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quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Revolta dos Malês

A Revolta dos Malês foi um movimento que ocorreu na cidade de Salvador (província da Bahia) entre os dias 25 e 27 de janeiro de 1835. Os principais personagens desta revolta foram os negros islâmicos que exerciam atividades livres, conhecidos como negros de ganho (alfaiates, pequenos comerciantes, artesãos e carpinteiros). Apesar de livres, sofriam muita discriminação por serem negros e seguidores do islamismo. Em função destas condições, encontravam muitas dificuldades para ascender socialmente.
Causas e objetivos da revolta

Os revoltosos, cerca de 1500, estavam muito insatisfeitos com a escravidão africana, a imposição do catolicismo e com a preconceito contra os negros. Portanto, tinham como objetivo principal à libertação dos escravos. Queriam também acabar com o catolicismo (religião imposta aos africanos desde o momento em que chegavam ao Brasil), o confisco dos bens dos brancos e mulatos e a implantação de uma república islâmica.

Desenvolvimento da revolta

De acordo com o plano, os revoltosos sairiam do bairro de Vitória (Salvador) e se reuniriam com outros malês vindos de outras regiões da cidade. Invadiriam os engenhos de açúcar e libertariam os escravos. Arrecadaram dinheiro e compraram armas para os combates. O plano do movimento foi todo escrito em árabe.

Fim da revolta

Uma mulher contou o plano da revolta para um Juiz de Paz de Salvador. Os soldados das forças oficiais conseguiram reprimir a revolta. Bem preparados e armados, os soldados cercaram os revoltosos na região da Água dos Meninos. Violentos combates aconteceram. No conflito morreram sete soldados e setenta revoltosos. Cerca de 200 integrantes da revolta foram presos pelas forças oficiais. Todos foram julgados pelos tribunais. Os líderes foram condenados a pena de morte. Os outros revoltosos foram condenados a trabalhos forçados, açoites e degredo (enviados para a África).

O governo local, para evitar outras revoltas do tipo, decretou leis proibindo a circulação de muçulmanos no período da noite bem como a prática de suas cerimônias religiosas.
Curiosidade:
- O termo “malê” é de origem africana  (ioruba) e significa “o muçulmano”.

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

HINO DA INDEPENDÊNCIA

Informações gerais 
O Hino da Independência do Brasil foi criado logo após o 7 de setembro. A letra do hino é de Evaristo da Veiga e a música de D. Pedro I.
HINO DA INDEPENDÊNCIA
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Já podeis, da Pátria filhos,
Ver contente a mãe gentil;
Já raiou a liberdade
No horizonte do Brasil.

Brava gente brasileira!
Longe vá... temor servil:
Ou ficar a pátria livre
Ou morrer pelo Brasil.

Os grilhões que nos forjava
Da perfídia astuto ardil...
Houve mão mais poderosa:
Zombou deles o Brasil.

Brava gente brasileira!
Longe vá... temor servil:
Ou ficar a pátria livre
Ou morrer pelo Brasil.

Não temais ímpias falanges,
Que apresentam face hostil;
Vossos peitos, vossos braços
São muralhas do Brasil.

Brava gente brasileira!
Longe vá... temor servil:
Ou ficar a pátria livre
Ou morrer pelo Brasil.

Parabéns, ó brasileiro,
Já, com garbo varonil,
Do universo entre as nações
Resplandece a do Brasil.

Brava gente brasileira!
Longe vá... temor servil:
Ou ficar a pátria livre
Ou morrer pelo Brasil.

07 de Setembro - Dia da Pátria



Foi no dia sete de setembro de 1822, às margens do riacho do Ipiranga, que o Imperador Dom Pedro I proclamou a Independência do Brasil formalizando a separação com Portugal.
Depois de muitos conflitos, e passados mais de dois anos, Portugal finalmente reconheceu a independência brasileira, com o Tratado de Paz e Aliança assinado entre os dois países. O Hino da Independência foi escrito por Evaristo Ferreira da Veiga e musicado pelo próprio D. Pedro I. O Hino Nacional Brasileiro, de letra do poeta e jornalista Joaquim Osório Duque Estrada, foi oficializado durante o primeiro centenário da Proclamação da Independência, em 1922.
A Bandeira do Brasil, o Hino, o Brasão de Armas e o Selo Nacional são as mais legítimas manifestações simbólicas da União. Mas a comemoração deste dia é uma oportunidade de repensar conceitos, com vistas ao despertar de uma consciência verdadeiramente patriótica, e não apenas simbólica. Tempo de repensar os rumos da Nação e o papel a ser desempenhado por um povo consciente da realidade global.

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Bandeiras do Brasil XII

Esta bandeira foi hasteada na redação do jornal "A Cidade do Rio", após a proclamação da República, e no navio "Alagoas", que conduziu a família imperial ao exílio.



Bandeira Provisória da República (15 a 19 Nov 1889)

domingo, 4 de setembro de 2011

Bandeiras do Brasil X

A Revolução do Porto, de 1820, fez prevalecer em Portugal os ideais liberais da Revolução Francesa, abolindo a monarquia absoluta e instituindo o regime constitucional, cujo pavilhão foi criado em 21 de agosto de 1821. Foi a última bandeira Lusa a tremular no Brasil.





Bandeira do Regime Constitucional ( 1821- 1822)

sábado, 3 de setembro de 2011

Bandeiras do Brasil IX

Criada em conseqüência da elevação do Brasil à categoria de Reino, em 1815, presidiu as lutas contra Artigas, a incorporação da Cisplatina, a Revolução Pernambucana de 1817 e, principalmente, a conscientização de nossas lideranças quanto à necessidade e à urgência de nossa emancipação política. O Brasil está representando nessa bandeira pela esfera armilar de ouro, em campo azul, que passou a constituir as Armas do Brasil Reino.


Bandeira do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarve (1816-1821)


sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Bandeiras do Brasil VIII

Esta bandeira foi usada como símbolo oficial do Reino ao lado dos três pavilhões já citados, a Bandeira da restauração, a do Principado do Brasil e a Bandeira de D. Pedro II, de Portugal.

Bandeira Real Século XVII (1600 - 1700)


quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Bandeiras do Brasil VII

Esta bandeira presenciou o apogeu de epopéia bandeirante, que tanto contribuiu para nossa expansão territorial. É interessante atentar para a inclusão do campo em verde (retângulo), que voltaria a surgir na Bandeira Imperial e foi conservado na Bandeira atual, adotada pela República.



Bandeira de D. Pedro II, de Portugal (1683 - 1706)

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Bandeiras do Brasil VI

O primeiro pavilhão elaborado especialmente para o Brasil. D João IV conferiu a seu filho Teodósio o título de "Príncipe do Brasil", distinção transferida aos demais herdeiros presuntivos da Coroa Lusa. A esfera armilar de ouro passou a ser representada nas bandeiras de nosso País.



Bandeira do Principado do Brasil (1645 - 1816)

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Bandeiras do Brasil V

Também conhecida como "Bandeira de D. João IV", foi instituída, logo após o fim do domínio espanhol, para caracterizar o ressurgimento do Reino Lusitano sob a Casa de Bragança O fato mais importante que presidiu foi a expulsão dos holandeses de nosso território. A orla azul alia à idéia de Pátria o culto de Nossa Senhora da Conceição, que passou a ser a Padroeira de Portugal, no ano de 1646.



Bandeira da Restauração ( 1640 - 1683)

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Bandeiras do Brasil IV

Este pendão, criado em 1616, por Felipe II da Espanha, para Portugal e suas colônias, assistiu às invasões holandesas no Nordeste e ao início da expansão bandeirante, propiciada, em parte, pela "União Ibérica".


Bandeira do Domínio Espanhol (1616 - 1640)

domingo, 28 de agosto de 2011

Bandeiras do Brasil III

O lábaro desse soberano, cognominado o "Colonizador", tomou parte em importantes eventos de nossa formação histórica, como as expedições exploradoras e colonizadoras, a instituição do Governo Geral na Bahia em 1549 e a posterior divisão do Brasil em dois Governos, com a outra sede no Maranhão.



Bandeira de D. João III (1521 - 1616)

sábado, 27 de agosto de 2011

Bandeiras do Brasil II

Era o pavilhão oficial do Reino Português na época do descobrimento do Brasil e presidiu a todos os acontecimentos importantes havidos em nossa terra até 1521. Como inovação apresenta, pela primeira vez, o escudo de Portugal.


Bandeira Real (1500 - 1521)



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sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Bandeiras do Brasil - Série Histórica


Bandeiras Históricas do Brasil:
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Desde o inicio da colonização do Brasil pelos europeus, vários fatos e acontecimentos históricos ocorreram. 
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Ao longo do tempo,  os governantes optaram por modificar as bandeiras brasileiras, isto em função da mudança de quem estava governando, momento histórico ou como ocorreu mais recentemente, a extinção da monarquia e proclamação da república.
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A Ordem de Cristo, rica e poderosa, patrocinou as grandes navegações lusitanas e exerceu grande influência nos dois primeiros séculos da vida brasileira. A cruz de Cristo estava pintada nas velas da frota cabralina e o estandarte da Ordem esteve presente no descobrimento de nossa terra, participando das duas primeiras missas. Os marcos traziam de um lado o escudo português e do outro a Cruz de Cristo.
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Bandeira de Ordem de Cristo (1332 - 1651)


sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Bandeiras do Brasil XI

Criada por Decreto de 18 de setembro de 1822, era composta de um retângulo verde e nele, inscrito, um losango ouro, ficando no centro deste o Escudo de Armas do Brasil. Assistiu ao nosso crescimento como Nação e a consolidação da unidade nacional.



Bandeira Imperial do Brasil (1822 - 1889)

sexta-feira, 15 de julho de 2011

TRATADO DE MADRID


O Tratado de Madrid foi firmado na capital espanhola entre D. João V de Portugal e D. Fernando VI de Espanha, a 13 de Janeiro de 1750, para definir os limites entre as respectivas colônias sul-americanas, pondo fim assim às disputas. O objetivo do tratado era substituir o de Tordesilhas, o qual já não era mais respeitado na prática. As negociações basearam-se no chamado Mapa das Cortes, privilegiando a utilização de rios e montanhas para demarcação dos limites. O diploma consagrou o princípio do direito privado romano do uti possidetis, ita possideatis (quem possui de fato, deve possuir de direito), delineando os contornos aproximados do Brasil de hoje.


quarta-feira, 13 de julho de 2011

TRATADO DE TORDESILHAS


O Tratado de Tordesilhas, assinado na povoação castelhana de Tordesilhas em 7 de Junho de 1494, foi um tratado celebrado entre o Reino de Portugal e o recém-formado Reino da Espanha para dividir as terras "descobertas e por descobrir" por ambas as Coroas fora da Europa. Este tratado surgiu na sequência da contestação portuguesa às pretensões da Coroa espanhola resultantes da viagem de Cristóvão Colombo, que ano e meio antes chegara ao chamado Novo Mundo, reclamando-o oficialmente para Isabel, a Católica.
O tratado definia como linha de demarcação o meridiano 370 léguas a oeste da ilha de Santo Antão no arquipélago de Cabo Verde. Esta linha estava situada a meio-caminho entre estas ilhas (então portuguesas) e as ilhas das Caraíbas descobertas por Colombo, no tratado referidas como "Cipango" e Antília. Os territórios a leste deste meridiano pertenceriam a Portugal e os territórios a oeste, à Espanha. O tratado foi ratificado pela Espanha a 2 de Julho e por Portugal a 5 de Setembro de 1494.
Algumas décadas mais tarde, na sequência da chamada "questão das Molucas", o outro lado da Terra seria dividido, assumindo como linha de demarcação, a leste, o antimeridiano correspondente ao meridiano de Tordesilhas, pelo Tratado de Saragoça, a 22 de Abril de 1529.
No contexto das Relações Internacionais, a sua assinatura ocorreu num momento de transição entre a hegemonia do Papado, poder até então universalista, e a afirmação do poder singular e secular dos monarcas nacionais - uma das muitas facetas da transição da Idade Média para a Idade Moderna.
Para as negociações do Tratado e a sua assinatura, D. João II de Portugal designou como embaixador a sua prima de Castela (filha de uma infanta portuguesa) a D. Rui de Sousa. Os originais de ambos os tratados estão conservados no Archivo General de Indias na Espanha e no Arquivo Nacional da Torre do Tombo em Portugal.




sábado, 2 de julho de 2011

Sete maravilhas do mundo moderno


Sete maravilhas do mundo moderno 
As mais notáveis construções do mundo moderno foram totalmente elevadas a títulos de maravilhas do mundo e ganharam o importante papel de representar o nosso planeta, em suas belas formas modernas e ao mesmo tempo antigas.

Até o que sabemos é que as sete maravilhas do mundo moderno surgiram não para acabar com as sete maravilhas do mundo antigo, mas sim para as futuras gerações saberem que elas existem, já que das 7 maravilhas do mundo antigo, só as Pirâmides de Gisé prevalecem.
Em ordem segue a lista das novas sete maravilhas do mundo moderno:
Muralha da China – China
Taj Mahal – Índia
Cristo redentor – Brasil
Petra – Jordãnia
Machu pichu – peru
Chichen Itza – México
Coliseu – Itália

sexta-feira, 1 de julho de 2011

AS SETE MARAVILHAS DO MUNDO ANTIGO

Seis dos sete admiráveis monumentos e esculturas da Antiguidade já desapareceram. Só restaram as pirâmides do Egito.  A primeira lista das maravilhas do mundo teria sido feita pelo poeta grego Antípatro de Sídon, entre os anos de 150 a 120 a.C.                                                                               
Zeus
                     1. ESTÁTUA DE ZEUS OLÍMPICO (Grécia)
  Foi esculpida por Fídias, o mais célebre escultor da Antiguidade, em ébano e marfim, entre 456 e 447 a.C. Tinha quinze metros de altura e era toda inscrustada de ouro e pedras preciosas. Estava na cidade de Olímpia até que um terremoto a destruiu, possivelmente em 1215.

Templo de Diana

                               2. TEMPLO DE DIANA (Turquia)
Levou duzentos anos para ficar pronto - em 450 a. C. - na cidade de Éfeso. Suas 127 colunas de mármore atingiam 19 metros de altura. Depois de ter sido incendiado em 356 por Eróstrato, foi reconstruído  (dessa vez em vinte anos) e destruído novamente em 262 pelos godos.

   Colosso de Rhodes
                               3.   COLOSSO DE RODES (Grécia)
A gigantesca estátua de Hélio, o deus do sol, tinha 46 metros de altura, era toda de bronze e pesava 70 toneladas. De pernas abertas, ficava na entrada do golfo de Rodes, uma ilha do mar Egeu.  Foi destruída por um terremoto em 224 a. C.
                                   
Mausoléu de Halicarnasso 
4.  MAUSOLÉU DE HALICARNASSO (Turquia) 

Artemisa II, irmã e esposa do rei Mausolo, mandou construir o maior e mais suntuoso túmulo de todas as épocas. Sua base era de mármore e bronze, com revestimento em ouro. A obra ficou pronta em 352 a.C. No alto da construção viam-se as estátuas do rei e da rainha. Artemisa morreu antes de ver o mausoléu terminado. Fragmentos desse monumento são encontrados no Museu Britânico, em Londres e em Bodrum, Turquia.
Farol de Alexandria

                                    5.  FAROL DE ALEXANDRIA (Egito)
Erguia-se numa das ilhas de Faros, perto de Alexandria e tinha uma torre de mármore branco de 135 metros de altura. Era iluminado pelo fogo de lenha ou carvão. Inaugurado em 270 a. C., o farol foi destruído por um terremoto em 1375.


Jardins Suspensos da Babilônia
                  6.  JARDINS SUSPENSOS DA BABILÔNIA (Iraque) 

Foram construídos por ordem do poderoso Nabucodonosor II, em 600 a.C., em homenagem a uma de suas mulheres, Semíramis, que sentia saudade das montanhas de sua terra. Os jardins eram 6 montanhas artificiais, apoiadas em colunas de 25 a cem metros de altura, ao sul do rio Eufrates. Ficavam a duzentos metros do palácio real. Conta-se que Nabucodonosor enlouqueceu ao contemplar essa obra. Tudo foi destruído em data desconhecida.

Pirâmides do Egito
                                 7.   PIRÂMIDES DO EGITO

Das sete maravilhas do mundo antigo, as pirâmides são as únicas sobreviventes. Foram construídas por volta de 2690 a.C, a 10 km do Cairo, capital do Egito.  A maior delas foi construída por Quéops, o mais rico dos faraós. Empregou 100 mil operários durante 20 anos. As outras grandes pirâmides são as de Quéfren e a de Miquerinos. Miquerinos era filho de Quéops e construiu a mais cara de todas elas.

sexta-feira, 24 de junho de 2011

TRATADOS

Até chegar ao traçado atual, os limites territoriais brasileiros foram discutidos e estabelecidos em diversos tratados. Os tratados mais antigos que definiram o Brasil, enquanto Colônia de Portugal foram:
1º 1493 - Bula "Inter Coetera"
No qual o Papa Alexandre VI concedeu a Espanha as terras descobertas ou que se descobrissem a partir de um meridiano distante 100 (Cem) léguas a Ocidente de qualquer das ilhas de Açores e Cabo Verde.

2º 1494 - Tratado de Tordesilhas
Assinado na povoação castellana de Tordesillas, que hoje faz parte da Espanha, mas, naquela época, situava-se entre Portugal e Castela, o tratado definiu a partilha a partilha do chamado Novo Mundo entre ambas as Coroas, um ano e meio após Cristóvão Colombo ter reclamado oficialmente a América para Isabel a Católica. 
O Tratado de Tordesilhas anulou a Bula Alexandrina, e estabeleceu a divisão do globo terrestre em dois hemisférios por um meridiano localizado a 370 léguas a Oeste das ilhas de Cabo Verde. 
Pela linha divisória traçada de pólo a pólo,
as terras até 370 léguas a Oeste das ilhas de Cabo Verde
pertenciam a Portugal, e as terras a Leste, a Espanha.
A localização correta das Linhas de Tordesilhas revelou-se impraticavel, na época, pela impossibilidade da determinação de longitudes, o que só foi possível cerca de dois séculos após.
Por essa demarcação, os limites do Brasil iam
de Belém do Pará a Laguna, em Santa Catarina.
Durante o domínio espanhol (1580-1640), esse tratado perdeu o efeito em virtude e todas as terras portuguesas terem caído sob o poder de Espanha.
Com a expedição de Pedro Álvares Cabral à Índia, a costa do Brasil foi descoberta (Abril de 1500) pelos europeus, o que séculos mais tarde viria a abrir uma polêmica historiográfica acerca do "acaso" ou da "intencionalidade" da descoberta. Observe-se que uma das testemunhas que assinaram o Tratado de Tordesilhas, por Portugal, foi Duarte Pacheco Pereira, um dos nomes ligados a um suposto descobrimento do Brasil pré-Cabralino.
Em princípio, o tratado resolvia os conflitos que seguiram à descoberta do Novo Mundo por Cristóvão Colombo. Muito pouco se sabia das novas terras, que passaram a ser exploradas por Castela. De imediato, o tratado garantia a Portugal o domínio das águas do Atlântico Sul, essencial para a manobra náutica então conhecida como volta do mar, empregada para evitar as correntes marítimas que empurravam para o norte as embarcações que navegassem junto à costa sudoeste africana, e permitindo a ultrapassagem do cabo da Boa Esperança. Nos anos que se seguiram Portugal prosseguiu no seu projeto de alcançar a Índia, o que foi finalmente alcançado pela frota de Vasco da Gama, na sua primeira viagem de 1497-1499.
 Com o retorno financeiro da exploração americana (o ouro castelhano e o pau-brasil português), outras potências marítimas européias (França, Inglaterra, Países Baixos) passaram a questionar a exclusividade da partilha do mundo entre as nações ibéricas. Esse questionamento foi muito apropriadamente expresso por Francisco I de França, que ironicamente pediu para ver a cláusula no testamento de Adão que legitimava essa divisão de terras.
Por essa razão, desde cedo apareceram na costa do Brasil embarcações que promoviam o comércio clandestino, estabelecendo contato com os indígenas e aliando-se a eles contra os portugueses. Floresceram o corso, a pirataria e o contrabando, pois os armadores de Honfleur, Ruão e La Rochelle, em busca de pau-brasil fundavam feitorias e saqueavam naus. O mais célebre foi um armador de Dieppe, Jean Ango ou Angot.
Concluída a volta ao mundo iniciada por Fernão de Magalhães (1519-1521), uma nova disputa entre as nações ibéricas se estabeleceu, envolvendo a demarcação do meridiano pelo outro lado do planeta e a posse das ilhas Molucas (atual Indonésia), importantes produtoras de especiarias. O Tratado serviu como base para as negociações da Junta de Badajoz em 1524, quando se negociou sobre as Molucas e as Filipinas, originalmente situadas na órbita portuguesa, consideradas castelhanas em troca do Brasil (Luciano Pereira da Silva. História da Colonização Portuguesa no Brasil (t. I). Porto, 1922). Para solucionar esta nova disputa, celebrou-se o tratado de Saragoça (22 de abril de 1529).
Posteriormente, durante a Dinastia Filipina (União Ibérica), os portugueses se expandiram de tal forma na América do Sul que, em 1680, visando o comércio com a bacia do rio da Prata e a região andina, fundaram um estabelecimento à margem esquerda do Prata, em frente a Buenos Aires: a Colônia do Sacramento. A fixação portuguesa em território oficialmente espanhol gerou um longo período de conflitos armados, conduzindo à negociação do Tratado de Madrid (1750).