-do-pará.


Catanha-do-pará um produto de extração

Extrativismo animal
No passado, para conseguir parte de seus alimentos, os seres humanos praticavam a pesca e a caça de animais. Atualmente existem técnicas mais desenvolvidas para a pesca comercial, apesar da pesca artesanal e a esportiva serem praticadas de modo tradicional.
A caça é uma atividade que deve ser controlada para que alguns animais não entrem em processo d extinção.

Extrativismo mineral
O extrativismo mineral trata da exploração dos recursos minerais da terra para posterior transformação nas indústrias, ou para consumo imediato, caso da água mineral. O Extrativismo Mineral é responsável pela grande transformação no ambiente onde ele é praticado, pois normalmente é encontrado no subsolo. O extrativismo mineral é um grupo que contém esses seguintes itens: Água, rochas, fogo, ar, sal, entre outros...
Existem dois tipos de extrativismo mineral: aquele que emprega tecnologia reduzida, como o garimpo de ouro em rios, e o que utiliza equipamentos sofisticados e técnicas avançadas, como a exploração e extração de petróleo.


Extração de ouro em rio

Estrutura Interna da Terra

A Terra é formada por diferentes camadas:

  • a crosta, feita de materiais mais leves
  • o manto, camada intermediária
  • o núcleo, formada de materiais mais densos e pesados

A crosta, camada mais externa, pode ser separada didaticamente em crosta oceânica e crosta continental. Uma outra divisão permite distinguir a litosfera, uma camada rochosa que mede entre 70 e 100 km de profundidade e que inclui a crosta oceânica e continental e parte do manto superior. A litosfera é formada por placas rígidas e móveis, as placas tectônicas, que desliza sobre a astenosfera, onde o material está em estado de semifusão. Mais abaixo da litosfera e da astenosfera temos a mesosfera. A endosfera é aparte mais ao centro, formada por níquel e ferro (NiFe).

Camadas da Terra

Camadas da Terra

A crosta, camada mais externa, é formada por rochas e minerais. Rochas são um agregado natural composto de alguns minerais ou de um único mineral. Minerais são compostos sólidos e cristalinos de elementos químicos. Quanto a sua origem, uma rocha pode ser cristalina (magmática), sedimentar ou metamórfica. Rochas cristalinas são as que, como o nome indica, geralmente formam cristais no processo de solidificação do magma. O magma pode solidificar-se no interior ou no exterior da terra, sendo então as rochas cristalinas divididas em intrusivas (plutônicas) e extrusivas (vulcânicas). As rochas cristalinas extrusivas são as que se formam na expulsão do magma, e como exemplo temos o basalto e a obsidiana. Devido à velocidade com que se expelem, não é possível a formação de macrocristais. As rochas cristalinas intrusivas são as formadas pelo resfriamento lento do magma no interior da Terra, o que possibilita a formação de cristais visíveis. São exemplos o granito e o diorito.

Basalto

Basalto

Granito

Granito

Rochas sedimentares são, como o nome indica, formadas a partir da compactação de sedimentos oriundos da erosão, do transporte e da deposição de minerais. São rochas sedimentares a areia, o calcário (usado na correção do pH do solo para a agricultura, na produção de giz e na fabricação de vidro) e o arenito.

As rochas metamórficas (de metamorfose, transformação) são rochas outrora cristalinas, sedimentares ou metamórficas que, pela ação do calor ou da pressão do interior da Terra, adquiriram estrutura diversa da original. O gnaisse (o Pão-de-Açúcar, no Rio de Janeiro, é uma formação rochosa em gnaisse) e o mármore são exemplos de rochas metamórficas.

Chama-se estrutura geológica o conjunto de diferentes rochas de um lugar e os processos por elas sofridos, o que dá a cada terreno uma configuração ímpar. Há três tipos básicos de estutura geológica na crosta terrestre: escudos cristalinos (crátons), bacias sedimentares e faixas orogênicas (de montanhas).

Crátons são rochas cristalinas e metamórficas muito antigas, das eras Pré-Cambriana e Paleozóica. Apresentam-se sempre desgastados e por isso com baixas atitudes, em função do longo processo erosivo a que estiveram expostos. Quando expostos à erosão, levam o nome de escudos. Quando recobertos por terrenos sedimentares, são chamados de embasamentos cristalinos.

Bacias sedimentares são o resultado da acumulação gradual de sedimentos nas depressões existentes nos escudos. Temos bacias originadas no Paleozóico, Mesozóico e Cenozóico (era atual).

Forças internas (dobramentos) também são capazes de produzir cadeias de montanhas, ou faixas orogênicas. Há dois tipos de dobramentos, quanto à antiguidade: os dobramentos antigos, como o movimento laurenciano, do período Pré-Cambriano, que deu origem às serras do Mar e da Mantiqueira no Brasil e os modernos, que não constam no território brasileiro e deram origem às mais altas cadeias de montanhas existentes na Terra, como os Andes e o Himalaia.

Domínios Morfoclimáticos

Na década de 1960, o célebre geógrafo brasileiro Aziz Nacib Ab’Saber reuniu as principais características do relevo e do clima das regiões brasileiras, de modo a formar, juntamente com outros elementos naturais da paisagem, o que chamou domínios morfoclimáticos. Os domínios morfoclimáticos são a síntese de vários elementos naturais característicos a uma paisagem, o que lhe torna particular. Pelo Brasil, foram divididos em:
  • Domínio amazônico, de terras baixas e florestas equatoriais;
  • Domínio do cerrado, de chapadões tropicais interiores com cerrados e matas de galeria (ciliares);
  • Domínio dos mares de morros, de áreas mamelonares tropical-atlânticas florestadas;
  • Domínio da caatinga, com depressões intermontanas e interplanálticas semi-áridas;
  • Domínio da araucária, de planaltos subtropicais com araucárias; e
  • Domínio das pradarias, coxilhas (colinas localizadas em regiões de campos, pouco ou muito elevada) subtropicais com pradarias mistas.

Por ser formados por fatores naturais, entre os domínios não há fronteira exata e brusca mudança, mas sim áreas de transição, com características dos dois domínios separados. Um domínio morfoclimático é uma zona mais abrangente que um bioma, e num mesmo domínio podem-se reconhecer o bioma preponderante, o secundário e pequenos ecossistemas. No cerrado, por exemplo, a savana (cerrado) predomina, mas encontram-se também a caatinga e ecossistemas como matas de galeria (ciliares).


Segundo o IBAMA, o território brasileiro abriga sete biomas, três zonas de transição, 49 ecorregiões e inúmeros ecossistemas. Por ecorregião entende-se um conjunto de comunidades naturais, distintas geograficamente, que compartilham a maioria das suas espécies, processos ecológicos e condições ambientais similares. Estes são os sete biomas brasileiros: amazônia, mata atlântica, caatinga, cerrado, pantanal, campos sulinos (pampa) e biomas costeiros (manguezais, restingas e dunas).