Mostrando postagens com marcador Geografia Humana. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Geografia Humana. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Taxa de Fecundidade Brasileira

No último século a população brasileira multiplicou por dez: em 1900 residiam no Brasil cerca de 17 milhões de pessoas, no ano 2000 quase 170 milhões. Desde o primeiro recenseamento (1872) ocorreram várias mudanças no padrão da evolução demográfica brasileira.

Até o início da década de 1930 o crescimento da população do Brasil contou com forte contribuição da imigração. A partir de 1934, com a adoção da "Lei de Cotas" que estabelecia limites à entrada de imigrantes, o aumento da população dependeu, principalmente, do crescimento vegetativo (cv), isto é, a diferença entre as taxas de natalidade e a de mortalidade expressa em % (por cem) ou %0 ( por mil) habitantes.

No entanto, foi depois da Segunda Guerra Mundial (1939-45) que o crescimento tornou-se acelerado, devido à diminuição das taxas de mortalidade. Isso é explicado por fatores como a expansão da rede de esgoto, acesso à água encanada, campanhas de vacinação em massa, acesso a medicamentos básicos, etc. Entre 1940 a 1960 foi registrada a maior evolução das taxas de crescimento populacional, atingindo em 1960 a taxa de 2,9% a.a. (ao ano - ou 29%0 a.a.). Este período marcou a primeira fase de transição demográfica brasileira.


reprodução


A partir da década de 1960, começou a ocorrer uma desaceleração demográfica contínua: a diminuição das taxas de natalidade passou a ser maior que a das taxas de mortalidade, registrando em 2000 um crescimento demográfico de 1,6% a.a., com tendência à queda. Essa mudança no padrão do crescimento populacional brasileiro mostra uma situação típica da segunda fase de transição demográfica.


reprodução


Mudanças das taxas de fecundidade

A razão fundamental da queda das taxas de crescimento populacional no Brasil foi a diminuição da taxa de fecundidade (média de número de filhos por mulher em idade de procriar, entre 15 a 49 anos), que caiu de 6,3 filhos, em 1960, para 2,0 filhos, em 2006, o que significa que as famílias brasileiras estão diminuindo.

Apesar do crescimento cada vez mais lento, a população brasileira deverá chegar a 183 milhões de habitantes no final de 2009. O número de brasileiros mais que dobrou em 35 anos, uma vez que em 1970 havia 90 milhões de pessoas no país. Apenas nos últimos cinco anos - 2000 e 2005 - cerca 15 milhões de habitantes foram acrescentados ao país.

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Estrutura Etária

Crescimento populacional e estrutura etária

A distribuição da população por faixas de idade em um país é conseqüência das taxas de crescimento populacional, da expectativa de vida e das migrações.
A população é geralmente agrupada em três faixas etárias:

  • jovens (0-14 anos);
  • adultos (15-64 anos); e
  • idosos (acima de 65 anos).

    Nos países desenvolvidos, a estrutura etária é caracterizada pela presença marcante da população adulta e de uma porcentagem expressiva de idosos, conseqüência do baixo crescimento vegetativo e da elevada expectativa de vida. Essa situação tem levado a reformas sociais, particularmente, no sistema previdenciário em diversos países do mundo, já que o envelhecimento da população obriga o Estado a destinar boa parte de seus recursos econômicos para a aposentadoria.

    Nos países subdesenvolvidos os jovens superam os adultos e os idosos, conseqüência do alto crescimento vegetativo e da baixa expectativa de vida. Essa situação coloca os países subdesenvolvidos numa situação de desvantagem, particularmente os pobres que possuem famílias mais numerosas: sustentar um número maior de filhos limita as possibilidades do Estado e da família em oferecer uma formação de boa qualidade, coloca a criança no mercado de trabalho e reproduz o círculo vicioso da pobreza e da miséria ao dificultar a possibilidade de ascensão social futura.

    No caso do Brasil, e de outros países classificados como "emergentes", a proporção de jovens tem diminuído a cada ano, ao passo que o índice da população idosa vem aumentando. Essa é uma das razões das mudanças recentes no sistema de previdência social, com estabelecimento de idade mínima para a aposentadoria e teto máximo para pagamento ao aposentado.
  • segunda-feira, 21 de maio de 2012

    Pirâmides etárias

    A pirâmides etárias são representações gráficas (histograma) da população classificada por sexo e idade. No eixo vertical (y) estão indicadas as diversas faixas etárias, enquanto que no eixo horizontal (x) está indicada a quantidade de população: as barras da esquerda representam a população masculina e as barras da direita representam a população feminina. Observe duas pirâmides etárias correspondentes a dois países que apresentam um perfil sócio-econômico bastante diferente.

    reprodução


    A forma da pirâmide está associada ao nível de desenvolvimento do país. As pirâmides com forma irregular, topo largo e base estreita, correspondem aos países com predomínio de população adulta e população envelhecida, caso dos países desenvolvidos que atingiram ou estão próximos de atingir a fase de estabilização demográfica. As pirâmides de base larga e forma triangular representam países com população predominante jovem e baixa expectativa de vida, caso dos países subdesenvolvidos, em fase de crescimento acelerado, ainda na primeira fase da transição demográfica.

    No Brasil, a pirâmide etária tem se modificado a cada década. Sua forma revela uma situação intermediária entre as duas primeiras pirâmides apresentadas, de acordo com as alterações recentes ocorridas do padrão demográfico brasileiro. Observe estas mudanças através da sobreposição das pirâmides de 1980 a 2000.


    reprodução


    Observação: Não existe um critério único para a distribuição da população por faixa etária; o mais adotado (inclusive pelo IBGE, atualmente) divide a população em jovens (0-14 anos), adultos (15-65 anos) e idosos (acima de 65 anos). Essa distribuição tem como critério a população ligada ao mercado de trabalho (pessoas de 15 a 65 anos, aproximadamente), empregada ou não, e as pessoas consideradas fora desse mercado (com menos de 15 anos ou mais de 65 anos, aproximadamente).

    Deve-se observar que, a divisão da população, em três grandes grupos etários: de 0 a 14 anos, 15 a 64 e 65 anos e mais, não é restritivo. A utilização da divisão dos tradicionais grupos etários é base para o cálculo da razão de dependência em relação à população potencialmente ativa. A razão de dependência é a relação entre a população dependente (menores de 15 anos + acima de 65 anos) e a população em idade ativa (de 15 a 64 anos), multiplicado por cem. Com relação a faixa etária dos idosos, o critério de 65 anos e mais é utilizado para a conceituação do índice de envelhecimento que é indicado pelo "número de pessoas de 65 anos e mais de idade para cada 100 pessoas menores de 15 anos de idade, na população residente em determinado espaço geográfico, no ano considerado."

    quarta-feira, 16 de maio de 2012

    Comportamento Demográfico

    Urbanização e queda das taxas de crescimento

    O intenso processo de urbanização, verificado no Brasil principalmente a partir da década de 1960, foi o principal responsável pela redução das taxas de fecundidade e a conseqüente queda das taxas de crescimento demográfico. É na cidade que as informações e o acesso aos métodos de contra-concepção são maiores e foi justamente a partir deste período que a pílula anticoncepcional passou a ser difundida na sociedade brasileira.

    As mulheres engrossaram o mercado de trabalho urbano e as famílias passaram a dispor de menos tempo para se dedicar aos filhos. Além disso, na cidade as despesas com a criação e formação da criança são maiores que no meio rural, constituindo um fator inibidor para a formação de famílias numerosas.

    No caso das mulheres mais pobres, diante da dificuldade de terem acesso a métodos de contra-concepção, a esterilização foi a principal opção adotada. Registraram-se no Brasil casos em que a esterilização das mulheres em hospitais públicos foi realizada inclusive sem o consentimento da paciente, logo após o trabalho de parto.

    As alternativas de contra-concepção mais utilizadas pelas mulheres brasileiras são, respectivamente: a ligadura de trompas (esterilização), a pílula e a camisinha. Nos países desenvolvidos a ligadura de trompas é o método menos utilizado, sendo mais comum a vasectomia, que é o processo de esterilização masculina, que pode ser reversível.

    terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

    Explosão Demográfica


    A população mundial levou 1650 anos para duplicar e duplicou novamente em aproximadamente 35 a 40 anos(1945 e 1980). Os Cientistas Políticos e Geógrafos denominaram este período de EXPLOSÃO DEMOGRÁFICA. 

    terça-feira, 16 de agosto de 2011

    A ESTRUTURA POR SEXOS DA POPULAÇÃO


    Existe normalmente um equilíbrio de proporções entre o número de pessoas do sexo masculino e do sexo feminino. A população feminina, no geral, é um pouco maior que a masculina, pois a expectativa de vida do sexo feminino é superior a do masculino. Mas essa diferença quase nunca é significativa. Em geral apenas os países de imigração possuem maior população masculina, enquanto as áreas ou países de emigração possuem maioria de mulheres. As diferenças, contudo, raramente ultrapassam os 5%.

    A taxa de mortalidade masculina costuma ser superior a feminina, principalmente devido a diferença de vida levada entre homens e mulheres. Os homens costumam frequentar bem menos o médico do que as mulheres, além disso, as guerras matam mais homens, assim como também a imprudência está mais relacionada ao sexo masculino. Todavia, nas taxas de natalidade e o equilíbrio se restabelece: a feminina é ligeiramente inferior a masculina.

    Entretanto, apesar de constituírem cerca da metade, ou um pouco mais, da população de cada país, as mulheres não desfrutam de condições econômicas e sociais iguais a dos homens. Em relação ao trabalho, por exemplo, a percentagem de mulheres sobre o total da população economicamente ativa ainda é quase sempre minoritária, embora isso venha diminuindo rapidamente nas últimas décadas. Todavia, mesmo com a expansão das mulheres na força de trabalho, em geral, as médias salariais para o sexo feminino continuam inferiores ao sexo masculino.

    Até a década de 1930, principalmente em função do predomínio do movimento imigratório masculino, havia mais homens que mulheres no Brasil. O primeiro censo brasileiro realizado em 1872 apontou 51,5% de homens e 48,5% de mulheres. Depois do censo de 1940, a população feminina brasileira passou a predominar, embora com pequena diferença. Em 2000 a relação passou a ser de 49,2% de homens e 50,8% de mulheres. A razão fundamental desse predomínio feminino está na maior mortalidade masculina (acidentes, doenças, violência urbana) seguida pela emigração.

    domingo, 14 de agosto de 2011

    População Absoluta


    Países mais Populosos do Mundo
    País População aproximada
    1º China 1.300.000.000 hab.
    2º Índia 1.100.000.000 hab.
    3º EUA 300.000.000 hab.
    4º Indonésia 220.000.000 hab.
    5º Brasil 185.000.000 hab.


    O Brasil é um dos países mais populosos do mundo. Dentro dele, os Estados mais populosos, são:
    Estado População (ano 2000)
    São Paulo (SP) 37.000.000 hab.
    Minas Gerais (MG) 17.800.000 hab.
    Rio de Janeiro (RJ) 14.400.000 hab.
    Bahia (BA) 13.000.000 hab.
    Rio Grande do Sul (RS) 10.200.000 hab
    Paraná (PR) 9.500.000 hab

    sábado, 13 de agosto de 2011

    Distribuição Geográfica da População


    A distribuição pelos espaços geográficos

    Pela distribuição da população nos continentes, notamos que:
    • A Ásia é o continente mais populoso, com quase 60% do total mundial;
    • A Ásia é também, o continente mais povoado, com quase 80 hab/km2;
    • A Oceania é o continente menos populoso e menos povoado;
    • A Antártida é o continente não habitado (despovoado).

    Com mais de 160 milhões de habitantes, o Brasil é:
    • o quinto país mais populoso do mundo;
    • o segundo país mais populoso do continente americano e de todo o hemisfério ocidental, superado apenas pelos Estados Unidos;
    • o país mais populoso da América do Sul e de toda a América Latina.
    A distribuição da população no Brasil é, também, bastante irregular:
    • o Sudeste é a região mais populosa e a mais povoada;
    • o Centro-Oeste é a região menos populosa;
    • o Norte ou Amazônia é a região menos povoada.

    Na distribuição da população pelos Estados, temos que:
    • o Rio de Janeiro é o mais povoado, com quase 300 hab/km2;
    • São Paulo é o mais populoso, com cerca de um quinto (20%) da população brasileira;
    • Roraima é o menos populoso e o menos povoado, com menos de 1 hab/km2.

    As Populações Rural e Urbana

    Até 1960, predominava no Brasil a população rural. No recenseamento de 1970 já se constatou o predomínio da população urbana, com 56% do total nacional. À medida que um país se desenvolve industrialmente, a tendência geral é o abandono do campo em direção às cidades. O homem procura nos centros urbanos melhores condições de vida, conforto, salários e garantias. É o fenômeno do êxodo rural. Atualmente, 75% da população brasileira urbana, isto é, vive nas cidades. No estado do Rio de Janeiro, a população urbana é de 95%.

    quarta-feira, 27 de julho de 2011

    Emigração brasileira 02

    “Brasiguaios”

    São os brasileiros que, a partir da década de 1970, optaram por residir no Paraguai, incentivados pelos baixos preços da terra. O governo do país vizinho autorizou o loteamento de pequenas propriedades na região do Alto Paraná, atraindo os brasileiros, uma vez que a terra, do nosso lado (Paraná e Santa Catarina), era cara demais.
    No entanto, houve corrupção por parte de empresas particulares e do próprio governo paraguaio no processo de colonização, como a venda de uma mesma propriedade a dois compradores, o que resultou em conflitos. Posteriormente, o pequeno produtor, abandonado pela falta de legislação, foi desapropriado e muitos vivem na miséria ou optam pela volta ao Brasil.
    Apesar do desprezo e do abandono por parte do governo, na década de 1990 os "brasiguaios" foram responsáveis por 90% da soja e 80% do milho produzidos no Paraguai.

    10-

    sexta-feira, 22 de julho de 2011

    Imigração Brasileira(07)

    Alemães, Italianos, Eslavos...

    A colonização definitiva das áreas florestais do Sul só foi concretizada a partir do momento em que o governo imperial incentivou a vinda de imigrantes europeus para a região. Chegou-se a acreditar por algum tempo que os imigrantes teriam optado pelo Sul em virtude das condições climáticas da região. Como os imigrantes eram originários de regiões temperadas, eles teriam “escolhido” o Sul, que apresentava essas características. Na verdade, ao incentivar a vinda dos imigrantes, o governo tinha em mente objetivos de caráter estratégico.
    Se no início do século XIX o Sul brasileiro era praticamente despovoado, o mesmo não acontecia nas regiões limítrofes. A Argentina e o Paraguai, especialmente, apresentavam expressivos agrupamentos populacionais nas proximidades do Brasil meridional. Assim, era de fundamental importância estratégica fixar de forma definitiva populações nessa região, para evitar que o vazio demográfico despertasse a cobiça dos vizinhos.
    Costuma-se considerar que os primeiros imigrantes a se estabelecerem no Sul foram os alemães, na região de São Leopoldo (1824), ao norte de Porto Alegre; esse evento é considerado o marco inicial do período de imigração para o Brasil. Depois novas colônias alemãs, como, por exemplo, Novo Hamburgo, foram instaladas próximas a São Leopoldo, no Vale do Rio dos Sinos. Os alemães ocuparam as regiões de relevo mais baixo. A encosta e o planalto seriam ocupados, mais tarde, por imigrantes italianos.



    Em 1851, era instalada a colônia alemã de Joinville; em 1854 a de Blumenau; e em 1860a de Brusque. Posteriormente, a colonização alemã expandiu-se pelo Vale do Itajaí catarinense. Mas esse fluxo diminuiu a partir de 1859, quando foi promulgado o Rescrito de Heydt, proibindo a saída de germânicos para o Brasil. Essa proibição decorreu da divulgação, na Alemanha, das más condições a que estavam submetidos muitos dos colonos que já se haviam fixado no Brasil.
    Daí em diante, o maior fluxo passou a ser de italianos. Eles se fixaram nas enconstas e na área planáltica do norte de Porto Alegre, onde criaram várias colônias – entre as quais Caxias do Sul, Garibaldi e Bento Gonçalves. A proximidade das colônias italianas e alemãs com Porto Alegre foi fundamental para o seu crescimento. Parte considerável da produção colonial era destinada ao expressivo mercado consumidor que vinha se constituindo naquela que seria a futura metrópole gaúcha.
    A colonização italiana também se verificou em Santa Catarina. Nesse Estado, os italianos se fixaram junto ao Vale do Itajaí, justapondo-se à colonização alemã preexistente. Houve também colonização italiana junto à encosta sul do planalto catarinense, na chamada “região carbonífera” (Criciúma, Urussanga, Lauro Müller). Todas essas áreas pioneiras de colonização européia passaram a ser conhecidas como “áreas coloniais velhas”, em oposição àquelas que foram ocupadas mais tarde, chamadas de “áreas coloniais novas”.
    Ao final do século XIX, a imigração foi estimulada não só pelo governo federal, mas também por iniciativa dos governos provinciais e de empresas particulares. Nessa época, a imigração atingiu o seu auge com a continuação da entrada de italianos e a chegada, em menor quantidade, de pessoas de outras origens, especialmente eslavos (poloneses, russos, ucranianos), que se fixaram no centro-leste do Paraná.

    quinta-feira, 21 de julho de 2011

    Imigração Brasileira(06)

    Outros Imigrantes

    Os eslavos, representados pelos russos, ucranianos e poloneses, concentraram-se no Paraná, em atividades agrícolas e extrativas (araucária), e fundaram cidades, por exemplo, Ponta Grossa. Chegaram principalmente entre 1872 e 1886.
    Os suíços-alemães foram dos primeiros imigrantes a chegar ao país, por volta de 1819. Fundaram Nova Friburgo no Rio de Janeiro. Foi uma tentativa fracassada do governo em colonizar essa região, em virtude da falta de meios de comunicação e transporte.

    quarta-feira, 20 de julho de 2011

    Imigração Brasileira(05)

     Japoneses

    Começaram a chegar em 1908, sendo o maior período entre 1924 e 1934, e eram provenientes de áreas rurais do Japão. Dedicaram-se a atividades agrícolas e atividades urbanas relacionadas ao comércio.
    Assim como aconteceu com os alemães, os japoneses também tiveram sérias dificuldades culturas de adaptação, notadamente pelo idioma, muito diferente do nosso. O estado de São Paulo foi o que mais recebeu esses imigrantes. Confira, pelo mapa, as áreas mais importantes.


    1 – Grande São Paulo: colaboraram na formação do cinturão hortifrutigranjeiro.

    2 – Oeste paulista: região de Marília, Bastos, Tupã, Lins – dedicaram-se à cafeicultura e à cultura do algodão.

    3 – Vale do Ribeira do Iguape: cultivaram o chá da Índia e a banana.

    4 – Vale do Paraíba do Sul: cultura irrigada do arroz.

    Outras áreas receberam os japoneses: o norte do Paraná, na cafeicultura, a zona de Bragantina, no Pará, no cultivo de pimenta do reino (cidade de Tomé-Açu) e o vale do Amazonas, nas culturas de juta e arroz.

    terça-feira, 19 de julho de 2011

    Imigração Brasileira(04)

    Espanhóis

    Em relação ao número, representaram o terceiro maior grupo imigratório, e sua imigração é considerada antiga, graças à União Ibérica (1580/1640). O período mais importante ocorreu entre 1904 e 1914. Eles fixaram principalmente em São Paulo e, em menor número, no Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Sul. Em razão do idioma e religião semelhantes, não tiveram dificuldades culturais de adaptação ao País.

    Alemães

    A partir de 1824, os alemães começaram a chegar, principalmente no Rio Grande do Sul (vale do rio dos Sinos), em colônias como São Leopoldo, Novo Hamburgo e Taquara. Em Santa Catarina, marcaram o vale do Itajaí, e áreas vizinhas, com colônias que deram origem a Blumenau e Joinville, entre outros. Atualmente, essa região é caracterizada pela indústria têxtil.


    5-


    Ao contrário dos italianos e espanhóis, os alemães tiveram uma integração cultural bastante difícil, em virtude da grande diferença entre as culturas. O principal período da entrada ocorreu de 1850 a 1871.

    domingo, 17 de julho de 2011

    Imigração Brasileira(02)

    Portugueses e Italianos

    Grupo de imigrantes mais numerosos, os portugueses entraram no país em vários períodos, sobretudo de 1500 a 1808, 1891 a 1930 e após 1950, somando quase 1,8 milhão de imigrantes. Geograficamente, optaram por São Paulo e Rio de Janeiro, e uma minoria, por outros lugares. Contribuíram culturalmente com o idioma e a religião predominante no país (católica).
    Após os portugueses, os italianos constituem o grupo mais abundante de imigrantes. O estado de São Paulo foi a principal área de destino desses imigrantes que, juntamente com outros grupos, substituíram o trabalho escravo nas lavouras de café.
    Outros italianos tentaram a vida na região Sul, sobretudo em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul, principalmente, como pequenos agricultores, marcando a agricultura sulista com a mão-de-obra familiar e vitivinicultura.